21.11.07

LEMBRANÇAS DO VELHO GINÁSIO


Uma homenagem à minha amiga, professora Inês de Souza Leal, responsável pela alfabetização de muitos ourinhenses.

O Ginásio Estadual de foi criado pela Lei nº 7, de 23 de fevereiro de 1948, no governo de Ademar de Barros. A sua instalação ocorreu no dia 5 de agosto do mesmo ano. Desse modo, ele passou a coexistir com o antigo Ginásio de Ourinhos, criado pelo professor José Augusto de Oliveira, em 1939, o qual  era uma instituição privada com subvenção da prefeitura. Em 1946, o Ginásio de Ourinhos passou a contar com a primeira Escola Normal de Ourinhos, sob a direção do drº João Batista de Medeiros. Foi, assim, responsável pelas primeiras normalistas de Ourinhos, cuja formatura ocorreu no dia 10 de dezembro de 1949. Eram elas: Anair Ferreira, Anayde Telles, Anésia Teixeira, Araçy A. Freitas, Inês de Souza Leal, Ruth A. Foz e Vera Fiorillo. Após a cerimônia de colação de grau, no Cine Ourinhos, foi realizado o baile de formatura, no Grêmio Recreativo de Ourinhos.
A foto nos mostra um instantâneo desse baile. No fundo, à esquerda, as professoras observam as alunas dançando a valsa. Entre elas identifico Diva Leonis, minha primeira professora de Geografia. Ela tinha um sexto sentido para flagrar alunos que estavam colando. Voltava-se para os vitrôs como se estivesse alheia, de repente, dava meia volta e fazia o flagrante. Saudades....



Baile de Formatura, por Aldir Blanc
Para Mari Lucia


Eu não sonhei
que você estava linda.
Eu realmente fui ao baile
e vi você de relance, linda,
de uniforme de normalista,
e seus olhos eram olhos
de uma mulher enamorada,
parecida com a Malu Mader.
Sentindo frio em minh'alma,
procurei o bar
pra tomar cuba-libre e coragem.
Quando voltei pro salão
você não estava.
Tinha casado e mudado.
Ainda havia flamingos,
viagens sentimentais,
encantamentos, convites,
damas apaixonadas,
sofisticadas e vagabundas,
a quem amei, mesmo sabendo
que isso não pode ser amor.
Não adianta me chamar
de irresponsável.
Eu estava me sentindo um tolo
por querer você.
Ainda assim, tive luas azuis,
luas pálidas,
luas brilhando sobre
cidades desconhecidas
e um caso para relembrar
e esquecer,
e novo tempo de partir
e o que será, será,
as luzes da cidade
refletindo
um sorriso na lembrança,
um certo sorriso de verão,
cerca de meia-noite,
um sorriso de velhos amigos
embora estranhos no paraíso,
e esse sorriso reacendeu
minha velha chama:
eu dançaria a noite inteira
de rosto colado,
dançando no escuro
canções de setembro,
dançando na chuva,
nas areias da maré baixa,
mas você ainda não estava
dançando a melodia imortal,
você era uma estrela
piscando acima do arco-íris,
e de repente havia fumaça
em seus olhos,
amores clandestinos,
minha garota melancólica,
até nosso reencontro,
mas depois daquela última dança,
corpo e alma,
nunca mais seremos os mesmos.
Hoje a canção é você
e eu estou feliz
por ser infeliz nessa fascinação
entre folhas mortas,
gardênias azuis,
serenatas ao luar,
canções da Índia,
cartas de amor...
With a song in my heart
eu te esperei vinte anos,
acordado e triste,
no salão silencioso e apagado.
Você mudou, noite e dia,
mudou suave e adoravelmente,
e ainda tem os mesmos olhos,
olhos de mulher apaixonada,
olhos de Malu Mader,
e agora, por causa de você,
por tudo que você é,
eu posso finalmente sonhar
que durante todo esse tempo
você não flertou com ninguém,
e que olha só para mim,
meu amor,
meu par.

19.11.07

1908- 1941 – O FUTEBOL EM OURINHOS , POR CARLOS LOPES BAHIA, PROFESSOR DE HISTÓRIA




1908- 1941 – O FUTEBOL EM OURINHOS

A partir do inicio da construção da pequena estação ferroviária em terras de dona Escolástica, os trabalhado-res, em suas horas de folga, praticavam ou jogavam partidas de futebol na área que hoje conhecemos como praça Melo Peixoto. A abertura de uma via de acesso ligando a estação à rodovia (Raposo Tavares) abriu a possibilidade de fixa-ção dos viajantes, os primeiros moradores de um novo povoado. Logo haveriam outras vias interligadas aumentado a área ( atuais ruas Amazonas e Pará). Em 1910 o povoado já está delineado. Do lado sul da estação, ao redor da área utilizada como campo novos viajantes foram comparando áreas de terra e se fixando. Duas novas vias de acesso foram abertas, as atuais ruas São Paulo e 9 de julho. Aos poucos a área povoada na parte sul foi se estendendo até atingir a atual rua Paulo Sá e na parte norte já estavam também se abrindo mais duas vias, as atuais ruas Brasil e Barão do Rio Branco.
Em 1915 o povoado já é um Distrito de Salto Grande. Em 1918 foi transformado em município o qual foi ins-tado oficialmente em 1919.
No dia 5 de junho de 1919 um grupo de moradores fundava o Clube Atlético Ourinhense. No dia 27 de junho de 1920 a classe dos trabalhadores fundou o Esporte Clube Operário. Com a instalação de uma Prefeitura, os seus funcionários também fundariam um clube de futebol, o Municipal A.C. Um outro clube também surgiria na década de 20, o Aurora F.C. com seu campo em meio aos cafezais da fazenda dos Sá. Em 1932 o Aurora deixaria de existir e o seu campo seria adquirido pelo E.C. Operário que também mantinha já nessa época um Centro Recreativo.


1930

DIA 20/02 – Operário 4 x 1 Operário de Jacarezinho – 4 a 2 na preliminar
DIA 30/03 – Operário 4 x 3 A.A. Assisense – 1 a 1 na preliminar
DIA 01/05 - Ourinhense 4 x 1 A.A. Assisense ( taça Fernandez) e 1x2 na preliminar
DIA 20/05 – Ourinhense 4 x 0 Ribeirão Clarence do norte do Paraná. – 2 x2 na preliminar
DIA 25/11 – Operário 8 x 1 Ribeirão Clarence do norte do Paraná.

1931

DIA 12/01 - E.C. Operário 3 x 1 A.E. de Jacarezinho e 1x3 na preliminar
DIA 25/01 – E.C. Operário x Liga Atlética do Pau D’Alho
Pedro Borges é confirmado como 3o. tesoureiro do Operário
DIA 05/04 – E.C. Operário x C.A. Ipauçuense
DIA 12/04 - A.E. de Jacarezinho x E.C. Operário. Ítalo Ferrari, presidente do Operário inaugura a sede social.
DIA 11/05 – E.C. Operário (campeão de Ourinhos ) 2 x 0 Atlético Operário de Santa Cruz do Rio Pardo.
Gols de Luizinho e Ambrozini
DIA 18/05 – E.C. Operário 0 x 1 Bráz F.C. de Avaré
Formação do Operário: Rubens, Malaquias, Leontino, Orivaldo, Lazinho, Rômulo, Geto, Tonico, Oswaldo, Ambrozini e Luizinho.
DIA 25/05 – FUNDAÇÃO DO E.C. VILA NOVA - presidente, Antonio Costa. Tesoureiro, Pedro Barbosa e capitães, Francisco Oliveira e Oscar Pires.
DIA 05/07 – E.C. Operário x União de moços católicos de Ribeirão Claro.
DIA 16/08 – E.C. Operário x A.A. Santacruzense.
União de moços católicos de Ribeirão Claro x C.A. Ourinhense
DIA 23/08 - E.C. Operário x C.A. Operário de Jacarezinho
DIA 30/08 - C.A. Ipauçuense 3 x 0 C.A. Ourinhense – formação do ourinhense – Dirceu, João e Leontino –Caim, Aristides e Geraldo – Vasco, Oswaldo, Domingos e Geto. Na reserva, Durvalino, João, Adolfo e Mano.
E.C. Operário x Paulista F.C. de Assis
DIA 20/09 – MUNICIPAL F.C. da VILA NOVA 0 X 0 AURORA F.C.
DIA 06/11 – E.C. Operário 3 x 1 União Americana de Cambará - 0 a 0 na preliminar
DIA 15/11 – AURORA F. C. X CLUBE DOS FERROVIÁRIOS DA FERROVIA SÃO PAULO – PARANÁ
Disputa da taça Hermínio Socci

TIMES DE FUTEBOL QUE APARECEM NO ANO DE 1931 : E.C. Operário, C.A. Ourinhense, Aurora F.C. , Vila Nova. Municipal F.C. e até a SPP totalizando 5 times de futebol.
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1932

DIA 04/01 – eleição e posse da diretoria do Centro Recreativo Operário – presidente, Edison Leone; vice presidente, Alcides Salgueiro; 1o. secretário João Lauro de Campos; 2o. secretário Moacir Teixeira; 3o. secretário, Antonio Ferraz; 1o. tesoureiro, Alfino Maciel; 2o. tesoureiro, Leontino Ferreira; Orador oficial, José Santana da Graça; Comissão de Finanças, Antonio Ferraz, José Beltrami, Vicente Rodrigues Neto e Ivo Faccio; Comissão de sindicância, Altamiro Pinheiro, Oscar Rocha, Américo Carvalho e Sebastião Jorge Moraes.

