22.12.13

O GAROTO E O BARBEIRO ISAAC BENATTO

Ao longo da história, a figura do barbeiro sempre teve uma importância muito grande na vida das pessoas, até uma ópera há cujo principal personagem tem essa profissão -  "O Barbeiro de Sevilha"(Rossini).
Na primeira metade dos anos 1950, quando a maioria dos homens ainda usavam bigode, a ida ao barbeiro era ainda mais frequente. 
Cada um tinha o seu barbeiro de preferência, ao qual  era completamente fiel.
Logicamente os  meninos eram levados ao barbeiro do pai para o primeiro corte de cabelos.  Invariavelmente, herdava assim o barbeiro do pai, que passava a ser o seu também.
Somente havia mudança de barbeiro quando o mesmo morria ou  aposentava.
Como não podia deixar de ser, herdei o barbeiro de meu pai, o senhor Isaac Benatto. Ele foi casado com  Idelma Bruno Benatto, com quem teve os filhos  Isaíra, Íria, Inês, Idelma, Ivanil, Ivone, Isaac e Ivam . 
Meu primeiro corte de cabelo somente ocorreu quando tinha dois anos de idade.

Eu morava em casa de meus avós maternos, onde havia um pé de fruta do conde, no qual abelhas fizeram moradia. 
Quando fiz o primeiro corte contei para o barbeiro que na minha casa havia um "pé de abelha". Daí em diante ele sempre me perguntava como estava o "pé de abelha"



Muitos anos depois, já morando em São Paulo (1966), retornei ao Salão do Benatto, que ficava na rua Souza Soutello ao lado do "Bar do Daniel" (Daniel Leirião), e seu Isaac assim que me colocou a capa perguntou:

" _ Como vai o "pé de abelhas", ainda existe?"

Quando resolvi dedicar a última página deste blog ao "seu Isaac", fiz uma consulta no Google e fiquei feliz por ver que sua memória ficou preservada ao ser dado o seu nome a uma das ruas da cidade.
Como ilustração foram inseridas duas fotos: na primeira o autor desta coluna está sentado no degrau de entrada do Foto Machado, onde ia frequentemente com seu pai, tendo os cachos caindo sobre os ombros; na segunda estou todo sorridente, feliz  com o primeiro corte de cabelo, feito pelo "seu Benatto".
Agradeço a atenção dos leitores (as) deste blog ao longo deste ano, desejando-lhes Feliz Natal e um excelente 2013.

15.12.13

UMA PRIMEIRA COMUNHÃO NOS ANOS 1940.



Clique sobre a foto

Numa de minhas estadas  em Ourinhos vi, numa manhã de domingo, grupo de meninos e meninas enfileirados em frente a Catedral. Logo pensei, será uma primeira comunhão? Aproximei-me e constatei que estava certo ao ver os dizeres da camiseta que usavam. Tratava-se de uma primeira comunhão. Veio-me então à memória a celebração desse Sacramento no passado: os meninos trajando terno branco e as meninas com belos vestidos brancos, parecendo noivinhas . Minha mãe, que era exímia modista, fez muitos desses vestidos. De alguns ela ainda se lembrava dos detalhes e os descrevia às vezes. Assim é a vida, em constante mutação dos costumes.
As primeiras Irmãzinhas da Imaculada Conceição logo que vieram para Ourinhos, no final dos anos 1940, deram uma apoio muito grande ao Padre Eduardo Murante na organização da primeira comunhão, procurando facilitar aos meninos e meninas da zona rural (grande ainda nessa época) o acesso a esse sacramento tão importe para os católicos. Após a missa, ela ofereciam, nas dependências do Colégio Santo Antônio, um reforçado café da manhã para as crianças.
Muitas famílias faziam questão de levar seus filhos e filhas a um estúdio fotográfico para registrar essa ocasião importante. Foi o que aconteceu comigo. 
Fomos ao estúdio do seu Machado, na Praça Melo Peixoto, para registrar a foto de minha primeira comunhão, num domingo de maio de 1955.


Foto Machado.

A primeira foto deve ser das primeiras turmas organizadas pelas Irmanzinhas, ainda antes da conclusão do prédio do colégio. Nela se  vê o padre Eduardo na última fileira. 
Foto de autoria desconhecida.

8.12.13

OURINHOS EM DOIS MOMENTOS (DÉCADAS DE 1940 E 1950)

Na semana retrasada chegaram-me on line, duas fotos de Ourinhos deveras interessantes porque retratam dois momentos do centro da cidade em momentos diferentes. Elas pertencem ao acervo de Roberto Pellegrino.
A primeira acredito que seja da segunda metade dos anos 1940, e deve ter sido tomada do alto do silos da Cargill, que ficava à beira do trilho no final da Cardoso Ribeiro em direção à Vila Boa Esperança.
Clique sobre a foto.



