2.6.17

O ÁLBUM DOS "BACANAS DE OURINHOS" - ACERVO CYRO TEIXEIRA TUCUNDUVA





15-11-1941 - A Voz do Povo
BOLA AO CESTO
Pelo «Ouro Verde» , chegou hoje a esta cidade a caravana cestobolistica do Escritó­rio Central da S. P. P,  da Capital do Estado, que vem disputar duas amistosas partidas de bola-ao-cesto com os encestadores locais do Ourinhense Basket Bali e do S. P. P. Hoje, á noite, no campo do C. A. Ourinhense, ás 8 horas, terá lugar a inauguração da iluminação da sua quadra de cestobol, hávendo, por ocasião, a primeira partida, entre o quinteto visitante e o «five» do Ourinhense. Amanhã, ás 9 horas, na excelente quadra do S. P. P., jogarão a equipe visitante e o quinteto ferroviário local. 5. F. F. BasqueteBall
 Resultado do l.o Turno de Campeonato Interno S. P. P.: Adm. Geral, 12 x Locomo­ ção, 23. Contadoria, 26 x Tráfego, 9 Adm. Geral, 27 x Tráfego, 26 Contad. 16 x Locomoção, 14 Ad Geral, 18 x Contadoria, 26 Locomoção, 20 x Trafego, 16. Classificação dos encestadores: Mario Cury, C.T.D., 44 pontos Machadinho. T.R., 36 « Honorio, L.O.C, 28  Luiz Zanoto, A G., 21 « Wilson, Ad. G., 16 « Marino, LOC., 15 « Chuvinha, C.T.D., 14 « Mizael, Ad. G. 12 « W. Marco, LOC., 10 « Flavio, C.T.D., 8 « Cassio, Ad G., 6 « Waldomiro, TR. 6 « Walter e Ciro, 4; Aniz, Evilasio e Decio, 2; Colino, Carrara e Sebastião, 1.








Amadeu de Souza (que aparece, de terno, em várias fotos dos times da SPP), era casado com uma irmã de meu Cyro Tucunduva i e trabalhava na agência Ford de Ourinhos; atuava como uma espécie de "animador" ou treinador. Era um aficcionado do esporte, em suma.








 1 - Flávio Menezes - 4 - Cássio Tucunduva 


Agachados: 1 - Cyro Tucunduva, 2 - Flávio Menezes -  3 - Mário Cury
Em pé: 3 - Cássio Tucunduva, 4 - Bio Albano




1 - Bio Albano,  2 - Flávio Menezes -5 - Cyro Tucunduva


1 - Cyro Tucunduva, 3 - Cássio Tucunduva , 4 - Mário Cury, 5 - Flávio Menezes - 6 - Bio Albano












1 - Mário Cury, 2- Flávio Menezes,   3 - Cyro Tucunduva

O último é Philemon de Mello Sá. O terceiro a partir da esquerda me parece ser Osvaldo Cardoso,o quarto Cyro Tucunduva. Foto na  Praça melo Peixoto.












A SOCIEDADE ESPORTIVA BACANAS DE OURINHOS


Nos anos finais de 1930, um grupo de jovens autodenominado "Os Bacanas de Ourinhos" haviam formado dois times: um de futebol e outro de basquete, e em 1940 , deram um voo mais alto, fundando  e fundaram uma sociedade esportiva denominada Sociedade Esportiva Bacanas de Ourinhos.
O livro de atas dessa associação foi cuidadosamente conservado por um desses jovens, que me parece ter sido o líder do grupo. Trava-se de Cyro Teixeira Tucunduva, filho de um dentista radicado em Ourinhos nos anos 1930, o drº Lino Tucunduva. Cyro, então com 21 anos,  trabalhava no escritório da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná (contadoria).
A família Tucunduva, foto em Ourinhos



Com uma letra rebuscada Cyro, na qualidade de secretário da Associação,   abriu o livro de atas no dia 8 de abril de 1940:

  

A Associação tinha como sede a sala interna de um dos mais famosos bares da cidade naquela época, o Bar Paulista situado na Praça Melo Peixoto e  de propriedade de dois irmãos Zaki Abucham, um dos quais, Júlio   era integrante do grupo.
Os jovens eram: Brooklin Machado, Walter Costa Galvão, Julio Zaki, Cassio Teixeira Tucunduva, Cyro Teixeira Tucunduva, José Diehl, Hermínio Nogueira, Cássio Tucunduva,  Rosalvo Pondé, Eduardo Vidal Leal, Homero Ferreira Campos, Mizael de Almeida, José Bassi, Sebastião Ereno    e Teófilo Fernandes Nóbrega. Os objetivos da novel sociedade eram a “prática e difusão do esporte em geral”, aventando inclusive a construção de um estádio para esse fim.
De início a ênfase seria a prática do cestobol (basquete), pedestrianismo. 

