31.5.12

RELEMBRANDO... A ESCOLA TÉCNICA DE COMÉRCIO DE OURINHOS , A "ESCOLA DO JORGINHO"

Quando faleceu o profº Jorge Herkrath, comentei com minha mãe o desejo que eu tinha de escrever um artigo a  respeito do "Jorginho" pela importância que teve na história da educação da cidade, já que foi professor do antigo Ginásio de Ourinhos e dono de escola. Meus avós foram vizinhos da família Herkrath, de modo que tivemos uma certa proximidade. 
Como era de hábito, minha mãe,  repórter auxiliar que foi em várias ocasiões, lançou-se a campo para obter informações. Com o que obteve escrevi o artigo.
Hoje, remexendo em várias pastas de documentos e fotos do meu acervo,  deparei-me com esse artigo do jornal "Correio de Notícias", de 25-12-1957, que Amélia  conseguira  para mim. Ele foi escrito pelo "foca" de apenas 16 anos, José Carlos Marão, a pedido do profº Norival Vieira da Silva. Já demonstrava o jovem Marão   o talento que o levaria longe na profissão que abraçaria .
Esse jornal (Correio de Notícias)  teve, infelizmente, sua coleção desaparecida. Certa ocasião, conversando a respeito com meu amigo recém falecido, Carlos Cassetari, pedi-lhe que buscasse informações a respeito, Obteve algumas, porém, contraditórias. 
Creio que esse órgão de imprensa foi o sucessor de "A Voz do Povo", que deixou de circular em 1951.
Os  membros do conselho administrativo eram: Reinaldo Alves de Souza, Armando D'Andréa e Antonio Luiz da Costa.
O diretor responsável : Cândido Barbosa Filho; o professor Norival Vieira da Silva era um dos redatores.
Tinha então Ourinhos nessa época três jornais de peso: o Correio de Notícias que deixaria de circular logo em seguida: a jovem "Folha de Ourinhos", de Miguel Farah, fundada em 21/4/1956 e o jovem "Diário da Sorocabana", cuja fundação foi articulada pelo  então Deputado Federal udenista Silvestre Ferraz Egreja, de Ipauçu. Ferraz Egreja e Abreu Sodré trouxeram um talentoso jornalista para comandar o Diário da Sorocabana - Salvador Fernandes. Terá sobrevivido a coleção do "Diário"? O jornal foi um dos melhores que Ourinhos já teve. Com a palavra as filhas e os netos de Salvador Fernandes.  
O artigo de José Carlos Marão contém muitas  informações sobre a Escola Técnica de Comércío de Ourinhos, constituindo hoje um documento importante para a história da Educação na cidade.


Clique sobre o artigo para poder lê-lo 






27.5.12

DONA CÂNDIDA MATEUS E AS PROCISSÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.


Há 95 anos,  ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora, a três crianças: Lúcia, Francisco e Jacinta. Foi no dia 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, Freguesia de Fátima em Portugal. 
Ao cabo de várias aparições,  Nossa Senhora de Fátima tornou-se então  mundialmente conhecida e venerada.
No Brasil, por suas origens lusitanas, a santa viu sua popularidade estender-se por todas as regiões do país.
Cópias  da imagem da santa foram confeccionadas sob a supervisão do trabalho artístico pela  irmã Lúcia, e percorrem o mundo.
Nos anos 1950, a devoção à santa  ganhou força em Ourinhos por conta da ação de dona Cândida Mateus, uma senhora portuguesa que teria alcançado uma graça, D, Cândida era casada com um comerciante estabelecido na Praça Melo Peixoto, num prédio em frente ao atual Bradesco. Seu marido tinha sociedade com outro português, senhor Sarmento, que morou muitos anos num sobrado de propriedade de meu avô, na Rua Nove de Julho. Seu filho, o engenheiro Sarmento trabalhou muitos anos na Sanbra.
Dona Cândida tornou-se amiga de nossa família, por isso tive um convívio muito próximo com essa senhora. Ela fazia comercio com  jóias de ouro sob encomenda. As freguesas escolhiam a jóia e ela levava o pedido para um joalheiro em  São Paulo. Hospedava-se sempre num hotel do Largo Paissandu, que até bem pouco tempo ainda existia. Eram jóias muito bem feitas e de ouro de boa qualidade. Muitas delas  devem existir ainda, espalhadas  por muitos famílias ourinhenses.
Havia duas grandes festas religiosas na cidade em louvor a Nossa Senhora de Fátima: nos dias 13 de maio e 13 de outubro. Sob a supervisão de dona Cândida eram organizadas procissões, nas quais uma  imagem da santa percorria as ruas da cidade, levada por um carro alegórico  ricamente ornamentado. Chegando à Igreja Matriz,  a imagem era entronizada em seu altar. Essas procissões contavam com a presença da Banda Municipal. O Hino de Nossa Senhora de Fátima, de autoria desconhecida, era entoado ao longo da procissão e cantado pelos inúmeros fiéis que acompanhavam a procissão.

 HINO À NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

                        
                               A treze de maio
                               na cova da IRIA
                               no Céu aparece
                               a Virgem Maria !

                               AVE, AVE, AVE MARIA
                               AVE, AVE, AVE MARIA !

                               Os três pastorzinhos
                               cercados de luz
                               recebem a visita
                               da Mãe de Jesus !

                              Um susto tiveram
                              ao verem a luz
                              mas logo a Senhora
                             da Paz os conduz !

                             Então perguntaram
                             que nome era seu...
                             A Virgem responde:
                             "MARIA DE DEUS" !

                            Vivamos sem mancha
                            cristãos sem labéu.
                            Que a Virgem nos guie
                            a todos pro Céu !

