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Mostrando postagens de 2018

OURINHOS 100 ANOS - O PROFESSOR NORIVAL VIEIRA DA SILVA E SEUS ALUNOS

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O professor Norival Vieira da Silva foi um ícone para os jovens que passaram pelos bancos do Instituto de Educação Horácio Soares - IEHS -  ao longo de quase 40 anos. Professor e jornalista,  deixou uma marca registrada por onde exerceu as suas atividades: na escola, no jornal, no rádio, na política. Um de seus alunos, o renomado jornalista José Carlos Marão prestou lhe uma homenagem em 2003, a qual transcrevo aqui . Carta homenagem de José Carlos Marão para o professor Norival Vieira da Silva. Carta para o Professor Norival, em 16/09/2003 Quem diria, professor, que, 45 anos depois, fosse possível juntar, num lugar só, aquele bando de adolescentes sessentões, todos com a mesma irreverência responsável daqueles anos 50? Um lá falou em viagem no tempo, outro em rejuvenescimento, mas não foi nada disso. Aquele bando de doutores renomados, de donos de empresa, de políticos bem-sucedidos, de profissionais realizados não fez nenhuma viagem no tempo nem rejuvenesceu. Aquela juventude espalhada n…

A FORMATURA DA PRIMEIRA E ÚNICA TURMA DO CURSO NORMAL DO INSTITUTO EDUCACIONAL DE OURINHOS (1949)

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O Instituto Educacional de Ourinhos, instituição público privada criada em finais da década de 1930, foi o responsável pelas primeiras turmas regulares dos cursos ginasial e normal. Em 1945, durante a formatura da turma ginasial desse ano , foi anunciado que o curso normal começaria a funcionar no ano seguinte. Desse modo a primeira turma, começou o primeiro ano em 1946, concluindo o curso em 1949. Nesse interregno, muita coisa mudou no tocante a educação secundária em Ourinhos. A cidade passou a contar com uma nova  escola particular , o Educandário Santo Antônio, mantido pela ordem das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e, em 1948,  foi criado o Colégio Estadual de Ourinhos com os cursos ginasial e normal. No dia 10 de dezembro de 1949, realizava-se a entrega de diplomas às primeiras normalistas de Ourinhos.  O curso começara a funcionar em 1946, com um  pré-normal e mais três anos. O diretor do curso era o Professor João Batista de Medeiros, que aparece na foto discursando.Às 9h30 cele…

OURINHOS 100 ANOS DE HISTÓRIA - 2 - A primeira década: os imigrantes e a expansão inicial da cidade.

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2 - A primeira década: os imigrantes e a expansão inicial da cidade.
É evidente, o papel fundamental que a imbricação de duas ferrovias teve para o progresso do pequeno município de Ourinhos, a partir de finais dos anos 1920.
Os reflexos dessa situação fazer-se-iam sentir na década seguinte, ou seja nos anos 1930. 
Falemos agora sobre a origem dos primeiros habitantes de Ourinhos.
A grande maioria das famílias que se estabeleceram em Ourinhos era constituída por imigrantes: italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, sírio-libaneses e judeus. Houve, é claro, famílias brasileiras também.
Algumas famílias de imigrantes  trabalharam,  inicialmente, nas fazendas do município, vindo mais tarde para a cidade, onde dedicaram-se a outras atividades como empregados ou por conta própria.
A grande maioria dos imigrantes, que se estabeleceram no núcleo urbano em seus primórdios, dedicou-se ao comércio, grande e pequeno  e à indústria. 
O fazendeiro Jacinto Ferreira de Sá,  proprietário da gleba de ter…

OURINHOS, 100 ANOS DE HISTÓRIA 1 - Origem - O café e a ferrovia.

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Ourinhos teve por pai o café e por mãe a ferrovia. O avanço do café em busca de nova áreas de plantio, em finais do século XIX, trouxe para região do Paranapanema muitos cafeicultores, tanto para o  lado paranaense como para o lado paulista. Assim, em meados da primeira década do século se constituiu um povoado de nome Ourinho e uma estação ferroviária da Estrada de Ferro Sorocabana foi construída. Ourinhos, então um distrito de Salto Grande,  alcançou em 13 de dezembro de 1918, a sua emancipação,   tornando-se um município.


 Na primeira  metade dos anos 1920, partia de Ourinhos a primeira locomotiva demandando o norte do Paraná  sobre os trilhos da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, que foi adquirida em 1928 por  capitalistas ingleses.

Ourinhos,  então,    passou a sediar o escritório central e as oficinas dessa  ferrovia.

Mapa da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná na segunda metade dos anos 1930.

UM CASAMENTO NOS ANOS 1930: AVALLONE & BUGELLI

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Nos anos 1930, não havia ainda todo um aparato que permitisse a captação de imagens  dentro de uma igreja,  por ocasião de casamentos. Por isso era comum fazer-se uma foto, na entrada da igreja,  após a cerimônia.´ Assim foi no casamento de Rafael Avallone, contador do Banco Commercial do Estado de São Paulo e Isaura  Bugelli, funcionária do mesmo banco. 
O esportista Roberto Avallone é filho do casal.
Isaura e a irmã Hercília (15-12-1932) a primeira mulher a trabalhar no  escritório da SPP , na década de 1930) foram criadas pelos avós Santo e Rosa Bugeli. 
Rafael Avallone teve uma larga carreira bancária, atingindo altos postos, tendo sido um dos fundadores do Banco Moreira Salles.
Outro hábito daqueles tempos era a despedida dos noivos na Estação Ferroviáriam ao partirem de trem para a lua de mel.
Estes dois momentos estão registrados nas  fotos abaixo :