Nela vemos a antiga Rua Sergipe, hoje Rua Antonio Carlos Mori desde o seu início nos trilhos da Estrada de Ferro  Sorocabana, até o seu final nos trilhos da Rede de Viação Paraná Santa Catarina. Ainda não havia sido erguido ainda o novo prédio do Grêmio Recreativo de Ourinhos, na Avenida Altino Arantes. À direita se destaca a torre da antiga Igreja Matriz que seria derrubada alguns anos depois. Mais adiante vemos portentosa a nova Igreja Matriz já totalmente erguida e coberta.

Ao fundo (esquerdo) vê-se a área onde havia o cafezal da fazenda de Horácio Soares, anos mais tarde loteada. À direita se distingue o quarteirão inicial da  Avenida Rodrigues Alves onde se localiza as casas que foram erguidas,  nos anos 1930,  para servir de residência da alta administração da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná. 
  
Na segunda foto, vemos a mesma rua Antonio Carlos Mori cerca de 10  anos depois. 
(Clique sobre a foto)

Nela se destaca a arborização recente das ruas da cidade e, no primeiro plano direito, o Pastifício Ourinhos pertencente à família Segalla, que tinha residência em frente. Mais ao fundo, o penúltimo quarteirão da Rua 9 de Julho, onde se destacam o conjunto de casas dos anos 1930, o prédio do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, onde hoje se encontra instalada a Diretoria de Ensino da Região de Ourinhos, e o antigo Cine Ourinhos, hoje Teatro Municipal Miguel Cury. Ao fundo (direita), vemos o primeiro edifício construído em Ourinhos - o Edifício Bradesco, na confluência da Antônio Prado com a Praça Melo Peixoto, obra do arquiteto ourinhense formado pela FAU, Toshio Tone. Obra do mesmo arquiteto é o prédio do Grêmio Recreativo de Ourinhos, já funcionando na nova sede por ocasião dessa  foto. Também se destaca nesse ângulo, a torre do novo templo da Igreja Metodista, da Rua São Paulo. 
As fotos são de autoria desconhecida.

30.11.13

RODOLFO PELLEGRINO, UM ITALIANO E A EDUCAÇÃO PÚBLICA PAULISTA NOS ANOS 1950

Rodolfo Pellegrino (Sicília 1908-Sta Cruz do Rio Pardo 1995) veio para o Brasil juntamente com a esposa (Maria), nascida neste país, e os dois filhos Franco e Roberto em 1951.


A família no navio que os trouxe para o Brasil.

Estabeleceram-se em Ourinhos, onde estavam os parentes Brandimarte, desde os anos 1940.
Rodolfo abriu na cidade uma loja  - a "Casa dos Acumuladores".

Em pouquíssimo tempo granjeou o respeito e a amizade de todos os que o conheceram.
Como imigrante tinha muito amor pela terra que o recebera, e reconhecia  as possibilidades que o ensino público paulista oferecia a seus filhos.
O discurso em italiano (traduzido por Roberto a meu pedido) que pronunciou por ocasião de um jantar oferecido à equipe de professores e direção do Ginásio de Ourinhos, em agosto de 1956, testemunha essa gratidão. Ele foi publicado no jornal do Grêmio Estudantil "Rui Barbosa - "A Voz do Estudante", do CEEN "Horácio Soares".


Arlete (desenho) ; Iolando (marido da Arlete e diretor do Ginásio); Cleide Bonetti (Canto Orfeônico); Toffoli (do Normal), com o casal Pellegrino e o filho Roberto.

Excelentíssimos Senhores
Inspetor Federal, Senhor Diretor Estadual, Senhores Professores e Professoras do Ginásio “HORÁCIO SOARES” de Ourinhos