DIA 07/01 – Eleição da diretoria do E.C. Operário – presidente honorário, Hermenegildo Zanotto; presidente, Humberto Detogni; vice presidente, Carlos Santos; 1o. secretário, Luis Zanotto; 2o. secretário Vicente R. Neto; 3o se-cretário, Altamiro Pinheiro; 1o. tesoureiro, Joaquim M. Leal; 2o. tesoureiro, Alfino Maciel; Diretor geral, Orivaldo Santos; Orador oficial, professor Oswaldo Vieira; Comissão de sindicância, Temístocles Dezolt, Pedro Migliari, José G. Fernandes. (publicado no jornal A Voz do Povo de 28/01/1932).

DIA 07/01 – em sua sede na rua São Paulo, o Aurora também elegeu sua diretoria: presidente, Manoel Honório Silva; vice presidente, Sebastião Jorge Moraes; 1o. secretário Olivério Ferreira; 2o. secretário Oswaldo Vieira; 1o. tesoureiro, Moacir Teixeira; 2o. tesoureiro, Jorge Ribeiro da Silva; Orador oficial, Sebastião Rocha; Comissão de sindicância, João Rocha, Alfredo Gonçalves e João Borges; Comissão da Fazenda, Sylvio de Campos, Oscar Rocha e Ivo Faccio.
O campo do Aurora ficava na Avenida da Saudade.

DIA 14/02 (jornal de 21/02) – O E.C. Operário joga e empata com o Salto Grande F.C. por dois gols e vence na preliminar por 3 a 0. em uma tarde considerada trágica e tumultuada já que o campo era aberto e a torcida ameaçava a todo instante a invasão do campo para agredir jogadores e o juiz.

DIA 06/03 – C.A. Prudentino de Futebol x Ourinhense
DIA 13/03 – Paulista F.C. de Assis 2 x 4 Ourinhense e na preliminar 9 x 4 – marcaram para o ourinhense Albertinho, Aristides, Paulo e Oswaldo.

DIA 14/03 (jornal de 20/03) – Operário 7 x 1 contra o Comercial de Botucatu e 5 a 3 na preliminar.
O operário formou com Rubens, Sebastião e Malaquias – Resende, Munhoz e Tito – Luizinho, Atílio, Barbosa, Amador e Rômulo. Brigas marcaram esse jogo sendo necessário a intervenção policial.

DIA 21/03 – Operário 5 x 3 A.E. de Jacarezinho
Na preliminar - Operário 2 x 2 Atletico de Santa Cruz do Rio Pardo
DIA 22/05 – O Operário derrota a A.A. de Cambará por 2 a 0 e 1 x 0 na preliminar.

Com a revolução que vai se iniciar em julho não há mais registros de eventos esportivos no decorrer do ano

1933

Termina a fase nômade do E.C. Operário que realizava amistosos pela região. O Aurora se extinguiu ( provavelmente se fundiu com o Ourinhense ) e a conselho do C.A. Ourinhense, o Operário compra a área onde ficava o campo do Aurora na atual rua Antonio Prado.
O Ourinhense muda sua sede para a rua São Paulo e já tem o seu próprio campo construído em terras dos Cury e Ferrari.
DIA 23/07 - E.C. Operário x C.A. Operário de Jacarezinho
C.A. Ourinhense x A.A. Americana de Cambará
DIA 07/08 - C.A. Ourinhense 3 x 2 A.E. de Jacarezinho
DIA 13/08 - E.C. Operário x A.E. de Jacarezinho
DIA 14/08 - C.A. Ourinhense x A.A. Santacruzense
DIA 03/09 - E.C. Operário 2 x 1 Salto Grande
DIA 22/10 - E.C. Operário 0 x 4 C.A. Ipauçuense
C.A. Ourinhense 2 x 1 Clube Atlético de Santa Cruz
DIA 29/10 - E.C. Operário 1 x 0 C.A. Operário de Jacarezinho
DIA 05/11 - C.A. Ourinhense 3 x 1 C.A. Ipauçuense
E.C. Operário x Chavantense
DIA 19/11 – C.A. Ourinhense (infantil) 5 x 1 A.A. Chavantense (infantil)
DIA 10/12 - E.C. Operário 1 x 0 C.A. Operário de Santa Cruz . O juiz foi Castorino Ferraz.
A.Americana de Cambará (juvenil) 1 x 2 C.A. Ourinhense (juvenil)
DIA 17/12 - E.C. Operário 2 x 3 A.E. de Jacarezinho. Na preliminar, Operário 3 x 0 Furnas F.C.
DIA 04/12 - C.A. Ourinhense 1 x 2 A.E. de Jacarezinho (juvenis)
C.A. Ourinhense 0 x 1 Atletico Sorocabana da capital – Na preliminar Ourinhense 1 x 0 Sorocabana
DIA 25/12 - Aspirantes do C.A. Ourinhense 3 x 1 Vila Nova.

1938

Em 1937 já existem mais dois times de futebol se apresentando em amistosos pela cidade; a congregação Mariana e o time da S.P.P. fundado oficialmente em março de 1937.Em 1938 teremos (por pouco tempo) o Botafogo F.C.
DIA 02/01 – Botafogo 2 x 0 Platinense de Santo Antonio da Plantina
DIA 13/02 - Operário de Santa Cruz 1 x 1 Botafogo. O gol do Botafogo foi marcado pelo “Bahia”.
O Botafogo jogou com Zeca, Dudu e Orlando – Agenor, Bio e Caminhão – Remédios, Didi, Edgar, Bahia, Joaquim (substituído por Nenê). O uniforme do Botafogo era verde e branco.
DIA 26/02 - Tomou posse a diretoria (eleita no dia 20) do Botafogo com a cerimônia realizada na casa do Alberico Albano . Era ela – presidente, Felisberto Borges; vice Ivo Faccio; 1o. secretário, Orlando de Azevedo; 2o. secretário, Aparecido Nunes; 3o. secretário, Waldomiro de Camargo; 1o. tesoureiro, Waldemar de Faria; 2o. teoureiro, Teodomiro dos Santos; Diretor geral, Albeiro Albano
DIA 04/03 – registra-se o primeiro treino do Botafogo na Vila Nova com a presença dos jogadores Alcides, Antonião, Orlando, Alberico, Remédios,Tonico, Edgar, Bahia, Waldomiro, Dito, Dirceu, Jairo, Edu, Agenor, Caminhão e outros.

DIA 06/03 - Operário de Santa Cruz 2 x 1 E.C. Operário
C.A. Ourinhense 2 x 0 A.A. Santacruzense
Chavantense 2 x 4 Botafogo
DIA 01/05 - TORNEIRO PRIMEIRO DE MAIO – participantes: Ferroviária de Assis, A.A. Assisense, Operário de Palmital, Chavantense, Ipauçuense, Coqueiral de Londrina, Santacruzense, Operário de Santa Cruz, Operário de Cam-bará, Platinense de Santo Antonio da Platina, Salto Grande, E.C. Operário e C.A. Ourinhense, de Ouirihos.
DIA 29/05 – C.A. Ourinhense x Platinense – disputa final da taça primeiro de maio – Ourinhense foi o vencedor.
Operário de Palmital 1 x 2 E.C. operário de Ourinhos
DIA 10/07 - C.A. Ourinhense 3 x 0 A.A. Santacruzense
DIA 24/07 - E.C. Operário 2 x 0 A.A. Santacruzense
DIA 31/07 - E.C. Operário 3 x 3 Ferroviária de Assis – O Operário jogou com Cica, Orlando e Malaquias – Aristides,, Bio, Remédios, Piolim, Chiquinho, Didi, João e Geraldo.
DIA 07/08 - A. A. Botucatuense 3 x 2 E.C. Operário
C.A. Ourinhense 3 x 2 Salto Grande
O Ourinhense jogou com Nelito, Sebastião e Geto – Caetano, Amador e José – Alfredo, Edgar, Antoninho, Hermínio e Luis. O juiz da partida foi Arnaldo Pocay.
DIA 21/08 – JOGO BENEFICENTE - Locatários 1 x 2 Colégio Cristo Rei de Jacarezinho
DIA 18/09 – Chavantense 2 x 4 E.C. Operário
DIA 27/11 - C.A. Ourinhense 0 x 1 Guarany de Cambará
DIA 03/12 – JOGO “combinado dos que foram” 3 x 1 A.E. de Jacarezinho

