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Mostrando postagens de 2006

MEUS PROFESSORES OURINHENSES, POR NOEL CERQUEIRA

Abro espaço para esse belo artigo escrito por meu amigo Noel Cerqueira para a Folha de Ourinhos.

A foto, que o ilustra, é a da chegada de Marta Rocha ao "Grupinho" , sendo recebida pelo diretor do estabelecimento, profº Dalton Morato Villas-Boas. Ao seu lado, à direita, está Virgínia Bessa, esposa do drº.Alfredo Bessa, em cuja casa a miss achava-se hospedada. Também podem ser vistas na foto, a profª Cleuza Devienne (à esquerda) e Rita Herkrath. Quem sabe Noel não está entre aqueles alunos que ovacionam a miss Brasil.

Recentemente, passando por Ourinhos - como sempre, retornando de Jacarezinho como vem acontecendo nos últimos quarenta anos - constatei que a Escola de Comércio “do Jorginho” não existe mais. Transformou-se em Colégio Objetivo.
A área ao lado, que pertencia à Igreja Metodista – com salas de aula e quadra esportiva – também se apresenta modificada. Então me ocorreu que naquele local assisti as minhas últimas aulas em Ourinhos.
Na época, o Instituto de Educação “Hor…

"A INSTALADORA"

Estão lembrados dessa loja? O proprietário era o Almiro Cardoso, que morreu ali por finais dos anos 1950, creio. A foto é de seu filho Almiro e me foi enviada pela amiga Cristina Souza. Ficava em frente ao Grupão. À esquerda, vê-se uma parte do bar do Gabriotti, pai do meu amigo José Agostinho.

OURINHOS EM 1950

Nessa foto aérea vemos Educandário Santo Antônio que estava sendo erguido em em um dos três terrenos que fizeram parte da Fazenda Múrcia (nome da fazenda de Horácio Soares).
Horácio Soares doou esse terreno às Irmãzinhas da Imaculada Conceição.   
Uma parte da fazenda de café, ainda podia ser vista após a linha férrea que demanda o Paraná.
Outro destaque é  a nova Igreja Matriz que estava sendo construída num quarteirão da Rua Arlindo Luz, tendo à sua frente  a serraria dos Irmãos Mori, em pleno coração da cidade.
No canto direito da foto, nota-se um grande prédio em construção. Trata-se do Seminário Josefino. 
Ourinhos ainda era uma cidade pequena. Seu calçamento havia sido iniciado há  apenas dois anos. Possuía 394 propriedades agrícolas, das quais a maioria tinha menos de vinte alqueires(322). Na agricultura predominavam: café,  algodão, milho, arroz e alfafa. As principais casas de secos e molhados eram: Casa Zanotto, F. Mateus & Cia, Antônio J. Ferreira & Cia Ltda, Tone & Cia…

O COLÉGIO SANTO ANTÔNIO

O ano de 1946 caminhava para o seu final. O profº Cândido Barbosa Filho, já envolvido na política local, dava os primeiros passos da caminhada que o levaria à prefeitura municipal no ano seguinte, quando foi eleito numa disputa que teve como outros candidatos, José Esteves Mano Filho, Tito Prado e Antônio Luiz Ferreira. "Barbosinha", como era popularmente chamado, tornou-se o primeiro prefeito eleito pelo voto popular, após a queda do Estado Novo.
O jornal "A Voz do Povo" noticiava que Barbosinha fora a São Paulo tratar com a Irmã Superiora da Irmandade da Imaculada Conceição, do início da Construção do Colégio Santo Antônio, em terreno doado por Horácio Soares em área de sua propriedade que estava sendo loteada (um terreno de 7.744 m2).
O Colégio Santo Antônio de Ourinhos seria criado no dia 13/6/1947, funcionando, inicialmente, na rua São Paulo, com Jardim de Infância, Pré-Primário e cursos de bordado e corte e costura.
O prédio onde seriam instalados definitivament…

ELES E ELAS (2)

Reinaldo Azevedo, um dos filhos do fundador de "A Voz do Povo" e Mário Curi,
responsável pela construção de vários edifícios na cidade.




À esquerda o juiz Rocha Paes que permaneceu em Ourinhos por muitos anos e Antônio Luiz Ferreira, contador, foi responsável por uma série de iniciativas na cidade e foi prefeito municipal de 1956 a 1959.