Em primeiro lugar, quero sublinhar, em nome de minha família, o júbilo e a honra que sentimos neste momento festivo pela presença das eminentes figuras do excelentíssimo inspetor federal, do excelentíssimo diretor estadual e de quase todos os professores do Ginásio “Horácio Soares” de Ourinhos.
Expresso meu agradecimento pelas frases e pelos elogios do ilustre professor Norival Vieira da Silva. Suas preciosas palavras, pronunciadas com aquele estilo fino e delicado, comoveram-me profundamente.
Aos seus conceitos expressos com perfeição à minha família é difícil responder porque se trata de louvores dirigidos pessoalmente a nós.
Peço a Deus que me conserve sempre íntegro e vibrante o senso do dever, a fidelidade e a perseverança em todos os atos, sobretudo em relação à minha família, de modo que meu filho, vosso aluno, possa seguir o exemplo que lhe servirá de guia em seu futuro.
Agradeço de novo ao sr. Professor Norival, o qual, depois de haver falado em nome de todos os professores do Ginásio, quis mais uma vez demostrar que bom sangue não mente ao afirmar que os pais de Roberto Pellegrino podem estar tranquilos quanto ao fato de que os professores dedicarão todo o interesse possível ao estudante que, por motivos especiais, teve de deixar a própria pátria.
Tenho certeza que meu filho, com os vossos ensinamentos e sob a minha constante vigilância e guia, fará o possível para tornar-se digno de pertencer à democrática escola brasileira, para assim merecer a estima dos professores, de seus pais, e o reconhecimento de sua pátria de origem, e, naturalmente, de sua grande pátria adotiva: a pátria brasileira, que tanto necessita de homens capazes e corajosos. Permito-me dizer que todos nós -- entendo dizer todos aqueles que deixam a própria pátria com a esperança de construir um futuro para si e para os próprios filhos – temos o sagrado dever de contribuir para o progresso e a grandeza deste generoso Brasil: levando cada um seu tijolo ao canteiro do grande edifício da construção nacional brasileira.
Excelentíssimos sr. Inspetor, sr. Diretor e senhores Professores e Professoras, o haver de vossa parte aceitado com prazer de participar a esta festiva noitada encoraja-me a acreditar que meu filho conquistou esse merecimento com seu apego à escola e ao estudo, e pelo qual muitos obstáculos teve de superar, tratando-se de outra língua e de outros métodos de ensino. Isso demostra sua vontade a a paixão que ele tem pelo estudo. Paixão que é característica daqueles empreendimentos mediante os quais o homem se propõe alcançar altos objetivos, enfrentando quaisquer obstáculos e fim de obtê-los.
Excelentíssimo Sr. Inspetor, Sr. Diretor, Senhores Professores e Professoras, rogo-vos de aceitar meu reconhecimento por haver-me honrado com a vossa ilustre presença a este jantar que vos ofereço para externar a gratidão de um aluno, meu filho, àqueles que lhe abriram os braços para admiti-lo na escola brasileira.
Agora é na vossa forja, a forja da sabedoria, da qual vós sois os artífices, que meu jovem filho terá que construir o próprio futuro.


Agradeço-vos mais uma vez de todo coração e que Deus salve e proteja o BRASIL.


Rodolfo Pellegrino

O ator Rosano Brazzi na casa de Rodolfo Pellegrino em 1963.

Sobre Rodolfo Pellegrino ver também:

http://ourinhos.blogspot.com.br/2010/01/rodolfo-pellegrino-e-maria-pulcinelli.html 

http://ourinhos.blogspot.com.br/2008/10/rossano-brazzi-bolonha-1916-1994-foi-um.html

23.11.13

A 4 SÉRIE A DE 1956 DO IEHS DE OURINHOS

Quando ingressei no curso ginasial do Instituto de Educação Horácio Soares, em 1959,  havia na minha classe de 1ª série alguns veteranos - os repetentes. A repetência, prevista em lei,  era aplicada sem dó nem piedade,  e alguns professores se valiam dos instrumentos de avaliação para coibir a algazarra em classe. Com isso, muitos estudantes tinham às vezes sua nota de prova dividida por 2 devido a uma chamada oral repentina. Comigo isso aconteceu muitas vezes com Padre Felipe Dimants, professor de inglês, embora eu não fosse dos mais levados.
Corriam soltas,  pela transmissão oral dos veteranos, as narrativas das façanhas das turmas que nos antecederam.
A 4ª série A de 1956 foi uma das mais famosas.
É essa turma de jovens, hoje quase todos setentões, que vemos na foto daquele ano.
São eles:
Clique sobre a foto para maior visibilidade.


 Quarta Série A de 1956



Última fila, em pé, da esquerda para a direita:

Joaquim Luiz Bessa Neto, Roberto Abucham, Mario Takaes, José Luiz Devienne, Yasufico Yamamoto, Celso Gambale, Edmur Elias Neder, Samir Makarios e José Carlos Marão.

Fila do meio, em pé:
Mario Mizato, Reynaldo Medina, Yoshiuki Simono, Kenzo Iwano, Harugi Seno, Nilson Zuim Pinar e Jorge Maluf.
Primeira fila, sentados:
Roberto Pellegrino, Domingos Perino Neto, Aldo Santoro, Sylvio Leite Monteiro, Carlos Ostronoff (o Mocho), Paulo Aurélio Vivan dos Santos, Diógenes Ferreira, Claudio Antonio Baccili e Pedro Eduardo Perez (o Charretinha).

Depoimento do jornalista José Carlos Marão:

"Aqueles malucos da 4ª Série A de 1956 eram considerados “indisciplinados”. Ao longo do ano, aprontaram muitas. Por exemplo, havia na sala de aula uma tampa de carteira solta, chamada “beronha”. Toda vez que uma aula era muito chata ou a turma percebia que o professor estava inseguro quanto ao assunto, a “beronha” era lançada estrondosamente no chão. Com isso, a aula era interrompida e vinham muitos minutos de reclamação da manutenção, reivindicações, impropérios. Tudo falso, só para enganar o professor. Claro que com a Maria Tereza, ou Norival, ou o Albertinho Brás isso não acontecia. Mas o pessoal era bom de nota. Ficava difícil castigar. A quarta série B, mista, era, claro, bem comportada. Estavam lá, entre muitos, o Chico Pinha, o Nelson Tijolinho, a Glorinha, a Ivonete.






