14.1.17

A PRAÇA MELO PEIXOTO E OS AMIGOS

Até meados dos anos 1960, a Praça Melo Peixoto era um local de lazer muito importante na cidade. Depois de sua primeira grande reforma, na administração de Benedito Martins de Camargo em 1937, cada vez mais a população tinha na sua praça o ponto de encontro de amigas (os), o local do "footing" (dar voltas pela praça), do concertos da banda municipal, de um serviço de radio difusão transmitido pelos alto falantes que ficavam no topo do velho coreto, através do qual os rapazes e as moças ofereciam músicas uns aos outros. Ou seja a praça era um ser vivo.
Desde meados dos anos 1920, era comum as pessoas se fazerem fotografar sentadas nos bancos da praça.
Temos aqui dois exemplos desse costume.
(1) ? Tico Migliari (2º) irmãos Tupiná Olímpio e Telésforo (3º e 4º) e Carlos Amaral (5º).
Lembro-me dos três últimos: Olímpio, pai do professor Hermilo Tupiná, foi por muitos anos o contador da prefeitura municipal; seu irmão Telésforo, amigo de meu pai, foi comerciante, sitiante e vereador; Carlos Amaral, também amigo de meu pai, era filho do coronel Vicente Amaral, teve destaque na Revolução de 1932 3 foi comerciante na Avenida Jacinto Sá. A foto é dos anos 1920.

Esta foto, já na praça reformada em 1937, colegas de trabalho no escritório da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná fizeram-se fotografar na Praça Melo Peixoto. Meu pai, Francisco de Almeida Lopes éo último sentado à direita; o último em pé à direita é José de Barros,amigo e vizinho de meus pais, tio dos irmãos Barros Carvalho.


Nesta foto do início dos anos 1930, meu pai e um amigo se fizeram fotografar.


Por fim, o velho coreto (1927-1958).


7.1.17

OS 50 ANOS DA FORMATURA DA TURMA DO CIENTÍFICO DO IEHS DE 1966

Graças ao meu amigo Luiz Tanaka, não passará em branco a lembrança da formatura da turma  do curso científico de 1966,  do Instituto de Educação Horácio Soares
Esse pessoal foi meu contemporâneo nos anos de ginásio,   portanto, rever rostos de amigas e  amigos,  após tantos anos,  foi um prazer muito grande. 
A  turma colou grau, no dia 22 de dezembro de 1966, no salão de baile do Grêmio Recreativo de Ourinhos, como era hábito desde os finais dos anos 1950.


Esses quatro mosqueteiros: Luiz Tanaka, Edson de Oliveira, Nelson Alexandre Fenley, Kazuo Nakashima estudaram juntos ao longo de oito anos (ginásio, técnico e científico.
Na primeira fileira,  identifico  (1) o padre Felipe Dimants, professor de inglês, (3) Maria Teresa Caetano de Barros Carvalho, professora de matemática e Dirce de Almeida, professora de Química



Amigos logo após o início das aulas do último ano de científico (os quatro mosqueteiros)



Logo após os alunos (o quarto, partindo da direita, primeira fileira é Álvaro Potenza) vemos o  padre Felipe, em seguida creio ser o professor Jairo, de educação física, e o professor Hélio Mano.


Alunos do IEHS em desfile de Sete de Setembro.
O primeiro é o meu amigo desde a infância, Nilson Costa, seguido por outro companheiro de bancos escolares, Auro Tanaka e seu irmão Luiz (6). À direita, o inspetor de alunos , sr. Cristoni.
Nesta foto, de 1963, vemos à direita Kazuo Nakashima; à esquerda, o terceiro é Álvaro Rolim Potenza, seguido por Edson Koga; Luiz Tanaka é o quarto na segunda fileira. 


24.12.16

XVII JOGOS REGIONAIS DA SOROCABANA - 50 ANOS

Chegamos ao final do ano de 2016,  no qual pudemos comemorar aniversários  importantes. Não poderíamos encerrar esta coluna  de "Memórias Ourinhenses" sem nos lembrarmos  dos 50 anos do XVII Jogos Regionais da Sorocabana, realizados na cidade de Ourinhos em 1966.
A equipe ourinhense de bola ao cesto sagrou-se campeã na modalidade:


Ranilson, Michel, Miguelzinho, Paulo Ailton, Renato, Clélio e Paulo Santos. Agachados: Américo, Cavour e Renato Mori, Celso e Moreto.