1939

DIA 18/06 - Veteranos do Ourinhense 2 x 1 Vila Nova F.C.
DIA 23/07 - E.C. Operário x Botucatuense
C.A.Ourinhense 2 x 1 A.A. Avareense - em disputa a taça Italo Ferrari
DIA 30/07 - C.A. Ourinhense 1 x 0 A.A. Assisense (eu abandona o campo).- taça Pneus Continental
DIA 22/08 - A.A.Assisense 2 x 1 C.A. Ourinhense
C.A. Operário de Santa Cruz 1 x 1 E.C. Operário de Ourinhos
DIA 14/10 – Ping Pont – Congregação Mariana de Santa Cruz do Rio Pardo 197 x 200 S.E. Bacanas de Ourinhos
O destaque dos Bacanas foi o Ponde (Bolão), José Faccini, Ari Correia, Paulo e Walter.
DIA 29/10 – PING PONG NO GREMIO RECREATIVO – TAÇA BAR PAULISTA :
S.E. Bacanas x Granfinos do Porão – vitória dos bacanas que tinha como madrinha Irene Faccini.
DIA 03/12 – Juvenis : E.C. Operário 1 x 1 Cambaraense


1940

DIA 22/01 – Posse da nova diretoria do C.A. Ourinhense na nova sede da rua São Paulo. Vicente Lamarca é o novo juiz e técnico nos treinos do E. C. Operário.
Diretoria do E.C. Operário – presidente, Oswaldo Raposo de Almeida; vice presidente, João Garbim,
1o. secretário, Altamiro Pinheiro; 2o. secretário, Alfredo Sousa e Silva; 3o. secretário, Janduya Perino;
1o. tesoureiro, Ciro Silva; 2o. tesoureiro, Manoel Pinto Dias; Diretor geral, José Malaquias; Diretor
esportivo, David Peres Ramos; 2o. diretor esportivo, Rômulo Ramonini; Orador oficial, José Maria
Paschoalik; Conselho fiscal, Leontino Ferreira, Manoel Sanches, Moacir de Melo Sá, José Maria Teixeira,
Ramos, Chede Jorge, Cassiano T. de Melo, Carlos Rodrigues; Conselho de sindicância, Silvio Campos,
Manoel Mano, Oswaldo Bonomo, Henrique Mortari, Olimpio Coelho Tupiná, Roberto Bassi, Pedro
Faccini e Nicolino Izzo.
DIA 27/01 – Operário 1 x 0 A.E. de Jacarezinho. Na preliminar, 3 a 0 para o Operário. Titulares – Bio, Orlando,
Piolim, Remédios, Jorge, Caminhão, João, Didi, Jordão, Neguito. Reservas- Malaquias, Bento e Vitalo.
Aspirantes – Moacir, Zilo, Barbeiro, Luis, Otávio, Colarinho, Jorge, Bahia, Bahiano, Santo, Urbano.
Reservas – Firmino, Dunga e Fae. Massagista – Arlindo.
DIA 24/02 – Oswaldo Raposo de Almeida pede demissão da diretoria.
DIA 17/03 – Ourinhense x Operário de Santa Cruz do Rio Pardo.
DIA 15/06 – Inicio do campeonato da 14a região entre seleções das cidades. É o campeonato do interior que vai apu-
rar o campeão da região. A seleção de Ourinhos enfrenta a seleção de Fartura.
DIA 29/06 – É criada a Associação Ourinhense de Regatas.
DIA 11/08 – Avareense 6 x 0 Ourinhense pela taça Copelli – o Operário empata em 1 x 1 com o Operário de
Cambará, gol do Bento.
DIA 07/08 – Festa de inauguração da nova sede do C.A. Ourinhense na rua Paraná. Torneio entre a A.A. Palmeiras de
São Paulo, o SPP Tênis Club e futebol entre Ourinhense e Palmeiras.
DIA 14/09 – Novos membros da S.E. Bacanas de Ourinhos – Prof. José Maria Paschoalik, Manoel Vieira da Silva,
Francisco Bueno, João Simão e Lázaro Rodrigues Magalhães.
DIA 29/09 – Ourinhense x Estudantes de Botucatu
DIA 19/10 – O presidente Hermínio Nogueira e o secretário Ciro T. Tucunduva da S.E. Bacanas convoca Assembléia
para eleição de nova diretoria na sua sede na rua 9 de julho (Bar e Café paulista.
DIA 27/10 – Piraju 3 x 0 Ourinhos – 1o. jogo da decisão do campeonato inter-seleções.
DIA 03/11 – Ourinhos (campeão ) 6 x 0 Piraju. Juiz Marcos Crivelari. Marcaram Sebastião, Gato, Alfredo, Bio e
Biscate.
DIA 15/11 – Operário de Cambará 2 x 0 Ourinhense.
DIA 23/11 – FUNDAÇÃO DO ESPORTE CLUBE BANDEIRA (VILA ODILON)
Presidente, Cecílio Salustiano Pusi; vice presidente, Gabriel Vila; Diretor esportivo, Paulo Franco;
Capitão, José Bitencourt; 2o. capitão, Augusto Portugal; Inspetor/treinador, Cecílio Forte; Capitão da bola
Justino C. Francisco; Cobrador Manoel Melo e tesoureiro, Antonio Cruz.
1o. jogo – E.C. Bandeira x Vila Nova
DIA 15/11 – Ourinhense 0 x 2 Operário de Cambará.

1941

DIA 03/01 – Diretoria eleita do E.C. Operário – presidente, Felipe Colonna; vice presidente João Garbim; 1o secreta-rio José Maria Paschoalik; 2o. secretário, Reynaldo Brandimarte; 1o. tesoureiro, Ciro Silva; 2o. tesoureiro Manoel Mano; 3o tesoureiro, Valentim de Paula; Orador, José Gondim Gomes de Matos; Diretor geral, José Malaquias. Comissão de sindicância, Pedro Mattar, Roberto Bassi, Horácio Soares, Manoel Sanches, Dr. Leontinoo Tavares de Freitas e Sebastião Braga; Conselho fiscal, Julio Crepaldi, Manoel Pinto Dias, José Alves de Freitas, Altamiro Pinheiro, Leontino Ferreira e José Soares.
DIA 18/01 – toma posse a nova diretoria do C.A. Ouirinhense com uma novidade – o novo departamento de publici-dade a cargo de Benedito Monteiro e Nilo Ferrai como secretário.
DIA 01/02 - o E.C. Operário transfere sua sede da rua Antonio Prado para a avenida Jacinto Sá.
C.A. Ourinhense 0 x 0 Guarany de Cambará – na preliminar o Ourinhense vence por 9 a 0.
DIA 15/02 – o E.C. Operário organiza a sua biblioteca.
DIA 01/03 – C.A. Ourinhense 1 x 1 Operário de Palmital – na preliminar vitória do Ourinhense por 3 a 2.
DIA 08/03 – Operário de Palmital 3 x 3 C.A. Ourinhense
E.C. Operário x Avareense - taça Anderson Clayton
DIA 15/03 - Avareense 5 x 3 E.C. Operário
DIA 22/03 – E.C. Operário 1 x 3 Ferroviária de Botucatu
DIA 06/04 – Independente de Ipauçu x C.A. Ourinhense
DIA 10/04 – C.A. Ourinhense 1 x 0 Ferroviária de Botucatu – o Ourinhense jogou com Vitalo, Bio e Geto – José,
Ge e Alfredo – Hermenegildo Zanotto (Bija), Guilherme, Hermínio Vidal, Amadeu e Mingo.
DIA 13/04 – TORNEIO – Operário 5 x 3 Blassi de Botucatu –
Preliminar – Ourinhense 0 x 0 Vila Odilon (taça Antonio Luis Ferreira)
DIA 18/05 - Operário 1 x 3 A.E. de Jacarezinho
DIA 25/05 – Ourinhense 1 x 2 Avareense (taça Copeli) --- Operário de Cambará 5 x 1 E.C. Operário
DIA 01/06 – E.C. Operário 3 x 0 Operário de Cambará
DIA 08/06 - Assisense 2 x 1 Ourinhense – Alcides Salgueiro é o vice presidente do Ourinhense.
Operário 0 x 0 Avareense pela taça Anderson Clayton que ficou com a Avareense.
DIA 22/06 – Ourinhense 1 x 3 São Bento de Marilia – O operário ganha um novo uniforme de Manoel Sanches.
DIA 29/06 – Operário 2 x 1 A.A. Assisense - estréia do novo uniforme do Operário.
DIA 06/07 - Mário de Oliveira Branco é o novo bibliotecário do Operário
DIA 20/07 - Ourinhense 1 x 0 Seleção de Cerqueira César
DIA 27/07 - Operário 2 x 1 Santacruzene – festa na sede com o Jazz SPP de José Augusto.
DIA 03/08 – Santacruzense 2 x 2 Operário
DIA 10/08 – FORD F.C. 3 X 2 COMERCIÁRIOS/BANCÁRIOS
DIA 24/08 - Londrina 3 x 0 Operário
DIA 14/09 - Ipauçuense x C.A. Ourinhense
DIA 05/10 – Operário x chavantense
DIA 19/10 – Ourinhense 2 x 4 Noroeste de Bauru
DIA 26/10 – Platinense x Ourinhense
DIA 09/11 – Ourinhense x Clube Recreativo de Cambará
DIA 13/11 – Ourinhense 1 x 0 Ferroviário de Curitiba
DIA 22/11 – Ourinhense 2 x 1 Ferroviária de Assis
DIA 07/12 – Palmitalense 3 x 1 Operário
A.E. de Jacarezinho 3 x 3 Ourinhense
DIA 08/12 – Operário x Ferroviária de Botucatu

Em 1942 começa o Campeonato Amador Estadual patrocinado pela Federação Paulista de Futebol.