Realizada a eleição para a escolha da diretoria, essa ficou assim formada: presidente – Júlio Zaki; vice – José Bassi; 1º secretário – Cyro T. Tucunduva; 2º secretário Walter Costa Galvão; 1º tesoureiro - Brooklin Machado; 2º tesoureiro - Ari Diehl;  diretor esportivo - Cássio T. Tucunduva
Ari Diehl e José Bassi retiraram-se da  Associação, logo em seguida; foram então eleitos para a diretoria no cargos vagos: Hermínio Nogueira e Rosalvo Pondé. Novos associados ingressaram entre os quais duas mulheres: Risoleta Ribeiro e Lina Tucunduva de Souza, Philemon de Mello Sá, Paulo Franklin da Silva e Ney Franklin da Silva, Clorivaldo Migliari,. 
A Associação publicou, o jornal "A Voz do Povo", um manifesto sobre seus objetivos:


Além do amor pelo esporte, os Tucunduva tinha especial gosto pela música, tendo formado um conjunto musical qie fez sucesso, o   Conjunto Marajós:


Integravam o conjunto   Cyro Tucunduva (Chuvinha), Cássio Tucunduva (irmão), Lila (Lina Tucunduva, irmã) e Vavá (Evaristo)

A Voz do Povo, 2-11-1940

0 conjunto "Marajós" viajou especialmente convidado para tomar parte no programa de inauguração da Radio Difusora de Cambará, realizada domingo ultimo, obteve naquela cidade paranaense o nosso primoroso conjunto musical «Marajós», tendo atuado lá admiravelmente, logrando sucesso. Nossos parabéns aos rapazes componentes do Marajós, pelo desempenho que deram ao programa musical de inauguração da difusora cambaraense, a seu cargo. 


Os "Bacanas" posam para foto em frente ao original sobrado construído por Augusto Fernandes Alonso, onde morou por muitos anos o professor Norival Vieira da Silva, seu genro. Somente pude identificar três, a partir da esquerda - 4 - Hermínio Nogueira; 8 - Cyro Tucunduva; 9 - José Bassi. 


Em frente ao prédio do  Grêmio Recreativo de Ourinhos, na Rua São Paulo, onde mais tarde funcionou por muitos anos a Câmara Municipal de Ourinhos.Com a raquete na mão José Faccini Bassi.


 O jovem Cyro Teixeira Tucunduva



 No centro, de suspensório, Cássio Tucunduva, à sua direita Bio Albano. Agachados:
Cyro Tucunduva,? e, salvo engano, Mário Cury.



1 - Bio, 2 - Cássio 

1- Bio, 3 - Mário Cury, 5- Cyro

O livro de atas se encerra no final de  1940,  infelizmente não temos informação sobre a ocasião e os motivos de seu encerramento. 
Fica aqui o registro dessa ação voltada para a difusão e prática do esporte por parte de jovens ourinhenses que, somada à formação de um grupo  teatral na mesma ocasião e a criação de um clube de regatas, mostra o anseio de jovens ourinhenses, nos anos iniciais dos anos 1940,  à procura de novos caminhos artísticos-esportivos. 


27.5.17

U ITO & FILHOS - UMA INDÚSTRIA OURINHENSE NOS ANOS 1960















Nas décadas de 1960 e 1970, Ourinhos teve uma importante indústria especializada na fabricação de "trucks" para caminhões, fundada pela família Ito, vinda de Arapongas, Paraná.
Esta foto, cujo negativo encontrei recentemente no acervo de meu pai, mostra uma provável visita de autoridades a um estande da indústria, por ocasião da realização da primeira Fapi em Ourinhos.
Em primeiro plano, vemos o prefeito Domingos Camerlingo Caló ladeado por um dos membros da família Ito, tendo ao fundo José Fernandes de Souza, gerente da Sanbra e, ao lado o vereador João Newton Cesar. Paulo Ito, o gerente comercial é o que se encontra à esquerda. À direita do prefeito Camerlingo, Dr. José Caetano Sobrinho, agrônomo da Dira e um dos pioneiros da FAPI de Ourinhos.
Uma boa reportagem feita pelo jornalista  José Rodrigues a respeito da empresa fornece informações sobre o potencial de uma indústria que, infelizmente, teve curta duração.





