27.5.17

U ITO & FILHOS - UMA INDÚSTRIA OURINHENSE NOS ANOS 1960















Nas décadas de 1960 e 1970, Ourinhos teve uma importante indústria especializada na fabricação de "trucks" para caminhões, fundada pela família Ito, vinda de Arapongas, Paraná.
Esta foto, cujo negativo encontrei recentemente no acervo de meu pai, mostra uma provável visita de autoridades a um estande da indústria, por ocasião da realização da primeira Fapi em Ourinhos.
Em primeiro plano, vemos o prefeito Domingos Camerlingo Caló ladeado por um dos membros da família Ito, tendo ao fundo José Fernandes de Souza, gerente da Sanbra e, ao lado o vereador João Newton Cesar. Paulo Ito, o gerente comercial é o que se encontra à esquerda. À direita do prefeito Camerlingo, Dr. José Caetano Sobrinho, agrônomo da Dira e um dos pioneiros da FAPI de Ourinhos.
Uma boa reportagem feita pelo jornalista  José Rodrigues a respeito da empresa fornece informações sobre o potencial de uma indústria que, infelizmente, teve curta duração.





2-2-1969 O  Progresso de Ourinhos, inTertuliana.


Foto: Acervo Wilson Monteiro


COMENTÁRIOS:
Mauro Teixeira Foi uma industria em q trabalhei por 7 anos,até q um dia me acidentei,e mesmo assim continuei por mais dois anos.Patrões raros de se ver hoje,foi muito bom enquanto la estive,aprendi e cresci junto com a empresa.
Germaneo Toloto Mauro Teixeira...faltava um dia,tinha que pegar o cartão na mão do Taiti...
Mauro Teixeira Este japones q esta na frente,o segundo da esquerda pra direita é o Paulo. Ito.
Márcia Teixeira Nessa foto o sr. alto de camisa branca, é meu tio Dr. José Caetano Sobrinho, agrônomo da Dira e um dos pioneiros da FAPI de Ourinhos, responsável pelo setor da agricultura.

14.5.17

JOSÉ FELIPE DO AMARAL - PREFEITO DE OURINHOS

Tendo falecido no dia 28 de novembro de 1949, o Coronel José Felipe do Amaral, era um dos mais antigos moradores de Ourinhos, onde se fixou com a esposa Laudelina do Amaral, em 1915.
Dentista, foi vereador, tendo exercido o cargo de prefeito por três vezes. O título de coronel se devia a um costume da República Velha (1889-1930), período no qual os chefes políticos do Partido Republicano Paulista foram assim conhecidos.
Era pessoa muito estimada na cidade. Sua esposa Laudelina, que cheguei a conhecer cruzando por ela muitas vezes nas ruas da cidade, sobreviveu ao marido por cerca de trinta anos. 
Já bem idosa, sem filhos, precisou recorrer à Câmara Municipal,  em 1961, a fim de que lhe fosse concedida uma pensão, pedido esse que resultou na Lei nº 490, de 10 de setembro de 1961.




Fonte: A Voz do Povo, 3-12-1949, in Tertuliana.


Nesta edição de uma foto do Batalhão Teopompo, durante a Revolução de 1932, Dona Laudelina do Amaral pode ser vista à direita portando a Bandeira Nacional. Foto do Acervo de Francisco de Almeida Lopes. 



5.5.17

O CINE PEDUTTI (1967-2002)

Ourinhos passou a contar com duas salas de cinema em 15 de junho de 1967, com a inauguração do Cine Pedutti, localizado na confluência da Ruas Arlindo Luz e Antônio Carlos Mori. O proprietário era a empresa Pedutti.
O velho Cine Ourinhos, da mesma empresa,  contando com 23 anos de idade, não dava mais conta da demanda. 
A nova sala tinha capacidade para 1315 espectadores, e era dotada dos mais recentes recursos em termos de projeção cinematográfica.

Fonte: O Progresso de Ourinhos in Tertuliana 


 Foto de autoria desconhecida


Fonte: O Progresso de Ourinhos, in Tertuliana
No dia 28 de janeiro de 2002, o Cine Pedutti apresentava a sua última sessão. O antigo Cine Ourinhos já deixara de existir há alguns anos. Ambos foram tragados pelo apelo da televisão.
Hoje existe no local  o Cinemarti Shopping ,  com duas pequenas salas de cinema da rede Uniplex.