ELES E ELAS (1)

Eis o velho Júlio Mori, que veio para Ourinhos em 1918, dono de uma grande serraria localizada no centro da cidade , em frente a atual Catedral e de uma loja de secos e molhados na rua Paraná



Elziro Ribeiro da Silva e "Cali", a soprano de Ourinhos, que brilhava em todos os casamentos cantando "Ave Maria" e nas procissões do enterro, interpretando a canção da Verônica. Por muitos anos o casal teve uma casa de armarinhos na rua Paraná

Trajando terno branco, Celestino Bório, um dos proprietários da Radio Clube de Ourinhos; atrás, Ciro Silva, funcionário da SPP, Tibério Bastos Sobrinho, funcionário da Prefeitura Municipal e o professor Barbosinha, que foi prefeito municipal, eleito em 1947.





RECORDAR É VIVER (5)

Na primeira foto, o monumento aos 50 anos da Sanbra, seu Souza, e três empregados da fábrica, o que está ao seu lado e o último (Bio Albano) foram meus contemporâneos nos felizes três anos de aprendizagem profissional que ali vivi .
O clube Diacui onde passei felizes tardes de domingo nos anos 1960. (Foto por Francisco de Almeida Lopes) A beleza natural de Salto Grande antes da Usina Garcez. (Foto por Francisco de Almeida Lopes)
A meninada não vê a hora de o padre Duílio terminar a benção para se jogar na piscina . Eu estou com as mãos sobre o queixo, atento às palavras do sacedote. (Foto por Francisco de Almeida Lopes )

EXAMES FINAIS

Antes da criação do Ginásio de Ourinhos, uma instituição privada, o ensino secundário somente podia ser feito no Externato Rui Barbosa, de propriedade do professor Constantino Molina, que ficava na Altino Arantes. Os alunos tinham de submeter-se a exames finais numa instituição de ensino sob a fiscalização do governo federal.
Em 1937, um grupo de alunos fez esses exames na Faculdade Comercial Brasil, em São Paulo. A nota mais alta entre as alunas foi 8, obtida por Rosa Fragão, Ivone Pierotti e Amélia Neves. A mais alta entre os alunos foi 7, obtida por José Fernandes, Hermínio Nogueira e Jairo Diniz.
Esta coluna homenageia hoje dois desses alunos que ainda estão entre nós: Jairo Diniz e Amélia Neves, minha mãe, que aniversaria no próximo dia 5, ocasião em que completa 83 anos.
(A foto de Jairo Diniz é do jornal Debate, edição 1256)

OURINHOS, FINALMENTE COMARCA.

Ourinhos foi elevado à condição de comarca somente vinte anos após a criação do municipio.
Essa era uma condição legal há muito almejada que tornou-se realidade em 30/11/1938, há quase 70 anos.
Essa foto é da sessão de instalação da comarca. que aconteceu no recinto da Câmara Municipal, em cujo prédio também funcionava a Prefeitura, na avenida Altino Arantes.
Nela identifiquei : o prefeito Horácio Soares e esposa, o cônego Reis Mello, vigário local, Henrique Tocalino, Pedro Medici, José das Neves Junior, Narciso Nicolosi Filho e  Álvaro de Queiroz Marques.

1º VÔO SÃO PAULO-OURINHOS ?

Teria Sido O Primeiro Vôo de Carreira Ourinhos-São Paulo? E Bem provável, POIS uma Anotação that encontrei de hum registro de "A Voz do Povo", de 29/7/1946, Fala fazer Início das Linhas Aéreas São Paulo-Ourinhos-Marília-Presidente Prudente, Pela Arco Iris Viação Aérea SA " , com Duração de 80 Minutos.

VERA LÚCIA COUTO DOS SANTOS, A PRIMEIRA MISS BRASIL NEGRA .

