30.12.08

CENTENÁRIO DE FRANCISCO DE ALMEIDA LOPES (CHIQUINHO)


Em 9 de março de 2009, Francisco de Almeida Lopes faria cem anos (1909-1987). Para homenageá-lo estarei publicando informações e fotos.
Benedito da Silva Eloy, proprietário do Jornal da Divisa foi o primeiro amigo a comparecer ao velório, na Igreja Matriz, tão, logo soube de seu falecimento. O jornal, do qual era colaborador, prestou-lhe esta homenagem.

21.12.08

AS VELHAS LOCOMOTIVAS


Acredito que em breve o pátio ferroviário de Ourinhos deixará de atravessar a cidade, abrindo espaço para uma locomoção mais ágil da enorme quantidade de veículos que circulam por suas ruas.Com isso, perde-se uma forte ligação com a origem da cidade, restando tão somente relíquias desse passado que devem ser coletadas e expostas num museu ferroviário.Há material para tanto. Espero que a nova gestão do prefeito Toshio preocupe-se com isso.A foto, entre as muitas que meu pai fez de locomotivas, mostra-nos dois momentos: uma antiga locomotiva a vapor modelo G12, de origem alemã, das últimas a circular na RVPSC e a sua substituta, a diesel, modelo 665.

Despeço-me dos leitores (as) desta coluna pelas páginas da "Folha de Ourinhos", jornal cinquentenário, do qual orgulho-me de ser colaborador, tão eficientemente conduzido pelas irmãs Farah.

Desejo a todos (as) um Feliz Natal e um Novo Ano repleto de realizações.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

AMÉLIA NEVES LOPES







Transcrito da "Folha de Ourinhos", de 7/12/2008






A filantrópica e grande amiga Amélia Neves Lopes completou no último dia 5 a trajetória gloriosa dos seus 85 anos. Cidadã de grande representatividade na cidade de Ourinhos, de família tradicional, esposa de um dos primeiros fotógrafos ourinhenses, Francisco de Almeida Lopes, é muito estimada por todos que a conhecem.

Amelinha, - como é carinhosamente chamada, se faz presente doando quinhão de sua participação no Bazar da Santa Casa, numa atuação bastante filantrópica e benemérita em favor dos menos favorecidos (...) Pedimos a Deus que continue enchendo de graças nossa querida aniversariante e que ela colha sempre os frutos sazonados de sua sementeira do bem."

ADMINISTRAÇÃO ALDO MATACHANA THOMÉ







Por esta coluna já me referi a Aldo Matachana Thomé, ocasião em que classifiquei sua administração ( 1977 a 1982) como uma das melhores, senão a melhor que Ourinhos já teve, por ter governado para o futuro. Engenheiro, filho de Mário Thomé e Gaudência Matachana, deixou obras que ainda são referência, passados mais 30 anos. Numa caixa com velhos papéis encontrei esta foto feita por meu pai quando da inauguração de uma das edições da Fapi, que ele fazia questão de acompanhar e fotografar, mesmo durante o período de sete anos em que morou em São Paulo (1967-1974).
Vemos nela o jovem prefeito quando hasteava a bandeira da cidade.
Foto por Francisco de Almeida Lopes (1909-1987)





Clique sobre a foto

22.11.08

A LINHA DO TREM
















Clique sobre a foto

"(...)
A cidade eclode seus mortos,
há uma cidade viva abaixo
da linha do trem,
uma cidade de poros acesos,
de membranas diáfanas,
de fósseis regenerados,
abaixo do azul dessas manchas solares,
há escombros dessa cidade pulverizada.
(...)"