OURINHOS NOS PRIMÓRDIOS NOS ANOS 1940: "A FUMAÇA DO TREM"

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Esta é uma foto da primeira metade dos anos 1940. Vemos em primeiro plano o quarteirão da Rua Expedicionário compreendido entre a Antônio Carlos Mori e  9 de Julho. Há três residências visíveis. Duas de propriedade Arquipo Matachana (a da esquina era a sua residência), ambas edificadas no final dos anos 1930. Em seguida, a casa de Júlio Mori. Na esquina com Altino Arantes, o prédio do Fórum (ali seria construída a nova sede do Grêmio Recreativo de Ourinhos A perder de vista,  se veem as oficinas da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná e mais adiante a zona rural fronteiriça. Um detalhe muito interessante dessa foto é a fumaça expelida pela locomotiva a vapor que devia estar, naquele momento,  se dirigindo para o Norte do Paraná.

Esta outra foto, de finais dos anos 1940, é de um trecho da Rua 9 de Julho no início do quarteirão entre a Rua Arlindo Luz e a Paraná. O prédio com dois andares abrigava a agência da Caixa Econômica Federal, recém criada; em seguida o sobrado que foi de Vasco Fe…

RUMO AO CENTENÁRIO - RECORDANDO OS PRIMEIROS CARNAVAIS

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BAILES CARNAVALESCOS Promovidos pelo Esporte Clube Operário realisarse-ão, no Cine-Central, 4 pomposos bailes, nos dias 26, 27, 28 e l.o. As entradas custarão, para as socios 2$000 e para outras pessoas 5$000. A Voz do Povo, 20-2-1927 in Tertuliana
A primeira da esquerda para a direita é Esperança Matachana.
Carnaval É hoje o primeiro dia dos  trez consagrados ao Deus da folia. O diabo é que a crise não está boa e a gente tem que aguentar o balanço seja como seja. Os bailes promettem ser surprehendentes. No Casino, preparam-se com grande actividade os enfeites e decorações do amplo salão As commissões não tem poupado esforços para attingir a espectativa geral. A alegria tem que dominar as tristezas deste valle de lagrimas e por isso não é necessário tanto dinheiro para o carnaval, porque a folia suplantará tudo e quem faz a festa é a alegria. Não vamos temer a crise, porque ”quem de medo corre, de medo morre”, e por tanto vamos abrir os braços e receber Momo com as faces rosadas muito emb…

O PRIMEIRO GRUPO ESCOLAR DE OURINHOS

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A primeira escola primária de Ourinhos chamava-se "Grupo Escolar de Ourinhos". Era uma escola mantida pelo governo estadual. Localizava-se no lado direito do primeiro quarteirão da  Rua Paraná,  logo após a Praça Melo Peixoto.  Minha mãe foi matriculada no primeiro ano do curso primário em  1932. Ela guardou,  ao longo de 36 anos, dois documentos escolares  importantes: o seu boletim escolar referente ao ano de 1934, quando fez o terceiro ano misto do curso primário. Nele se vê que era uma aluna  aplicada, obtendo notas altas. O boletim deveria ser assinado pelo pai ou responsável. Esse modelo de boletim continuava o mesmo nos anos 1950, quando fiz o curso primário, à exceção da sua cor.  Na foto abaixo, Amélia e sua irmã Maria (Nim), quando já eram alunas do Externato Rui Barbosa, escola privada, onde fizeram fizeram o curso ginasial propedêutico (os alunos teriam que submeter-se  a um exame final, em São Paulo, aplicado por  escola credenciada  pelo Ministério da Educação)




Es…

O 7 DE SETEMBRO DE 1941 E OS RESERVISTAS DO TIRO DE GUERRA

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O campo de futebol do Esporte Clube Operário era, por sua dimensão, o favorito para cerimônias públicas que ali poderiam ser realizadas contando com um grande número de pessoas. Uma dessas ocasiões foi o Juramento à Bandeira dos novos reservistas dos Tiros de Guerra, 198, de Ourinhos e 180 de Bernardino de Campos. A foto , por Francisco de Almeida Lopes, nos mostra essa ocasião.




UMA FACE DA PRAÇA MELO PEIXOTO EM TRÊS MOMENTOS

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A Praça Melo Peixoto, conhecida em seus primeiros anos de vida como Largo da Matriz, teve 5 perfis. Nos primeiros anos, era um quarteirão descampado que começou a ter ares de praça após a construção de um coreto,  em 1927. Já no início dos anos 1930, foi providenciado um arruamento tosco no local e plantadas as primeiras árvores. Pelo que se vê em algumas fotos, eram ruas internas cruzando os quatro pontos da praça. Em 1937, ela se tornou uma praça digna dessa denominação graças a uma reforma arquitetônica muito feliz,  que lhe deu beleza e  charme. Um tanque de areia para crianças   num dos lados e um tanque d'água  redondo  no centro,  muito contribuíram para o seu embelezamento. O coreto foi conservado, postes de iluminação em ferro fundido e  bancos de madeira foram espalhados por suas ruas, que receberam calçamento  nos finais dos anos 1950.  As árvores cresceram, os canteiros se encheram de vegetação e  as andorinhas fizeram seus ninhos nas imensas ficus benjamina e  Andá-açu…