15.12.14

A SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO DE OURINHOS


A quase octogenária  SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO DE OURINHOS é uma das mais importantes instituições beneméritas de Ourinhos.
Segundo Eitor Martins, em seu livro MINHA VIDA - MEUS AMIGOS - MINHA CIDADE Resgatando nossa história...,   a criação da Sociedade  Vicentina deu-se por uma iniciativa do Monsenhor Córdova, em 29 de janeiro de 1936, contando inicialmente com 12 membros.

Em 22 de julho de 1956, a Sociedade fundou o Asilo São Vicente de Paulo, com a finalidade de abrigar idosos desamparados, tendo sido convidada para administrá-lo religiosas  da Congregação das Irmanzinhas dos Anciãos Desamparados, ordem    fundada por Santa Teresa de Jesus Jornet, na Espanha em 1873.

A denominação do Asilo ourinhense hoje é Lar Santa Tereza Jornet.

Meu padrinho de Crisma, Benedito Monteiro, na época contador da São Paulo-Paraná,  foi um dos fundadores da Sociedade. Eu me recordo da sua dedicação a essa instituição que lhe era muito cara.

No acervo de meu pai há esta foto de sua autoria, por ocasião de uma visita de um político paulista ao "Asilo", em finais dos anos 1960.






Da esquerda para a direita: Benedito Monteiro, Tomás Lopes,  Vadih Helou, deputado e ex presidente do Coríntians, o presidente da Câmara Municipal de Ourinhos, vereador João Newton César, o professor Luciano Corrêa da Silva, Armando Jardim, proprietário do Empório Jardim, na Rua Paraná e o proprietário da loja "Pescaça", Cândido Jacinto Lopes, também na Rua Paraná.

Atrás o filho de Benedito Rodrigues da Cunha, comerciante da Rua Paraná e um rapaz que não consegui identificar.

A VOZ DO POVO, 7-9-1940

VILA SÃO VICENTE
Domingo, l.o do corrente, realizou se o lançamento da pedra fundamental da Vila S. Vicente em terreno para esse fim generosamente doado pelo Snr. Horácio Soares, dd. Prefeito Municipal e pelo abastado fazendeiro Snr. Manoel Rodrigues Martins.
A’ ceremonia, compareceram elementos do mais destacado relêvo no seio do nossa sociedade e grande multidão de povo, estando a «Voz do Povo» representada pelo snr. Reynaldo Azevedo. Após o benzimento efetuado pelo Revmo. Conego Miguel dos Reis Mello, vigário da Paróquia, fez uso da palavra o nosso colaborador José Gondim Gomes de Mattos, presidente de uma das conferências vicentinas locais, o qual endereçou aos católicos de Ourinhos instante apêlo no sentido de concorrerem com a sua generosidade para a realização de obra de tão grande alcance, qual seja a da construção de um abrigo para os pobres, Atendendo á solicitação feita, enviaram donativos as seguintes pessoas, ás quais os
vicentinos, em extremo sensibilisados, profundamente agradecem:
Benedito Monteiro, CândidoBarbosa Filho, Rodopiano
Leonis, 50$ cada um; Antonio Luiz Ferreira, 30$; Carlos
Masi, Carlos Rodrigues, Prof.Constantino Molina, Prof. José
Augusto de Oliveira, Fco.José Arruda Silveira, 20$ cada
um.

