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Mostrando postagens de Setembro, 2009

OS MIGLIARI

A foto que vemos é de 24/8/1939. Ela nos mostra um grupo de pessoas à frente de um caminhão estacionado à porta da Fundição de Ferro e Bronze, Serraria e Fábrica de Veículos Narciso Migliari & Irmão, na Avenida Jacinto Sá. Motivou a foto, a enorme tora procedente da Fazenda São João, medindo 6426 m2. Os Migliari acham-se à esquerda.

A presença dos Migliari na região remonta às origens de Ourinhos.
Henrique Migliari, natural de Rovigo, Itália, chegou a Ourinhos em 1910.
A família Migliari iniciou suas atividades na cidade no ramo industrial.
Seu filho Narciso casou-se com Cisira Sândano, filha de Heráclito Sândano, natural de Pádova, também um dos pioneiros de Ourinhos.
Narciso foi o proprietário do primeiro cinema da cidade – o Tizim. Os filhos deram continuidade às atividades do pai até os anos 1980.


A descendência de Narciso e Cisira fincou sólidas raízes na cidade, destacando-se na política por meio de Lauro Migliari, vereador e prefeito municipal, e na medicina na pessoa do drº Héli…

O GAROTO E SUA BICICLETA, A BANCA DE JORNAIS E REVISTAS E A SIBIPIRUNA

Durante muitos anos estive à procura desta fotografia de cuja existência eu tinha certeza. Uma busca apurada em negativos de meu pai me fez encontrá-la. Por que o interesse nela? Não pela minha presença no centro dela, e sim pela banca de revistas que aparece atrás. Ela foi a primeira banca de revistas e jornais de Ourinhos. Localizava-se entre o Bar e Café Paulista, dos irmãos Zaki, e a velha Igreja Matriz na Praça Melo Peixoto, portanto, numa posição estratégica. Quem teria sido o dono? Segundo o ourinhense João Previdelli era um baiano de aproximadamente 60 anos chamado Bandeira. O ano? Deve ser 1956 ou 1957. Nela também se vê uma das jovens mudas de sibipirunas plantadas pelo prefeito Domingos Camerlingo Caló em sua primeira gestão (1952-1955). Segundo relato da jornalista Vera Brandt http://www.verabrant.com.br/principal.htm era desejo do presidente Juscelino ser enterrado à sombra de uma sibipiruna:
"Certa vez em que o Juscelino, Carlos Murilo, Déa e eu fomos ao cemitério vis…

OS CARNAVAIS DOS ANOS 1960: OS BLOCOS CARNAVALESCOS

Nos bailes carnavalescos, era muito comum a organização de blocos por casais, famílias e grupos de amigos (as).
As inúmeras fotos de carnavais da cidade mostram o quanto esse costume era forte, principalmente nos anos 1960.
Vemos aqui dois deles organizados por um grupo de garotas que estavam sempre juntas:
à esquerda Olenka de Melo Sá, Nilza Maria Ferrari, Marilene Bertoni e Benedita Teixeira; à direita, Ciomara Matachana, Benedita Teixeira, Nilza Maria Ferrari e Olenka de Melo SáÍNDIO QUER APITO

(Haroldo Lobo-Milton de Oliveira, 1960)

Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer

Lá no bananal mulher de branco
Levou pra pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar

O DESFILE DE SETE DE SETEMBRO (7-9-1959)

O Colégio Santo Antônio, instituição privada de ensino mantida pelas Irmãnzinhas da Imaculada Conceição se esmerava na organização de seus desfiles de Sete de Setembro. Dispondo de mais recursos que as escolas estaduais, quase sempre levava os principais prêmios.
Esta foto (7-9-1959), na Avenida Altino Arantes altura da Praça Melo Peixoto, nos dá uma idéia do que era o desfile do Colégio Santo Antônio. Abrindo-o vinha um carro alegórico enfeitado com vasos contendo copos-de-leite naturais. Era uma homenagem à filha do imperador d. Pedro I, a princesa d. Maria da Glória, representada pela aluna Nilce Maria Ferrari, filha de Nilo e Luisa Ferrari. Ao seu lado dois garotos, o que está à direita era o filho caçula do casal drº Hermelino e Tata de Leão, Carlos Alberto, já falecido.
Após o desfile, Nilce foi ao estúdio do fotógrafo e posou como princesa.

PRAÇA MELO PEIXOTO, ANOS 1930

Eis uma foto interessante feita por Francisco de Almeida Lopes, nos anos 1930, antes do novo paisagismo dado à Praça Melo Peixoto pela administração Benedito Martins de Camargo, em 1937. Por ela é possível se verificar que as Andá-Açu já haviam sido plantadas.