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Mostrando postagens de Agosto, 2009

O FARMACÊUTICO EDMUNDO DE OLIVEIRA MATOSINHO

Na minha infância, o farmacêutico era uma das pessoas mais respeitadas na cidade. Muitos deles não tinham diploma na área, não haviam freqüentado escolas específicas, mas haviam adquirido conhecimentos por meio da prática iniciada já bem cedo e de muito estudo.
Lembro-me de três deles que fizeram história na cidade: o srº Aimoré, que tinha um filho também chamado José Carlos, da mesma idade que eu; o srº Mário, da Farmácia Central, ao lado do Grêmio Recreativo de Ourinhos, cuja filha Maria Alice é minha amiga de longa datae o Sr. Edmundo, da Farmácia Santo Antonio, da Vila Odilon.
Em agosto completou-se dez anos do falecimento de Edmundo de Oliveira Matosinho. Ao escrever sobre ele, aproveito a ocasião para homenagear todos os antigos farmacêuticos com os quais convivi na minha infância e adolescência.
Edmundo de Oliveira Matosinho nasceu em 13 de maio de 1921, em Dois Córregos (SP), tendo vivido a primeira infância na área rural do município. Começou a trabalhar em farmácia desde pequen…

"A VOZ DO POVO", EDIÇÃO DE 9-1-1940, UMA TERÇA FEIRA .

A edição comemorativa dos 13 anos do jornal "A Voz do Povo" circulou com algumas fotos de aspectos da cidade. Devido à comemoração ela circulou numa terça-feira, e não no sábado como de hábito.

Já ouviram falar que o Leite de Magnésia de Phillips era bom no combate à gripe? É o que diz a
propaganda acima. As notas sobre casamento vinham sempre com o título "Enlace". Essa é a do casamento da mãe de minha amiga Cesira Migliari de Carvalho. Os horários de casamento eram os mais diversos possíveis
.


Aqui temos um convite para "Missa de 7º dia" e a propaganda do Externato Rui Barbosa do profº Constantino Molina, a primeira escola de estudos pós primário existente na cidade. Com a criação do ginásio, seu proprietário vendeu-a para o profº Aparecido Gonçalves Lemos, pai do nosso amigo Osmar. O nome do estabelecimento foi mantido.

























Um aspecto da recém remodelada Praça Melo Peixoto ou "Largo do Jardim", ângulo obtido a partir do sobrado do Miguel Cury ou do Va…

A "BANDEIRA CIDADE DE OURINHOS", 1940.

Em 1º de setembro de 1940, partia de Ourinhos um grupo de jovens em direção ao rio Paraná até o porto de Guaíra, na divisa com o Paraguai. Os participantes dessa expedição, denominada “Bandeira de Ourinhos”, tinham como objetivo estudar as riquezas do Brasil desconhecido. Chefiava-a o profº José Maria Paschoalick, do Grupo Escolar local. O percurso foi feito por canoa seguindo as margens do rio Paraná.
"A Voz do Povo" 14-9-1940
Bandeira Cidade de Ourinhos

Foi muito festiva a sua passagem por Salto Grande. Conforme noticiamos em nossa edição passada, os componentes da Bandeira «Cidade de Ourinhos» daqui partiram no dia l.o do corrente mês para a sua arrojada viagem até Guaíra, ponto final da jornada. Daqui até a cidade de Salto Grande, foram os mesmos acompanhados pelo sr. Horacio Soares, digno e esforçado prefeito municipal desta cidade. Chegando a cidade de Salto Grande, pelas 16 e meia horas, grande massa popular aguardava-os na piscina do Esporte Clube Paranápanema para rece…

OSWALDO EGÍDIO BRISOLA

(Clique sobre a foto) Interessante foto feita por meu pai no Programa de Homero Silva, quando se divulgava a realização da 2ª FAPI, em 1967. Homero está entrevistando o padre Arnaldo Beltrami, vigário local. A partir da esquerda o jornalista Salvador Fernandes, o vice-prefeito Osvaldo Egídio Brisola, o vereador João Newton Cesar (que foi prefeito interino), pde Arnaldo, o prefeito Domingos Camerlingo Caló e o ex-prefeito drº Hermelino Agnes de Leão. Sem dúvida, uma bela foto com um ângulo muito interessante ao focalizar câmera de tv.