Vera Lúcia foi eleita Miss Guanabara (ainda não havia sido feita a besteira de fundir o estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara),em 1964. No certame estadual representava o Clube Renascença, fundado por descendentes de escravos. Tinha apenas 19 anos. No certame nacional, obteve o segundo lugar, perdendo para a Miss Paraná , Ângela Vasconcelos . Isso em 1964, numa sociedade onde o preconceito racial ainda era mais forte do que hoje, foi um feito na história do concurso .
Em Long Beach, Vera Lúcia obteve o 3º lugar no "Miss Beleza Internacional".
O fato acabou repercutindo na música popular, no carnaval do ano seguinte, 1965, uma marchinha de Roberto Kelly, cantada com sucesso por Emilinha Borba, "Mulata Bossa-Nova", dizia:

Mulata Bossa nova Caiu na Hully-Gully E só dá elaIê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê Na Passarela A boneca está cheia de fiu-fiu esnobando as loiras e as morenas do Brasil
Em entrevista concedida recentemente ao site "Bafafá"( http://w…

OS DIAS DE GLÓRIA DO "OPERÁRIO"

Já falamos aqui algumas vezes do velho time de futebol que morava no coração de grande parte da população ourinhense. Quando o jogo era Operário x Ourinhense, o estádio ficava lotado. O seu campo de futebol estava localizado num quarteirão  em frente ao atual Centro Cultural. Nessa foto dos primeiros anos da década de 1930, vemos as arquibancadas lotadas num dia de jogo entre as duas agremiações. No camarote de honra, achavam-se  Julio Mori e o Dr. Theodureto Ferreira Gomes,  prefeito municipal.
Em 17-1-1942, o jornal "A Voz do Povo" noticiava:
"O decano do esporte ourinhense, o velho pioneiro das tradições futebolísticas de nossa terra, o Esporte Clube Operário, está em grande azáfama mobilizando todo o seu quadro social para a reunião de eleição de sua nova diretoria, para o corrente ano de 1942.
O entusiasmo reinante nos meios esportivos operarianos é animador, e tudo parece indicar que o sodalício da Av. Jacinto Sá, fará uma esplendida escolha para seus diretores, bate…

OS CARDEAIS DO OURINHENSE

Ourinhos teve dois grandes times de futebol de atuação memorável: o Esporte Clube Operário e o Clube Atlético Ourinhense. O primeiro remonta à década de 1920, e tinha na sua direção em 1930: presidente, Hermenegildo Zanotto; vice-presidente, Hermínio Socci; 1º secretário, Edison Leonis; 2º secretário, Ítalo Fioravanti; 3º secretário. Aurélio Sachelli; 1º tesoureiro, Joaquim Miguel Leal; 2º tesoureiro, Ernesto Gonçalves; orador, professor José Galvão, diretor geral, Francisco Ciffone Filho; Conselho Fiscal, Oswaldo Paretto, Américo Cera, Chede Jorge.
Já o Ourinhense parece ter sido fundado em 1931.
Esta foto nos mostra a sua diretoria em algum momento da década de 1930. Nela vemos:
Da esquerda para a direita: João Batista Crivelari , Aristisdes Viana, não identificado, um dos Mori, Benedito Monteiro, Edison Leonis, Carlos Eduardo Deviene e Vasco Fernandes Grilo. Sentados, da esquerda para direita: um dos Mori, Miguel Cury, Julio Mori, Italo Ferrari, não identificado, Antonio Saladini e An…

ESTÃO LEMBRADOS DO "GERB" ?

PASCHOALICK E O NOVO CORETO

A foto é de alguma cerimônia na gestão do prefeito José Maria Paschoalick (1956-1959). Pelo número de autoridades presentes pode ser até a da inauguração da nova praça Melo Peixoto, completamente remodelada na sua gestão. Um novo coreto, de linhas modernas, substituiu o anterior , de 1927. Agora havia um amplo espaço à frente do coreto para abrigar concentrações cívicas. Nesse novo coreto, o marechal Lott fez o seu discurso durante a campanha presidencial de 1960. A maior parte das árvores da praça fora cortada, removidos para outras praças os bancos com encosto (ainda lá se encontram hoje) Também os belos postes de ferro trabalhado foram substituídos por outros de linhas retas. Como era moda naqueles anos, foi instalada uma fonte luminosa que oferecia espetáculos de água e luz à noite. O "footing" ainda subsistiu nos anos 1960 e espaço para isso havia bastante na nova praça. Paschoalick, que teve uma gestão bastante conturbada, pois a UDN não lhe deu trégua, havia si…

O COTIDIANO DE UMA PEQUENA CIDADE DO INTERIOR

Esta foto é de meados dos anos 1930.
A tomada foi a partir da Praça Mello Peixoto, vendo-se a principal artéria comercial da cidade - a Rua Paraná,  a perder de vista. Ao fundo, vê-se um cavaleiro. Pessoas circulam pelas ruas. Um cartaz colocado em frente a loja de Vasco Fernandes Grillo, a Casa Vasco, anuncia a programação do Cine Teatro Cassino. 
Na mesma calçada (direita), vemos o armazém do Chico Vara, o salão do Ico (Crivelari),  o prédio do primeiro Grupo Escolar e uma carroça. À esquerda, um cão atravessa a rua, em frente ao majestoso prédio do Banco Commercial do Estado de São Paulo.
Foto por Francisco de Almeida Lopes