FOTOS ATUAIS DO LAR SANTA TEREZA JOURNET






1.12.14

ÁLVARO FERREIRA DE MORAES, UM BENEMÉRITO

ÁLVARO FERREIRA DE MORAES, natural do Estado do  Rio de Janeiro, foi casado com Elvira Ribeiro de Moraes, mineira.
Por meio do amigo Benício do Espírito Santo (prefeito de Ourinhos de 1921-1923), soube da existência de terras boas no município. Comprou então duas fazendas; em 1917 a Boa Esperança e, em 1918, a Santa Maria, unindo-as numa só (Boa Esperança).
Em 1921, a família mudou-se para Ourinhos. Essas duas fazendas de café ficavam no limite norte da cidade.
Álvaro ficou pouco tempo em Ourinhos, tendo retornado a Juiz de Fora, em 1922. Em 1930, retornou e instalou-se definitivamente na Fazenda Boa Esperança, 
Faleceu em 21-9-1942.
Com o falecimento do pai,  os filhos resolveram lotear as terras, abrindo a denominada Vila Moraes.
Por meio de casamentos as famílias Moraes e Sá se entrelaçaram.
Metodista, Álvaro Ferreira de Moraes, foi o responsável pela 
criação da Igreja Metodista de Ourinhos.
Foi o doador do terreno para a construção da Santa Casa de Misericórdia.
O casal teve 14  filhos: os homens, Rubem, Silas, Paulo, Jorge, Álvaro (Vico) e dois que morreram crianças (Eli e Jorge) e as mulheres.  Jenny (casada com Olavo Sá); Else (casada com Silas Sá), Esther (casada com   Mocyr de Mello Sá); Judith,  Noeme (morreu solteira) e Elvira, a única dos irmãos ainda viva.  



Foto da família Moraes na fazenda Boa Esperança, em 1937.

Nesta outra foto, feita entre 1948-1951, vemos o casal Paulo Moraes, a esposa Mirian D'Affonseca (professora de educação física) e o filho Flávio;  Antônio Luiz Ferreira; Domingos Camerlingo Caló (vereador), Telesphoro Tupiná (vereador) e o fotógrafo Frederico Hahn. A ocasião foi a da entronização de foto de Álvaro Ferreira de Moraes na Santa Casa de Misericórdia.

O jornal " A Voz do Povo", de 26-9-1942, publicou :

Falecimentos

Alvaro Ferreira de Morais 

Em sua propriedade agrícola Boa Esperança, neste município, faleceu dia 21, segunda-feira p. passada, ás 2 horas, aos 64 anos de idade, o sr. Alvaro Ferreira de Morais, deixando viuva a exma. sra. d. Elvira Ribeiro de Morais, sendo chefe de numerosa e distinta familia, representada por filhos, genros, nóras, netos irmãos e sobrinhos, a maioria da qual aqui ramificada e domiciliada.
O extinto, que residia ha muitos anos em Ourinhos, era muito estimado pela retidão de seu carater e belas qualidades filantrópicas. O enterro foi realizado no mesmo dia,tendo saido o corpo do Templo Evangélico Metodista, após o oficio religioso, sendo grande o acompanhamento.
Ao baixar o corpo á sepultura,falaram os srs. dr. Hermelino de Leão, prefeito municipal, revndo.Manoel Alves de Brito e Américo Granato que exalçaram as virtudes do morto. Pezames á familia enlutada


O texto foi baseado na entrevista de Rubem de Moraes ao jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, in Ourinhos: memória de uma cidade paulista - 1992 p. 143-148 e  em informações prestadas por Flávio D'Afonseca Moraes.







O texto foi baseado na entrevista de Rubem de Moraes ao jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, in Ourinhos: memória de uma cidade paulista - 1992 p. 143-148 e  em informações prestadas por Flávio D'Afonseca Moraes.

28.11.14

INÊS SOUZA LEAL, A MESTRA E SEUS ALUNOS

Era uma mulher baixinha, de voz pausada, e com excelente dicção; sempre antenada com o que acontecia no mundo à sua volta. Dedicada aos pais, irmãos e sobrinhos. 
Nossas famílias eram unidas por laços muito antigos de amizade. Nossos avós foram compadres. Inês, colega de turma no Ginásio de Ourinhos, anos 1940, de meu tio Herculano Neves.
Todas as vezes em que eu ia a Ourinhos para visitar minha mãe, íamos até a casa de dona Belarmina, mãe de Inês. Lá a conversa corria solta entre nós: Belarmina (lúcida até os 100 anos), Inês, o irmão Celso, eu e minha mãe. 
Belarmina, era  filha de Francisco Simões de Souza, o “Chico Manco”, português, estabelecido em Ourinhos com o famoso “Bar do Chico Manco”, na rua São Paulo, em frente ao cine Cassino. A irmã de Belarmina, Amélia, foi casada Jorge Galvão, empregado da SPP e irmão da "Janda" (Bazar) . Edde uma  das filhas desse casal foi colega de meu pai na Rede de Viação Paraná-Santa Catarina - RVPSC.
O marido de dona Belarmina,  Joaquim Miguel Leal (Quinzinho), natural de Palmital, bancário, foi gerente do Banco Brasileiro para a América do Sul, durante muitos anos (1949-1965).
Após o urso ginasial, Inês ingressou,  em 1946, na primeira turma da Escola Normal do Instituto Educacional de Ourinhos. Esse curso tinha a duração de quatro anos. Da primeira turma fizeram parte Anair Ferreira, Anaide Teles, Anezia Teixeira, Araci Freitas, Inês Souza Leal, Rute Foz e Vera Fiorillo. 
A festa de formatura foi realizada no cine Ourinhos, no dia 10 de dezembro de 1949.
Após formada, Inês foi professora e vice-diretora do recém fundado Grupo Escolar Virgínia Ramalho, popularmente conhecido com "Grupinho", e também do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá. Alfabetizou inúmeras turmas de alunos até os anos 1970.