Lilian RinhardtNum Fórum de Poesia na web, (http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=6007&start=105&sid=2f6786ba79009d0c4920ce946f06c9c9) encontrei esses versos que se aplicam a essa foto que considero uma das mais bonitas entre tantas que meu pai fez da cidade que elegeu para viver e que tanto amava.
Quando a linha férrea corta uma cidade ao meio e a circunda, como no caso de Ourinhos, há uma cidade acima da linha e outra abaixo dela.
Foi tirada a partir do "Bazar do Pedrinho", na Antônio Prado, logo abaixo da passagem da linha férrea.
Era um daqueles dias em que céu de Ourinhos estava em todo o seu esplendor, mostrando as belas nuvens na sua grandeza.
Coincidentemente, esse trecho que ele fotografou várias vezes acabou sendo o depositário de inúmeras construções dos primórdios da cidade. Apesar das desconfigurações de muitas delas, o conjunto ainda impressiona e deveria ser tombado.
Percebe-se que se trata de uma foto que teve uma composição: a porteira semi fechada e os dois garotos no meio da rua, em primeiro plano, dão-lhe um toque todo particular. A preocupação com o horizonte está presente como naquela bela foto da rua Paraná que serve de capa ao livro do jornalista Jefferson Del Rios. 
Foto: Francisco de Almeida Lopes (1909-1987)

15.11.08

OS CEM ANOS DE DONA BELARMINA DE SOUZA LEAL

















Hoje Dona Belarmina de Souza Leal completa 100 anos.
Filha de Francisco Simões de Souza, o “Chico Manco”, português, estabelecido em Ourinhos com o famoso “Bar do Chico Manco”, na rua São Paulo, em frente ao cine Cassino, foi casada com Joaquim Miguel Leal, natural de Palmital, bancário, por muitos anos foi gerente do Banco Brasileiro para a América do Sul. O casal teve 4 filhos.
Laços de amizade uniram nossas famílias ao longo dos anos.
Sua irmã, Amélia, foi casada com Jorge Galvão, ex funcionário da São Paulo-Paraná. Uma das filhas desse casal , Edde, também foi colega de trabalho de meu pai.
Os pais de Dona Berlarmina batizaram meu tio Herculano, de quem Inês de Souza Leal foi colega de ginásio.
Deixa-me feliz, nas minhas idas a Ourinhos, sempre que possível, ir dar-lhe um abraço, recebido com um belo sorriso.
Exemplo de filha, esposa, mãe e amiga, Belarmina merece a nossa homenagem.
PARABÉNS DONA BELARMINA !!!
Transcrevo aqui a poesia que seu futuro marido, Quinzinho dedicou-lhe alguns meses antes do casamento, em 1927:
VISÃO
Rancho tosco à margem da estrada
Matas, campina verdejante
Flores de perfume inebriante
Lindas borboletas, passarada.
Ao fundo trepadeiras, ramarada,
Um florido mamoneiro adiante
Junto a uma roseira e não distante
O rio, uma barca; só mais nada.
Deslumbrado ao ver tanta beleza
Com que nos brindou a natureza
Pela mente nos perpassa uma visão
Visão bendita. Reconheço, é ela,
Minha deusa, meu amor, a minha bela
O anjo que roubou meu coração.
Palmital, 1927 J.M.Leal
Fotos: Bar do Chico Manco com o proprietário ao centro; Dona Belarmina

8.11.08

OS PRIMÓRDIOS DO CINEMA EM OURINHOS

Segunda narrativa de antigos moradores ao jornalista Jefferson Del Rios, o primeiro cinema - CINE TIZIM teria sido iniciativa de Narciso Migliari. Posteriormente, houve um outro de propriedade de Francisco Lourenço.
Já na primeira metade dos anos 1920, foi inaugurado o Cine Cassino, do Rolim. Inicialmente edificado em madeira, posteriormente, em alvenaria, no mesmo local - a rua São Paulo. O prédio em alvenaria tinha até frisas que eram ocupadas pelas famílias mais abonadas da cidade.
Lembro-me de meu pai contar a respeito de como eram feitas as projeções, do problema do esquentamento da tela e da necessidade de molhá-las de tempo em tempo por causa do calor excessivo que poderia causar combustão.
Havia acompanhamento ao piano ou de pequena orquestra para os filmes mudos.
Em 17/1/1932, "A Voz do Povo"publicava:

A Empresa Cinematográfica Ltda comunica-nos a reabertura por estes dias do Cine Cassino com instalações novas e potentes aparelhos para filmes sonoros, falados e sincronizados. A empresa estás em negociação para a estréia ser feita com o grandioso filme "Nada de novo no front ocidental"

Essa foto, de autoria desconhecida, nos mostra o velho cine Cassino.
Foto: acervo de Francisco de Almeida Lopes (1909-1987).