Sobre o Cine Ourinhos acesse: https://ourinhos.blogspot.com.br/2016/02/o-cine-ourinhos.html

23.4.17

OS "BACANAS" E O CAMPEONATO DE PING-PONG EM 1939

Um grupo de jovens de classe média na faixa do alvorecer dos vinte anos,  quase todos frequentadores do Grêmio Recreativo de Ourinhos e entusiastas do esporte, organizaram um campeonato de Ping-Pong em 1939. Era os BACANAS.  No ano seguinte, fundariam uma associação esportiva.

Em pé, o primeiro à direita é Júlio Zaki Abuchan, o último, Hermínio Nogueira, pai do meu amigo Ben Nogueira.
Agachado, o segundo é  Cássio  Tucunduva, seguido por José Faccini Bassi; o último é Cyro Tucunduva



Ping-Pong
Na séde do G.R. de Ourinhos, foi disputada domingo p. p.,
perante selecta assistência a partida revanche de ping pong entre as turmas Bacanas e Congregação Marianna de Santa Cruz do Rio Pardo.
Confirmando a sua grande classe, a turma do Bacanas, jogando com todos os seus componentes, conseguiu vencer por larga margem  de pontos. A contagem final acusou 200 a 170. A turma dos Bacanas jogou assim constituida: Faccini, 68; Ary, 44; Paulo 38; Walter, 26 e Cassio, 24.
A turma dos Bacanas communica que acceita jogos nesta cidade ou fóra dela
Fran-Fac
In A Voz  Povo, 14-10-1939 - Tertuliana

Ping-Pong « Taça Bar Paulista»
Realizar-se-á no proximo domingo, dia 29 deste, no Gremio
Recreativo de Ourinhos, a primeira partida da serie da melhor das trez, entre as já famosas turmas de ping-pong, Bacanas e Granfinos.

Será disputada a «Taça Bar Paulista», offerecida pelo proprietário do Bar e Café Paulista, sr. Julio Zaki.

Devido a antiga rivalidade existente entre as turmas contendoras, é de se esperar grande movimento e animação no decorrer da partida.
In A Voz do Povo, 28-10-1939

A  madrinha dos Bacanas foi a bela jovem, irmã de José Faccini Bassi, Irene, que foi casada com Armando D'Andrea e mãe de  Armando Jr. e Arnaldo. 

O segundo da esquerda para a direita é José Faccini Bassi, seguido de Cyro Tucunduva, o último é Paulo Franklin Correa da Silva
Sentada a madrinha Nair Faccini Bassi, com a taça.

Em pé: Hermínio Nogueira, Cyro Tucunduva, o último Julio Zaki Abuchan.
Agachados (1) José Faccini Bassi, (2) Cássio Tucunduva,  (3)Irene Faccini Bassi (5) Paulo Franklin Correa da Silva.

8.4.17

RUBENS BORTOLOCCI DA SILVA, PREFEITO DE OURINHOS 1973-1977


Ocasião em visitava Ourinhos o Secretário de Estado das Relações de Trabalho, deputado Jorge Maluly Neto. Na foto, à esquerda, se vê também o deputado federal pela região Silvestre Ferraz Egreja.


Em novembro de 1972, as urnas consagraram a vitória da chapa apresentada pela sublegenda Arena I -  prefeito Rubens Bortoloci da Silva e vice  Nelson Migliari - com a  votação de 7.551 votos. A sublegenda Arena II, que tinha como candidato o ex-prefeito Domingos Camerlingo Caló, recebeu 6.115 votos.
Rubens Bortoloci da Silva foi por muitos anos chefe da Seção Pessoal da unidade da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro - Sanbra, a maior unidade fabril que Ourinhos já teve. Foi nesse local que convivi com Bortoloci , nos anos em que lá trabalhei de 1962 a 1965, e do qual guardo boas e respeitosas lembranças.

Numa das festas anuais de Natal na Sanbra nos anos 1960:
Partindo da esquerda: Urbano Zampieri, Cleide, Tomiko Sekino, Setuko Sekino, Yara, Rubens Bortoloci e filha, Tupiná e Hélio

Compuseram a 7ª Legislatura (1973 a 1976)
  1. Ângelo de La Costa
  2. Antônio Góes
  3. Ary Corrêa
  4. Ary Francisco Negrão (Presidente 1973/1974)
  5. Espiridião Cury
  6. Fauez Mahmoud Salmen Hussain (Presidente 1975/1976)
  7. João Flauzino Gonçalves
  8. Julio Antonio Mori
  9. Manoel Teodoro de Mello
  10. Múcio Correia da Silva
  11. Osvaldo Egydio Brizola
  12. Salomão de Moraes
  13. Susumo Ikuno




