AVENIDA JACINTO SÁ

Foi a artéria mais importante da cidade até o final dos anos 1920.
Grande parte do comércio de secos e molhados ali se localizava: Joaquim Luiz da Costa, Carlos Amaral, Alberto Fernandes Grillo, Antonio Joaquim Ferreira, Sekino, isso sem falar no comércio das adjacentes Pedro de Toledo e Amazonas. Outra casa comercial famosa da avenida era a Casa Armênia, do Karekin Erzenian, a casa de tecidos "Caprichosa", de Abdala Abujamra, pai da Ivone, a "Nossa Casa", de Abrão Abujamra, pai do João e do Salem . Ali também se localizava a Industria Ferrari de Bebidas - Ivoran (hoje Oncinha), a tradicional Funerária São Benedito (que lá ainda está). A foto mostra duas extremidades da avenida na confluência com a Antonio Prado: a casa de Abuassali Abujamra (Pascoal) e o armazém de Alberto Grillo, que aparece na porta de seu estabelecimento (sobrado que ainda existe) Nessa avenida estava instalada também a indústria dos irmãos Migliari. Narciso Migliari ali também residia.
A foto, de autor desconhecido, é do início dos anos 1940.
Acervo de Franciso de Almeida Lopes.

Comentários

Confrade, Av. Jacinto Sá, a minha avenida, onde passei a segunda infância e minha juventude. Lembrando a quadra onde papai tinha a farmácia São José: ficava ela entre duas casas comerciais, do Joaquim Luiz da Costa e dos irmãos Vilas Boas (Alcindo e Publio). A barbearia do João; na esquina, a casa comercial do sr. Paschoal Abujamra, pai do grande médico oftalmologista Suel Abujamra, meu amigo de infância; a quitanda do sr. Abujamra, local que foi transformado em loja de confecções a cargo de sua filha mais velha, a Ivone; e outros estabelecimentos mais, até cruzar a primeira rua e chegar na Casa Armênia, do sr. Karekin Erzinian, que tinha duas belas filhas, a Mary e a Olinda.Sobre a farmácia, funcionou a primeira clínica do dr. Luiz de Camargo Pires.Ainda na mesma avenida ficavam a indústria dos Migliari, a fábrica de bebidas Ivoran, dos Ferrari, a Casa Carlos, do meu amigo e mestre Carlos Amaral, a loja de calçados do Peixinho, a casa comercial do pai do professor Hélio Mano, duas casas comerciais de japoneses, e muitas coisas mais que estão nos escaninhos da minha memória, nem semprese sobressaindo. Quanta saudade, meu amigo! Abraços Chicão