UMA HOMENAGEM AO PROFESSOR CÂNDIDO BARBOSA FILHO


Esta foto é, muito provavelmente,  de uma homenagem que amigos teriam prestado ao professor Cândido Barbosa Filho, prefeito de Ourinhos no mandato que se estendeu de 1948 a 1951.
"Barbosinha", como era popularmente chamado, foi professor do antigo Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, instituição estadual de ensino que deu a Ourinhos 2 prefeitos, o outro foi o profº José Maria Paschoalick.
Cito aqui dois  marcos de sua gestão: o calçamento de Ourinhos e  a pavimentação com o "padrão português" da Praça Mello Peixoto. A ele se deve também gestões para a instalação do Colégio Santo Antônio em Ourinhos, instituição privada que foi um marco educacional na cidade e região.
Na foto, Barbosinha está no centro (5º da esquerda para a direita)) da primeira fileira, trajando terno branco e tendo a sua direita o drº João Bento Vieira da Silva Netto, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, que veio para Ourinhos nos anos 1940, tendo sido eleito vereador para a   primeira legislatura após a queda do Estado Novo (1948-1951). Foi presidente da Câmara Municipal em 1950 e um dos melhores advogados da cidade.


Na foto reconheço Flávio Menezes ( o primeiro na segunda fileira da esquerda para a direita) que trabalhou no Escritório Central da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, tendo sido casado com Guiomar Vara, filha de Francisco Vara (o Chico Vara, comerciante na Rua Paraná) e de Elvira Fernandes Grillo Vara.
O 8º da esquerda para a direita na primeira fileira é meu tio João Neves, comerciante na Rua 9 de Julho, que foi casado com Henriqueta Vieira. São os pais do jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves. Se não estou enganado, ao lado de João Neves está Said Francis (o 9º na primeira fileira da esquerda para a direita)
Said Francis,corretor,  solteiro,  era morador do Hotel Comercial, onde foi encontrado morto em seu quarto vestido para sair pela manhã,  como era de hábito. Membro da Maçonaria local, era muito estimado na cidade.
Lembro-me  do "seu Said" caminhando com passos lentos pelas ruas da cidade, sempre com seu sorriso simpático a todos cumprimentando. No dia do seu enterro eu estava nas imediações da Praça Melo Peixoto quando vi passar um cortejo fúnebre. Perguntei a alguém quem havia morrido. Disseram-me ser Said Francis. Segui então o cortejo até o cemitério e acompanhei o seu sepultamento, quando então os companheiros maçons presentes jogaram sobre o caixão um ramo de acácia, cuja flor amarela é um dos símbolos da Maçonaria.    

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