Fonte jornalística: "O Progresso de Ourinhos", in Tertuliana Docs
http://www.camaraourinhos.sp.gov.br/Legislaturas.php

31.3.17

JOVENS E A PRAÇA MELO PEIXOTO NOS ANOS 1940




Esta foto foi tirada na Praça Melo Peixoto, em 17-11-1941. Nela vemos dois jovens sentados na mureta do tanque de areia que havia na praça e destinado a crianças. São eles dois funcionários da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná: à esquerda, Alberico Albano (Bio) e, à direita, Cyro Teixeira Tucunduva.
Bio Albano, de antiga família ourinhense, foi um excelente jogador de futebol, tendo integrado os times da SPP e do Operário. Com a encampação da SPP em 1944, Bio foi trabalhar na empresa Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro, onde se aposentou. Elegeu-se vereador na primeira legislatura após o Estado Novo.  
Cyro Teixeira Tucunduva  foi  funcionário da Contadoria da SPP (Piraju/SP, em 22/6/1919 e faleceu em Londrina/PR em 22/7/2002). , Era filho do dentista Lino Tucunduva, que tinha consultório na Rua 9 de Julho.Em 1943, Cyro mudou-se para  São Paulo, onde constituiu famíia em 1947. Era contabilista.
Sempre gostou muito de esportes (basquete e futebol), sendo também colunista esportivo de jornais de algumas cidades onde morou.
Como outros tantos da família (a começar do pai, Lino Tucunduva, que tocava flauta), sua grande paixão foi a música, especialmente música popular brasileira, destaque para o Choro; compunha letras de música, tocava violão e cavaquinho, fundou grupos regionais de música, participou de conjuntos regionais de Choro, que se apresentavam em programas de rádio." (Depoimento de sua filha Yara Silvia Tucunduva)



Na primeira foto, jovens posam no Coreto da Praça Melo Peixoto. No último degrau, ao centro, estão os jovens Philemon de Melo Sá e Cyro Teixeira Tucunduva


Na segunda foto, um grupo de amigos posa para foto na Praça Melo Peixoto, tendo ao fundo a Igreja Matriz em um dia de festividades, nos idos dos anos 1940. O primeiro à esquerda é José Facini Bassi, o Zé Facini, irmão de Nair Cury e Irene D'Andrea. Foi casado com Anair Ferreira. Era sobrinho de Américo Facini proprietário da primeira lotérica da cidade, "A Vencedora", na esquina da Praça Melo Peixoto com Altino Arantes.

Na terceira foto, vemos amigos tendo ao fundo a Igreja Matriz, na Praça Melo Peixoto. Também se trata de foto da primeira metade dos anos 1940. Sentado, o terceiro da esquerda para a direita, é Cyro Teixeira Tucunduva e, ao seu lado, Philemon de Mello Sá, que foi casado com Adba Abujamra. Philemon, lavrador, foi um dos fundadores (1946) da Cooperativa dos Lavradores de Ourinhos. Na ocasião da foto, Philemon era estudante de agronomia em Viçosa, Minas Gerais

18.3.17

A PEDRA FUNDAMENTAL DA SANTA CASA DE OURINHOS 23-3-1941


Clique sobre a foto 


O momento do lançamento da pedra fundamental, foto por Frederico Hahn.
Eu identifico na foto: Carlos Nicolosi, Silvano Chiaradia, Hermínio Soci, Rodopiano Leonis, Álvaro de Queiroz Marques, drº Hermelino Leão e esposa Tata, as duas filhas do casal, Alzira Tocalino Nicolosi, as meninas Maria Lucia, Nice e Nancy Nicolosi, Annete Papa, o  jovem padre Eduardo Murante, nos seus primeiros dias como pároco de Ourinhos, Virgílio Varago, José das Neves Júnior e Florindo Carrara



Conforme o anunciado no convite em forma de folheto dirigido à população ourinhense, às 15 horas de um domingo chuvoso, em terreno ao lado do recém construído Ginásio de Ourinhos, foi dado o ponto de partida para a edificação da tão sonhada Santa Casa de Ourinhos (23-3-1941), com um costume daqueles tempos, o qual não sei dizer se ainda existe: o lançamento da pedra fundamental. 
No que consistia isso? Abria-se no chão de terra    um buraco quadrado que era  revestido de cimento, no qual   se depositava a ata dessa cerimônia, moedas da época, etc, fechando-o em seguida. Esse ato simbolizava o início da obra. 
Sobre a pedra fundamental erguia-se o edifício. 
Foi um domingo chuvoso aquele do dia 23 de março de 1941, o que não animou os habitantes da cidade a deixarem  suas casas e se dirigirem a um dos pontos limítrofes para assistir à cerimônia.
Mesmo assim, calculou-se em 300 os presentes, o que é um número razoável, convenhamos:

(A Voz do Povo, 30-3-1941, in Tertuliana on line)







11.3.17

UM OLHAR SOBRE OS PROBLEMAS DE OURINHOS PELO ENGENHEIRO WALLACE HEPBURN MORTON, SUPERINTENDENTE DA COMPANHIA FERROVIÁRIA SÃO PAULO-PARANÁ

Logo após a fundação do Rotary Clube de Ourinhos, era comum o semanário A Voz do Povo publicar a transcrição de palestras de membros dessa entidade.
Assim foi com a palestra proferida pelo Engenheiro Wallace Hepburn Morton, superintendente da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná. Tendo assumido essa posição na ferrovia inglesa em 1931, Morton permaneceu em Ourinhos até o ano de 1944, quando a ferrovia foi encampada pelo governo federal. Retornou à cidade em finais dos anos 1940 para uma visita a amigos.  Foi um incentivador do esporte na empresa que administrava, ao criar  as condições para a prática do tênis, do basquete e do futebol, cedendo espaço nos terrenos da ferrovia para tanto. Participou da criação do Rotary Clube local e das tratativas para a construção da Santa Casa de Misericórdia. 
Na palestra em foco, ele tratou de três  questões cruciais para o progresso da cidade : esgoto, o abastecimento de água e o calçamento. A segunda foi resolvida na gestão municipal seguinte a do médico Hermelino Agnes de Leão (1941-1945), a segunda no governo do professor Cândido Barbosa Filho (1948-1951)







4.3.17

OS 60 ANOS DA FORMATURA DE NORMALISTAS OURINHENSES


Neste ano de 2017, duas turmas de normalistas ourinhenses comemorarão 60 anos de formatura. 


Fonte: Acervo digital Tertuliana


A turma do Colégio Estadual e Escola Normal Horácio Soares, uma das primeiras do Curso Normal estadual instalados em finais dos anos 1940.


Fonte: Acervo digital Tertuliana

A outra da Escola Normal Livre Imaculada Conceição, do Educandário Santo Antônio, das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, talvez a primeira turma.



Fonte: Acervo digital Tertuliana


Da turma do colégio estadual destaco quatro integrantes:  Ana Dora de Almeida, Antonia Dupas, Emery Farah, e Luciano Correia da Silva. Ana Dora foi minha professora na quarta série do curso primário;  com Antonia Dupas  convivi no período de instalação da biblioteca do Grêmio Recreativo de Ourinhos, obra de Mário de Oliveira Branco; Emery Farah, é hoje  uma das responsáveis pelo jornal Folha de Ourinhos, do qual sou colaborador há mais de 15 anos; Luciano Correia da Silva foi meu professor de Língua Portuguesa no curso ginasial e no curso téccnico de contabilidade.
Com certeza a maioria dos  integrantes dessas duas  turmas dedicaram-se ao magistério,  sendo responsáveis pela alfabetização  de inúmeros ourinhenses e de crianças de outros municípios vizinhos.
Na foto abaixo, se veem alunos do Colégio Estadual e Escola Normal Horácio Soares desfilando em 7 de setembro de 1957
(na confluência da Avenida Altino Arantes com a Rua Antonio Carlos Mori). Destaque para o aluno Luciano Correia da Silva que vem à frente portando a bandeira.


25.2.17

RELEMBRANDO VELHOS CARNAVAIS 1920 a 1960

ANOS 1920


Família Ferrari no Corso (1928)

ANOS 1930

Bloco carnavalesco no GRO


Bloco das mexicanas (3 e 4 Antonieta Zaki e Esperança Matachana)



Baile infantil no Grêmio Recreativo de Ourinhos - GRO
A professora Diva Leonis é a primeira na última fileira, da esquerda para a a direita.


ANOS 1940
Bloco do Western
 Silas Amaral Santos, Elsa e Wanda Sachelli, Diva Leonis, Selma Zaki Abucham, Maria Vara  


ANOS 1950

Bloco Ferrari


Vesperal no GRO 
Professor Norival e alunos do Ginásio
José Carlos Marão (e), Joaquim Bessa (d), os irmãos Carlos e Mauro Ostronoff, Walter Abujamra.