CLIQUE SOBRE A FOTO
Nossa Senhora de Fátima abençoando Ourinhos.
Lembro-me   da ação amiga de Dona Cândida quando minha avó faleceu em 1965, trazendo para a família um grande caldeirão de canja. Nos finais de 1960, a idade avançada e a saúde abalada de Dona Cândida impediram-na de dar continuidade à organização de suas procissões. A Igreja Católica passava por grandes mudanças e tudo foi tomando outros rumos. 
Neste ano de 2012, por força do nonagésimo quinto aniversário da primeira aparição, uma cópia da imagem está peregrinando pelo Brasil.
Nos anos 1950, a imagem esteve em Ourinhos e uma grande festa foi organizada, ocasião em que meu pai a fotografou, como mostra esta foto de um altar edificado no final da Rua 9 de Julho, na altura da passagem da linha férrea.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

12.5.12

UMA HOMENAGEM AO PROFESSOR CÂNDIDO BARBOSA FILHO


Esta foto é, muito provavelmente,  de uma homenagem que amigos teriam prestado ao professor Cândido Barbosa Filho, prefeito de Ourinhos no mandato que se estendeu de 1948 a 1951.
"Barbosinha", como era popularmente chamado, foi professor do antigo Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, instituição estadual de ensino que deu a Ourinhos 2 prefeitos, o outro foi o profº José Maria Paschoalick.
Cito aqui dois  marcos de sua gestão: o calçamento de Ourinhos e  a pavimentação com o "padrão português" da Praça Mello Peixoto. A ele se deve também gestões para a instalação do Colégio Santo Antônio em Ourinhos, instituição privada que foi um marco educacional na cidade e região.
Na foto, Barbosinha está no centro (5º da esquerda para a direita)) da primeira fileira, trajando terno branco e tendo a sua direita o drº João Bento Vieira da Silva Netto, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, que veio para Ourinhos nos anos 1940, tendo sido eleito vereador para a   primeira legislatura após a queda do Estado Novo (1948-1951). Foi presidente da Câmara Municipal em 1950 e um dos melhores advogados da cidade.


Na foto reconheço Flávio Menezes ( o primeiro na segunda fileira da esquerda para a direita) que trabalhou no Escritório Central da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, tendo sido casado com Guiomar Vara, filha de Francisco Vara (o Chico Vara, comerciante na Rua Paraná) e de Elvira Fernandes Grillo Vara.
O 8º da esquerda para a direita na primeira fileira é meu tio João Neves, comerciante na Rua 9 de Julho, que foi casado com Henriqueta Vieira. São os pais do jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves. Se não estou enganado, ao lado de João Neves está Said Francis (o 9º na primeira fileira da esquerda para a direita)
Said Francis,corretor,  solteiro,  era morador do Hotel Comercial, onde foi encontrado morto em seu quarto vestido para sair pela manhã,  como era de hábito. Membro da Maçonaria local, era muito estimado na cidade.
Lembro-me  do "seu Said" caminhando com passos lentos pelas ruas da cidade, sempre com seu sorriso simpático a todos cumprimentando. No dia do seu enterro eu estava nas imediações da Praça Melo Peixoto quando vi passar um cortejo fúnebre. Perguntei a alguém quem havia morrido. Disseram-me ser Said Francis. Segui então o cortejo até o cemitério e acompanhei o seu sepultamento, quando então os companheiros maçons presentes jogaram sobre o caixão um ramo de acácia, cuja flor amarela é um dos símbolos da Maçonaria.    

10.5.12

UNIÃO DA BARRA FUNDA (1978)




 União da Barra Funda de Ourinhos, também chegou a disputar a 3ª Divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol - pelo menos por um ano.
(Carlos Lopes Baia)



7.5.12

CARLOS CASSETARI (1930-2012)

Há seis meses, por este blog e pela coluna que mantenho no semanário "Folha de Ourinhos", eu prestei homenagem ao amigo Carlos Cassetari (http://ourinhos.blogspot.com.br/2011/10/carlos-cassetari-o-cantor-museologo.html ) Hoje publico a notícia de seu falecimento no dia 14/4 p.p., em Ourinhos, cidade que o viu nascer e  onde iniciou sua carreira de cantor,  e para a qual retornou anos depois de ter vivido na Capital. 
De volta a  Ourinhos, tornou-se diretor do Museu Histórico e Pedagógico, onde vim a conhecê-lo. Era grande o seu amor pela cidade e forte o seu interesse pela preservação da memória de Ourinhos. Exerceu sua atividade nesse órgão com correção e denodo.Doente há muitos anos, partiu para outras esferas. Publico abaixo a notícia veiculada pela "Folha de Ourinhos" do dia 29/4/2012.



6.5.12

CONFRATERNIZAÇÃO POLÍTICA


Temos hoje no blog uma foto muito interessante. Nela vemos os chefes  dos  três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) municipais:
Executivo: o prefeito Antônio Luiz Ferreira (último na primeira fileira, à direita);
Legislativo: o presidente da Câmara Municipal  Oriente Mori;
Judiciário: o juiz de direito Windor Antônio Rosa dos Santos.

Presente o representante da Igreja Católica, o pároco Domingos Trivi, que também gostava de uma batina branca. 
Há dois  respeitados advogados locais; João Batista  Medeiros e Paulo Constanza.
Um ex-prefeito: Domingos Camerlingo Caló, que seria eleito novamente prefeito no ano seguinte (último na segunda fileira à direita, com a mão sobre o ombro prefeito Antoninho)
O ano: 1963.
O motivo: recepção a uma autoridade visitante que, se não estou enganado, era o drº Geraldo Pereira de Barros, deputado estadual pelo PSP e  irmão do governador Ademar Pereira de Barros
É o primeiro à esquerda, ao lado do juiz de direito.