11.11.07

AS GAROTAS DO "SANTO ANTÔNIO"



Esta é uma foto deveras interessante. Trata-se de um desfile de Sete de Setembro dos anos 1950. 1957, talvez. Foi feita de um ângulo interessante do quarteirão da 9 de Julho onde havia a "Casa Alberto". Em primeiro plano vemos o prédio da Caixa Econômica Federal, em seguida uma antiga casa já derrubada. O outro prédio é o da casa comercial de Tury Zaki,  "Móveis Regina" . Pode-se perceber o seu lindo luminoso, no topo, e uma propaganda dos "Móveis Cimo", de excelente qualidade,  muito vendidos nos anos 1950. Mais adiante a concessionária de Raul Silva.
Há três "irmãnzinhas" nesse trecho desfile, porém, é impossível identificá-las.
Em primeiro plano, vemos três fileiras de meninas do "Santo Antônio" com o impecável uniforme de gala, tendo entre as mãos um ramalhete. Essas garotas são minhas contemporâneas, quase todos os rostos me são familiares. Três eu identifiquei de pronto: a terceira na fila do centro é Simone Lahan, a quinta é minha amiga Marilena Beltrami Costa, hoje casada com Sussui Breve. A primeira da terceira fila à direita é a psicóloga Edna Matosinho, hoje casada com o Deputado Federal José Anibal .
Foto por Francisco de Almeida Lopes

28.10.07

ODETE E IVORENE






























Nessa foto vemos:

À esquerda: Armandinho D'Andrea, Clodoaldo Azevedo. À direita: Amélia Neves Lopes, Odete, Ivoreno, Isolina Devienne, Romeu de Paula Lima, Tia Didi.




Outro casamento de arromba, a que compareci, no ano de 1962, foi o de minha prima Odete Devienne com Ivorene Ferreira. Odete, professsora, muito bonita, com boa estatura, esguia, era a sobrinha predileta de meu pai. Seu rosto estampava sempre um belo sorriso. Ivorene era sobrinho de Raul Silva, proprietário da Agência Ford localizada numa área grande entre a 9 de julho e a Arlindo Luz, onde hoje se encontra um conjunto de lojas comerciais. Namoraram muitos anos, acredito que por um tempo maior do que permaneceram casados, pois a vida lhes reservava uma surpresa: Ivorene morreu de repente, poucos anos depois; Odete também adoeceu e partiu. Deixaram três filhos ainda crianças: Flávio, Mariângela e Rosangela.
Um casamento tão esperado tinha que ter uma grande festa , e assim foi. Na casa de meu tio Carlos, na rua Altino Arantes, as mesas se espalhavam pelo imenso quintal a fim de receber os inúmeros convidados de tão querido casal. Meu pai fez inúmeras fotos desse casamento. Escolhi esta que mostra Odete sendo levada ao altar por seu pai, Carlos Eduardo Devienne. Os bancos, como de hábito, enfeitados com papel crepon e copos de leite. As meninas que estão à frente da noiva são Rosa Maria Bueno Camerlingo (direita) que, anos depois, casaria com o saudoso Zezo, filho do Souza, da Sanbra; a outra é uma sobrinha da noiva, Carla Devienne. Nos bancos situados à esquerda são vistos: Darci Devienne, mãe de Carla, Nadir Bueno Camerlingo, mãe de Rosa Maria, dois companheiros de boemia de Ivorene, o primeiro, filho do Antonio Bertagnoli, o garoto Ronaldo Bueno Camerlingo, minha prima Cleide Devienne Almeida e Ivete Bastos. Também aparece ao fundo à esquerda minha tia avó Floripes Godoy de Lima , a querida tia Didi.

14.10.07

OS OLEIROS ITALIANOS



A índustria, em Ourinhos, muito deve a imigrantes italianos: os Migliari, os Ferrari, os Fantinatti, os Ferrazoli.
O pioneiro da cerâmica em Ourinhos foi João da Silva Nogueira, natural de Bananal , que veio de Barra Bonita para cá em 1927, dedicando-se à olaria. Seu João era pai de Hermínio, que foi funcionário da Prefeitura de Ourinhos (almoxarife) por muitos anos (pai do meu contemporâneo muito estimado Hermínio Ben Nogueira) e de Emília Nogueira (Mori), casada com Jeto Mori (pais da Maria Tereza e do Renato)
Os Ferrazolli radicaram-se inicialmente em Salto Grande. A maior parte dos irmãos acabaram se mudando para Ourinhos, quase todos dedicando-se à olaria, na vila Odilon. Outra família italiana que dedicou-se à olaria, vindo de Barra Bonita, foi a Fantinatti. Ela estabeleceu-se em Ourinhos em 1936, segundo depoimento de José Fantinatti a Jefferson Del Rios.
Na minha infância, olhando-se para a direção do Paranapanema viam-se as belas e altas chaminés das olarias dominando a paisagem daquele bairro. Conheci bem de perto uma delas, a pertencente a um japonês, Torataro Tone, comerciante em Ourinhos. Eu e Luiz Gonzaga, seu filho caçula, ali brincamos inúmeras vezes.
A foto, que me foi enviada pelo professor Carlos Lopes Bahia, nos mostra o time da Cerâmica Ferrazoli, nos anos 1950, nela estão os dois filhos de Narciso Ferrazoli, Humberto e Irineu.

7.10.07

1937 - ECOS DO PASSADO




A preocupação ambiental já era uma realidade:

ÁGUA!
Deixar a torneira aberta sem necessidade e desperdiçar o "precioso líquido" é proibido. Multa de 20$000.

Novos bairros iam se formando:

VILA NOVA

O florecente bairro da Vila Nova, dia a dia está aumentando. Ainda agora nada menos de dez casas estão em vias de conclusão. É de esperar que a Municipalidade volte suas vistas para a Vila Nova e ajude o povo de lá na sua vontade de progredir.

ESCOLAS
O novo bairro da Barra Funda, que principia no matadouro, está crescendo, vertiginosamente. Diariamente, naquele bairro uma casa nova se ergue. Urge, pois, que a Municipalidade estude a possibilidade de dotar aquele bairro de uma escola primária. Já é tempo.

POLÍTICA
A proximidade de eleições gerais, em 3 de janeiro, que veio a ser abortada pelo golpe do Estado Novo, exaltava os ânimos. Em Ourinhos, quatro correntes políticas disputavam o voto dos eleitores: o velho PRP , liderado por Horácio Soares, Carlos Amaral e Ernesto Pedroso; a dissidência do PRP, sob o comando Silvio de Campos; o Integralismo; e o Partido Constitucionalista, na situação.

LAZER - Novas agremiações iam sendo fundadas:

Inaugura hoje, possivelmente, sua sede, à rua Antonio Prado, o "Club 9 de Julho" . A novel sociedade, que tem à sua frente os srs. Francisco Vidal e João Rosa, dará um pomposo baile aos convidados que vão assistir a posse de sua diretoria.

GRÊMIO RECREATIVO 1º DE MAIO - Rua Gaspar Ricardo nº 97


Hoje: Às 8 horas, grandiosa sessão solene. com a presença do Prefeito de Ourinhos. Às 10 horas: imponente baile, com o afamado "Jazz Band Laercio". Amanhã: Domingo: das 2 às 5 horas da tarde, matinée dansante para os meninos e meninas. Ingresso: Somente sócios e convidados especiais.

CINEMA, O SAUDOSO ROMEU

Sob a zelosa e competente gerência do sr. Romeu Silva, o Cine Cassino entrou em nova fase. O novo gerente, que muito tem se esforçado para agradar aos frequentadores do Cine, tem sido alvo de carinhosas demonstrações de estima do nosso povo.

Ao mesmo tempo, a cidade ia assumindo novos ares e se tornando mais bonita. A foto nos mostra um trecho da Praça Melo Peixoto, na altura da rua Paraná. Vemos em primeiro plano a Agência Chevrolet de Miguel Cury, com a bomba de gasolina na calçada.
As notícias são de edições do jornal "A Voz do Povo", de 1937.

23.9.07

IEHS - 4ª SÉRIE A - 1962



Sim, já lá se vai quase meio século que, numa manhã primaveril, meu pai foi ao Instituto de Educação Horácio Soares para fazer uma sessão de fotos com os alunos da quarta série ginasial.
Dos quatro anos que estudei no IEHS, a melhor lembrança e a mais nítida é a desta classe. Muitos dos que aqui aparecem frequentaram as mesmas classes do ginásio nas quatro séries.
Foi um ano puxado, a Matemática de Maria Teresa deixou muitos para segunda época, frustando a festa de formatura que contou com um número muito pequeno, a ponto de termos de fazê-la junto com a turma do científico, também muito pequena.
Estão na foto: Tomie, Yasue, Nair e Auro Tanaka, Sumie, Ivone Bortoloato, Geni Rosa, Abelina, Hideo, Diná e Dinorá Botelho, Alice, Valdiléia, Carlos Lopes Bahia, Estevam Artur, Luizito, Luiz Antonio Cal, Luiz Gonzaga Tone, Licínio Fantinatti, Mário Hisao Kobuti, Odair, José Agostinho Gabriotti, Toninho Muraro, Vascão, Roberto, Sanchez, Mávilo Perino, João Batista Dora e José Carlos Neves Lopes.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

2.9.07

MARISA FERREIRA BATISTA E IRINEU FERRAZOLI

Clique sobre a foto para vê-la na resolução original.