Brisola, ex-prefeito, vereador por várias legislaturas, comerciante, partiu dia 7/8. Muito estimado na cidade, era casado com Regina Silvestrini. Foi vizinho de meus pais por muitos anos e lembro-me deles todos com muitas saudades. À família os sentimentos de "Memórias Ourinhenses". Ele aparece nessa foto de uma reunião de amigos no clube Diacui, segurando uma faca .

TRÊS MOMENTOS DA VISITA DO MARECHAL LOTT A OURINHOS (1960).

Os dois partidos políticos que lançaram a candidatura do marechal Lott, PSD e PTB sempre tiveram forte penetração entre os eleitores ourinhenses. Desse modo, a cidade recebeu a visita do candidato durante a campanha eleitoral de 1960.
Nessas três fotos do acervo do jornalista Dirceu Bento da Silva identificamos no coreto da Praça Melo Peixoto:
· o marechal Henrique Teixeira Lott, de óculos escuro;
· o jornalista Miguel Farah;
· a srª Maria Aurora Gomes de Leão (Tatá), esposa do drº Hermelino de Leão;
· o deputado federal Ulisses Guimarães, do PSD;
· o deputado federal da região, Antonio Silvio Cunha Bueno, do PSD;
· Dirceu Bento da Silva, repórter da Rádio Clube de Ourinhos.

ULISSES GUIMARÃES, O TRIBUNO (*06/10/1916 +12/10/1992)

(Clique sobre a foto)
Ulisses Guimarães, natural do Rio Claro (SP), advogado, ingressou na política em 1947, quando foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Em 1950, elegeu-se deputado federal, função que exerceu ao longo de onze mandatos consecutivos.
Foi Ministro da Indústria e Comércio durante o regime parlamentarista.
Após a extinção dos partidos políticos em 1966 foram criados a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro – MDB. Ulisses ingressou nesse último.
Em 1973, foi anticandidato à presidência da República em protesto contra a farsa da eleição indireta.
Com a volta do bipartidarismo em 1979, tornou-se presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB.
Foi um dos principais líderes do movimento das “Diretas Já”, no início de 1980.
Na eleição indireta de 1984, Ulisses foi o articulador da candidatura de Tancredo Neves, que foi vitoriosa.
Presidiu a Assembléia Nacional Constituinte de 1988.
Na eleição direta de 19…

VERA LUCIA COUTO DOS SANTOS, MISS BRASIL 1964, EM OURINHOS

Já tivemos a oportunidade de escrever sobre a visita de Vera Lúcia Couto dos Santos, a Miss Brasil de 1964, a Ourinhos.
Como há outra foto feita por meu pai na ocasião, retomo o assunto, aproveitando para transcrever trecho do artigo (“Do preconceito de cor”) que a escritora Rachel de Queiroz escreveu para a revista “O Cruzeiro”, de 17/10/1964:

“Vejam o tremendo impacto publicitário que representou a eleição da linda Miss Guanabara. Numa eleição onde as brancas concorriam em maioria, fizemos Miss Brasil, Vera Lúcia Couto, mulata daquela estirpe que, com grande propriedade, se chama imperial. Mulata imperial, palmeira imperial, modinha imperial - qualquer coisa que é ao mesmo tempo belo, tradicional, emocionante e majestoso.
E o êxito de Vera Lúcia lá fora, a simpatia geral com que a receberam, representa não só o sucesso pessoal da beleza da môça, como também o que ela significa para uma humanidade exausta de ódios, de preconceitos mesquinhos - a alegria da boa mistura, a liberdade de ca…