31.3.17

JOVENS E A PRAÇA MELO PEIXOTO NOS ANOS 1940




Esta foto foi tirada na Praça Melo Peixoto, em 17-11-1941. Nela vemos dois jovens sentados na mureta do tanque de areia que havia na praça e destinado a crianças. São eles dois funcionários da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná: à esquerda, Alberico Albano (Bio) e, à direita, Cyro Teixeira Tucunduva.
Bio Albano, de antiga família ourinhense, foi um excelente jogador de futebol, tendo integrado os times da SPP e do Operário. Com a encampação da SPP em 1944, Bio foi trabalhar na empresa Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro, onde se aposentou. Elegeu-se vereador na primeira legislatura após o Estado Novo.  
Cyro Teixeira Tucunduva  foi  funcionário da Contadoria da SPP (Piraju/SP, em 22/6/1919 e faleceu em Londrina/PR em 22/7/2002). , Era filho do dentista Lino Tucunduva, que tinha consultório na Rua 9 de Julho.Em 1943, Cyro mudou-se para  São Paulo, onde constituiu famíia em 1947. Era contabilista.
Sempre gostou muito de esportes (basquete e futebol), sendo também colunista esportivo de jornais de algumas cidades onde morou.
Como outros tantos da família (a começar do pai, Lino Tucunduva, que tocava flauta), sua grande paixão foi a música, especialmente música popular brasileira, destaque para o Choro; compunha letras de música, tocava violão e cavaquinho, fundou grupos regionais de música, participou de conjuntos regionais de Choro, que se apresentavam em programas de rádio." (Depoimento de sua filha Yara Silvia Tucunduva)



Na primeira foto, jovens posam no Coreto da Praça Melo Peixoto. No último degrau, ao centro, estão os jovens Philemon de Melo Sá e Cyro Teixeira Tucunduva


Na segunda foto, um grupo de amigos posa para foto na Praça Melo Peixoto, tendo ao fundo a Igreja Matriz em um dia de festividades, nos idos dos anos 1940. O primeiro à esquerda é José Facini Bassi, o Zé Facini, irmão de Nair Cury e Irene D'Andrea. Foi casado com Anair Ferreira. Era sobrinho de Américo Facini proprietário da primeira lotérica da cidade, "A Vencedora", na esquina da Praça Melo Peixoto com Altino Arantes.

Na terceira foto, vemos amigos tendo ao fundo a Igreja Matriz, na Praça Melo Peixoto. Também se trata de foto da primeira metade dos anos 1940. Sentado, o terceiro da esquerda para a direita, é Cyro Teixeira Tucunduva e, ao seu lado, Philemon de Mello Sá, que foi casado com Adba Abujamra. Philemon, lavrador, foi um dos fundadores (1946) da Cooperativa dos Lavradores de Ourinhos. Na ocasião da foto, Philemon era estudante de agronomia em Viçosa, Minas Gerais

18.3.17

A PEDRA FUNDAMENTAL DA SANTA CASA DE OURINHOS 23-3-1941


Clique sobre a foto 


O momento do lançamento da pedra fundamental, foto por Frederico Hahn.
Eu identifico na foto: Carlos Nicolosi, Silvano Chiaradia, Hermínio Soci, Rodopiano Leonis, Álvaro de Queiroz Marques, drº Hermelino Leão e esposa Tata, as duas filhas do casal, Alzira Tocalino Nicolosi, as meninas Maria Lucia, Nice e Nancy Nicolosi, Annete Papa, o  jovem padre Eduardo Murante, nos seus primeiros dias como pároco de Ourinhos, Virgílio Varago, José das Neves Júnior e Florindo Carrara



