VERA LUCIA COUTO DOS SANTOS, MISS BRASIL 1964, EM OURINHOS



Já tivemos a oportunidade de escrever sobre a visita de Vera Lúcia Couto dos Santos, a Miss Brasil de 1964, a Ourinhos.
Como há outra foto feita por meu pai na ocasião, retomo o assunto, aproveitando para transcrever trecho do artigo (“Do preconceito de cor”) que a escritora Rachel de Queiroz escreveu para a revista “O Cruzeiro”, de 17/10/1964:

“Vejam o tremendo impacto publicitário que representou a eleição da linda Miss Guanabara. Numa eleição onde as brancas concorriam em maioria, fizemos Miss Brasil, Vera Lúcia Couto, mulata daquela estirpe que, com grande propriedade, se chama imperial. Mulata imperial, palmeira imperial, modinha imperial - qualquer coisa que é ao mesmo tempo belo, tradicional, emocionante e majestoso.
E o êxito de Vera Lúcia lá fora, a simpatia geral com que a receberam, representa não só o sucesso pessoal da beleza da môça, como também o que ela significa para uma humanidade exausta de ódios, de preconceitos mesquinhos - a alegria da boa mistura, a liberdade de cada um nascer da côr que queira e, sobretudo, a novidade daquela presença de beleza fora de padrões e tabus.
Fazendo de Vera Lúcia a nossa miss nacional, na verdade promovemos a legitimação da mulata perante o Mundo. “
Esta foto é mais um momento da despedida de Vera Lúcia no aeroporto local. Ao seu lado estão duas das mais bonitas jovens da época, Nilza Maria Ferrari e Marilene Bertoni, ambas com experiência de miss na região. Também se acham na foto Luisa Móya Ferrari, mãe de Nilza, e Odete Bertoni, mãe de Marilene.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

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