Inês, no  encontro das primeiras turmas do Ginásio de Ourinhos, concede entrevista à rádio local, conduzida mandada pelo reporter Aparecido Leite.

Inês faleceu em 2010.
Estas fotos que chegaram às minhas mãos por meio de Marisa Ferreira Batista Ferrazoli, levaram-me a reescrever a página de Inês porque documentam o trabalho amoroso de uma grande mestra em sala de aula.



Inês abraçada com um dos alunos, filho do casal Harugi Seno e Maria Tanaka - Carlinhos.
Observem a bela letra da professora, que estava dando uma aula de matemática.




22.11.14

PEDRO ALEIXO, VICE PRESIDENTE, NA 1ª FAPI DE OURINHOS


A primeira  Feira Agro Pecuária Industrial - Fapi foi realizada em maio de 1967.
Domingos Camerlingo Caló, em seu segundo mandato, era prefeito de Ourinhos,
Segundo o jornal "O Progresso de Ourinhos",  mais de 80.000 pessoas estiveram em visita à feira.
Foram montados 74 estandes  e 12 pavilhões que contaram com mais de 300 expositores.
Sem dúvida,  um sucesso para a cidade.
Esteve presente à Feira, no dia 20 de maio, o vice-presidente da República, Pedro Aleixo, o governador do Paraná Paulo Pimentel e o deputado Herbert Levy, representando o governador Abreu Sodré e outras autoridades. Foi-lhes oferecido um almoço no Bar e Restaurante Ipê.
Em seguida, o vice-presidente visitou também a maior indústria da cidade na época, a Sociedade Algodoeira Brasileira - Sanbra, onde o gerente José Fernandes de Souza ofereceu um coquete à comitiva.
Meu pai era um entusiasta da Fapi, a qual fotografou até o final dos anos 1970.
Esta bela foto mostra a comitiva deixando a fábrica em direção ao escritório onde seria servido o coquetel.
Nela são vistos da esquerda para a direita: o chefe do escritório Liberto Resta, o prefeito Domingos Camerlingo Caló, José Egídio Brisola, vice prefeito, o governador do Paraná, Paulo Pimentel, o vice-presidente, Pedro Aleixo, o gerente da Sanbra,  José Fernandes de Souza e seu filho Zezo.
"O Progresso de Ourinhos", 21-5-1967 - in Tertuliana

15.11.14

MARIA INÊS DE CAMARGO PIRES, UMA PROFESSORA PRIMÁRIA EM INÍCIO DE CARREIRA, NO FINAL DOS ANOS 1930


As primeiras escolas municipais (escolas isoladas) de Ourinhos foram instaladas, nos anos 1930, para atender à população em idade da zona rural. 
O sistema de ensino municipal de Ourinhos foi criado em 1937.
Maria Inês de Camargo Pires, professora primária recém formada, que tive a felicidade de conhecer na condição de  bibliotecária do Instituto de Educação Horácio Soares, veio para Ourinhos em abril de 1937. O prefeito na ocasião era Benedito Martins de Camargo, amigo da família da jovem professora. 
Ela nascera em Amparo (SP), filha de Raul Pires e Judith de Camargo Pires (25-1-1919).
Fez o curso normal em sua terra natal, tendo obtido a média geral 94.Graduou-se em 19-1-1936. 