O dia do último exame oral foi uma grande zorra. Na gritaria que durou quase a manhã inteira, em certo momento, alguém pintou uma placa onde estava escrito: “Rua Quarta Série A de 56”. A turma foi lá para trás do campo de futebol e “inaugurou” a rua, com discurso e tudo. Essa rua seria perpendicular ao atual prédio do instituto, portanto paralela ao velho prédio do Ginásio."


Segundo Marão, as fotos provavelmente tenham sido feitas pelo Profº Norival, também uma amante da fotografia.

Acesse também:
http://ourinhos.blogspot.com.br/2012/06/turma-de-1945-do-ginasio-de-ourinhos.html

http://ourinhos.blogspot.com.br/2012/06/em-1977-lurdes-de-freitas-ja-falecida.html

17.11.13

A PRIMEIRA TURMA DO TIRO DE GUERRA DE OURINHOS - O COMPROMISSO À BANDEIRA


(Clique sobre a foto para melhor visualização)

Desde a instituição do Tiro de Guerra, após a campanha desencadeada na segunda década do século passado por Olavo Bilac, os reservista fazem o juramento à Bandeira Nacional. 
A linha de tiro em Ourinhos passou a existir a partir de 1938. No ano seguinte, a primeira turma, por sinal muito grande, fez o o compromisso à bandeira.
Era costume a escolha de uma madrinha e, às vezes, de damas de honra. Foi assim com a primeira turma que aparece nesta bela foto, com certeza de autoria do fotógrafo profissional alemão Frederico Hahn.
Foram elas: 
Madrinha, a professora Helena Orsi Portugal de Souza (esposa do drº Ovídio)
Damas: Cibela Sá e Lilica Cunha
Instrutor: 2º sargento Josias Silva
Jairo Teixeira Diniz é, talvez, o único remanescente dessa turma,  da qual foi o primeiro colocado. Participaram dela entre outros: Oriente Mori, Alvaro Cretuchi, David Gomes de Souza (parente do Brigadeiro Eduardo Gomes), Alcides Macedo Carvalho, Humberto Rosa, Paulo Matachana, Helio Cerqueira Leite, Assad e Aniz Abujamra, Dirceu Correia Custodio, Mizael Olympio de Almeida, Julio Zaki Abucham, Aparecido Nascimento e José Cardoso.
Essa turma foi criada no dia 3 de outubro de 1938.
Na foto, feita em frente à Igreja Matriz, é visto também o pároco à época,  cônego Miguel dos Reis Mello

10.11.13

UM ATO DE FÉ CATÓLICO NO PASSADO DE OURINHOS

Clique sobre a foto

Há muitos anos eu desejava divulgar essa foto do passado de Ourinhos. Esperava poder indicar que momento foi esse e qual o local em que a foto foi tomada. 
A espera foi em vão, pois embora tenha na memória a casa que  aparece parcialmente na foto, e cujo o proprietário aparece parcialmente na varanda, não sei dizer onde ela se situava.
Foi uma ocasião importante, pois estava presente o Bispo de Botucatu sob o pálio carregado por paroquianos. Ele está parado olhando para a casa em questão
Com certeza a ocasião está compreendida entre 8 de agosto de 1937 e 20 de março de 1941.
Por que a certeza? Porque está presente à esquerda da foto o cônego Miguel dos Reis Mello,  que foi o pároco durante esse período. Ele foi sucedido pelo padre Eduardo Murante.
O Bispo de Botucatu era Dom Luiz Maria Sant'Anna (1886-1946)
Em primeiro plano se veem  senhoras da Irmandade do Sagrado Coração de Jesus, membros da Congregação Mariana e algumas integrantes das Filhas de Maria.
Ao fundo, creio que uma tuba se destaca, o que indica que a Banda Municipal seguia atrás do pálio. 
Fica aqui registrado esse testemunho de um ato de fé católico na cidade de Ourinhos.


3.11.13

MEMÓRIAS DO ESPORTE EM OURINHOS

15-8-1944


O professor Carlos Lopes Baia, continuando sua pesquisa sobre a história do futebol em Ourinhos enviou as relíquias abaixo:

Volei - 1960







A foto foi publicada pela Sandra Carvalho Lopes Migliari (Cuiabá-MS)
no facebook, filha do Maximo Lopes Gonzales, o primeiro em pé. Também
vemos ali o Roberto Miwa e o Furlanetto como goleiro.
Se alguém puder ajudar na identificação, desde já agradeço.












