OS PRIMÓRDIOS DO BASQUETE EM OURINHOS - O TIME DA COMPANHIA FERROVIÁRIA SÃO PAULO-PARANÁ



 A alta administração da SPP e alguns jogadores do time de basquete:
em pé (4) Engenheiro Wallace Morton,superintendente (6) Benedito Monteiro, contador, (8) Luiz Zanoto, (9) Hermínio Socci, chefe de tráfego
Alberico Albano é último, sentado, à direita.


No centro, Alberico Albano (Bio) que trabalhou posteriormente, na Sanbra,  por muitos anos e foi também vereador na Primeira Legislatura (1948-1951). Ladeando Bio,  dois mascotes do time, os irmãos  Cyro e Cássio Teixeira Tucunduva.

Em Ourinhos, essa modalidade começou a ser praticada no ambiente esportivo dos empregados da Companha Ferroviária São Paulo-Paraná que, além de um excelente time de futebol, formou também um de basquete. Os  treinos e os jogos eram realizados na quadra da SPP, que ficava nas imediações da Avenida Rodrigues Alves, atrás das residências dos administradores.


Em 26-10-1940, o jornal "A Voz do Povo" publicava uma nota:

                                   "S.P.P.
                               Bola ao Cesto
  Reúnem-se hoje às 4 da tarde, os componentes diretivos do Bola ao Cesto, da S.Paulo-Paraná,  para a posse da diretoria.
  A reunião esportiva será mesmo realizada na quadra de cestobol da entidade esportiva ferroviária, havendo em seguida à posse dos novos  diretores, um amistoso treino entre conjuntos da entidade.

  Reina nos meios esportivos da S.P.P., muito entusiasmo pela expansão e prática de esportes. esperando-se que a nova diretoria empregará todos os esforços no sentido de melhorar mais ainda as condições da sociedade, ampliando o quanto possível o seu patrimônio esportivo e tornando-a conhecida e invicta, como veículo de aproximação esportiva, social e cultural ourinhense."



Na última fileira à esquerda são vistos (3) Hermínio Socci (4) Marjorie Morton com a filha no colo e o Engenheiro Morton.
Agachado (2) Alberico Albano (Bio)

A nota  do jornal “A Voz do Povo” , de 23/11/1940, é um registro da modalidade cestobolística  na SPP: 

“Visitou esta cidade, durante a semana passada, uma lusida caravana cestobolística do Escritório Central S.P.P., da Capital, que aqui disputou algumas partidas com os cestobolistas do escritório local da mesma ferrovia.
Sábado, à tarde, as turmas de bola ao cesto visitante e local, mediram forças em belíssima competição, saindo vencedora a primeira por 25 a 10. Domingo, às 11 horas, entraram na quadra sa S.P.P., perante seleta assistência, os quadros principais dos visitantes e locais, tendo, aliás, sido esta a principal partida dos ferroviários, vencendo a turma do Escritório central, por 25 a 11.
Domingo mesmo, pelo Ouro Verde, a caravana regressou para S. Paulo, tendo concorrido embarque”.





Fotos por Francisco de Almeida Lopes




À direita, de terno branco é Amadeu de Souza, tio dos jovens Tucunduva. Ele trabalhava na Agência Ford, de Raul Silva, na Rua 9 de Julho. Cyro Tucunduva é o sexto, da esquerda para a direita em pé. José Tucunduva (Juca) é o terceiro agachado, da esquerda para a direita. Juca apenas jogava no time, não trabalhava na SPP. O segundo em pé à esquerda creio ser Flávio Menezes, que foi  casado com Guiomar Vara.





José Tucunduva (Juca é o terceiro e Cássio Tucunduva  é o quarto, da esquerda para a direita


O penúltimo à direita é Castorino Ferraz Bueno, um dos primeiros empregados da SPP, ainda na época em que a ferrovia pertencia aos fazendeiros da região. Ele foi casado com Nair Migliari.
Tenho a impressão que essa foto é a do primeiro jogo do time. À esquerda estão dois membros da administração: Benedito Monteiro (em meio corpo) e um outro que não sei o nome. 
Cyro Tucunduva é o terceira da esquerda para direita em pé, José Tucunduva (Juca) é o oitavo e Amadeu o da ponta. Cássio Tucunduva é o terceiro agachado, da esquerda para a direita.


Cyro Tucunduva é o primeiro à esquerda, em pé; Cássio Tucunduva  é sexto  Amadeu, tio dos jovens Tucunduva é o último. José Tucunduva (Juca) é o terceiro da esquerda para direita, agachado.



Em pé: (1)Alberico Albano (Bio)(2)Cyro Tucunduva. Agachado Cássio Tucunduva.