Recordo-me bem desse casamentos de 1962. Foi o de Marisa Ferreira Batista, minha vizinha na Arlindo Luz, com Irineu Ferrazolli.
 Antonio, pai de Marisa era o gerente do Banco do Estado de São Paulo, na época função muito importante e de muito prestígio. Foi um dos fundadores do Lions Clube de Ourinhos e do Tênis Clube. Irineu, era filho de Narciso, um dos principais oleiros da cidade.
Como vizinho e amigo das duas irmãs , Marisa e Marli, acompanhei de perto todos os preparativos de uma das mais importantes festas de casamento do ano.
Na ocasião fomos a Cambará em busca de copo de leite, a flor que não podia deixar de faltar num casamento naquela época. Era com ela que se enfeitavam os bancos e o altar da Igreja Matriz. Em Cambará, havia uma grande plantação junto ao córrego que cortava a cidade. Na ocasião, fizemos uma parada na casa de meus tios avós Teixeira.
Não havia ainda o costume de se alugar salões para a festa de casamento. Ela se realizava na casa dos pais da noiva. Ao lado da casa dos Ferreira Batista, havia um terreno vago, na esquina com Cardoso Ribeiro, fazendo divisa com o sobrado dos Fantinatti.  O terreno foi alugado para a recepção.
Irineu morreu afogado nas águas do Paranapanema, alguns anos depois. Era um rapaz muito alegre e estimado na cidade. O casal teve 3 filhos, Liliane, Priscila e Márcio. Marisa e os filhos residem hoje em São Paulo.
A foto é a do casamento civil, na ampla sala da residência da família Ferreira Batista, obra do arquiteto ourinhense Toshio Tone.
Identifico:da esquerda para a direita,  Isaura, tia de Marisa, uma sobrinha de dona Olívia, Marli, Nanci e Bertico Soares, Antônio Ferreira Batista e a esposa Olívia, minha mãe, Amélia, Beltrami, casado com a irmão do Irineu, Geny, Narciso Ferrazolli e a esposa, o irmão do Irineu, um dos chineses  da fábrica de óleo, dois funcionários do cartório.
Sentados: o casal Juca Camerlingo e Nadir Bueno, padrinhos do casamento civil, o casal Marisa e Irineu, a cunhada e a Geny Ferrazoli. Um vaso, contendo copos de leite, enfeita a foto à esquerda. A bela cortina ao fundo era o encanto dos meus olhos de menino naquela imensa casa. 

Foto por Francisco de Almeida Lopes

26.8.07

A "CAIXA D'AGUA" - SAE E O ROSEIRAL

Com a conclusão de um serviço de abastecimento água nos anos 1940, obra da gestão drº Hermelino Leão, construiu-se no topo da cidade na avenida Altino Arantes, um reservatório de água que era um primor arquitetônico. Aqueles têm 60 anos ou mais hão de se lembrar da "caixa d'água e do belo jardim que havia no seu entorno. Quem teria sido o seu construtor? Talvez Ezelino Zório. O roseiral que ali existia era um chamativo para a realização de fotos. Por esse motivo meu pai convidou certo dia alguns sobrinhos para uma sessão de fotos naquele local. Esta é uma delas, onde se vêem: Cleusa Devienne, Lurdes Devienne, Carlos Eduardo Devienne Filho, Renato e Glória Monteiro e Oswaldo Devienne.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

4.8.07

DANIEL LEIRIÃO

Francisco Soares, que já não mora mais em Ourinhos, descobriu por acaso a edição on-line destas memórias. Vez por outra, ao ver as fotos, traz à tona as suas memórias de Ourinhos. Falou outro dia sobre Daniel Leirião, de quem me lembro muito bem. Sua esposa, Joana, era tia da mulher do meu tio Antoninho. Era uma das filhas da "Tia Pepa", uma das mais antigas moradoras da rua Paraná. O bar do Daniel ficava na esquina da Paraná com a Souza Soutelo ( o estabelecimento ainda está lá). Seu filho mais novo, Daniel, foi meu contemporâneo.
Assim se manifestou Francisco Soares:
"O Daniel Leirião foi um dos melhores zagueiros que o Ourinhense teve. Quando aposentado do futebol, abriu um bar em frente a Casa Toni, onde sua mulher, Joana, fritava uma linguicinha deliciosa para acompanhar as caipirinhas com limão galego, verdadeiras jóias etílicas. Ali se encontravam, diariamente, desde um operário até comerciantes e também um médico, o Hélio Migliari, o primeiro filho de Ourinhos a formar-se em medicina. Era ali que os torcedores do Ourinhense comemoravam as vitórias."
A descrição não podia ser mais perfeita, essa é a imagem do ambiente desse pequeno bar que tenho gravada na minha memória. O casal morava numa casa pouco acima, na Souza Soutelo; numa construção antes ficava o salão de barbeiro do seu Benatto, onde eu eu era levado para cortar o cabelo , e para quem um dia disse que na casa da minha avó havia um "pé de abelhas". Já mocinho, quando nos víamos ela me dizia: "como vai o pé de abelha"? Na casa de minha avó, onde nasci e morei até completar sete anos de idade, havia um pé de fruta do conde, no qual havia um enxame de abelhas , daí o "pé de abelhas" ao qual o garoto se referia.
Fica aqui minha homenagem ao seu Daniel que partiu tão cedo e deixou muitas saudades.

ALÍPIO BRAZ


Alípio Braz partiu para outras esferas.
Francisco Soares, ao saber da notícia escreveu para estas Memórias:

"Mais uma noticia triste você me dá. Tive muito boa amizade com o Alipio. Íamos juntos para Salto Grande, uma vez por semana, eu, para ver uma namoradinha lá e ele para ver sua namorada Ivone, com quem viria a se casar. Esta era filha de Fidelcino Ribeiro Homem, cartorário naquela cidade e irmão de dona Alice Abumjara, esposa de Abrahão Abujamra, do Primeiro Tabelionato, pai do Geraldo, seu sucessor no cartório e que mais tarde passou ao filho Heraldo. Alipio foi um grande jogador de basquete, ao ponto de, com o Geraldo Barros de Carvalho, ganhar uma bolsa de estudos no Colégio Londrinense, para fazer parte da equipe da famosa escola de Londrina, no Paraná. Esta equipe era comandada pelo prof. Vitorino Gonçalves Dias, que foi meu professor de Educação Física em Ourinhos e hoje dá o nome ao primeiro grande estádio de futebol daquela cidade. Esta equipe chegou a ser objeto de reportagem de página na Folha de Londrina, isto lá por 1970. A irmã do Alipio, Djanira Bras, foi minha professora no Grupo Escolar JacintoFerrdira de Sá. "

22.7.07

MARTA ROCHA E O "VIRGÍNIA RAMALHO".



A arrecadação do baile oferecido a Marta Rocha, em 1955, era destinada à Caixa Escolar do Grupo Escolar Virgínia Ramalho. Assim, estava prevista uma visita à escola. Um desses momentos é este, ocasião em que uma aluna (a Zoé Machado Branco ?) lê uma saudação a Marta Rocha. Num vestido justo, suas belas formas são realçadas. Ao seu lado, o garoto Cirano Bessa, enlaçado pela mãe, não perde a oportunida de focar a câmara do fotógrafo. À esquerda o perfil de Selma Abucham Ferreira, professora da escola, ao fundo creio ser Maria Antonia Baccili. Tudo indica que a menina à esquerda, de vestido branco seja a bela Nilza Segalla. Logo atrás, o diretor do estabelecimento profº Dalton Morato Villas Boas, uma referência na educação em Ourinhos.
Foto Machado

20.7.07

Há 70 anos (3)












Que motivos teriam levado o prefeito Benedito Martins de Camargo a renunciar ao cargo? Não esperou nem a inauguração do jardim (Praça Melo Peixoto), obra de sua gestão. Eis uma questão que me intriga. Sua administração estava sendo operosa como atestam decretos publicados na imprensa local.
Há, no entanto, uma nota na edição de 10 de julho de 1937, de “A Voz do Povo”, com a denominação "RUMOS..." que lança alguma pista:

"A cidade tem, desde 5 do corrente, novo prefeito. O drº Mano Filho, por todos os títulos ilustre, assume o governo municipal em uma hora muito séria e cercado de simpatias gerais.
Está no dever, portanto, de apaziguar os espíritos dos seus munícipes e administrar o município com o senso grave da responsabilidade.
Ora, o prefeito demissionário, sr. Benedito Martins de Camargo, preocupou-se demasiado com os serviços rurais e não deu à cidade a atenção precisa.
Assim, há problemas de máxima relevância que exigem a imediata atenção da Prefeitura. (...).