2-2-1969 O  Progresso de Ourinhos, inTertuliana.


Foto: Acervo Wilson Monteiro


COMENTÁRIOS:
Mauro Teixeira Foi uma industria em q trabalhei por 7 anos,até q um dia me acidentei,e mesmo assim continuei por mais dois anos.Patrões raros de se ver hoje,foi muito bom enquanto la estive,aprendi e cresci junto com a empresa.
Germaneo Toloto Mauro Teixeira...faltava um dia,tinha que pegar o cartão na mão do Taiti...
Mauro Teixeira Este japones q esta na frente,o segundo da esquerda pra direita é o Paulo. Ito.
Márcia Teixeira Nessa foto o sr. alto de camisa branca, é meu tio Dr. José Caetano Sobrinho, agrônomo da Dira e um dos pioneiros da FAPI de Ourinhos, responsável pelo setor da agricultura.

14.5.17

JOSÉ FELIPE DO AMARAL - PREFEITO DE OURINHOS

Tendo falecido no dia 28 de novembro de 1949, o Coronel José Felipe do Amaral, era um dos mais antigos moradores de Ourinhos, onde se fixou com a esposa Laudelina do Amaral, em 1915.
Dentista, foi vereador, tendo exercido o cargo de prefeito por três vezes. O título de coronel se devia a um costume da República Velha (1889-1930), período no qual os chefes políticos do Partido Republicano Paulista foram assim conhecidos.
Era pessoa muito estimada na cidade. Sua esposa Laudelina, que cheguei a conhecer cruzando por ela muitas vezes nas ruas da cidade, sobreviveu ao marido por cerca de trinta anos. 
Já bem idosa, sem filhos, precisou recorrer à Câmara Municipal,  em 1961, a fim de que lhe fosse concedida uma pensão, pedido esse que resultou na Lei nº 490, de 10 de setembro de 1961.




Fonte: A Voz do Povo, 3-12-1949, in Tertuliana.


Nesta edição de uma foto do Batalhão Teopompo, durante a Revolução de 1932, Dona Laudelina do Amaral pode ser vista à direita portando a Bandeira Nacional. Foto do Acervo de Francisco de Almeida Lopes. 



5.5.17

O CINE PEDUTTI (1967-2002)

Ourinhos passou a contar com duas salas de cinema em 15 de junho de 1967, com a inauguração do Cine Pedutti, localizado na confluência da Ruas Arlindo Luz e Antônio Carlos Mori. O proprietário era a empresa Pedutti.
O velho Cine Ourinhos, da mesma empresa,  contando com 23 anos de idade, não dava mais conta da demanda. 
A nova sala tinha capacidade para 1315 espectadores, e era dotada dos mais recentes recursos em termos de projeção cinematográfica.

Fonte: O Progresso de Ourinhos in Tertuliana 


 Foto de autoria desconhecida


Fonte: O Progresso de Ourinhos, in Tertuliana
No dia 28 de janeiro de 2002, o Cine Pedutti apresentava a sua última sessão. O antigo Cine Ourinhos já deixara de existir há alguns anos. Ambos foram tragados pelo apelo da televisão.
Hoje existe no local  o Cinemarti Shopping ,  com duas pequenas salas de cinema da rede Uniplex.

Sobre o Cine Ourinhos acesse: https://ourinhos.blogspot.com.br/2016/02/o-cine-ourinhos.html

23.4.17

OS "BACANAS" E O CAMPEONATO DE PING-PONG EM 1939

Um grupo de jovens de classe média na faixa do alvorecer dos vinte anos,  quase todos frequentadores do Grêmio Recreativo de Ourinhos e entusiastas do esporte, organizaram um campeonato de Ping-Pong em 1939. Era os BACANAS.  No ano seguinte, fundariam uma associação esportiva.