Conforme o anunciado no convite em forma de folheto dirigido à população ourinhense, às 15 horas de um domingo chuvoso, em terreno ao lado do recém construído Ginásio de Ourinhos, foi dado o ponto de partida para a edificação da tão sonhada Santa Casa de Ourinhos (23-3-1941), com um costume daqueles tempos, o qual não sei dizer se ainda existe: o lançamento da pedra fundamental. 
No que consistia isso? Abria-se no chão de terra    um buraco quadrado que era  revestido de cimento, no qual   se depositava a ata dessa cerimônia, moedas da época, etc, fechando-o em seguida. Esse ato simbolizava o início da obra. 
Sobre a pedra fundamental erguia-se o edifício. 
Foi um domingo chuvoso aquele do dia 23 de março de 1941, o que não animou os habitantes da cidade a deixarem  suas casas e se dirigirem a um dos pontos limítrofes para assistir à cerimônia.
Mesmo assim, calculou-se em 300 os presentes, o que é um número razoável, convenhamos:

(A Voz do Povo, 30-3-1941, in Tertuliana on line)







11.3.17

UM OLHAR SOBRE OS PROBLEMAS DE OURINHOS PELO ENGENHEIRO WALLACE HEPBURN MORTON, SUPERINTENDENTE DA COMPANHIA FERROVIÁRIA SÃO PAULO-PARANÁ

Logo após a fundação do Rotary Clube de Ourinhos, era comum o semanário A Voz do Povo publicar a transcrição de palestras de membros dessa entidade.
Assim foi com a palestra proferida pelo Engenheiro Wallace Hepburn Morton, superintendente da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná. Tendo assumido essa posição na ferrovia inglesa em 1931, Morton permaneceu em Ourinhos até o ano de 1944, quando a ferrovia foi encampada pelo governo federal. Retornou à cidade em finais dos anos 1940 para uma visita a amigos.  Foi um incentivador do esporte na empresa que administrava, ao criar  as condições para a prática do tênis, do basquete e do futebol, cedendo espaço nos terrenos da ferrovia para tanto. Participou da criação do Rotary Clube local e das tratativas para a construção da Santa Casa de Misericórdia. 
Na palestra em foco, ele tratou de três  questões cruciais para o progresso da cidade : esgoto, o abastecimento de água e o calçamento. A segunda foi resolvida na gestão municipal seguinte a do médico Hermelino Agnes de Leão (1941-1945), a segunda no governo do professor Cândido Barbosa Filho (1948-1951)







4.3.17

OS 60 ANOS DA FORMATURA DE NORMALISTAS OURINHENSES


Neste ano de 2017, duas turmas de normalistas ourinhenses comemorarão 60 anos de formatura. 


Fonte: Acervo digital Tertuliana


A turma do Colégio Estadual e Escola Normal Horácio Soares, uma das primeiras do Curso Normal estadual instalados em finais dos anos 1940.


Fonte: Acervo digital Tertuliana

A outra da Escola Normal Livre Imaculada Conceição, do Educandário Santo Antônio, das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, talvez a primeira turma.



Fonte: Acervo digital Tertuliana


Da turma do colégio estadual destaco quatro integrantes:  Ana Dora de Almeida, Antonia Dupas, Emery Farah, e Luciano Correia da Silva. Ana Dora foi minha professora na quarta série do curso primário;  com Antonia Dupas  convivi no período de instalação da biblioteca do Grêmio Recreativo de Ourinhos, obra de Mário de Oliveira Branco; Emery Farah, é hoje  uma das responsáveis pelo jornal Folha de Ourinhos, do qual sou colaborador há mais de 15 anos; Luciano Correia da Silva foi meu professor de Língua Portuguesa no curso ginasial e no curso téccnico de contabilidade.
Com certeza a maioria dos  integrantes dessas duas  turmas dedicaram-se ao magistério,  sendo responsáveis pela alfabetização  de inúmeros ourinhenses e de crianças de outros municípios vizinhos.
Na foto abaixo, se veem alunos do Colégio Estadual e Escola Normal Horácio Soares desfilando em 7 de setembro de 1957
(na confluência da Avenida Altino Arantes com a Rua Antonio Carlos Mori). Destaque para o aluno Luciano Correia da Silva que vem à frente portando a bandeira.