Sem querer fazer defesa do prefeito renunciante, sabia ele como comerciante que era - proprietário da Casa Camargo, na rua Paraná, mais tarde Casa Tone - da importância da zona rural para a prosperidade da cidade. Até os anos 1950, a melhoria das precárias estradas vicinais era uma das principais preocupações das administrações municipais, e contava para tanto com a contribuição dos próprios comerciantes, como ocorrera nesse ano de 1937, com a estrada que ligava Ourinhos ao município de São Pedro do Turvo. Bem, eis uma questão que somente depoimentos pessoais de contemporâneos ajudaria a clarear.
No dia 11 de novembro de 1937, foi inaugurado o novo jardim público. Houve festividades no campo do Ourinhense, com a presença de duas bandas municipais, ocasião em que também ocorreram dois importantes jogos de futebol enfrentando-se as equipes do E.C. Operário, C. A. Ourinhense, E.C Ipauçu e E. C. Salto Grande.
A foto, de autoria desconhecida, atesta a beleza da nova praça, orgulho dos munícipes. Com esse perfil paisagístico ela permaneceria até o final dos anos 1950, somente novas árvores foram plantadas e dado calçamento às suas ruas internas, pela administração "Barbozinha".
Benedito Martins de Camargo, morreu dois anos após a sua renúncia, vítima de complicações pós-operatórias. Foi amigo próximo de meu avô que era seu "vizinho de cerca", embora politicamente divergentes, já que José das Neves Jr era um descrente tanto de perrepistas como de democráticos. A família deixou Ourinhos, ficando na cidade apenas o irmão Joaquim Lino de Camargo que veio a ser vereador pela UDN, na primeira eleição municipal pós Estado Novo.

27.6.07

FAMÍLIA NEVES


No Natal de 1948, a família se reuniu pela primeira vez, na casa da rua 9 de julho, 102.
Foi chamado o sr. Machado para fazer a foto.
Estavam presentes os 12 filhos, hoje reduzidos a 4.
Jefferson Del Rios é o garoto que está na primeira fila, à esquerda, ao lado do avô e de seus pais, João (terno branco) e Henriqueta.
Eu sou o garoto de um ano de idade, de macacão, atrás do avô.

23.6.07

LEMBRANÇAS DO VELHO COLÉGIO.


No dia 13/6/2007, o prédio do Colégio Santo Antônio completou 60 anos de existência. Já lá não estão mais as Irmanzinhas da Imaculada Conceição, com seu hábito preto e uma faixa azul na cintura. Era uma bela indumentária. Lembram-se? Quem teria sido o criador? Teve bom gosto. Das pioneiras somente se encontra em Ourinhos a Irmã Vivalda, agora sem o hábito que há muito deixaram de usar.
O prédio hoje abriga uma faculdade. A bela capela pouco é utilizada. Creio que o Conservatório Musical Santa Cecília onde muitos estudaram também não mais existe. Ficou, porém, na lembrança dos que ali estudaram um dia, muitas recordações agradáveis. Nos desfiles de 7 de setembro. o Colégio quase sempre era imbatível. A fanfarra, uma das melhores. Quando estava se aproximando a data cívica maior, ouvia-se nos finais de tarde o som da fanfarra ensaiando.
Muitas saudades restaram e cada um de nós que lá estudou tem histórias a narrar.

Na foto, por Francisco de Almeida Lopes, estou ao centro na primeira fila, com boné. Nas duas extremidades estão os filhos do "Cabo" Arlindo Gomes.

20.6.07

CARLOS EDUARDO DEVIENNE





Carlos Eduardo Devienne, recém casado com a prima Benedita de Almeida Lopes, veio para Ourinhos nos primeiros anos da década de 1920. Já com alguma experiência em ferrovias, engajou-se, inicialmente, na Estrada de Ferro Sorocabana, sendo logo em seguida contratado pela Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, de capitais ingleses, em fase de constituição.
Praticamente na mesma ocasião veio também de Campinas, a irmã Tomires, casada com Benedito Monteiro, contratado para ser o contador da SPP. Logo em seguida chegaram oo irmãos, Alfredo e Santa Devienne e o  cunhado e primo , Francisco de Almeida Lopes, ainda adolescente.
Após uma rápida passagem pela E.F. Sorocabana, Carlos Eduardo foi contratado como Chefe de Movimento da São Paulo-Paraná, onde permaneceu até finais dos anos 1940. 

Carlos Devienne tornou-se figura de projeção na cidade, tendo integrado inúmeras vezes  a diretoria do Clube Atlético Ourinhense, do Grêmio Recreativo de Ourinhos, e a Comissão Organizadora da Santa Casa de Misericórdia. Foi também fundador do Partido Social Democrático – PSD.
Desligado da ferrovia  passou a dedicar-se ao comércio, tendo constituído uma das primeiras casas de materiais para construção da cidade. Amante da caça e da pesca, foi um dos fundadores do Clube da Caça local.
\no início dos anos 1940, sua esposa Benedita faleceu. Alguns anos depois, Carlos contraiu núpcias com Avelina de Almeida, também viúva.
Esta  foto, de 1947, feita no estúdio de Frederico Hahn, nos mostra Carlos, sua mãe Anselma Godoy de Lima, a esposa Avelina e os filhos: Carlos, Lurdes, Odete, Cleide, Cleuza , José Luiz, Roberto, e Sérgio. Somente não está na foto o filho mais velho, Osvaldo.

11.6.07

OURINHOS A CAMINHO DO CENTENÁRIO: O EXTERNATO RUI BARBOSA




O prédio do Externato Rui Barbosa, que  ficava na Avenida Altino Arantes,  é o que tem uma placa grande na varanda. Nesse local hoje está instalada uma agência da Caixa Econômica Federal.


O Externato Rui Barbosa, fundado em 1928, foi a primeira escola particular a oferecer uma modalidade de  curso ginasial em Ourinhos.
Seu proprietário era Constantino Molina,  professor espanhol muito preparado, colaborador de "A Voz do Povo", onde escreveu muitos artigos sobre diversos assuntos ao longo dos anos 1930, tendo ainda publicado uma alentada narrativa sobre a Revolução de 1932 na região de Ourinhos.

Os alunos dessa modalidade de curso ginasial eram preparados na escola e, ao final do ano, iam para São Paulo para prestar exames em escolas autorizadas pelo governo federal. 
Em 1937, um grupo de alunos prestou  exames na Faculdade Comercial Brasil, em São Paulo. A nota mais alta entre as alunas foi 8, obtida por Rosa Fragão, Ivone Pierotti e Amélia das Neves Lopes. A mais alta entre os alunos foi 7, obtida por José Fernandes, Hermínio Nogueira e Jairo Diniz.


(Amélia das Neves Lopes e Jairo Teixeira Diniz)

Além desse curso, outros eram oferecidos:




Dois de meus tios, João e Jose e  minha mãe, Amélia estudaram nessa escola. Meus tios fizeram o curso comercial e Amélia o curso secundário.
Em 24 de maio de 1935, o jornal "A Cidade de Ourinhos publicava:
"Resultado do segundo exame bimensal de março e abril:
1º lugar - João Neves, com 100 pontos; 2º lugar - Agripino Braz, com 91 pontos; 3º Orlando Vendramini, com 87 pontos; 4º José Neves Neto, com 78 pontos(...)"



Com a criação do Ginásio de Ourinhos, uma escola particular com subvenção da prefeitura, oferecendo o curso secundário regular, o Externato Rui Barbosa foi perdendo a sua clientela. Isso levou o professor Molina a deixar cidade em outubro de 1942, indo para São Paulo. O prédio onde funcionava a escola foi comprado pelo professor Aparecido Lemos, que ali manteve por muitos anos um curso de datilografia.






O ENLACE TOCALINO-THOMÉ (21-4-1932)



Neusa Tocalino Thomé, a única filha do casal, já falecida.



A Voz do Povo, 24-4-1932


Casamento

Celebrou-se o enlace matrimonial da srta. Maria Tocalino com o sr. José da Cruz Thomé, no dia 21 do corrente a 1 hora da tarde. Após as cerimonias, embarcaram para São Paulo, onde vão residir.



O último casal à esquerda é Alzira Tocalino  Nicolosi e Narciso Nicolosi Fº, seu Zico, ao lado da mãe Carlos Nicolosi, o outro garoto é o filho mais velho do casal Nicolosi, Lúcio.

Bem atrás dos noivos, a partir da esquerda: o casal Henrique Tocalino e Emília Terzariol Tocalino, Bráulio Tocalino e Mário Thomé.

Fotos cedidas por Valéria Thomé .

3.6.07

OURINHOS - PRIMÓRDIOS


Escolática Melchert da Fonseca dona das terras que constituíam a Fazendas das Furnas, depois compradas por Jacinto Ferreira de Sá.
O comerciante Souza Soutello ( de bigode) e familiares.
Fotos cedidas por Jefferson Del Rios.

HÁ 70 ANOS (1).


