SARAU NO GRÊMIO RECREATIVO DE OURINHOS

A foto é dos anos 1930. Os saraus eram comuns na agremiação ourinhense, portanto creio ser essa foto de uma dessas ocasiões.
Por ela podemos ter uma idéia de como era o salão de baile, com as paredes decoradas como era costume na época. Ao fundo o palco, com o nome da associação no topo.
Sentados identifico, da esquerda para a direita: o casal Horácio Soares, o casal Hermelino de Leão; atrás no mesmo sentido: Ezelino Zório, Bráulio Tocalino, Miguel Cury. No palco, Alberto Matachana.

A PRIMEIRA COMUNHÃO

O Decreto "Quam Singulari"que estabeleceu os parâmetros para a primeira comunhão foi estabelecido por São Pio X, em 8 de agosto de 1910. Segundo esse documento, poderiam ser admitidas as crianças desde a idade de sete anos. Há a possibilidade de recebê-la antes de completar essa idade caso a criança demonstre possuir discernimento suficiente.
Sempre foi uma ocasião festiva com a igreja repleta de crianças e seus parentes. Nos anos 1940 e 1950, as crianças eram previamente iniciadas no catecismo, pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição. A ocasião anual era o mês de Maio, em pleno Pentecostes.
Nessa foto vemos um grande número de meninas na entrada da velha igreja matriz. À esquerda estão o sr. Antonio Teiga e uma das irmãs Azevedo. À direita, o padre Eduardo Murante, pároco local. Creio que a freira próxima dele seja a Irmã Benigna.

DESFILE DE 7 DE SETEMBRO (ANOS 1940)

Os desfiles de 7 de setembro, em Ourinhos, iniciaram-se nos anos 1930.
Meu pai fez as primeiras fotos nas ruas da cidade. Muitas delas já não tenho mais, devendo estar em outras mãos.
Era um evento que ele adorava fotografar. Alguns anos depois, José Machado resolveu fotografar os desfiles comercialmente. Quem se incumbiu desse serviço ? O seu Chiquinho. Lembro-me dele saindo de casa bem cedo com a máquina a tiracolo, somente retornando após o encerramento, no começo da tarde. As fotos ficavam expostas com numeração nas vitrines do Foto Machado.
Alguns negativos dos primeiros desfiles ainda mantenho, o que tornou possível resgatar algumas.
Esta deve ser de 1941 ou 1942. Vêem-se alunos do Ginásio de Ourinhos vindos da Altino Arantes e passando pela Praça Melo Peixoto, na altura do velho coreto, que pode ser visto à direita. Creio que a pessoa trajando terno branco à direita seja o profº José Augusto, proprietário e diretor daquela estabelecimento de ensino.
À frente do desfile está a g…

O JORNALISTA E O MENINO

Quando adolescente ouvi de minha avó que José das Neves Júnior, meu avô, e Miguel Farah eram grandes amigos, desde os tempos de Salto Grande.
Assim deve ter sido, pois Farah fez questão de publicar em seu jornal, em 1966, o decreto do prefeito Domingos Camerlingo Caló, acompanhado da justificativa, dando o nome de meu avô a uma das ruas de Ourinhos.
Nunca tive proximidade com o grande jornalista, ao contrário de meu primo Jefferson, cujo pendor literário despertara bem cedo, e assim freqüentou a redação da “Folha”.
Lembro-me de Miguel Farah andando pelas ruas da cidade, no exercício de sua atividade jornalística.
Os anos se passaram, e, de repente, uma veia memorialista irrompeu nesse que vos escreve.
Desse modo, começei a escrever para o Jornal da Divisa e, pouco tempo depois, passei a colaborar com a “Folha de Ourinhos”. E assim já lá se vão alguns bons anos.
A amizade com as irmãs Farah foi se solidificando, e laços mais fortes se formaram, envolvendo inclusive minha mãe, Amélia.
Com muit…