MARLI FERREIRA BATISTA


















Dei a esta foto o nome de "O reencontro". Nela, vemos Marli Ferrreira Batista (direita) logo quando retornou ao Brasil após a sua aposentadoria na Pfizer dos EUA. Cristina Souza, que na ocasião ainda morava em São Paulo, foi ao nosso encontro no Shopping Higienópolis para um encontro com Marli, a quem não via há muitos anos. Foi um papo muito agradável.
Ontem, 7/11, foi celebrada a missa de 2 anos do falecimento de Marli, na Igreja de Santa Terezinha, da rua Maranhão.

MUITAS SAUDADES!!

7.11.08

EXPOSIÇÃO PRESÉPIOS BRASILEIROS


Data: 13 de novembro, das 19 às 22 horas
Rua Minas Gerais, 80 – Higienópolis
Tel.: 3129-4218 – http://www.galeriapontes.com.br/

Comentário: Essa exposição traz presépios do Brasil todo, em diferentes técnicas e estilos, além de pinturas e esculturas de vários artistas em pequenos formatos.
O propósito da exposição de presépios é divulgar as manifestações populares com o tema da natividade.
Mostra peças de importantes artistas populares como Artur Pereira, Adão, Costinha, Sil, João das Alagoas e da família do Zé Caboclo, entre outros.
Pequenos formatos em escultura e pintura são uma sugestão original e acessível para presentear com arte na celebração do Natal e festas de final de ano.
Para crianças e adultos que cultivam o bom humor, há diversos brinquedos artesanais populares. São todas peças de um acervo garimpado pelo país afora que mostram, de forma festiva, a arte rica, o colorido e a religiosidade do povo brasileiro.

Espero você,

Edna Matosinho de Pontes

2.11.08

AVENIDA JACINTO SÁ

Foi a artéria mais importante da cidade até o final dos anos 1920.
Grande parte do comércio de secos e molhados ali se localizava: Joaquim Luiz da Costa, Carlos Amaral, Alberto Fernandes Grillo, Antonio Joaquim Ferreira, Sekino, isso sem falar no comércio das adjacentes Pedro de Toledo e Amazonas. Outra casa comercial famosa da avenida era a Casa Armênia, do Karekin Erzenian, a casa de tecidos "Caprichosa", de Abdala Abujamra, pai da Ivone, a "Nossa Casa", de Abrão Abujamra, pai do João e do Salem . Ali também se localizava a Industria Ferrari de Bebidas - Ivoran (hoje Oncinha), a tradicional Funerária São Benedito (que lá ainda está). A foto mostra duas extremidades da avenida na confluência com a Antonio Prado: a casa de Abuassali Abujamra (Pascoal) e o armazém de Alberto Grillo, que aparece na porta de seu estabelecimento (sobrado que ainda existe) Nessa avenida estava instalada também a indústria dos irmãos Migliari. Narciso Migliari ali também residia.
A foto, de autor desconhecido, é do início dos anos 1940.
Acervo de Franciso de Almeida Lopes.

31.10.08

MEMÓRIAS POR JOSÉ RODRIGUES REIS

Olá José Carlos,

Envio fotos para você publicar em seu blog. Meu nome é José Rodrigues Reis, e cheguei em Ourinhos em 1963. Estas fotos são de 1968/69 e foram tiradas no campo de futebol do seminário Guadalupe.





Os “craques” de futebol são do timaço do Banco Bradesco. Fica a curiosidade de saber por onde andarão eles. Sou o segundo da direita para a esquerda, agachado, na foto “Time_futebol”.


Envio também uma fotografia do desfile de 7 de Setembro de 1968 do Instituto de Educação Horácio Soares.