Foto de formatura 


Professora Maria Inês fotografada por Frederico Hahn

Maria Inês era  irmã do drº Luiz de Camargo Pires que, recém formado, havia constituído uma clínica em Ourinhos, onde conheceu a jovem   Mercedes Matachana, com quem contraiu matrimônio. 
A professora Maria Inês foi casada  (17-1-1943) com Reinaldo Alves de Souza, um dos fundadores da União Democrática Nacional - UDN, em Ourinhos. O casal teve os filhos Judite Maria, Ivelina Maria, Reinaldo, Joaquim e Maria Heloísa. 




Em 1952, ela e a também professora Helena Orsi Portugal de Souza, se tornaram as  primeiras mulheres a se candidatar a vereança em Ourinhos.
A  professora Maria Inês de Camargo Pires  chegou em Ourinhos em abril de 1937.
 Em carta aos pais, cuja cópia me foi cedida por sua filha Ivelina,  ela relata que a chegada à cidade ocorrera  por volta das 9h30 da manhã, quando os sinos da Igreja Matriz anunciavam a missa das 10h00.
Hospedou-se no Hotel Internacional (ainda existe, e pertencia àquela época à família Beltrami). Esse hotel ficava a um quarteirão da estação ferroviária e a dois da Matriz. 
Tão logo  deixaram as malas no quarto, foram à Igreja para assistir à missa.
Maria Inês e uma amiga,  professoras recém-formadas foram para Ourinhos para a regência de classe primária na zona rural.
Na segunda feira, 19-4, elas foram para a pensão onde eram pensionistas outras professoras de fora que lecionavam em Ourinhos.
À tarde, Maria Inês, conduzida pelo carro que servia à Câmara Municipal, foi conhecer o local onde lecionaria. Escola Isolada do Bairro Água do Jacu.

A minha escola está situada em local maravilhosamente belo, numa planície verdejante, rodeada por terras cultivadas de uma exuberância sem par, de onde se avistam matas que fazem divisa com o Paraná.
Calculem só, o Rio Paranapanema está a uma hora da minha escola.... .
Às 12h30, a jovem professora está em uma sala de aula admiravelmente clara e arejada e no meio de 11 crianças,   as minhas primeiras alunas.  
Na carta aos pais, Maria Inês conta que, ao abrir o armário da classe, encontrou nele dois  enormes formigueiros, com formigas grandes e pretas e muito espertas, pois assim que perceberam claridade, espalharam-se todas num lufa-lufa cômico.
Após limpar o armário, tratou de arrumar a classe e, ao remover um caixão que servia de apoio à talha d'água, encontrou lá instalados dois camundongos. Da gaveta da mesa da professora saltaram 5 rãnzinhas e, atrás de um mapa, encontrou um ninho de baratas.
No telhado estavam instalados dois ninhos de canários.
Nos dias seguintes, a jovem professora foi treinada para dirigir um pequeno trole pertencente à  Prefeitura, puxado por um burro muito manso.
Saio sempre às 11h30, hora em que o pessoal daqui (pensão) está almoçando, portanto apreciam a minha subida em "suntuosa carruagem",  com o que se divertem bastante e fazem uma algazarra medonha...."
Segundo Maria Inês, a comida da pensão era muito variada, bem feita e limpa, cama muito boa, água com fartura, com um bom chuveiro, tudo ao preço de 130$000 por mês. A lavagem de roupa era à parte. Ela  arrumou uma lavadeira  que lava e passa muito bem por 15$ por mês.
O nome das donas da pensão eram Teresa e Anunciatina, que possuíam filhas moças  alegres.
Segundo a professora, o percurso até a escola durava de 20 a 25 minutos.



O casal


Maria Inês foi professora do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá e 3ª bibliotecária do Instituto de Educação Horácio Soares.



A professora Maria Inês faleceu em 13 de julho de 1994.

