HÁ 70 ANOS (1).


















Pelas páginas de “A Voz do Povo”, semanário ourinhense que completava dez anos, o principal articulista do jornal, Sansão Ferreira, assinalava que a cidade “por força do extraordinário surto de progresso”, estava sendo “objeto de viva curiosidade em outros pontos do país”.
Apontava alguns motivos para tanto:
“Clima ótimo, comércio intenso e sólido, agricultura promissora, vida social tipicamente brasileira, sem preconceitos bairristas, isntrução bem cuidada, ruas bem traçadas, belos logradouros públicos” (...) “servida praticamente por 3 estradas de ferro (Sorocabana, S.Paulo-Paraná e Santa Catarina-São Paulo, Ourinhos é ponto obrigatório de convergência da alta Sorocabana e Norte do Paraná. Local, portanto, ótimo para fábricas, armazéns, empresas, etc, pois, é o melhor mercado das zonas consumidoras.
Luz, água, grupo, ginásio, clubes esportivos, cinema, jardim, a cidade oferece, em resumo, um grande campo para hospedar, digna e confortavelmente, os seus visitantes.
No campo industrial, três grandes máquinas para beneficiar algodão, diversas para café e arroz, uma de macarrão, uma torrefação de café, uma de doces”.
Concluindo, afirmava que “Ourinhos será, num futuro próximo, uma nova Bauru, ou a reprodução do milagre que fez Marília a cidade tipicamente paulista”
A cidade achava-se alvoroçada com as obras de remodelação do jardim (Praça Melo Peixoto) e a conclusão da fachada do novo prédio do Grupo Escolar, obras do prefeito Benedito Martins de Camargo. Falava-se também que, em breve, a Câmara Municipal aprovaria o projeto de lei de criação do matadouro municipal, proposto pelo executivo.
Não obstante essas obras importantes, falava-se numa provável renúncia do prefeito municipal, sem que fossem assinaladas as suas causas.
A cidade passava a contar com um novo clube de futebol – o Cine F.C., “grêmio dos rapazes que trabalham no cine Cassino”.
Na foto, por Francisco de Almeida Lopes, vemos a Praça Melo Peixoto, nos anos 1930, antes da remodelação realizada na gestão do Prefeito Camargo.

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