Abraços, José Rodrigues Re
is

27.10.08

RONDHA FLEMING E ROSSANO BRAZZI EM OURINHOS






Rossano e Rodolfo



Um beijo na esposa de Rodolfo.


O presente de despedida: uma cesta de frutas. Ao fundo Gaby Machado


O beijo de despedida. O agente da Vasp Antonio Pimentel.

O último autógrafo

Rossano Brazzi (Bolonha, 1916 – 1994) foi um dos famosos galãs do cinema norte-americano, nos anos 1950/60. Estrelou 148 filmes, entre 1938 e 1990. Em 1962, esteve em Ourinhos por conta das filmagens de “Pão de Açúcar” (1964), que tinha cenas filmadas numa fazenda em Jacarezinho (Pr). Ao seu lado uma das mais belas atrizes da época, Rhonda Fleming. O filme foi dirigido por Paul Sylbert e tinha no elenco nomes brasileiros: Odete Lara, Milton Viana, Leila Lane, entre outros. Na trilha sonora, Hugo Montenegro e Vinicius de Moraes. Rodolfo Pellegrino, italiano, comerciante, bastante popular na cidade, ofereceu uma recepção aos atores em sua casa, na rua Altino Arantes. O fotógrafo José Machado fez uma série de fotos na ocasião, inclusive das filmagens.
Rhonda Fleming Is A Stunning Redhead In A Sheer Scarlet ...2 min 30 seg -
www.youtube.com
Rhonda fleming and Burt lancaster
Rhonda fleming and Burt lancaster "Gunfight.At.The.OKCorral ...4 min 50 seg -
http://www.youtube.com/
Fotos por José Machado.
Acervo Francisco de Almeida Lopes


A BANDA MUNICIPAL DE OURINHOS


Já me referi a esse assunto de outras vezes. Quase sempre para lamentar o desaparecimento de nossa banda municipal.
Outros tempos outros gostos, infelizmente.
Essa foto retrata a banda da época da minha mocidade. Creio ter sida a a sua última formação.
O uniforme era azul marinho.
Vemos aqui todos os seus integrantes posando em frente à Igreja Matriz, com o carneirinho mascote sendo segurado pelo maestro da banda.
Era na época da administração do prefeito Luiz Antônio Ferreira.
O prefeito Antoninho, como era chamado, esteve à frente da prefeitura de 1960 a 1963. Homem culto, de sólidas raízes na cidade que escolheu para viver, tinha uma grande penetração popular. Muitos hão de se lembrar daquele senhor já com os cabelos brancos que costumava sentar-se, nos finais de tarde, juntamente com sua esposa, em frente à casa em que sempre morou (ao lado da Drogasil). A parte da frente da casa abrigava o seu escritório de contabilidade.
Seu nome esteve ligado a muitos empreendimentos que visavam ao progresso da cidade.
O seu vice (que está também na foto) era o Brizola (Osvaldo Egídio), agricultor, comerciante, também muito estimado na cidade. Foi casado com Regina Silvestrini. Em casa, bebemos muito leite de sua chácara, nas imediações da cidade.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

11.10.08

O ADEUS A MARIA MATACHANA (MARIQUINHA)


Mariquinha sempre irradiou energia e alegria.
Na mocidade ela se apaixonou pelo jovem João Antônio Ferreira (João Macarrão). Não obstante o amor vivenciado pelos dois, o casamento não se  realizou. Eles somente conseguiram realizar esse sonho muitos anos depois. João morreu e Mariquinha  sobreviveu-o muitos anos. 
Deixou-nos agora. Ainda estava bem fisicamente,  e lúcida. 
Há cerca de um ano,  estive em sua casa conversando sobre o passado e vendo o lindo álbum de família de que era depositária. Cedeu-me uma foto do casamento de Silvano e Esperança que publiquei neste blog.
Em homenagem a Mariquinha,  publico hoje essa foto (provavelmente de 1934) onde aparecem várias moças de sua geração, a dos anos 1910.
Nela vemos Mariquinha, a segunda na primeira fileira (na calçada) Também estão na foto as irmãs Maioral (filhas do dono do Hotel Internacional - Maria e Francisca), Diva e Ziza Milani, Olinda e Marina Zanotto, Gaudência e Luizita Matachana, Henriqueta Tocalino e Izolina Cattai, que tornou-se a esposa de Alfredo Devienne, primo de meu pai.
Eu acho que essa casa era a residência do gerente do Banco Comercial, na rua Paraná.