2.11.13

MIGUEL CURY, ALFREDO DEVIENNE E O CHEVROLET MASTER - UMA VIAGEM A SÃO PAULO NOS ANOS 1930



Era uma vez dois amigos. Ambos não eram ourinhenses. O mais velho era imigrante, nascido em Kfeir, cidade síria, hoje integrante do Líbano.  O mais jovem, nascido em Campinas, neto de um francês, ourives estabelecido na rua do Rosário na segunda metade do século XIX.
Ambos não tinham recursos e foram tentar a sorte em uma pequena cidade paulista localizada na nova fronteira cafeeira - Ourinhos. 
Casaram-se em Ourinhos, o mais velho com uma das filhas de um dos pioneiros da cidade, José Fernandes Grillo (Benedita). O outro com uma jovem nascida na vizinha Cambará, Isolina Cattai.
O mais velho era Miguel Cury, o mais jovem Alfredo Devienne.
Miguel Cury se estabeleceu em Ourinhos como sapateiro, mas o tino comercial que trazia no sangue levou-0 a outros empreendimentos. Alfredo, que viera para Ourinhos com o primo Francisco de Almeida Lopes, estabeleceu-se de início com a empreitada de pintura de casas.
Miguel e Alfredo tinham em comum a paixão por carros.
Miguel obteve a concessão do comércio de carros Chevrolet em Ourinhos (1924). O negócio prosperou e, nos anos 1930, já construíra uma loja luxuosa na Praça Melo Peixoto, ao lado do belo sobrado onde residia.
Em 1934, a Chevrolet lançou um modelo que fez sucesso: o Chevrolet Master.


Entusiasmados com esse novo modelo da Chevrolet, se propuseram a uma aventura numa estrada não pavimentada ainda - a ligação Ourinhos-São Paulo.
Abaixo vemos a foto que documenta essa empreitada. Pararam num determinado trecho da estrada para uma foto. Ao centro, Miguel Cury, à direita Alfredo Devienne. Infelizmente, não tenho registro de quem seja o jovem que está à esquerda.
Com certeza Miguel e Alfredo tiveram muito o que narrar após seu retorno a Ourinhos.

  


31.10.13

JOÃO ABUJAMRA - O JOÃOZINHO DA "NOSSA CASA"

Seu João partiu. Era dos comerciantes mais antigos de Ourinhos,  estabelecido no ramo de tecidos na Avenida Jacinto Sá com Antônio Prado - a NOSSA CASA.
Era filho de Ibrahim Abujamra.
Sua loja tinha um diferencial na qualidade dos tecidos. Minha mãe sempre que desejava algo diferenciado  em matéria de tecido  ia no"Joãozinho", seu colega de  escola.
Há alguns anos, já doente, fechou a loja.
Gostava de escrever contos e poesias que podem ser encontrados nas páginas do jornal "A Voz do Povo" de final dos anos 1930 e inícios dos anos 1940.
Transcrevo aqui, o início de um desses contos, denominado "A lenda das pedras verdes"que pode ser lido na edição de 27 de janeiro de 1940:

"Nem as leves brisas do norte, nem a face da terra, poderá dizer ao aventureiro heroico e audacioso que percorreu e percorre as imensas florestas chamadas com razão o mar verde do Brasil, o lugar onde existiu a famosa serra das esmeraldas, realidade de Azeredo e sonho fascinador de Fernão Dias.
Nada!...nada, senão a desolação e a morte nessas paragens cobertas de verdes palmares, que a tradição histórica cita com verdadeiro assombro e que a alma popular aceitou como verídica e passou-a de geração a geração.
".....".
Há uma página neste blog com o depoimento de João sobre Ourinhos;
http://ourinhos.blogspot.com.br/2012/04/depoimento-de-joao-abujamra.html

À família de João Abujamra nossos sentimentos.

30.10.13

ANTÔNIO CARLOS CORRÊA (1924-2013)


Foto: Nice e Antônio Carlos 

Antônio Carlos Corrêa partiu dia 6 de setembro de 2013.
Doente há alguns anos, já não estava presente como o Antônio Carlos que os amigos e familiares conheciam.
Nas visitas que eu  fazia a sua esposa Nice sempre que ia Ourinhos,  pude acompanhar de perto o desligamento paulatino  de  uma pessoa que fora sempre muito alegre e boa  prosa.
Nascido em Santa Cruz do Rio Pardo, fixou-se em Ourinhos  após o seu casamento com Nice Nicolosi.
Foi durante muitos anos gerente da Cargil onde se aposentou. 
Após a aposentadoria, exerceu a administração de imóveis e corretagem  sempre com a seriedade que foi uma marca constante em sua vida profissional.
Amante da pescaria, foi um dos melhores dessa prática em Ourinhos, tendo sido também presidente do Rotary Clube local e do Grupo de Amantes da Música.

26.10.13

O LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE OURINHOS

Era um dia chuvoso de março (23). O ano, 1941. O horário,  15 horas, ocasião em que ocorreria um acontecimento muito esperado - o lançamento da pedra fundamental da futura Santa Casa de Misericórdia. 
O início da cerimônia sofreu atraso devido ao mau tempo. Ela teve  início às 16h30, com a lavratura da ata, após o que o jovem pároco recém chegado a Ourinhos, Padre Eduardo Murante procedeu à benção da pedra inicial,  junto a qual foram colocadas uma cópia da ata, exemplares de "A Voz do Povo" e moedas em circulação. 
O repórter acusou a presença de cerca de 300 pessoas.
O fotógrafo presente, com certeza Frederico Hahn, registrou esse momento, como mostra  a foto abaixo.