UM ENTERRO NO PASSADO

Essa foto é uma das mais antigas da cidade. Meu pai, que tinha uma cópia em seu álbum, nela registrou a data de 1922 Trata-se de foto muito interessante onde vemos a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus ainda sem acabamento nas laterais; à esquerda uma farmácia denominada "Nossa Senhora Aparecida", no local onde mais tarde existiu o "Café Paulista", de João e Júlio Zaki; e uma construção de madeira, na esquina com a atual Altino Arantes, onde, em 1931, Francisco Mayoral instalaria, já em alvenaria, o "Bar Internacional", mais tarde "Bar Paratodos", de Mário Ribeiro da Silva. À direita duas construções que desapareceriam nos anos 1930, com a construção dos prédios do Banco Comercial do Estado de São Paulo e da Casa Vasco, respectivamente, nas duas esquinas com a rua Paraná. Dizia meu pai que a foto retratava o enterro de uma criança. Obervando a foto vê-se um homem com o chapéu levantado, costume de saudação em respeito a um enterro, portanto.....

LOJA MAÇÔNICA JUSTIÇA II, de OURINHOS

Clique sobre a foto



Ela foi fundada em 12-10-1946. Meu tio avô, de Cambará - Pr, Manoel Teixeira Filho. foi um dos fundadores. Entre os ourinhenses, recordo-me do libanês Said Francis, uma figura muito simpática com quem sempre cruzava nas minhas andanças pela cidade. Certo dia do início dos anos sessenta, estava eu na praça Melo Peixoto, quando vi passar um enterro em direção ao cemitério. Nessa época, o caixão ainda era carregado manualmente pelos amigos. Perguntei a um dos presentes quem era o falecido e ele me respondeu: "- O Said Francis". Pensei eu: "que pena, aquele velhinho com um sorriso tão bonito sempre estampado no rosto, vou acompanhá-lo até a última morada. No cemitério, um fato chamou-me a atenção: cada um dos presentes jogou sobre o caixão, já na cova, um ramo de acácia. Diante daquele fato curioso, indaguei a uma pessoa o porquê do ato. Foi quando tomei conhecimento de que a acácia era a planta símbolo da Maçonaria. "Ela representa a segurança, a …

IRMÃ VIVALDA

Quem estudou no Colégio Santo Antônio há de se lembrar da irmã Vivalda. Rosto de atriz de cinema, dirigia uma camionete, na cor verde garrafa, creio. Ainda está em Ourinhos, já não usa mais a bela veste da ordem, que trajava nessa foto de setembro de 1954. O rosto ainda guarda vestígios da beleza do passado. Nessa ocasião, nas proximidades do colégio ainda havia uma olaria, cuja chaminé se vê na foto. Foto por Francisco de Almeida Lopes

VASCO FERNANDES GRILLO

Vasco Fernandes Grillo era filho de José Fernandes Grillo, um dos pioneiros de Ourinhos. Vasco teve como irmãos: Alberto e Antônio (casado com Rosa Migliari, de quem me lembro com muita saudade), Elisa (Braz), Benedita (Cury) e Elvira (Vara). Esportista de primeira, foi um dos fundadores do Ourinhense, ele mesmo jogador e técnico. Foi proprietário da "Casa Vasco", especializada em chapéus e calçados, instalada em prédio próprio, um sobrado que ainda existe na praça Melo Peixoto, 176. 



Muito amigo de meu avô, era seu compadre por ter batizado minha tia Lurdes. Nos anos 1940, vendeu sua loja e mudou-se com a família para a capital. A foto mostra o casal Vasco e Petronília e os filhos em 1948.
CLUBE ATLÉTICO OURINHENSE

Eis uma foto interessante. Deve ser de um almoço comemorativo da posse de diretoria do Clube Atlético Ourinhense, associação esportiva que fez história na cidade. Entre os presentes:
em pé - Vasco Fernandes Grillo, Antônio Dias Ferraz, Carlos Eduardo Devienne, Antonio Zaki Abucham, Benedito Monteiro, Julio Mori, Ítalo Ferrari, Miguel Cury, Cândido Barbosa Filho;
sentados à direita : Antônio Saladini, Rafael Papa, José das Neves Júnior, Tuffy Zaki Abucham;
ao centro: Adriano José Braz, Mário Mori, Ico Crivellari, Evilázio Viana, Francisco Vara.
A PÁSCOA DOS MILITARES (1939)