COMÍCIOS


Hoje é dia de eleição. Os (as) brasileiros (as) escolherão aqueles (as) que serão responsáveis pela administração dos municípios
A esquina da praça Melo Peixoto com a rua Paraná era um dos pontos prediletos para a realização de comícios nos anos 1950.
Nessa foto, vemos um momento da campanha para o governo do estado de São Paulo, em 1958.
Carloso Alberto Alves de Carvalho Pinto havia sido, com sucesso, Secretário da Fazenda do Governador Jânio Quadros.
Foi o vitorioso nas eleições daquele ano.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

23.9.08

PRAÇA MELO PEIXOTO



Esta é uma foto revelada a partir de um dos slides de uma série que meu pai fez nos finais dos anos 1950 e que se perdeu. É um flagrante da Praça Melo Peixoto logo após a sua reforma empreendida na gestão Paschoalick. A "Igreja velha" já havia sido demolida. É possível ver a cor do belo prédio do Banco commercial do estado de São Paulo, à direita. Vê-se que as "Andá-Açú", já nessa época, haviam concluído seu ciclo de crescimento.

(Clique na foto)

14.9.08

A DROGASIL EM OURINHOS


Segundo o site da empresa, sua origem remonta a 1935, quando os proprietários de dois pequenos grupos de farmácia decidiram por uma fusão: Drogaria Bráulio e Drogaria Brasil.

Em 1937, teria se constituido propriamente a rede com a incorporação de cinco outras tradicionais drogarias: Drogaria Sul América, Amarante, Ypiranga, Orion e Morse, formando então uma sociedade de quotas de participação e responsabilidade limitada.
Sua presença em Ourinhos remonta a essa época, pois tenho uma anotação de pesquisa feita no jornal "A Voz do Povo, registrando a construção, em 1936, do prédio da Drogasil, na Altino Arantes, a cargo de Henrique Tocalino. A "Drogasil" permaneceu nesse prédio até há pouco tempo, mudando-se para outro em frente.
A foto mostra os detalhes do prédio que abrigava a farmácia, que tinha em sua parte superior a residência do gerente. Ao que parece, seu primeiro gerente foi o farmacêutico Álvaro de Queiroz Marques, pessoa conceituada na sociedade ourinhense e militante na política local. Sua família ainda permanece no ramo farmacêutico, tendo um estabelecimento muito conceituado no bairro de Higienópolis, em São Paulo.
Também podem ser vistos, na foto, os detalhes do prédio que abriga um dos primeiros hotéis de Ourinhos, o 'Hotel Comercial", ainda em funcionamento. Ele era de propriedade de Carlos Rodrigues, português, casado com uma das filhas do comerciante local, Antonio Joaquim Ferreira.
Álbum de fotos - Foto Victória

7.9.08

1938 - A SUDAN EM OURINHOS








Nos anos 1930,1940 e 1950, havia uma empresa de cigarros chamada - SUDAN. Produzia diversas marcas, entre elas as populares " Fulgor e Finesse".
Uma filial foi instalada em Ourinhos, em 30 de dezembro de 1937, na rua Paraná nº 25 - esquina com a antiga Sergipe, hoje Antônio Carlos Mori. 

Nesta foto de um desfile de Sete de Setembro, no início dos anos 1940, vê-se o prédio da Sudan. Logo abaixo vê-se o famoso "Bar e Restaurante do Clube Atlético Ourinhense".