8.11.14

HOMENAGEM AO TIRO DE GUERRA - TURMAS DE 1939 - 1942 - 1948


Desde a instituição do Tiro de Guerra, após a campanha desencadeada na segunda década do século passado por Olavo Bilac, os reservista fazem o juramento à Bandeira Nacional. 
A linha de tiro em Ourinhos passou a existir a partir de 1938. No ano seguinte, a primeira turma, por sinal muito grande, fez o o compromisso à bandeira.
Era costume a escolha de uma madrinha e, às vezes, de damas de honra. Foi assim com a primeira turma que aparece nesta bela foto, com certeza de autoria do fotógrafo profissional alemão Frederico Hahn.
Foram elas: 
Madrinha, a professora Helena Orsi Portugal de Souza (esposa do drº Ovídio)
Damas: Cibela Sá e Lilica Cunha
Instrutor: 2º sargento Josias da Silva
Entre os participantes dessa turma estão Jairo Teixeira Diniz, que foi o primeiro colocado,   Oriente Mori, Alvaro Cretuchi, David Gomes de Souza (parente do Brigadeiro Eduardo Gomes), Alcides Macedo Carvalho, Humberto Rosa, Paulo Matachana, Helio Cerqueira Leite, Assad e Aniz Abujamra, Dirceu Correia Custodio, Mizael Olympio de Almeida, Julio Zaki Abucham, Aparecido Nascimento e José Cardoso.
Essa turma foi criada no dia 3 de outubro de 1938.
Na foto acima, feita em frente à Igreja Matriz, é visto também o pároco à época,  cônego Miguel dos Reis Mello




Nesta foto está uma  parte do Tiro de Guerra - turma de 1942, com a madrinha, Irene Faccini Bassi. Abaixo a notícia em "A Voz do Povo".






Essa foto é do Tiro de Guerra - turma de 1948, em frente ao Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá.
Entre as autoridades estão o capitão à época, com os filhos gêmeos, o juiz de direito Antônio da Rocha Paes, o prefeito Cândido Barbosa Filho, Celestino Bório, drº Salem Abujamra e Antônio Luiz Ferreira.
Essa foi a turma de meu tio Antônio Neves que acha-se atrás da bandeira, portada pelo Cabo Arlindo Gomes






1.11.14

DOM CARLOS DUARTE COSTA, BISPO DE BOTUCATU, EM VISITA A OURINHOS.





Dom Carlos Duarte Costa (1888-1961) foi o segundo bispo da Diocese de Botucatu. Nessa condição ele esteve à frente da Diocese de 1925 a 1937.
Nascido no Rio de Janeiro, estudou no Colégio Internato Pio-Latino Americano, em Roma, e no Seminário Filosófico e Teológico em Uberaba. Foi ordenado padre em 1911. 
Foi Vigário Geral da Arquidiocese do Rio de Janeiro, tendo sido nomeado  Bispo de Botucatu por Pio XI, em 1924. Tomou  posse em 2-2-1925.
"Mais político do que prelado", como afirma o autor do livro "Memórias de Botucatu", Armando M. Delmanto, a atuação de Dom Carlos à frente da diocese desagradou a muitos chefes políticos. Ele organizou, em 1932,  um "Batalhão do Bispo" para lutar na Revolução Paulista .
Suas atividades à frente da Diocese de Botucatu acabaram por desagradar à Santa Sé, o que levou a sua exoneração em  1937. Nomeado "Bispo de Maura" (sem diocese),  retornou  ao Rio de Janeiro.
Suas críticas a muitos pontos da doutrina católica acabaram por levar a sua excomunhão em 1945,  pelo Papa Pio XII, tendo então fundado a Igreja Católica Brasileira.
É um personagem polêmico que mereceria um estudo mais aprofundado.
Ele, na condição de Bispo de Botucatu, esteve em Ourinhos em 1934, tendo visitado o então prefeito Benedito Martins de Camargo, que fizera parte do batalhão criado em Ourinhos em 1932, o Batalhão Teopompo.
Essa foto nos mostra a esposa do prefeito Camargo, Alzira Portela, que tem no colo a filha  Maria Helena, o padre Vitor Moreno, então pároco de Ourinhos, Dom Carlos e Benedito Martins de Camargo.
O bispo viera a Ourinhos para ministrar a Santa Crisma.
Essa foto foi tirada em frente a varanda da casa do prefeito, na então Rua Minas Gerais, depois 9 de Julho, ao lado da casa de meu avô. Ali passou a residir, no início dos anos 1950, o professor Jorge Herkrath.

