1º VÔO SÃO PAULO-OURINHOS ?












Teria Sido O Primeiro Vôo de Carreira Ourinhos-São Paulo? E Bem provável, POIS uma Anotação that encontrei de hum registro de "A Voz do Povo", de 29/7/1946, Fala fazer Início das Linhas Aéreas São Paulo-Ourinhos-Marília-Presidente Prudente, Pela Arco Iris Viação Aérea SA " , com Duração de 80 Minutos.

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O avião em questão pertencia a Arco-Iris uma
companhia fundada logo após a Seg. Guerra, tal como a Aerovias Brasil,
Natal, Real, exceto a Vasp que já existia desde os 30. Esse avião era
um bimotor, biplano De Havilland, de fabricação ingleza. A capacidade
era para 6 passageiros. Era coberto por lona. A companhia faliu logo
depois da queda de alguns deles. Não sei se foi a primeira compahia a
servir Ourinhos. O ano era, provavelmente, 1948. Vi muitos desses no
"campo de aviação". Nessa época, havia uma febre de linhas aéreas pelo
interior de S.Paulo. Só em Ourinhos, me lembro que em 48, Ourinhos
além da Vasp, da propaganda: Viajei Bem Viagei Vasp, Viage Sempre pela
Vasp, havia a Natal, que também foi fundida por outras cias.Não me
lembro bem, mas parece-me que a Real chegou a fazer essa linha.para
Ourinhos. O agente da Natal em Ourinhos era o Thomé. Havia uma estação
de rádio instalada na sua Livraria. Me cansei de ver essa estação
funcionando, quando ia ao Thomé para comprar HQs. O agente da Vasp era
o Moacir Sá. Ele tinha uma Woody Station Wagon, Ford, aquelas peruas,
parte metal, parte madeira, muito em voga nos 40 que ele usava para
levar e buscar passageiros. A estação de rádio da Vasp era instalada
nos fundos do Café Paulista.Em 1950 a aeronáutica intalou um
rádio-farol no campo que vem funcionando até hoje. Mais tarde, acho
que 1956, a Sadia, constituiu uma companhia formada pelo Frigorífico
Sadia para levar seus produtos para o Rio. A linha servia Joaçaba SC,
Ponta Grossa PR, Ourinhos, Ribeirão Preto, Poços de Caldas MG, J. de
Fora MG e Rio de Janeiro. No vôo inaugural, minha mãe e meus irmãos
Alfredo e Cirano, foram para Ribeirão Preto. Me lembro que minha mãe
comprava camarão fresco que vinha de Santa Catarina pela Sadia. O
pouso em Ourinhos era técnico, para reabastecimnto. Do ponto de vista
comercial devia ser fraco. Como vôce vê, Ourinhos tinha
concomitantemente duas cias aéreas. Bons tempos aqueles que, como
diria Capistrano de Abreu, que os anos não trazem mais.
Abraço
Joaquim Bessa
Não saberia dizer se é o primeiro ou segundo campo.
José Carlos
Francisco Soares escreveu:

Caro confrade,

Estou de volta. Aquele avião do primeiro vôo São Paulo-Ourinhos não era da Vasp. Pertencia a uma empresa que se chamava Viação ou Empresa de Viação Arco-Iris. Tenho um fato interessante sobre uma viagem. Meu tio Chicão (dono da Garage Chicão, mais tarde Retifica de Motores do Clovis, lá na Rua Expedicionário, pesava l40 quilos e algumas frações. Foi pegar o avião para São Paulo. A aeronave tinha sete lugares para passageiros, três de um lado e quatro de outro. Pelo volume do meu tio e para equilibrar a situação, pediram que ele se sentasse do lado que tinha apenas três lugares, pois, em verdade, ele se equivalia a duas pessoas. Foi com muito bom humor da tripulação que a viagem foi feita, conforme nos relatou o tio, quando de sua volta.
Quanto ao aeroporto de Ourinhos, ele, na década de 4O e início de 5O, abrigou uma escola de pilotagem. O professor chamava-se Pedro Lourenço e era piloto de um avião do Reinaldo Brandimarte, da fábrica de balas. Ele era bem idoso e o chamávamos de pai de Santos Dumont. Lembro-me de alguns nomes dos alunos: Lino Ferrari, Tufi Abujamra, irmão do Pedrinho Abujamra, do Bazar, e o Bija, filho mais velho do dono da funerária. O avião de treinamento era um Paulistinha, daqueles fabricados em Botucatu, onde foi instalada a primeira fábrica de aviões do Brasil. Lembro-me como se fosse hoje o dia em que o Bija solou. Encostou o avião quando aterrisou e saiu correndo para fugir ao tradicional banho de óleo. Não conseguiu escapar e foi jogado na cavidade aberta, cheia de óleo, para o batismo.

José Carlos, quero lembrá-lo que viví em Ourinhos até l96O. Vivi intensamente o período de 4O até aquele ano. Com oito anos de vida, comecei a armazenar acontecimentos. Como tenho memória muito boa, quero dizer-lhe que até aquele ano tenho muita coisa guardada nos meus neurônios. De lá para cá, eu no Paraná, perdi a convivência e não vou poder ajudá-lo de forma expressiva.Até aquela data, tudo que me lembrar, passarei a você, com toda a alegria de quem estará contribuindo para um historiador. Também tenho espírito de historiador.
JC

Minha sogra identificou mais duas das damas da foto:
da esquerda para a direita:
Quarta: Prof. Edith Leonis, filha do Rodopiano Leonis
Sexta: Ester De Mello Sá, esposa do Moacir Sá
Abaço
JL