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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

A NOVA PRAÇA MELO PEIXOTO - RECORDAÇÕES DE 1937

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O novo "jardim" foi  inaugurado em 11/7/1937, obra da administração Benedito Martins de Camargo. Passou a ser um orgulho para os moradores da cidade. Uma de suas fotos, na ocasião,  tornou-se um cartão postal. É a foto que aqui vemos. O cartão foi  enviado por minha avó Maria Augusta Prina Neves para seu filho José Neves Netto,  1º cabo da Aviação Militar, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro:

"Boas Festas, feliz entrada de Ano Novo, são os meus votos.
Salve 1938.

Maria Augusta Neves"

Na foto, vê-se que a mais bela Andá-Açu da praça já oferecia sombra aos seus frequentadores. Em destaque: o belo coreto que já contava dez anos; o tanque de areia destinado às crianças e a fonte ao centro.  Os postes em ferro trabalhado são os que hoje iluminam uma parte do calçadão da rua Paraná. Ao fundo, a Farmácia Santa Terezinha. Quem seria o jardineiro que acabou posando para a foto? Foto, aliás, que deve ter sido feita a partir do terraço do  sobrado da família Cury…

OURINHENSES NO PROGRAMA DE TELEVISÃO DE HOMERO SILVA (1968)

Homero Silva (1918-1981), nascido em São Paulo, fez a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco juntamente com o irmão Gilberto. Formados. Após a formatura , Gilberto seguiu carreira jurídica, Homero, impulsionado por sua veia artística fez um concurso de locutor na Rádio Tupi e foi aprovado. Iniciou-se assim a sua longa carreira no rádio, na TV e no cinema.  Mais tarde enveredou-se na vida política, tendo sido vereador e deputado. Em 1968, ourinhenses compareceram a um programa de TV no Canal 9, em São Paulo,  a fim de propagandear a Feira Agro Industria de Ourinhos - FAPI,  que tivera sua primeira edição no ano anterior. Esse programa era conduzido por Homero Silva, que aparece na  foto abaixo entrevistando Maria Aurora Gomes de Leão, a dona Tata. À sua esquerda se acham o marido drº Hermelino Agnes de Leão, ex prefeito municipal, Domingos Camerlingo Caló, prefeito municipal e o padre Arnaldo Beltrami, vigário local. À direita se acham dois filhos de Hermelino e Tata. Ao fundo se …

DOIS MOMENTOS DA PRAÇA MELO PEIXOTO.

Esta foto é dos anos 1950, provavelmente entre 1955 e 1956.  Na esquina da praça com a Rua Antônio Prado, estavam se iniciando as obras do primeiro edifício da cidade  - o Bradesco. Ao seu lado ainda existia o prédio a loja"Ao Preço Fixo". A outra metade desse trecho ainda era um terreno vazio.  Carroças ainda circulavam pela cidade. A Praça Melo Peixoto  não havia sido reformada, podendo ser visto o calçamento de suas vias no"padrão português", obra da administração "Barbosinha".

Esta foto é dos anos 1960. O prédio Bradesco já construído e duas novas construções ocupavam o espaço onde antes havia a loja "Ao Preço Fixo"; a segunda dela era a nova Livraria Thomé, o tradicional estabelecimento do português José da Cruz Thomé, há muitos anos ocupando um espaço na praça principal da cidade. Era um sobrado  contendo  a livraria embaixo e a residência do proprietário na parte superior (onde se vê um toldo na ampla sacada) Em seguida vemos o sobrado da sede …

CLAUDE LEVI-STRAUSS E OURINHOS

RECEBI O TEXTO ABAIXO DE JOSÉ RUBENS, COM UMA OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE SOBRE A CITAÇÃO DE OURINHOS NO LIVRO DOANTROPÓLOGO CLAUDE LÉVI-STRAUSS
Tenho dois livros de Claude Lévi-Strauss: “Saudades de São Paulo” e “Saudades do Brasil”. Há muitos anos que os comprei. Deve ter sido em 2002. Ambos os livros trazem textos do autor, mas são, essencialmente, livros com fotos. “Saudades de São Paulo”, traz fotos de São Paulo e do litoral. O livro “Saudades do Brasil” traz muitas fotos de aldeias indígenas. Quero me referir, em particular, ao livro “Saudades de São Paulo” (foto 1).

No prefácio, há observações muito interessantes escritas pelo autor. “A palavra saudade seria intraduzível, dizem os brasileiros. (...) Seja pela percepção ou pela rememoração, seres, coisas, lugares são o objeto de uma tomada de consciência impregnada do sentimento agudo de sua fugacidade”. Claude Lévi-Strauss diz que o termo “saudade”, que empregou nos títulos “Saudades de São Paulo” e “Saudades do Brasil” não foi por l…

ROBERTO CARLOS EM OURINHOS 10-2-1966

O cantor, em início de carreira, estava fazendo apresentações no norte do Paraná e interior de São Paulo.



O evento foi comentado na edição de 16-2-1966 do jornal "O Progresso de Ourinhos":




"No dia 10, quando da apresentação do grande cantor Roberto Carlos, o "Monstrinho" esteve tão repleto de expectadores, que mal cabia uma pessoa a mais na arquibancada. E quando interpelamos um jovem perguntando-lhe se havia gostado do espetáculo disse-nos ele: __ As músicas, já as conhecemos, precisamos guardar os gestos do Roberto Carlos apresentados na noite de quinta-feira, para que quando ouvirmos uma de suas músicas, possamos completar o espetáculo.




__ Mas ele não se apresentou cantando?
__ Sim, mas não o ouvimos devido aos ensurdecedores e irritantes gritinhos das garotas exaltadas."





Fotos por Francisco de Almeida Lopes