Sobre  Dom Carlos Duarte Costa, consultar:
http://www.icab-itapira.com.br/index.php/dom-carlos-duarte-costa-2
blogdodelmanto.blogspot.com/.../arquidiocese-de-botucatu-registro.html

25.10.14

CELESTINO BÓRIO E A ZYS-7 RÁDIO CLUBE DE OURINHOS

No dia 20 de novembro de 1948, Ourinhos dava mais um passo progressista com a inauguração de sua primeira emissora de rádio, a Rádio Clube de Ourinhos, ZYS-7, a "Rainha do Vale do Paranapanema". Era o primeiro ano da gestão do prefeito Cândido Barbosa Filho, que dera início ao tão almejado calçamento da cidade.

Foto da Praça Melo Peixoto em 1950 por Francisco de Almeida Lopes. Ainda se vê, nos postes e lixeira,  a  propaganda eleitoral da eleição de 1950, na qual saiu vitorioso o candidato a governador Lucas Nogueira Garcez.

Conforme relatava o semanário "A Voz do Povo", a iniciativa devia-se " ao gênio batalhador de Celestino Bório Júnior, coadjuvado pelos srs Antônio Luiz Ferreira e Domingos Camerlingo Caló" (os únicos acionistas, segundo "A Voz do Povo, de 3/4/1948", eram Celestino Bório Júnior, Antônio Luiz Ferreira, Domingos Camerlingo Caló, Frederio Platzeck e Joaquim Quadros Filho e Jacinto Cunha).
A inauguração deu-se às 12 horas "nos altos do prédio nº 58 da Rua Antônio Prado". Na ocasião, falou um dos diretores da rádio, Antônio Luiz Ferreira, historiando "o movimento encabeçado por Bório Júnior". Fez também uso da palavra o promotor público da Comarca, drº Alcebíades Luiz Bianco. Em seguida, foi oferecido aos presentes um coquetel.
Às 20 horas, no salão do Grêmio Recreativo de Ourinhos, ocorreu a inauguração oficial da emissora. Nessa ocasião, Bório fez uso da palavra. Em seguida, teve início um show que contou com a participação de elementos das rádios de Jacarezinho, Avaré e do "cast" local da ZYS-7". Após o seu término,  teve início um baile "abrilhantado  pelo Regional ZYS-7, comandado pelo popular Chiquinho".
A torre da emissora foi instalada "nos altos da Vila Sandano", tendo cinquenta metros de altura.
O primeiro locutor da rádio ourinhense foi  Jairo Teixeira Diniz, recém falecido, sob o pseudônimo de Norton Cunha.
Abaixo, na foto de 1950 por Francisco de Almeida  Lopes, vemos o prédio "Beibe" (no térreo funcionava a loja "Casa Beibe") onde instalou-se a "Rainha do Vale do Paranapanema.


Nesta outra foto de 1948, vemos Celestino Bório Júnior, que é o segundo, da direita para a esquerda, o primeiro é o drº Salem Abujamra, inspetor federal de ensino. O quarto, trajando um terno claro, é o prefeito Cândido Barbosa Filho, seguido pelo juiz de direito da Comarca, Antônio da Rocha Paes. Atrás de Bório vemos Antônio Luiz Ferreira, que foi prefeito de Ourinhos (1959-1963).  



18.10.14

A ELEIÇÃO DE 19-1-1947 EM OURINHOS

Hugo Borgui é o último à direita em comício realizado em Ourinhos. Foto por Francisco de Almeida Lopes.  