Esta talvez seja a foto mais importante dos velhos tempos de Ourinhos. Isso porque é a que apresenta o maior número de pessoas da cidade, por ocasião de uma cerimônia religiosa na velha Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus - a Páscoa dos Militares de 1939.
À porta da igreja está o cônego Miguel dos Reis Mello, que sucedeu ao monsehor Córdova e seria substituído pelo padre Eduardo Murante, em 1941.
Em primeiro plano, a turma do 1º Tiro de Guerra de Ourinhos. O 2º à esquerda, na primeira fila é Jairo Teixeira Diniz, bem ao centro, com a fita da Congregação Mariana está Humberto Rosa, os dois últimos à direita são Dirceu Correia Custódio e Oriente Mori.
Bem ao centro pode-se ver o prefeito Horácio Soares.
Foto por Frederico Hahn.

AVENIDA ALTINO ARANTES

Eis um ponto da cidade que já se transformou bastante. Nessa foto de um desfile de 7 de Setembro, na avenida Altino Arantes, no início dos anos 1950, vemos à esquerda a casa de Henrique Tocalino (ele é visto com a cabeça já toda branca, apreciando o desfile junto ao muro, ao lado de uma bisneta. No jardim de sua casa, vê-se uma variedade anã do chamado coco-da-baia, uma raridade na cidade. Mais acima, os belos sobrados conjugados construídos por Ezelino Zório, nos anos 1940, um deles residência do drº Bessa , e que ainda não sofreram modificações. Em seguida, o sobrado de Alberto Fernandes Grillo, hoje parcialmente modificado. Ao fundo vêem-se, o belo e raro ipê branco da clínica do dr. Diógenes, que ainda existe, e os coqueiros e árvores da residência do drº Hermelino Leão, substituída hoje por um conjunto comercial. A escola retratada na foto era o Instituto de Educação Horácio Soares, naquele momento passavam pela avenida os alunos do curso normal. À frente, carregando o pavilhão n…

OURINHOS NO LIMIAR DOS ANOS 1940

Esta foto aérea retrata Ourinhos no limiar dos anos 1940 (julho 1940). Duas grande fazendas de café ladeiam a cidade: à esquerda a de Jacinto Ferreira de Sá e à direita a de Horácio Soares, que fazia fronteira com a rua Paraná A cidade, seguia na direção norte, tendência que já manifestava nos anos 1930. A praça Melo Peixoto acabara de passar por um tratamento paisagístico na gestão do Prefeito Benedito Camargo. As primeiras casas construídas pela São Paulo-Paraná e financiada a seus empregados já são vistas na Altino Arantes com Monsenhor Córdova. O Ginásio de Ourinhos (estabelecimento privado), recém construído, vê-se isolado e rodeado por cafezais, num dos limites da malha urbana. Logo lhe faria companhia, vizinha mesmo, a Santa Casa de Misericórdia. Também isolada na atual rua Expedicionário, está a Clínica do drº Ovídio Portugal, construída há dois anos. Na esquina da 9 de Julho com Expedicionário , vê -se o recém edificado Grupo Escolar . A cidade acabava de ganhar uma estação r…

A RAINHA DO ALGODÃO .

Nos anos 1950 e 1960, quando a agricultura em Ourinhos era mais diversificada, eram comuns bailes ligados a um determinado produto agrícola, como: rainha do café, do algodão. Esta foto refere-se ao Baile da Rainha do Algodão, no qual recebeu o título a jovem Maria Inês Amaral Santos, vista aqui em primeiro plano ao lado de seu pai. Foram princesas: Dinorá Bressanin e Vera Dupas. O dois jovens trajando terno branco, muito comum na época, são: José Vicente Amaral e e Hermilo Tupiná (sentado, à direita).
A PRIMEIRA TURMA DO TIRO DE GUERRA Jairo Teixeira Diniz , é um dos poucos remanescentes da primeira turma do Tiro de Guerra de Ourinhos, da qual foi o primeiro colocado. Com ele serviram entre outros: Oriente Mori, Alvaro Cretuchi, David Gomes de Souza (parente do Brigadeiro Eduardo Gomes), Alcides Macedo Carvalho, Humberto Rosa, Paulo Matachana, Helio Cerqueira Leite, Assad e Aniz Abujamra, Dirceu Correia Custodio, Mizael Olympio de Almeida, Julio Zaki Abucham, Aparecido Nascimento e José Cardoso.
Essa turma foi criada no dia 3 de outubro de 1938.O Sargento Instrutor era Josias Silva.
Jairo Diniz foi um dos primeiros locutores da ZYS-7 Rádio Clube de Ourinhos, inaugurada no dia 20 de novembro de 1948, nela atuando até 1956, sob o pseudônimo de Norton Cunha. Jairo foi também Funcionário da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná onde foi colega de meu pai.
Graças a uma monografia por ele elaborada, temos um relato fiel de todos os acontecimentos relacionados com a primeira turma do Tiro d…

O MONUMENTO A 1932, NO CLUBE BALNEÁRIO DIACUI.