Pelas páginas de “A Voz do Povo”, semanário ourinhense que completava dez anos, o principal articulista do jornal, Sansão Ferreira, assinalava que a cidade “por força do extraordinário surto de progresso”, estava sendo “objeto de viva curiosidade em outros pontos do país”.
Apontava alguns motivos para tanto:
“Clima ótimo, comércio intenso e sólido, agricultura promissora, vida social tipicamente brasileira, sem preconceitos bairristas, isntrução bem cuidada, ruas bem traçadas, belos logradouros públicos” (...) “servida praticamente por 3 estradas de ferro (Sorocabana, S.Paulo-Paraná e Santa Catarina-São Paulo, Ourinhos é ponto obrigatório de convergência da alta Sorocabana e Norte do Paraná. Local, portanto, ótimo para fábricas, armazéns, empresas, etc, pois, é o melhor mercado das zonas consumidoras.
Luz, água, grupo, ginásio, clubes esportivos, cinema, jardim, a cidade oferece, em resumo, um grande campo para hospedar, digna e confortavelmente, os seus visitantes.
No campo industrial, três grandes máquinas para beneficiar algodão, diversas para café e arroz, uma de macarrão, uma torrefação de café, uma de doces”.
Concluindo, afirmava que “Ourinhos será, num futuro próximo, uma nova Bauru, ou a reprodução do milagre que fez Marília a cidade tipicamente paulista”
A cidade achava-se alvoroçada com as obras de remodelação do jardim (Praça Melo Peixoto) e a conclusão da fachada do novo prédio do Grupo Escolar, obras do prefeito Benedito Martins de Camargo. Falava-se também que, em breve, a Câmara Municipal aprovaria o projeto de lei de criação do matadouro municipal, proposto pelo executivo.
Não obstante essas obras importantes, falava-se numa provável renúncia do prefeito municipal, sem que fossem assinaladas as suas causas.
A cidade passava a contar com um novo clube de futebol – o Cine F.C., “grêmio dos rapazes que trabalham no cine Cassino”.
Na foto, por Francisco de Almeida Lopes, vemos a Praça Melo Peixoto, nos anos 1930, antes da remodelação realizada na gestão do Prefeito Camargo.

27.5.07

A PRAÇA MELO PEIXOTO E OS AMIGOS

Até meados dos anos 1960, a Praça Melo Peixoto era um local de lazer muito importante na cidade. Depois de sua primeira grande reforma, na administração de Benedito Martins de Camargo em 1937, cada vez mais a população tinha na sua praça o ponto de encontro de amigas (os), o local do "footing" (dar voltas pela praça), do concertos da banda municipal, de um serviço de radio difusão transmitido pelos alto falantes que ficavam no topo do velho coreto, através do qual os rapazes e as moças ofereciam músicas uns aos outros. Ou seja a praça era um ser vivo.
Desde meados dos anos 1920, era comum as pessoas se fazerem fotografar sentadas nos bancos da praça.
Temos aqui dois exemplos desse costume.

(1) ? Tico Migliari (2º) irmãos Tupiná Olímpio e Telésforo (3º e 4º) e Carlos Amaral (5º).
Lembro-me dos três últimos: Olímpio, pai do professor Hermilo Tupiná, foi por muitos anos o contador da prefeitura municipal; seu irmão Telésforo, amigo de meu pai, foi comerciante, sitiante e vereador; Carlos Amaral, também amigo de meu pai, era filho do coronel Vicente Amaral, teve destaque na Revolução de 1932 3 foi comerciante na Avenida Jacinto Sá. A foto é dos anos 1920.

Esta foto,já ma praça reformada em 1937, colegas de trabalho no escritório da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná fizeram-se fotografar na Praça Melo Peixoto. Meu pai, Francisco de Almeida Lopes éo último sentado à direita; o último em pé à direita é José de Barros,amigo e vizinho de meus pais, tio dos irmãos Barros Carvalho.



Nesta foto do início dos anos 1930, meu pai e um amigo se fizeram fotografar.



Por fim, o velho coreto (1927-1958).


MÉDICOS OURINHENSES - drº Alfredo de Almeida Bessa.


Em 1938, (20/12) o médico Ovídio Portugal de Souza inaugurava, na hoje rua dos Expedicionários, uma moderna clínica de olhos, ouvidos, nariz e garganta. Foi um acontecimento e tanto, tendo ele reunido no local vários convidados que posaram para fotos. Ovídio era casado com D. Helena Orsi, professora do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá. Ao que consta, foi a primeira mulher a dirigir carro em Ourinhos. O belo prédio, construido por Henrique Tocalino ainda existe, e já deveria ter sido tombado. Além da foto em que estão todos os convidados em frente à clínica, chegou às minhas mãos esta outra O 3º é o drº Ovídio, o 5º é o drº Hermelino Agnes de Leão, e o 6º é o drº Alfredo de Almeida Bessa.
O drº Bessa, na ocasião, era recém-chegado na cidade, para onde fora em 1936 trabalhar como médico da Estrada de Ferro Sorocabana. Foi também médico da SãoPaulo-Paraná e um dos lutadores contra a maleita que então prosperava na região. Integrou a comissão técnica da construção da Santa Casa de Misericórdia. Homem de fino trato, granjeou uma legião de amigos e envolveu-se também com a política, tendo sido vereador. Na cidade, nasceram e foram educados os seus filhos. Faleceu em 1992,ficando para sempre na memória daqueles que o conheceram.
O 2º na foto é o drº Sebastião de Castro e o 4º o drº Ernani Fonseca.
Foto por Frederico Hahn, cedida por Jefferson Del Rios.

20.5.07

COMPANHIA FERROVIÁRIA SÃO PAULO-PARANÁ - O NÚCLEO INICIAL DO ESCRITÓRIO CENTRAL


Em 1930, a SPP já estava iniciando a sua expansão a partir de Cambará com o objetivo de atingir Jataí. O núcleo inicial do escritório da Companhia já estava formado. Quase todos os integrantes iniciais aparecem em foto daquele ano.
Da esquerda para a direita vemos Hermínio Socci, chefe de tráfego, Oswaldo Paretto Torres, chefe de escritório, Carlos Eduardo Devienne, chefe de movimento, Benedito Monteiro, contador, Castorino Ferraz, Hercília Bugelli, ao seu lado, com gravata borboleta, Francisco de Almeida Lopes, o garoto Rolando Vendramini, de calça curta, (anos depois gerente do Banco Mercantil do Estado de São Paulo.
Foto do acervo de Francisco de Almeida Lopes

14.5.07

O "MONSTRINHO" E O PROFESSOR JAIRO














Bem próximo do seu cinqüentenário, o Ginásio de Esportes de Ourinhos "José Maria Paschoalick", traz-me agradáveis recordações do meu tempo de ginásio. Quando fiz a primeira série ginasial no IEHS, ainda no velho prédio, o professor de educação física da época Sylas) fazia a chamada, entregava a bola para os alunos, e pronto. Como eu não era muito chegado num jogo de futebol, quase sempre vinha embora para casa. Já no ano seguinte (1960) as coisas mudaram: um novo professor de educação física chegara, o jovem profº Jairo. Foi uma "revolução" nas aulas de educação física, agora dignas desse nome: tínhamos todas as modalidades de jogos esportivos e muita ginástica. Todos os alunos admiravam o professor Jairo que integrou-se na vida da cidade. Casou com uma ourinhense, filha do empresário Clóvis Conceição.
Muitas vezes as aulas eram realizadas no "Monstrinho", denominação pejorativa da época da construção que acabou vingando, para onde nos dirigíamos bem cedo. Ali tínhamos basquete e volei, O O Ginásio, cuja construção gerou muita polêmica como quase todas as ações da gestão Paschoalick, fez história na vida da cidade e da região.
Ao profº Jairo a homenagem de um ex-aluno.
Foto: autoria desconhecida.

6.5.07

A CASA NORTISTA


Por mais de cinqüenta anos, Tuffy Zaki Abucham militou no comércio ourinhense à frente de dois estabelecimentos comerciais que fizeram história: a Casa Nortista e Móveis Regina. O primeiro na Praça Melo Peixoto, 137, que não cheguei a conhecer, e o segundo na rua Nove de Julho, deste sim lembro-me bem .
.Na tradição árabe, os filhos homens levam o nome do pai em seguida ao próprio. O casal Abucham teve os filhos Matilde Abucham, João Zaki, Antonio Zaki, Julio Zaki, Aida Abucham, Leila Abucham, Antonieta Abucham, Selma Abucham e Tuffy Zaki. João e Júlio foram os proprietário do Café Paulista, na Praça Melo Peixoto. A família morava na rua Nove de Julho, bem próximo à casa de meus avós, onde nasci. Na infância tive muito contato com Antonieta, a quem cheguei a visitar em São Paulo poucos meses antes de sua morte recente. Muitas e muitas vezes fui naquela casa para buscar uma "muda" de coalhada". Com os gêmeos caçulas de Tufy, Regina e Ricardo brinquei muitas vezes na casa de meu amigo Luiz Gonzaga Tone (eram vizinhos na Paulo Sá). No Mackenzie, fui colega de Márcia, filha de Júlio, no curso de Direito.
Tuffy veio para Ourinhos com dezoito anos, tendo casado com Tamen Nelly Dabus, em 1939, quando já era proprietário da Casa Nortista, loja pioneira na cidade na venda de tecidos finos e duráveis. O casal teve os filhos: Roberto Abucham, casado com Maria Helena Artigas Abucham, Renato Abucham, casado com Maria Tereza Ribeiro Fortes Abucham, Reynaldo Dabus Abucham, casado com Suzana Villac Abucham, Regina Dabus Abucham, casada com Victorio D 'Amico Neto e Ricardo Dabus Abucham, solteiro
Foi um dos fundadores do Rotary Clube de Ourinhos. Em 1952, Tuffy mudou de ramo e criou o estabelecimento Móveis Regina. Encerrou suas atividades em 1992, vindo a falecer em 2000, com 90 anos de idade.
A foto nos mostra a Casa Nortista em primeiro plano. Tuffy ali está, de calça e gravata escuras e camisa branca. Logo acima o prédio no qual José da Cruz Thomé teve sua livraria por muitos anos. À esquerda, vê-se o prédio do Clube Atlético Ourinhense.
Foto: autoria desconhecida.