Ano 1938
Os recortes são da edição de "A Voz do Povo, de 9-1-1938, in "Tertuliana"

1.9.08

O NASCIMENTO DA NOVA IGREJA MATRIZ



Em 25 de julho de 1943, nos salões do Grêmio Recreativo de Ourinhos ocorreu uma Assembléia Geral Extraordinária para constituição da Comissão Diretora da construção da Igreja Matriz, que ficou assim constituída:

Presidente Honorário
D. Luiz Maria Sant’Ana – Bispo de Botucatu

Presidente
Pde Eduardo Murante
Vice Presidente
Pedro Medici
1º Secretário
Antônio Luiz Ferreira
2º Secretário
Benedito Monteiro
1º Tesoureiro
Cândido Barbosa Filho
2º Tesoureiro
Waldomiro Eusébio de Camargo
Vogais
Pedro Matar, Henrique Tocalino, Ítalo Ferrari, Horácio Soares e Manoel de Freitas

Um ano depois, ocorria o lançamento da pedra fundamental da Nova Igreja Matriz de Ourinhos, com missa campal celebrada pelo bispo de Botucatu.
A foto, sem data assinalada, mostra um grupo de ourinhenses em visita às obras de edificação da nova Igreja Matriz

25.8.08

OURINHOS ANOS 1960


Nessa época havia em São Paulo uma empresa especializada na produção de cartões postais, denominada "Foto Postal Colombo". Produzia cartões postais, pelo Brasil afora, de excelente qualidade fotográfica. A empresa fotografou a cidade de Ourinhos, produzindo uma série de fotos, áereas inclusive. Esta é uma delas.
O ângulo abrange o sentido leste/oeste. Nela vemos em detalhe:

o campo do Esporte Clube Ourinhense e as obras de construção das piscinas;
um bom detalhe da Vila Boa Esperança, ainda com muitos espaços vazios;
à esquerda a fábrica de óleo bruto da Sanbra e as obras de construção do "Solvente", pro meio do qual se extraía os últimos resíduos de óleo;
a edidificação das torres da igreja matriz já estava concluída, e a parte externa estava recebendo o acabamento;
na área central pode-se ver a imensa área verde que rodeava a casa do médico Hermelino Agnes de Leão, na Altino Arantes; igualmente pode-se ver uma outra área verde que circundava a casa de Horácio Soares, na rua Arlindo Luz;
o Colégio Santo Antônio finalizava a construção de um novo anexo;
a área que constituía a fazenda de Horácio Soares, já sem o cafezal, à espera do loteamento que viria a constituir o bairro denominado Jardim Paulista, primeiro ponto de expansâo urbana naquela direção.
no horizonte, a perder de vista, a Vila Odilon com as chaminés de suas olarias.
Saudades.....
Foto: Acervo Francisco de Almeida Lopes

17.8.08

HENRIQUE OLIVEIRA




O ourinhense Henrique
Oliveira, filho da amiga Cristina
Duarte de Souza, continua sendo
notado por seu talento.

Parabéns!!

A "IGREJA VELHA"

A "nova" Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus começou a ser edificada na segunda metade dos anos 1940. A partir da decisão de se erguer uma nova "Matriz", ( junho de 1943) a antiga, na praça Melo Peixoto, nem ao menos uma reforma sofreu. Pela foto de hoje, verificamos seu triste estado exterior; na parte interna o desgaste era menor.
A cobertura da nova igreja possibilitou que cerimônias religiosas fossem também ali realizadas:uma de minhas tias casou-se em 1953, na "Igreja nova", meu avô teve missa de sétimo dia em janeiro de 1955, na Igreja velha". E assim continuou até a decisão de se por abaixo a "velha". Decisão que até hoje todos os católicos da cidade, que a conheceram, lamentam profundamente.
Ao lado da "Igreja velha" havia, desde 1927, a famosa "Pensão e Bar Central", de propriedade de Luiz Toledo Ordonhes, cuja placa se vê na foto.

