7.9.13

A ALTINO ARANTES E OS DESFILES DE SETE DE SETEMBRO








Cerca de 20 anos separam essas duas fotos.
Ambas foram feitas no mesmo local: a confluência da Avenida Altino Arantes com a atual Rua Antonio Carlos Mori, que parece ter sido um dos preferidos por meu pai para os desfiles de 7 de Setembro.
Aliás essa artéria da cidade acabou sendo o local onde os desfiles se iniciavam, sendo assim uma das mais fotografadas da história da cidade.
A primeira, de finais dos anos 1930, mostra o barro que tomava conta das ruas de uma cidade sem calçamento. 
Em ambas as fotos, o destaque urbano é a casa da família do construtor Henrique Tocalino bem na esquina, onde hoje há um edifício (ela sobreviveu até os anos 1980).
Naquele quarteirão eram poucas as casas ainda.
Algumas crianças podem ser identificadas: Lucia Prado, Pedrinho Abujamra, Hélio Migliari.
A segunda, de meados dos anos 1950, já vemos uma Altino Arantes pavimentada e o quarteirão entre Cardoso Ribeiro e Antonio Carlos Mori tomado por residências, onde se destacam dois sobrados que ainda existem, embora desfigurados.
O primeiro, logo após a casa dos Tocalino, é o mais bonito da cidade, dentre os mais antigos,  e nessa época uma ala era ocupada pela família do drº Bessa.
O segundo pertencia a Alberto Fernandes Grilo, tendo sido construído no início dos anos 1940.
Vê-se o belo ipê amarelo que enfeitava o jardim da última residência daquele trecho, e também  o arvoredo da casa do drº Hermelino Agnes de Leão e a cúpula da torre da SAE.
Na casa de Henrique Tocalino, se destaca  o coqueiro da Bahia ainda em fase de crescimento.
Temos já um desfile melhor organizado. Alunos com uniformes especiais para a ocasião.
Uma baliza está à frente, seguida pelo porta bandeira, Luciano Correia da Silva. São alunos e alunas do Colégio Estadual e Escola Normal "Horácio Soares".
Fotos por Francisco de Almeida Lopes.

Aproveito a data para parabenizar a família Farah por mais um aniversário do decano entre os jornais da cidade - a "Folha de Ourinhos".
As irmãs Farah, apesar de sacrifícios e contratempos, não esmoreceram, levando adiante  a obra de Miguel Farah.
Orgulho-me de fazer parte dessa luta há 12 anos.


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