3.5.07

HERMENEGILDO ZANOTTO


A primeira vez que ouvi falar dele foi por meio de conversa com minha avó que gostava de me contar fatos do passado ourinhense. Ausente de Ourinhos por muitos anos, retornou à cidade no início dos anos 1940, alugando então uma ala do sobrado duplo que meu avô construira na rua 9 de Julho, em 1939. Lá ele faleceu, de modo repentino.
Foi proprietário de uma das mais importantes casas comerciais de Ourinhos, que sobreviveu até os anos 1960 - a Casa Zanotto, vendida em abril de 1930, para a sociedade, Teixeira (Vitorino), Médici (Pedro) & Nicolosi (Narciso). O nome foi mantido pelos novos proprietários. Na ocasião, Hermenegildo era também agente da Ford. Mudou-se pouco depois para o norte do Paraná.
Em, 1930 foi presidente do Esporte Clube Operário, tendo como companheiros, Hermínio Socci, Edison Leonis, Joaquim Miguel Leal, Francisco Ciffone Filho, Oswaldo Pareto, entre outros.
Quando retornou a Ourinhos, fundou a Sociedade Espírita Fraternidade que sobrevive até hoje. Freqüentei essa benemérita instituição nos anos 1960, quando integrei a Mocidade Espírita. Lá vi pela primeira vez uma foto de Hermenegildo Zanotto. Nesses anos, era o seu presidente, o saudoso Theodomiro Rossini, que ensinou-me datilografia em sua casa. Nessa ocasião, juntamente com outros membros da Mocidade, produzi um radioteatro com tema espírita levado ao ar pela Rádio Clube de Ourinhos, num domigo qualquer.
Hermenegildo foi pai de Luis (funcionário da São Paulo-Paraná), Bija, Mário, Antonio, Olinda e Marina. Muitos netos e bisnetos seus ainda moram em Ourinhos.
Conheci sua esposa, a doce dona Angelina. Lembro-me dos seus lindos cabelos inteiramente brancos e do seu belo sorriso. Era integrante do Apostolado da Oração, como minha avó.

OS EXPEDICIONÁRIOS OURINHENSES


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Com o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial, foi constituída uma força militar composta por 25.300 homens das diversas regiões brasileiras, a Força Expedicionária Brasileira - FEB , que foi para a Itália lutar ao lado dos Aliados. O desembarque dessa força militar ocorreu em julho de 1944. Entrou em combate em setembro, no vale do rio Serchio. Obteve vitórias a partir de setembro em : Massarosa, Carnaiore e Monte Prano. Em 1945, houve a conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. Na arrancada final, conquistou a cidade de Turim, juntando-se após esse feito às tropas francesas, na cidade de Susa.
Ourinhos deu sua contribuição, e a foto nos mostra os integrantes ourinhenses após o seu retorno, em Setembro de 1945. Infelizmente, não disponho dos nomes da totalidade dos integrantes.
Na foto abaixo há um expedicionário ourinhense da família Robles.


15.4.07

AS ANDÁ-AÇU OURINHENSES, TESTEMUNHAS SILENCIOSAS DA HISTÓRIA


Na gestão do prefeito Benedito Camargo (1934-1937), a praça Melo Peixoto, a única da cidade naquela época, foi contemplada com a realização de um acurado trabalho paisagístico. Foram construídos canteiros modulados, um grande tanque com areia para as crianças brincarem, uma fonte de água, e instalados belos postes de ferro trabalhado.
A Andá-açu, cujo nome botânico é "Johannesia princeps", é uma árvore originária do Brasil, muito comum em largas faixas do litoral. Já nos séculos XVIII e XIX, botânicos estrangeiros (Saint-Hilaire, Martius), que visitaram nosso país, fizeram menção à Anda açu.
Trata-se de árvore que atinge estatura elevada, cujo tronco se ramifica perto da base. Floresce nos meses de julho, agosto e setembro, frutificando em março, abril e maio. Produz frutos grandes que contém uma castanha, no interior da qual há
um óleo purgativo usado também nas perturbações menstruais, febres perniciosas, sífilis, escrofulose e inchação. Sua madeira é utilizada para a fabricação de palitos de fósforo Possui vários nomes populares: anda, anda-guacu, andacu-joanesia, anda-assu, andaz, boleita, castanha-de-arara, coco-de gentio, coco-de-purga, conanda-acu, cotieira, fruta-de-arara, fruta-de-cotia, fruta-de-papagaio, fruta-de-purga, inda-acu, inda-guacu, indai-acu, noz-de-bugre, paulista, purga-de-cavalo, purga-de-gentio, purga-paulista.
Essas Andá-açu testemunharam muitos comícios, namoros, conversas e declarações de amor feitos naquela que era única praça da cidade e para onde convergiam, semanalmente, os moradores da cidade até meados dos anos sessenta do século passado, quando a televisão ainda não havia aprisionado os ourinhenses dentro de casa. Ela também acompanharam a entrada de inúmeras noivas e a saída de inúmeros féretros da antiga igreja matriz, que se localizava no terreno onde hoje se encontra o prédio da Telefonica.
Seis delas subsistiram à reforma feita na praça na gestão do prefeito José Maria Paschoalick (1956-1959) quando, em nome da remodelação e para acabar com as andorinhas, a maior parte das árvores foram derrubadas.
Altaneiras, as Andá-açu ainda estão na Praça Melo Peixoto como testemunhas silenciosas da história da cidade. Alcançarão o não longínquo centenário da cidade? Esperamos que sim, uma vez que são longevas e têm ainda muito para ver e registrar
A foto, por Francisco de Almeida Lopes, é da Praça Melo Peixoto logo após reforma Paschoalick. A mais bela Andá-açu está à direita.

13.4.07

AECO


A colônia nipônica em Ourinhos sempre participou das atividades culturais e esportivas da cidade, trazendo alegrias, troféus e medalhas. As duas fotos mostram a equipe infantil de beisebol que tantos títulos ganhou para Ourinhos. O cenário ao fundo é o antigo campo de beisebol da AECO onde hoje está a rodoviária. Junto com o campo de beisebol funcionava também um campo de futebol. As crianças de ontem, hoje já adultas circulam entre nós. Poderiam acrescentar mais algumas informações e os nomes de quem vocês ainda se lembram ou conhecem ? A foto é do arquivo do museu municipal.


Obrigado. Carlos L. Bahia

8.4.07

SONIA MAMEDE, COMEDIANTE POR EXCELÊNCIA



A atriz nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 4 de julho de 1936. Iniciou sua carreira nos anos 1950 em um teatro de revistas. Ao substituir, em 1957, a atriz Consuelo Leandro no filme Garotas e Samba, deu início a sua carreira no cinema. Nos anos 1970 e 1980 passou a atuar também na televisão com grande sucesso. Foi casada com Augusto Cesar Vanucci. A atriz faleceu vítima de câncer, em dia 25 de abril de 1990, aos 53 anos de idade.
Ela fez inúmeros shows Brasil afora. Esteve em Ourinhos nos anos 1960, apresentando-se do "Palmeiras", clube recreativo de gloriosa tradição existente na "Vila Nova".
Atuou nos filmes:
1982 - Insaciável Desejo da Carne
1977 - Árvore dos Sexos
1977 - Elas São do Baralho
1975 - Assim Era a Atlântida
1971 - Assalto à Brasileira
1971 - Jesus Cristo, Eu Estou Aqui
1960 - Duas Histórias (Maria do Socorro)
1959 - Aí Vem a Alegria (Marly)
1959 - O Cupim
1959 - O Palhaço O Que É? (Lídia)
1959 - Pintando o Sete (Zilá)
1958 - Esse Milhão É Meu (Arlete)
1958 - É a Maior (Rosa Flor)
1957 - De Vento em Popa (Mara)
1957 - Sai de Baixo
1957 - Garotas e Samba (Zizi)
Foto por Francisco de Almeida Lopes

SERESTEIRAS NOS ANOS 1920




A seresta expressa a cantoria das cidades. Seria uma revivescência da serenata, já descrita por Gil Vicente, em Portugal, no ano de 1505.
Na tranqüilidade da Ourinhos dos primeiros anos da década de 1930, o gosto pela música era característico de todas as famílias das mais simples às mais abastadas. O violão e o bandolim permitiam às jovens expressar sua arte em saraus e reuniões entre amigos (as).
Essa foto  mostra-nos um grupo de jovens ourinhenses da fina flor da sociedade,  formando um grupo de seresteiras.
Nas duas extremidades em pé: Luisita e Esperança Matachana; a segunda à esquerda é Henriqueta Tocalino.
Sentadas no chão: Ziza Milani e Anita Beltrami