O FARMACÊUTICO EDMUNDO DE OLIVEIRA MATOSINHO

Na minha infância, o farmacêutico era uma das pessoas mais respeitadas na cidade. Muitos deles não tinham diploma na área, não haviam freqüentado escolas específicas, mas haviam adquirido conhecimentos por meio da prática iniciada já bem cedo e de muito estudo.
Lembro-me de três deles que fizeram história na cidade: o srº Aimoré, que tinha um filho também chamado José Carlos, da mesma idade que eu; o srº Mário, da Farmácia Central, ao lado do Grêmio Recreativo de Ourinhos, cuja filha Maria Alice é minha amiga de longa datae o Sr. Edmundo, da Farmácia Santo Antonio, da Vila Odilon.
Em agosto completou-se dez anos do falecimento de Edmundo de Oliveira Matosinho. Ao escrever sobre ele, aproveito a ocasião para homenagear todos os antigos farmacêuticos com os quais convivi na minha infância e adolescência.
Edmundo de Oliveira Matosinho nasceu em 13 de maio de 1921, em Dois Córregos (SP), tendo vivido a primeira infância na área rural do município. Começou a trabalhar em farmácia desde pequeno, primeiramente em Timburi e depois em Ourinhos.
Na antiga Rua Paranapanema (atual Pe. Ruy Cândido da Silva), no nº 616, fundou, em 1945, o primeiro estabelecimento farmacêutico da vila Odilon, que recebeu o nome de Farmácia Santo Antonio. Ali passou grande parte da sua vida atendendo a população carente da Vila e arredores, granjeando a estima e admiração dos moradores daquela parte da cidade. Foi casado a profª Maria do Carmo Ferreira, filha de Antonio Ferreira e Laura Silva Ferreira. Tiveram três filhos: Edna, Edson e Eduardo. Quando do nascimento do filho Eduardo, Maria do Carmo faleceu.
Edna, amiga de longa data, companheira de bancos escolares no Colégio Santo Antonio, tornou-se psicóloga respeitada na capital, sendo casada com o deputado federal José Anibal. Hoje mantém uma galeria de arte, na rua Minas Gerais (Higienópolis – a Galeria Pontes.
Edmundo faleceu aos 78 anos de idade e foi sepultado no Cemitério Municipal de Ourinhos em 6 de agosto de 1999.

Comentários

Charles

Apenas colaboração: - Seria justo incluir o Sr. Arruda, o que mais tempo ficou na ativa. Morava na rua Cardoso Ribeiro, mais ou menos em frente à Alba Ferraz, vizinho do Dr. Clovis Chiaradia.
Foi ele quem me curou de maleita usando o velho Quinino.
Mas, o farmaceutico da minha família foi Sr. Aristides (Ferreira?) instalado na esquina da AC.Mori com Paraná (em frente à Padaria Oriente). A filha, moça bonita, Silvia, cursou o Normal. Meu pai era amigo dele.
Ao deixar a cidade, instalou-se em Brasilia. Por fim, havia o Braz com farmácia na rua Paraná, ao lado da Casa Lima.
Esse comentário foi de Jefferson Del Rios.
Francisco Carlos Soares, filho do farmacêutico Zequinha Soares comentou:

Confrade.
Outros nomes de farmacêticos também precisam ser lembrados. O Zé Braz e o Germano Zulzke, dois apaixonados por brigas de galo, foram expoentes no ramo de farmácia.Em uma outra geração, o Miguel Constante Neto, na esquina defronte o Grupo Escolar Jacintho Ferreira de Sá. Ainda da velha geração, meu pai, Zequinha Soares que, com meu tio Tuim,(farmacêutico formado) montaram, em 1941, a Farmácia São José, na Av. Jacintho Sá, num prédio de dois pisos de propriedade do sr.Pascoal (Abuassali) Abujamra, sendo que no segundo andar, funcionou a clínica do dr.Maurício e, mais tarde, a primeira do dr. Luiz de Camargo Pires. Este prédio era vizinho de dois conhecidos comerciantes, Joaquim Luiz da Costa, pela esquerda, e os irmãos Vilas Boas, pela direita. Ficava bem na frente da residência do sr. Pascoal.

Abraços

Chicão
Pedro Luiz Trevisan disse…
Não esquecer da Farmácia do Miguel...Em frente ao grupão.