Clique sobre a foto

Entre os presentes identifico: o garoto Carlos Nicolosi (à esquerda de calça branca) Hermínio Socci, Silvano Chiaradia,   dr. Hermelino de Leão, esposa e  filhas, Adalgisa Tocalino Papa, Alzira Tocalino Nicolosi e as filhas, Maria Lúcia, Nice e Nancy, Anette Papa, a garota Neuza Tocalino Thomé, o marceneiro Virgílio Varago (segurando guarda chuva), meu avô José das Neves Júnior (à direita de perfil) tendo ao lado o jovem Florindo Carrara, todos rodeados pelo cafezal do fazendeiro Álvaro Ferreira de Moraes, o doador do terreno. 

20.10.13

A PRIMEIRA ELEIÇÃO DE DOMINGOS CAMERLINGO CALÓ



Domingos Camerlingo Caló foi prefeito de Ourinhos por duas vezes. Na primeira vez (1952-1955) , foi apoiado por uma coligação que reunia opostos, aliança que ocorria muitas vezes nos pequenos colégios eleitorais. Apoiavam-no o Partido de Representação  Popular, - PRP, o já bastante forte Partido Trabalhista Brasileiro - PTB e a União Democrática Nacional - UDN. 

Camerlingo foi eleito com 2.257 votos, tendo como vice, o farmacêutico Álvaro Aranha. A outra coligação, formada pelo Partido Social Progressista - PSP e o Partido Social Democrático - PSD, tinha como candidatos Horácio Soares (teve 1.036 votos), que fora prefeito durante o Estado Novo e vereador na primeira legislatura da Câmara Municipal de Ourinhos e Antônio Luiz Ferreira (vice).
Essa eleição teve duas mulheres como candidatas a vereador, ambas da chapa da UDN, duas professoras por sinal: Helena Orsi Portugal de Souza, esposa do médico Ovídio Portugal de Souza e Maria Inês Pires Alves de Souza, que foi Bibliotecária do IEHS, durante os meus anos de ginásio. Era casada com Reinaldo Alves de Souza, um dos fundadores da UDN na cidade.
Os vereadores eleitos foram:
PRP
Mistugui Kanda
Aimoré Ferreira
Dimas Aguiar cintra
Fernando Cristoni

PSD
Mário Cury
Oriente Mori

PSP
Luis Ximenes
Tito Tibúrcio do Prado
Abrahão Abujamra

PTB
João Flauzino Gonçalves
Drº João Batista Medeiros
Benedito Pimentel

UDN
Duílio Sandano
Altamiro Pinheiro
Antonio Bertagnoli


Camerlingo foi eleito novamente na década de 1960 (1964-1968).
Vemos duas fotos da eleição de 1951. Na primeira está  Camerlingo, com óculos escuros, e o vereador eleito drº João Batista de Medeiros (último à direita)
Na outra, duas mulheres que eram torcedoras "roxas" de Camerlingo, à esquerda Lourdes Souza Dantas e à direita Maria Neves, minha tia, ambas telefonistas.
Fotos por Francisco de Almeida Lopes

 

13.10.13

SHUKI SAKAI, O FOTÓGRAFO


Não é esta a primeira vez que me reporto a Shuki Sakai nesta coluna.
Faço-o agora para lhe dar o destaque que merece pelo trabalho que desenvolveu nos quase vinte anos em que exerceu a profissão de fotógrafo em Ourinhos.
Conheci-o de perto porque foi um grande amigo de meu pai.  
Ele se estabeleceu em Ourinhos no ano de 1948, tendo adquirido de Frederico Hahn a razão social do "Foto Vitória".
Alugou um imóvel numa localização estratégica, em frente ao Cine Ourinhos e ao lado do Bar e Sorveteria Cinelândia, portanto bem no coração da cidade.
Em pouco tempo amealhou uma boa freguesia para o seu estúdio fotográfico. 
A poucos metros dali, na Praça Melo Peixoto, havia outro estúdio, o de José Machado Dias, estabelecido também a pouco tempo em Ourinhos.
Havia freguesia suficiente para os dois estúdios.
A foto que vemos nesta página é de autoria de um amante da fotografia, José Fernandes de Souza, que fez uma foto especial do amigo Sakai, com seu instrumento de trabalho. Bela foto que mostra o talento do fotógrafo amador que foi o gerente da Sanbra em Ourinhos.
Num detalhe,  edição de uma foto feita por meu pai, vemos Sakai por ocasião da inauguração da piscina do Clube Atlético Ourinhense.


Atraído pela miragem da recém instalada nova capital federal, Brasília, Sakai deixou Ourinhos e se mudou para lá com a família. 