O jornal "O Progresso de Ourinhos" publicou em sua primeira página uma homenagem da municipalidade a esse importante evento:







10.12.16

O GUAPURUVU DE HORÁCIO SOARES

Clique sobre a foto.


Este é um postal dos anos 1960 que nos  a praça Melo Peixoto logo após a remodelação empreendida pelo prefeito Paschoalick. A maior parte das árvores fora posta abaixo, principalmente as "figueira-benjamin" que haviam sido tomadas por uma praga denominada na época de "lacerdinha".
A velha paineira, tida como a mais antiga da praça, ainda estava em todo o seu esplendor. Destacam-se também as belas Andá-Açu. 
O novo coreto, ao qual uma passarela dava acesso, tinha a sua frente o "Espaço Cívico"
Na praça anterior, onde havia um banco de areia para as crianças brincarem,  fora edificado um aviário.
No entanto,  o que me chamou a atenção num retorno a este cartão, é que  em seu canto esquerdo são vistas as altaneiras árvores que rodeavam a casa de Horácio Soares, na Arlindo Luz. Na ocasião dessa foto, lá morava o casal Alberto Santos Soares (Bertico) e Nancy Nicolosi. 
Uma delas é um Guapuruvu. "O guapuruvu (Schizolobium parahyba, Vell.), também conhecido como ficheira, garapuvu (ou guarapuvu), bacurubu, badarra, bacuruva, birosca, faveira, pau-de-vintém, pataqueira ou ainda "pau-de-tamanco", é uma árvore da família das fabáceas, sub-família Caesalpinioideae.
Árvore de 20 a 30 metros de altura, 60 a 80 centímetros de diâmetro na altura do peito. Flores grandes, vistosas, amarelas. Tronco elegante, majestoso, reto, alto e cilíndrico, casca quase lisa, de cor cinzenta muito característica. Floresce durante os meses de outubro, novembro e dezembro.
madeira do guapuruvu é pouco resistente, mas presta-se à confecção de embarcações tipo canoas exatamente pela leveza e facilidade de entalhe. É a árvore símbolo da cidade de Florianópolis, capital do Estado de Santa CatarinaBrasil. Suas sementes são usadas contra os efeitos lesivos de acidentes ofídicos na região do Triângulo Mineiro (MG- Brasil). É tambem objeto de estudo de um grupo de pesquisas da Universidade Federal de Uberlândia, em especial da pesquisadora MSc. Mirian Machado Mendes que busca descobrir princípios ativos nesta planta potencialmente úteis à saúde humana. (Fonte: Wikipedia)
 As sementes dessa árvore assemelham-se às fichas que se usam em jogos de roleta. Eu, que morava em frente a essa casa, costumava colecioná-las.
A espécie deve ter sido plantada nos anos 1940, quando Horácio a fez construir. Hoje, há nesse local um prédio de apartamentos, não sei se a Guapuruvu foi conservada
A igreja matriz, finalmente, estava tendo o seu acabamento externo, após a edificação das belas torres.
Ourinhos era uma cidade ainda bucólica, vivendo seus últimos anos de tranqüilidade.
Nas fotos abaixo, uma bela Guapuruvú e suas sementes:
cplantar.com

A espécie abaixo é do Jardim Botanico de Hong Kong

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guapuruvu#/media/File:Schizolobium_parahybum.jpg

As sementes.
tocadoverde.com.br

Foto de Ourinhos - Foto Postal Colombo, do acervo de Francisco de Almeida Lopes

3.12.16

O REPÓRTER FOTOGRÁFICO AMADOR E O DESASTRE NA LINHA FÉRREA - 1937

Francisco de Almeida Lopes, meu pai, foi também repórter fotográfico talentoso. Estas fotos, de  um desastre ocorrido na cidade  em 1937,  são as primeiras  com essa característica:



Se houvesse em A Voz do Povo a prática de ilustrar as reportagens jornalísticas, essas fotos teriam acompanhado o texto abaixo:




A Rua Piauí era a atual Expedicionário.
Fonte: http://www.tertulianadocs.com.br/AVOZDOPOVO_04.09.1937