As ribanceiras do Paranapanema foram palco de luta armada por ocasião da Revolução de 1932. "Com a oposição praticamente total dos estados, isolado em suas fronteiras, São Paulo via-se às voltas com uma guerra que iria durar mais tempo do que o previsto, e não possuía condições bélicas para enfrentá-la com sucesso, como demonstra a observação comparativa dos quadros e do material bélico dos dois lados em luta. No setor sul as forças do governo central eram comandadas pelo general Valdomiro Castilho de Lima, que contava com os efetivos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, somando aproximadamente 18.000 homens, além da Brigada Gaúcha, 27 corpos de provisórios comandados pelos generais João Francisco e Elisiário Paim, as polícias de Pernambuco e do Maranhão, e ainda o 22º.Batalhão de Caçadores da Paraíba. Os contingentes chefiados pelo general Valdomiro dispunham ainda de artilharia pesada composta por quase cem canhões de 105 m/m e de 75 m/m. Os paulistas que lutava…

O SÃO PAULO-PARANÁ FUTEBOL CLUBE: ALBERICO ALBANO (Bio)

Em 27 de março de 1937 era criado o São Paulo-Paraná Futebol Clube. Sua primeira diretoria foi constituída por:
Dr. Wallace H. Morton – Presidente
Dr.James Lister Adamson – Presidente “Honoris Causa”
Dr. Alastair T. Munro – Vice-presidente
Hermínio Socci – Diretor Geral
João Batista Lopes – 1º Secretário
Olímpio Jorge de Morais – 2º Secretário
Teobaldo José da Costa – Tesoureiro
Luiz Zanotto – 2º Tesoureiro
Anselmo Gonzáles, Orivaldo dos Santos e José Malaquias – 1º, 2º e 3º diretores esportivos respectivamente
Ormuz Ferreira Cordeiro – Orador oficial
Artur Herrington Smith, Miguel Ospar, Antonio Dias Ferraz, Antonio Lopes, Jorge Torres Galvão e Osvaldo Correia – Membros do Conselho de Finanças
Carlos Eduardo Devienne, Benedito Monteiro, Dirceu Viana, Asdrúbal Nascimento, Castorino Ferraz Bueno, Manoel Lopes, José Bueno Lopes e José Del Ciel Filho – Membros do Conselho de Sindicância
Um dos azes desse time foi Alberico Albano (Bio), membro de uma antiga família ourinhense. Seu irmão Orlando, ainda…

ELEIÇÕES E ROMANCE NA OURINHOS DE 1927

Anteriormente à Revolução de 1930, o Partido Republicano Paulista controlava a vida política no estado de São Paulo. Em 1926, havia sido fundado um partido de oposição que, às duras penas, enfrentava, em 1927, a sua primeira eleição – o Partido Democrático – PD. Nessa época, o voto era distrital, e Ourinhos integrava um dos quatro distritos eleitorais em que se achava dividido o estado, sendo chefe político o dr. Ataliba Leonel, político com raízes em Piraju. O diretório político do PRP, em Ourinhos, era constituído por: dr. Jacinto Ferreira e Sá cel. Vicente Amaral prof. José Galvão (prefeito) cel. Antonio Leite cap. Benedito Ferreira Hermenegildo Zanotto Dr. Teodureto Ferreira Gomes. Cerca de 10 dias antes das eleições gerais (para Câmara Federal e Senado) daquele ano, o chefe político da região, Ataliba Leonel, visitou a cidade, quando lhe foi oferecida uma recepção da qual participaram os próceres do PRP e de sua dissidência, o Partido Oposicionista Municipal (comandado por Emílio Leão…