6.10.13

O MARCO ZERO DE OURINHOS

Clique sobre a foto


O marco zero de uma cidade é o ponto que se estabelece como sendo o seu centro geográfico, a partir do qual se estabelecem as medições de distância.
Quase sempre se escolhe o local onde a cidade teve o seu início para a edificação de um monumento que represente o marco zero. Na capital, esse monumento está localizado na Praça da Sé.
Ourinhos passou a ter o seu marco zero na gestão do prefeito Cândido Barbosa Filho, graças a uma iniciativa do Rotary Clube local.
O local escolhido foi a Praça Melo Peixoto,  ponto referencial da cidade desde o início dos anos 1920. 
O local da praça escolhido foi o que dava frente para a velha Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus (onde hoje se encontra o prédio da Telefônica). Ou seja, o monumento ficava voltado para aquele templo religioso.


Era um belo monumento em granito,  tendo um corpo central mais elevado e dois laterais um pouco menores sobre uma base de dois degraus. No corpo central havia a placa indicativo do marco zero.  
Sua inauguração deu-se no dia 23-10-1949, às 10 horas, data em que se comemorava o nono aniversário do Rotary Clube local.    Plantou-se também uma muda de pau-brasil.
Discursou na ocasião o drº Júlio dos Santos (advogado e professor), presidente do Rotary. Agradecendo em nome da municipalidade discursou o drº Salém Abujamra (advogado).
As fotos da ocasião foram feitas por Shuki Sakai, fotógrafo recém-estabelecido  na cidade.
Fonte: "A Voz do Povo"
Na foto da inauguração vemos o  prefeito, muitos membros do Rotary e esposa, vereadores da 1ª legislatura da Câmara Municipal (os dois últimos à esquerda são o profº Dalton Morato Villas-Boas e Benedito Monteiro).
Creio que os únicos sobreviventes dessa foto são o srº Armando D'Andrea, comerciante local e as crianças, sendo uma delas a minha amiga desde a infância, Marilena Beltrami Costa Breve que está no colo do pai o dentista Antônio Luiz da Costa, tendo ao lado a mãe Anita Beltrami. 
A foto do monumento, tendo ao fundo a praça,  é de autoria de Francisco de Almeida Lopes.
O monumento foi desmontado numa das reformas posteriores da praça, restando somente o bloco central que foi colocado em outro local. Na reforma recente da praça , o que restou do marco zero passou a ocupar novamente um lugar central na praça restaurada. 
  


Marco Zero restaurado e recolocado no centro da Praça (Foto por José Carlos Neves Lopes)

28.9.13

OS COMÍCIOS - O COMÍCIO DE CARVALHO PINTO EM OURINHOS (1958)




A palavra comício vem do latim "comitiu" , significando assembléia popular.
Na primeira metade do século XX, o comício como um ato público no qual os candidatos às eleições  expunham a sua proposta de governo, foi a forma preferida para a propaganda eleitoral. 
O advento da televisão provocou a morte dos comícios eleitorais. Hoje, quando muito eles se fazem nas capitais, para o   encerramento de uma campanha.
Por incrível que pareça,  num pais do tamanho do Brasil, cidades de pequeno porte, como a Ourinhos dos anos 1940 e 1950, recebiam a visita de candidatos à presidência da República!
Foi o caso do brigadeiro Eduardo Gomes, candidato da União Democrática Nacional - UDN, que tinha uma razoável representatividade em Ourinhos,  nela esteve durante a campanha presidencial de 1950. Foi fotografado num comício realizado na confluência da Altino Arantes com a Praça Melo Peixoto. Também Juarez Távora (UDN) esteve em Ourinhos nas eleições de 1955, realizando um comício com a presença do governador de São Paulo, Jânio Quadros.
O local preferido para a realização de comícios passou a ser uma outra extremidade da praça, aquela que fazia confluência com a Rua Paraná.
É o local que vemos  nesta foto, durante a campanha eleitoral de 1958 para a escolha de governador de estado.
Nessa confluência, em frente a atual Casas Pernambucanas, na época a agência do Banco Comercial do Estado de São Paulo, postava-se um caminhão, em cima do qual, ficava o candidato e os correligionários da cidade.
O candidato era Carlos Alberto de Carvalho Pinto, apoiado pela coligação PDC, UDN, PTN e PSB, que foi eleito com um total de 1.312.017 votos, derrotando os outros dois candidatos, Ademar de Barros  (PSP) e Auro de Moura Andrade (PST). 
O símbolo da campanha foi um pintinho amarelo sob um fundo azul. O pintinho se contrapunha ao galo velho (Ademar).
Foi lançada em outubro de 1958, uma marcha que fez sucesso no Carnaval de 1959: "PINTINHO AMARELINHO", de Pires e Joca, cantada pela dupla Palmeira e Biá, em comemoração da vitória de Carvalho Pinto. 
A marcha pode ser ouvida no YOU TUBE  no endereço abaixo: 
Foto por Francisco de Almeida Lopes.