26.11.16

GOVERNADOR ABREU SODRÉ EM OURINHOS (1967)




Esta foto mostra o momento em que o pároco local, Arnaldo Beltrami dá a benção na cerimônia de inauguração das instalações da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo – CAGESP.
Nela vemos ao centro o governador de São Paulo (1967-1971)  – Roberto Costa de Abreu Sodré (1917-1999), empresário e político,  um dos fundadores da UDN e integrante da Aliança Renovadora Nacional – Arena; o secretário da Agricultura, Herbert Victor Levy (1911-2002), empresário, banqueiro e político; o prefeito de Ourinhos, Domingos Camerlingo Caló; o vereador João Newton Cezar (foi presidente da Câmara Municipal em três ocasiões) Vemos também  o farmacêutico Plínio de Barros, que foi casado com Sueli Alves da Silva; Armando D’Andrea; o vereador Ary Francisco Negrão (também foi presidente da Câmara) e o jornalista Miguel Farah (na extremidade direita, logo atrás de um assessor do governador.



 Fonte: http://www.tertulianadocs.com.br/


18.11.16

O CINQUENTENÁRIO DA TURMA DE DEBUTANTES DE 1966 DO GRÊMIO RECREATIVO DE OURINHOS



A edição de 3 de setembro de 1966 do jornal O Progresso de Ourinhos saiu com a capa em cores, sendo praticamente dedicada a reportagens sobre as debutantes de 1966 do Grêmio Recreativo de Ourinhos.
Na capa, a manchete foi:



Alice Chiarato, Ana Cristina Paula Lima, Aparecida de Oliveira, Cleide Prioli Gaudêncio, Cleonice das Graças Teixeira, Déa Maria dos Reis, Eloisa de Azevedo, Guacyra Maria Ferrari, Mariângela Baccili Zanoto, Mariângela Cury, Maria Ângela Pinheiro, Maria Dilza de Freitas Faria, Maria Silvia Bueno de Campos, Sílvia Nicolosi Correia, Silza Saccheli Santos








Nas páginas seguintes, as debutantes de 1966 foram entrevistadas sobre algumas de suas preferências e aspirações. Cada uma das debutantes tiveram sua foto publicada no topo da entrevista





O ator  preferido das adolescentes foi, de longe,  Rock Hudson, seguido por Alain Delon; já quanto ao cantor a preferência foi por Agnaldo Rayol.

Rock Hudson

À pergunta sobre a vocação foram citadas: engenharia química, psicologia, música, medicina,  química e magistério.


O Baile das Debutantes, instituído no Grêmio de Recreativo de Ourinhos pelo Lions Clube local em finais dos anos 1950, era um dos mais concorridos.
Na edição de 8-9, foi publicada uma notícia sobre o baile:


Esta edição do  baile revestiu-se de uma característica ímpar pela presença do famoso cronista social da "Folha de S. Paulo", Tavares de Miranda,  como mestre de cerimônia apresentando cada uma das debutantes.
Nesta foto, do arquivo de Francisco de Almeida Lopes, vemos a jovem Guacyra Chiaradia Ferrari.



Foto do Acervo de Francisco de Almeida Lopes, a jovem Guacyra Chiaradia Ferrari e Tavares de Miranda



 A jovem  Aparecida de Oliveira (Teixeira de Freitas)



A debutante Aparecida de Oliveira, seu pai , Benjamim Oliveira (Bija) e Tavares de Miranda


Aparacida de Oliveira, ao fundo o drº Alston Racanello , da diretoria do GRO



Alice Chiarato , Aparecida de Oliveira, Maria Cristina Paula Lima e Cleide Priori Gaudêncio.


 Aparecida de Oliveira e Silza Saccheli Santos


 Aparecida de Oliveira (Teixeira de Freitas)

 Alice Chiarato, Aparecida de Oliveira, Cleonice das Graças Teixeira, Guacyra Chiaradia Ferrari


 Guacyra Chiaradia Ferrari e Aparecida de Oliveira


A primeira à esquerda é Silvia Nicolosi Corrêa 


As mães Maria Aparecida Chiaradia Ferrari e Maria Antonia Baccili Zanoto 


Créditos: O Progresso de Ourinhos, setembro de 1966 in http://www.tertulianadocs.com.br/
Acervo de Cidinha Teixeira de Freitas