Após o fim do Estado Novo, outubro de 1945, realizou-se em 19-1-1945 a primeira eleição geral para  1/3 do Senado,  governadores e Assembléia estadual. Composta a  Assembléia, ela se transformaria em Constituinte para a elaboração da Constituição do Estado de São Paulo, que foi promulgada em 9 de julho de 1947.
Pelas páginas de "A Voz do Povo", de 11-1-1947), Antônio Luiz Ferreira "seu Antoninho", já bastante conhecido e se enfronhando na vida política local ( foi prefeito no final dos anos 1950), publicou um manifesto defendendo a candidatura de Mário Cintra Leite a deputado estadual. Ele era   filho do coronel Antônio de Almeida Leite, proprietário da Fazenda Lageadinho, tendo sido lançado pelo Partido Social Democrático - PSD. 
O candidato do PSD ao governo do estado era Mário Tavares,  que fora Secretário da Fazenda.
O manifesto do PSD local era assinado por Leontino Ferreira de Campos, drº Diógenes Ribeiro, Abrahão Abujamra, drº Luiz de Camargo Pires, João Duarte de Medeiros, drº Alcebíades Ferreira de Moraes, Antônio Gomes Pereira, Antônio de Almeida Leite, drº Hermelino de Leão, Benício do Espírito Santo, Carlos Devienne, Antônio Luiz Ferreira, Marcos Trench, Pedro Migliari, Oriente Mori, Bráulio Tocalino.
A propaganda da União Democrática Nacional - UDN publicada em primeira página de "A Voz do Povo", estampava:

Vote nos candidatos
   DA
      U. D. N.
Para Governador
ANTÔNIO DE ALMEIDA PRADO
Um Homem Honesto
 para o Governo de S. Paulo 

Silvestre Ferraz Egreja (militou na política por mais de vinte anos), apoiado pela UDN, estreava na política como candidato a   deputado estadual pela região.
O candidato a senador pelo PSD era remanescente do Partido Republicano Paulista, César de Lacerda Vergueiro.
O Partido de Representação Popular -  PRP, em duas páginas do jornal,  rebatia os ataques  que  seu candidato a governador, Ademar de Barros (fora interventor estadual por muitos anos) recebia  por ter sido apoiado pelo Partido Comunista do Brasil.
"Ademar de Barros recebeu uma Benção Papal.
Não consta que o Papa esteja distribuindo condecorações comunistas!"
No dia da eleição, o Cine Ourinhos apresentava às 19 horas:
Loreta Young e Gary Cooper em "TUDO POR UMA MULHER"
Dia 25 de janeiro, o semanário publicava o aviso:
Educandario Santo Antonio
Anexo ao Jardim da Infancia do Educandario Santo Antonio vae funcionar uma Escola de Corte e Costura a cargo da  Irmã Maria Angelina
Informações e matrículas do Jardim da Infancia e Escola
de Corte e costura com a Irmã Benigna na Santa Casa. 

Este foi o resultado final do pleito eleitoral para governador,  no município de Ourinhos.

Hugo Borghi (PTB) — 939
Mario Tavares (PSD) — 1399
Adhemar de Barros (PSP)— 810
Almeida Prado (UDN) — 395

Ademar de Barros foi eleito governador.



11.10.14

HOMENAGEM AOS PROFESSORES E PROFESSORAS OURINHENSES

Em 15 de outubro comemora-se o DIA DO PROFESSOR.
Ao longo de meus anos escolares, quase vinte e cinco,  muitos foram os professores e professoras que tive , em Ourinhos e em São Paulo. De todos (as) guardo muitas lembranças boas. 
Por meio de algumas fotos de meu arquivo, homenageio aqui os  professores e professoras pelo seu dia.

 Esta foto é de 1938, trata-se da classe do 3º ano primário do Grupo Escolar de Ourinhos, regida pelo pelo professor Laudelino, um dos grandes melhores professores. Um de seus alunos, nesse ano, veio a ser meu professor na Escola Técnica de Comércio, Carlos Nicolosi (o penúltimo a direita). Na primeira fileira (sentado à direita) está meu tio Herculano Neves, bacharel em direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. 



Professores e professoras da primeira turma do curso normal do Ginásio de Ourinhos. Foram identificados:
João Batista de Medeiros - diretor, Nilda Leonis, Edite Leonis (Trabalhos Manuais), Norival Vieira da Silva, (História da Educação), Jorge Herkrath ( Matemática e Estatística), Mardegan (Sociologia), Ilia Leonis (Psicologia e Pedagogia),  Aracy Steiner (Música) e Edera (Biologia).