21.9.13

A MISSA DE DOMINGO NO NOVO TEMPLO



Domingo de céu aberto, o belo céu da minha terra natal. Sol pleno e já castigando.
Saíamos da missa de domingo no novo templo ainda sem acabamento, mas já sendo utilizado para casamento e missas. 
A "igreja velha" lá na praça ia,  aos poucos, perdendo o seu status.
O mato crescia no entorno da praça que não era praça.
O chão de terra era o paraíso dos garotos que lá jogavam bete alta e bolinha de vidro.
Na foto por Francisco de Almeida Lopes: José Carlos e a mãe Amélia, dona Olívia uma vizinha da Rio de Janeiro, com a filha Rosa Maria

CANTIGA, por Dalva M. Ferreira em http://poesiasecasos.blogspot.com.br/



Existe dentro de mim 
uma pessoa diferente 
bem melhor e bem mais crente 

uma esperança teimosa 
e o amor a todas as coisas

telhados velhos, janelas
e a tranquilidade da aldeia 

o amanhecer, passarinhos 
e o rio sereno e as pessoas

Talvez exista uma viola, 
e uma cantiga de amigo, 
no mundo, dentro de mim. 

15.9.13

UMA AVENTURA CONDUZIDA PELA LOCOMOTIVA A DIESEL G12 1113




No final dos  anos 1940, a locomotiva a diesel passou a substituir as locomotivas a vapor (o "trem de ferro"), em escala mundial.
No Brasil, a substituição começou a se dar nos anos 1950. 
O modelo mais famoso nesse período foi a G12, fabricado pela General Motors, nos EUA.
No final da década de 1950, ela já estava sendo utilizada pela Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC), no trecho Ourinhos-Cianorte.
A foto nos mostra a G12 1113 prestes deixar Ourinhos para uma viagem de inspeção do superintendente do distrito correspondente ao norte do Paraná, Benedito Monteiro.
Meu pai achava-se em férias e foi convidado por Monteiro (casado com uma prima de papai, Tomyres Devienne e  meu padrinho de crisma) para fazer-lhe companhia. 
Monteiro levou consigo um dos filhos, Paulo Roberto.
Assim, deixamos Ourinhos num vagão especial que continha banheiro, sala de jantar, cozinha  e sala de estar.
Ao centro da foto está meu pai, à direita o condutor da locomotiva, eu e o srº Manuel, o cozinheiro.
Fomos parando em diversas estações. À noite, sempre que possível, após o jantar  íamos ao cinema da cidade visitada
Foi uma semana inesquecível para o garoto José Carlos, então com 10 anos.

7.9.13

DOCUMENTÁRIO SOBRE AS ORIGENS DA FAPI.



Um documentário muito bem feito que resgata a memória dessa importante feira tão querida dos ourinhenses.
Aos 21:51 vemos meu pai ( com a máquina a tiracolo) numa foto ao lado do Pimentel e do deputado Cunha Bueno.

 Produção Paraleromundo Audio Visual - Direção José 
Luiz Martins

A ALTINO ARANTES E OS DESFILES DE SETE DE SETEMBRO








Cerca de 20 anos separam essas duas fotos.
Ambas foram feitas no mesmo local: a confluência da Avenida Altino Arantes com a atual Rua Antonio Carlos Mori, que parece ter sido um dos preferidos por meu pai para os desfiles de 7 de Setembro.
Aliás essa artéria da cidade acabou sendo o local onde os desfiles se iniciavam, sendo assim uma das mais fotografadas da história da cidade.
A primeira, de finais dos anos 1930, mostra o barro que tomava conta das ruas de uma cidade sem calçamento. 
Em ambas as fotos, o destaque urbano é a casa da família do construtor Henrique Tocalino bem na esquina, onde hoje há um edifício (ela sobreviveu até os anos 1980).
Naquele quarteirão eram poucas as casas ainda.
Algumas crianças podem ser identificadas: Lucia Prado, Pedrinho Abujamra, Hélio Migliari.
A segunda, de meados dos anos 1950, já vemos uma Altino Arantes pavimentada e o quarteirão entre Cardoso Ribeiro e Antonio Carlos Mori tomado por residências, onde se destacam dois sobrados que ainda existem, embora desfigurados.
O primeiro, logo após a casa dos Tocalino, é o mais bonito da cidade, dentre os mais antigos,  e nessa época uma ala era ocupada pela família do drº Bessa.
O segundo pertencia a Alberto Fernandes Grilo, tendo sido construído no início dos anos 1940.
Vê-se o belo ipê amarelo que enfeitava o jardim da última residência daquele trecho, e também  o arvoredo da casa do drº Hermelino Agnes de Leão e a cúpula da torre da SAE.
Na casa de Henrique Tocalino, se destaca  o coqueiro da Bahia ainda em fase de crescimento.
Temos já um desfile melhor organizado. Alunos com uniformes especiais para a ocasião.
Uma baliza está à frente, seguida pelo porta bandeira, Luciano Correia da Silva. São alunos e alunas do Colégio Estadual e Escola Normal "Horácio Soares".
Fotos por Francisco de Almeida Lopes.

Aproveito a data para parabenizar a família Farah por mais um aniversário do decano entre os jornais da cidade - a "Folha de Ourinhos".
As irmãs Farah, apesar de sacrifícios e contratempos, não esmoreceram, levando adiante  a obra de Miguel Farah.
Orgulho-me de fazer parte dessa luta há 12 anos.