Posando para o fotógrafo (1956)

ANOS 1960



Vesperal GRO 


esquerda para a direita: Suely Lopes, Ivone Maluf, Carminha Trepadelli, Solange Teodoro, Olenka de Melo Sá, Fernanda Saraiva, Rosely Cury, Nilza Ferrari, Cristina Souza, Elisabeth Fenley, Marisa Brandimarte e Benedita Teixeira. Foto cedida por Cristina Souza.


à esquerda Olenka de Melo Sá, Nilza Maria Ferrari, Marilene Bertoni e Benedita Teixeira; à direita, Ciomara Matachana, Benedita Teixeira, Nilza Maria Ferrari e Olenka de Melo

18.2.17

MEMÓRIAS DO ESPORTE CLUBE OPERÁRIO (1920-1944)

Esse clube esportivo foi fundado em 27 de junho de 1920. Com a sua constituição tornou-se o grande rival do time um pouco mais velho, o Esporte Clube Ourinhense que, em meados dos anos 1920, sofreu um desgaste, reerguendo-se no início dos anos 1930. 
No início de 1930, janeiro, o Operário escolhia uma nova diretoria:
Presidente: Hermenegildo Zanoto
Vice: Hermínio Socci
1º secretário: Edison Leonis
2º: Edison Fioravanti
3º: Aurélio Sacheli
1º tesoureiro: Joaquim Miguel Leal
2º: Ernesto Gonçalves
Orador: profº José Galvão
Diretor geral: Francisco Ciffone Fº
Conselho Geral: Oswaldo Pareto, Américo Cera, Chede Jorge
O campo de futebol do clube se localizava no final da Rua Antônio Prado.

 "A Voz do Povo", de 28-3-1942, dá conta da importância do "Operário" no cotidiano ourinhense:
"Domingo último, às 15 horas, no campo de esportes do E. C. Operário (esse campo ficava entre as ruas Antonio Prado e Expedicionários, em frente ao atual prédio da Escola de Música), abrilhantado pela Lira Carlos Gomes (banda de música local) teve ensejo o anunciado prelio de futebol entre o quadro do veterano local e o seu velho adversário cambaraense, Operário Futebol Clube , já nosso familiar, pelas lutas que tem sustentado contra os quadros locais. A movimentada tarde esportiva promovia pelo E. C. Operário, em seu estádio, constituiu um acontecimento que levou ao campo grande assistência, ávida a premiar aos contendores que mais se destacassem na luta pebolística entre os quadros interestaduais, que se defrontavam em igualdade de forças, sendo o quadro visitante um dos mais credenciados em nosso meio, pelo seu valor.
(...)
Coube a vitória ao quadro local por 3 a 0. Como árbitro, atuou o jovem e distinto esportista ourinhense, Alberico Albano (Bio). que demonstrou, mais uma vez, a sua competência e retidão, agindo com imparcialidade, merecendo francos aplausos a sua atitude.
Preliminarmente, se defrontaram os segundos quadros das mesmas entidades, agradando a todos a pugna, pela disciplina e educação esportivas."



Em 15-11-1944, o Esporte Clube Operário passa a ser denominado  Esporte Clube Olímpico.

A foto abaixo, de autoria desconhecida, dá a dimensão do entusiasmo da população ourinhense numa partida disputada em 1931, no campo do Operário.


Esta outra nos mostra o time do Operário tendo atrás alguns membros de sua diretoria. A foto é dos anos 1940. 
Entre eles identifico (partindo da esquerda) (3) Leontino Ferreira (um dos mais antigos),  (4)o advogado e professor Júlio dos Santos, (6)o profº José Maria Paschoalick (7) Moacyr de Mello Sá e (penúltimo)Tufy Zaki.


O saudoso Francisco Soares (Chicão, irmão da professora Esmeralda Soares , num dos excelente comentários feitos neste blog, assim se referiu ao Operário:
Quando ele perdia um jogo, sua torcida subia para o centro da cidade com a do Operário perturbando. Dona Benedita, esposa do Miguel Cury, era uma apaixonada. Sempre que ia ao campo, levava um guarda-chuva para protegê-la de chuva ou de sol. Em suas mãos, ele era uma verdadeira arma que ela brandia sobre as cabeças de torcedores operarianos que a provocavam Isto passou a ser um fato histórico em nossa cidade.
Bons e felizes tempos aqueles em que a cidade pôde contar com dois excelentes times de futebol.