Temos aqui duas professoras do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá: Maria Auxiliadora Ramos Pompéia e Dalila de Souza. A foto é de 1958 (ao lado delas acha-se o drº Ortésio, dentista do Grupo). Nesse estabelecimento,  fui aluno de Adelaide Pedroso Racanello, Lourdes Madeira Simões, Jandira Madeira,  Luiza Scatamburlo Carrara e Ana Dora de Almeida. 
Nesta foto  da minha formatura ginasial (1962), vemos  (da direita para a esquerda) o professor Luiz Cordoni, que foi diretor do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, o professor Norival Vieira da Silva, um dos meus professores de história do IEHS, o professor Mário Ferreira, (Matemática - IEHS), irmã Celestina, professora do Colégio Santo Antônio e Felipe Dimants, meu professor de Inglês no IEHS. O  diploma foi entregue pelo drº Salem Abujamra, Inspetor Federal de Ensino em Ourinhos. 


 Nesta foto de 1961, vemos a professora Hermínia Vicentini Soares, viúva de Horácio Soares, professora e diretora do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, conversando com o Secretario de Estado da Educação,  Luciano Vasconcelos de Carvalho e Rafael Orsi Filho, diretor do IEHS, por ocasião da inauguração do novo prédio.

"A Voz do Povo", junho de 1944






Inês Souza Leal, uma das alunas da primeira turma de normalistas de Ourinhos e professora dos Grupo Escolares Virgínia Ramalho e  Jacinto Ferreira de Sá.


10.10.14

O ÁLBUM DE ROBERTO PELLEGRINO PARTE I - EM FAMÍLIA E ENTRE AMIGOS

As fotos podem ser vistas num tamanho maior ao se clicar sobre elas. 
Sobre o casal Pellegrino veja:
http://ourinhos.blogspot.com.br/2010/01/rodolfo-pellegrino-e-maria-pulcinelli.html

http://ourinhos.blogspot.com.br/2013/11/rodolfo-pellegrino-um-imigrante.html

No navio que trouxe a família para o Brasil (1951). Roberto e seu irmão mais velho.






Roberto  Pellegrino




Roberto Pellegrino, Mauro Ostronoff (agachado) e Joaquim Luiz Bessa Neto (atrás do Mauro).



Joaquim Luiz Bessa Neto, Mauro Ostronoff, Roberto Pellegrino e José Carlos Marão.


Roberto Pellegrino, Joaquim Luiz Bessa Neto.



Mauro Ostronoff, Roberto Pellegrino, Joaquim Luiz Bessa Neto.



 Eurico de Oliveira Santos, Claudio Antonio Baccili, (?) e  Roberto Pellegrino.



Rodolfo Pellegrino, em pé, Antonio Pimentel, Narciso Ferrazolli, Nilo Ferrari - drº Bessa e Paul Bozon-Verduraz 



Reunião com amigos: identifico Padre Domingos Trivi, Nilo Ferrari, drº Alfredo de Almeida Bessa, Jean Pierre e  Paul Bozon Verduraz,  Rodolfo  Pellegrino



No mesmo dia, sentados da esquerda para a direita: Drº Bessa, Nilce Maria Ferrari, Nilza Ferrari, Mantovani, Virgínia,   esposa do drº Bessa, a  filha mais velha do srº Machado e sua mãe.
Atrás em pé: Cirano Bessa, - Nildo Ferrari, Roberto Pellegrino, - Luísa Moya Ferrari, o irmão de Roberto com  esposa e filham Rodolfo Pellegrino.






Um jantar por Rodofo e Maria  a professores do Ginásio. 
Arlete (desenho) ; Iolando (marido da Arlete e diretor do Ginásio); Cleide Bonetti (Canto Orfeônico); Toffoli (do Normal), com o casal Pellegrino e o filho Roberto.



Família Fittipaldi e Pellegrino em recepção oferecida ao tenor Tito Schippa (ao centro). 

A atriz Rondha Fleming dá um beijo em dona Maria, sendo observada por Rodolfo. 




Recepção oferecida ao  ator Rossano Brazzi na casa dos Pellegrino.

Irene Bassi D'Andrea, Rossano, Armando D'Andrea, Marisa Ferreira Batista, Irineu Ferrazolli, Helena Ferrazoli e dona Maria, Gaby Machado Dias, Mantovani, Roberto,- Rodolfo.