Em pé, o primeiro à direita é Júlio Zaki Abuchan, o último, Hermínio Nogueira, pai do meu amigo Ben Nogueira.
Agachado, o segundo é  Cássio  Tucunduva, seguido por José Faccini Bassi; o último é Cyro Tucunduva



Ping-Pong
Na séde do G.R. de Ourinhos, foi disputada domingo p. p.,
perante selecta assistência a partida revanche de ping pong entre as turmas Bacanas e Congregação Marianna de Santa Cruz do Rio Pardo.
Confirmando a sua grande classe, a turma do Bacanas, jogando com todos os seus componentes, conseguiu vencer por larga margem  de pontos. A contagem final acusou 200 a 170. A turma dos Bacanas jogou assim constituida: Faccini, 68; Ary, 44; Paulo 38; Walter, 26 e Cassio, 24.
A turma dos Bacanas communica que acceita jogos nesta cidade ou fóra dela
Fran-Fac
In A Voz  Povo, 14-10-1939 - Tertuliana

Ping-Pong « Taça Bar Paulista»
Realizar-se-á no proximo domingo, dia 29 deste, no Gremio
Recreativo de Ourinhos, a primeira partida da serie da melhor das trez, entre as já famosas turmas de ping-pong, Bacanas e Granfinos.

Será disputada a «Taça Bar Paulista», offerecida pelo proprietário do Bar e Café Paulista, sr. Julio Zaki.

Devido a antiga rivalidade existente entre as turmas contendoras, é de se esperar grande movimento e animação no decorrer da partida.
In A Voz do Povo, 28-10-1939

A  madrinha dos Bacanas foi a bela jovem, irmã de José Faccini Bassi, Irene, que foi casada com Armando D'Andrea e mãe de  Armando Jr. e Arnaldo. 

O segundo da esquerda para a direita é José Faccini Bassi, seguido de Cyro Tucunduva, o último é Paulo Franklin Correa da Silva
Sentada a madrinha Nair Faccini Bassi, com a taça.

Em pé: Hermínio Nogueira, Cyro Tucunduva, o último Julio Zaki Abuchan.
Agachados (1) José Faccini Bassi, (2) Cássio Tucunduva,  (3)Irene Faccini Bassi (5) Paulo Franklin Correa da Silva.

8.4.17

RUBENS BORTOLOCCI DA SILVA, PREFEITO DE OURINHOS 1973-1977


Ocasião em visitava Ourinhos o Secretário de Estado das Relações de Trabalho, deputado Jorge Maluly Neto. Na foto, à esquerda, se vê também o deputado federal pela região Silvestre Ferraz Egreja.


Em novembro de 1972, as urnas consagraram a vitória da chapa apresentada pela sublegenda Arena I -  prefeito Rubens Bortoloci da Silva e vice  Nelson Migliari - com a  votação de 7.551 votos. A sublegenda Arena II, que tinha como candidato o ex-prefeito Domingos Camerlingo Caló, recebeu 6.115 votos.
Rubens Bortoloci da Silva foi por muitos anos chefe da Seção Pessoal da unidade da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro - Sanbra, a maior unidade fabril que Ourinhos já teve. Foi nesse local que convivi com Bortoloci , nos anos em que lá trabalhei de 1962 a 1965, e do qual guardo boas e respeitosas lembranças.

Numa das festas anuais de Natal na Sanbra nos anos 1960:
Partindo da esquerda: Urbano Zampieri, Cleide, Tomiko Sekino, Setuko Sekino, Yara, Rubens Bortoloci e filha, Tupiná e Hélio

Compuseram a 7ª Legislatura (1973 a 1976)
  1. Ângelo de La Costa
  2. Antônio Góes
  3. Ary Corrêa
  4. Ary Francisco Negrão (Presidente 1973/1974)
  5. Espiridião Cury
  6. Fauez Mahmoud Salmen Hussain (Presidente 1975/1976)
  7. João Flauzino Gonçalves
  8. Julio Antonio Mori
  9. Manoel Teodoro de Mello
  10. Múcio Correia da Silva
  11. Osvaldo Egydio Brizola
  12. Salomão de Moraes
  13. Susumo Ikuno




Fonte jornalística: "O Progresso de Ourinhos", in Tertuliana Docs
http://www.camaraourinhos.sp.gov.br/Legislaturas.php