A FAMÍLIA MATACHANA

Eles nasceram e se conheceram em Castilla Vieja,  Espanha. Ele se chamava Arquipo Matachana e ela Luisa Garcia. As contingências da vida fizeram-na vir para o Brasil, em 1903, em companhia de sua família. Arquipo não resistiu à saudade da amada e veio também para cá. Casaram-se em Pereiras, em 1905, onde nasceram os dois primeiros filhos – Fausto (1906) e Gaudência (1908). Os parentes de Luisa Garcia Matachana, Dario Alonso, Domingos e Adolfo Garcia vieram para a região de Ourinhos a fim de explorar o comércio de madeiras e cereais, então intenso naquela época. Alguns anos depois, em 1910, quando o distrito de Ourinhos ainda engatinhava, o casal Matachana ali fixou-se. Nesse mesmo ano, nascia o terceiro filho, Alberto, a primeira criança a ser registrada no recém-criado cartório de registro civil. Arquipo montou uma casa comercial nas imediações da pequena estação ferroviária da Sorocabana, na rua Antônio Prado (o prédio ainda lá se encontra) – a Casa Matachana. Como era comum, na f…

O COMÉRCIO EM OURINHOS

O COMÉRCIO EM OURINHOS por Jefferson Del Rios Vieira Neves

Nos anos 40 e 50, o comércio de secos e molhados da cidade tinha uma freguesia e uma geografia bem definidas.
A então numerosa comunidade rural nipo-brasileira comprava na Casa Suzuki, a maior delas a ponto de ter aquele instrumento oriental de fazer contas. Ficava na esquina das ruas Gaspar Ricardo e Brasil.
Na Avenida Jacinto Sá pontificavam, lá no alto, o Sekino, pai de uma garota belíssima, a Tomiko, que fez ginásio comigo. Anos depois soube que ela se formara em medicina, e estava na Unicamp quando morreu precocemente.
Ainda na Avenida (salvo engano) o Tanaka, que depois se mudou para a Gaspar Ricardo, mais abaixo do Suzuki. Sua filha Nair também estudou comigo.
Não é tudo. Houve outros estabelecimentos, como o do Sr. Choso Misato, pai do atual Prefeito, Toshio. Era muito amigo do meu pai, como o Suzuki e o Tanaka.
Na Rua Paraná, o Tone. Não sei por que razão acho que só entrei lá uma vez.
Os armazéns serviam trechos do municipio…

MARILENE BERTONI E ELISABETH FENLEY - O BAILE DA RAINHA DO CAFÉ

O baile da "Rainha do Café " era realizado, anualmente, em Xavantes nos anos 1960.
Esta é uma foto de uma edição desse baile nos finais dos anos 1960.
Nessa foto estão duas representantes de Ourinhos: da  esquerda para direita : Sylas Amaral Santos (Silas devia ser diretor do GRO na ocasião), já falecido, filho do pioneiro Benício do Espírito Santo, foi casado com Elza Sachelli, Marilene Bertoni, uma das belas ourinhenses de sua geração, portando faixa de Princesa do Café; Elisabeth Fenley, filha de Alice Teixeira Fenley. O  irmão de Bete, Nelson,  seguiu a carreira militar e foi meu contemporâneo. Na extrema esquerda, o  professor de piano Celso Silva, filho de Romeu Silva, gerente do Cine Ourinhos. 
A foto foi tirada no Grêmio Recreativo de Ourinhos, logo após a premiação no famoso baile. 

Foto por Francisco de Almeida Lopes

TEREZINHA SANTAROSA ZANLOCHI

A edição de "Folha de Ourinhos", de 26 de fevereiro de 2006,  noticiou a presença da ourinhense Terezinha Santarosa Zanlochi, hoje professora doutora da Universidade Sagrado Coração, de Bauru, num simpósio promovido pela Secretaria Municipal de Cultura local.
Alguns anos mais nova do que eu, convivemos em muitos ambientes na Ourinhos do passado; um de seus irmãos foi meu colega no Instituto de Educação. Também convivemos por um certo período na USP,  onde ela fazia o curso de história e eu frequentava a pós graduação. Dona de uma beleza incomum e da simpatia irradiante que herdou da mãe, Terezinha abrilhantou muitos bailes do "Palmeiras", no passado. A foto é de um baile  caipira dos anos 1960, no "Palmeiras" . Terezinha é a segunda, da esquerda para a direita.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

O TIME DOS GORDOS

Essa é uma foto interessante, tendo como cenário o campo do Ourinhense. A quase totalidade dos rostos me é familiar e povoou a minha infância. Foto por Francisco de Almeida Lopes