8.12.13

OURINHOS EM DOIS MOMENTOS (DÉCADAS DE 1940 E 1950)

Na semana retrasada chegaram-me on line, duas fotos de Ourinhos deveras interessantes porque retratam dois momentos do centro da cidade em momentos diferentes. Elas pertencem ao acervo de Roberto Pellegrino.
A primeira acredito que seja da segunda metade dos anos 1940, e deve ter sido tomada do alto do silos da Cargill, que ficava à beira do trilho no final da Cardoso Ribeiro em direção à Vila Boa Esperança.
Clique sobre a foto.



Nela vemos a antiga Rua Sergipe, hoje Rua Antonio Carlos Mori desde o seu início nos trilhos da Estrada de Ferro  Sorocabana, até o seu final nos trilhos da Rede de Viação Paraná Santa Catarina. Ainda não havia sido erguido ainda o novo prédio do Grêmio Recreativo de Ourinhos, na Avenida Altino Arantes. À direita se destaca a torre da antiga Igreja Matriz que seria derrubada alguns anos depois. Mais adiante vemos portentosa a nova Igreja Matriz já totalmente erguida e coberta.

Ao fundo (esquerdo) vê-se a área onde havia o cafezal da fazenda de Horácio Soares, anos mais tarde loteada. À direita se distingue o quarteirão inicial da  Avenida Rodrigues Alves onde se localiza as casas que foram erguidas,  nos anos 1930,  para servir de residência da alta administração da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná. 
  
Na segunda foto, vemos a mesma rua Antonio Carlos Mori cerca de 10  anos depois. 
(Clique sobre a foto)

Nela se destaca a arborização recente das ruas da cidade e, no primeiro plano direito, o Pastifício Ourinhos pertencente à família Segalla, que tinha residência em frente. Mais ao fundo, o penúltimo quarteirão da Rua 9 de Julho, onde se destacam o conjunto de casas dos anos 1930, o prédio do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, onde hoje se encontra instalada a Diretoria de Ensino da Região de Ourinhos, e o antigo Cine Ourinhos, hoje Teatro Municipal Miguel Cury. Ao fundo (direita), vemos o primeiro edifício construído em Ourinhos - o Edifício Bradesco, na confluência da Antônio Prado com a Praça Melo Peixoto, obra do arquiteto ourinhense formado pela FAU, Toshio Tone. Obra do mesmo arquiteto é o prédio do Grêmio Recreativo de Ourinhos, já funcionando na nova sede por ocasião dessa  foto. Também se destaca nesse ângulo, a torre do novo templo da Igreja Metodista, da Rua São Paulo. 
As fotos são de autoria desconhecida.

2 comentários:

Noel disse...


José Carlos. minhas lembranças remetem à rua Sergipe nomenclatura original - e dão conta que a fábrica de macarrão era da famlília Segalla. Os Brandimarte se ocupavam da fábrica de mortadela e de bala. Além do açougue na rua doa Expedicionários. Gratas lembranças, valeu. . Noel

José Carlos Neves Lopes disse...

Noel, você está correto quanto aos Segalla e Brandimarte. Quanto à rua, hoje se chama Antonio Carlos Mori. Quando escrevi o texto não me lembrava do nome antigo. Já fiz as devidas correções.
Obrigado, abraços.