Foto: Álbum - Lembrança de Ourinhos - Foto Vitória

9.8.08

O VELHO CORETO



Onde hoje se encontra, na praça Melo Peixoto, um coreto completamente desfigurado por sucessivas administrações municipais, havia um outro que sucumbiu, após quase trinta anos de existência, durante a reforma daquele local realizada pelo prefeito Paschoalick. Na concepção dessa autoridade, em frente ao coreto deveria haver um amplo espaço dito cívico para reunir multidões.
O primeiro coreto, que vemos nessas duas fotos, foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1927, durante a gestão do prefeito José Galvão. A planta foi da autoria do dr. Ernesto Rosembergerer, e da edfiicação esteve encarregado o construtor Henrique Tocalino. Na cerimônia, tocou a Banda Municipal, uma vez que coretos eram construídos para abrigar esse conjunto musical que alegrava a vida dos munícipes com concertos semanais. Ao longo dos anos, sucessivas bandas foram organizadas. De vez em quando elas desapareciam e voltavam a renascer das cinzas com a fênix. Além desses concertos , sua presença era obrigatória em todos os atos públicos e nas grandes procissões: as de Nossa Senhora de Fátima, organizadas por d. Cândida Mateus e a do "Enterro", na Sexta Feira Santa. Nessa última, a banda compareceu até os anos 1980, entoando marchas fúnebres ao longo das ruas da cidade. Ainda existirá uma Banda Municipal em Ourinhos? Uma cidade que possui há muitos anos uma Escola de Música respeitável não poderia ter deixado a banda morrer.
A propósito,
Foto - Álbum Foto Vitória

1.8.08

OS 60 ANOS DO IEHS


1963 - SEMANA DE MÚSICA NO COLÉGIO SANTO ANTÔNIO
ORFEÃO DO IEHS
Foto: gentileza do profº Carlos Lopes Bahia

29.7.08

DOIS MOMENTOS DA VELHA PRAÇA.


DOIS MOMENTOS DA VELHA PRAÇA.

Com a foto de dois ângulos da já octagenária Praça Melo Peixoto, inicio a publicação de um álbum feito pelo Foto Vitória, do fotógrafo Sakai, denominado Lembrança de Ourinhos . Trata-se de um pequeno álbum contendo fotos de 14 locais de Ourinhos, em finais dos anos 1940. Analisando-as, não creio que todas sejam de autoria do Sakai, então recém instalado na cidade. Algumas parece-me tê-las visto nos caprichados álbuns com fotos de Ourinhos que meu pai organizara e que, com a eclosão da Doença de Alzheimer acabou desmanchando. Isso feito, muitas fotos acabaram sendo emprestadas/doadas a amigos, Como era um colaborador tanto do Sakai como do Machado, pode ter cedido algumas para a organização desse pequeno álbum.
Bem, a praça ainda apresentava o trabalho paisagístico que lhe havia sido dado pela reforma empreendida pelo prefeito Benedito Camargo, em 1937. As árvores haviam crescido e se tornado frondosas e outras haviam sido plantadas. Com o calçamento de alguns passeios, bancos de alvenaria foram doados por moradores e empresas locais.
Na primeira foto, vemos em destaque o tanque de água com a Casa Zanotto e o Banco Brasilerio para a América do Sul ao fundo. Dois garotos, vindos do Grupão, atravessam esse trecho da praça.
A segunda foto foi feita exatamente do mesmo ângulo de uma antiga foto de meu pai do início dos anos 1930. Nela vemos ao fundo o mais antigo hotel da cidade - o Hotel Comercial. Empregados da prefeitura estão relizando obras na praça. Moradores, sentados em bancos, "jogam conversa fora". Note-se que alguns dos antigos bancos de madeira ainda se faziam presentes.
Esse belo pequeno álbum foi-me doado pela amiga Edde Galvão, companheira de trabalho de meu pai, na Rede de Viação Paraná-Santa Catarina.
Nele há a seguinte dedicatória:


"À Prima Edde, com votos de felicidades pela passagem de seu aniversário, oferece o primo que muito a estima. Hélio Ourinhos, 20-11-1950."


Hélio Leal era filho do gerente do Banco Brasileiro para a América do Sul, Joaquim Miguel Leal e dona Belarmina Souza Leal, que completará 100 anos, no próximo 15 de novembro.