Agachados: (1) Cyro Tucunduva, (2) Alberico Albano Bio) 


Comentários

Francisco Carlos Soares disse:

Depois da SPP o basquete foi jogado no Ginásio de Ourinhos e no Ginásio Santo Antonio. Posteriormente, foi implantada uma quadra ao lado da Prefeitura velha e, finalmente, veio o Ginásio de Esportes, o famoso Monstrinho da Sorocabana (apelido dado pelo jornalista Salvador Fernandes, oposicionista ao prefeito José Maria Paschoalick.Ele sempre foi contra a obra, dizendo que era uma obra faraônica desnecessária. O tempo mostrou o quanto ele estava errado.) Quando do Ginásio de Ourinhos, havia um bom número de ótimos jogadores estudantes, que continuaram jogando por Ourinhos, mesmo depois de terem deixado os estudos. Na época, o professor de Educação Física era o Vitorino Gonçalves Dias, que depois mudou-se para Londrina e acabou morrendo mordido por um cachorro louco. Naquela cidade ele marcou fundo sua passagem, tanto que seu nome acabou sendo lembrado na denominação do Estadio Municipal Vitorino Gonçalves Dias, o grande palco das disputas futebolísticas, antes de ser construido o Estádio do Café. Lá em Londrina ele foi professor no Colégio Londrinense, ocasião em que levou para lá dois dos grandes jogadores de Basquete de Ourinhos, o Geraldo Barros Carvalho e o Alípio Brás.
Falando em Alberico Albano, lembro-me muito bem dele.Era o Bio, figura de muito destaque na vida esportiva ourinhense. Se não me falha a memória, ele morreu vítima de uma grave enfermidade.
Renato Barros (Neto de Salvador Fernandes) disse…
É Importante ressaltar alguns pontos com relação ao comentário acima:

A verba utilizada na construção do Monstrinho foi trazida para a cidade através dos esforços e influências de Salvador Fernandes, com o intuito de minimizar as deficiências de saneamento básico que a população de Ourinhos possuía naquele momento. Entretanto o Prefeito da época desviou a mesma de seu intuito inicial para a construção do ginásio.

A grande crítica que Salvador fez na época foi com relação às prioridades estabelecidas pelo prefeito e não com relação a importância que um ginásio tem para uma cidade, o que parece ser óbvio. É melhor e mais legítimo priorizar pela saúde da população da cidade do que pela construção de um ginásio.

Se hoje a cidade tem um time de basquete vitorioso é porque existe um grupo de pessoas e empresas que decidiram investir e trazer para a cidade profissionais consagrados do basquete Brasileiro e o Monstrinho não teve uma relação direta com a formação desses jogadores.

Não se nega a importância que isso exerce nos jovens da cidade, mas para que eles realmente se desenvolvam há necessidade de melhores condições, que só com decisões acertadas e dadas as prioridades adequadas iremos obter. E não parece ser isso que acontece na nossa cidade.

O momento crucial para a formação de um atleta é o período da pré adolescência, onde deveríamos passar a maior parte do dia na escola e é curioso pensar que não temos nem se quer uma piscina em escola pública na cidade. Essa não é uma condição exclusiva de Ourinhos, mas sim da maioria das cidades Brasileira e coincidentemente sempre tivemos uma atuação secundário no cenário esportivo mundial. Desse modo, volto a resgatar a questão das prioridades que Salvador ressaltou naquela época, será que priorizamos as coisas certas nesse país?
Renato Barros (Neto de Salvador Fernandes) disse…
É Importante ressaltar alguns pontos com relação ao comentário acima:

A verba utilizada na construção do Monstrinho foi trazida para a cidade através dos esforços e influências de Salvador Fernandes, com o intuito de minimizar as deficiências de saneamento básico que a população de Ourinhos possuía naquele momento. Entretanto o Prefeito da época desviou a mesma de seu intuito inicial para a construção do ginásio.

A grande crítica que Salvador fez na época foi com relação às prioridades estabelecidas pelo prefeito e não com relação a importância que um ginásio tem para uma cidade, o que parece ser óbvio. É melhor e mais legítimo priorizar pela saúde da população da cidade do que pela construção de um ginásio.

Se hoje a cidade tem um time de basquete vitorioso é porque existe um grupo de pessoas e empresas que decidiram investir e trazer para a cidade profissionais consagrados do basquete Brasileiro e o Monstrinho não teve uma relação direta com a formação desses jogadores.

Não se nega a importância que isso exerce nos jovens da cidade, mas para que eles realmente se desenvolvam há necessidade de melhores condições, que só com decisões acertadas e dadas as prioridades adequadas iremos obter. E não parece ser isso que acontece na nossa cidade.

O momento crucial para a formação de um atleta é o período da pré adolescência, onde deveríamos passar a maior parte do dia na escola e é curioso pensar que não temos nem se quer uma piscina em escola pública na cidade. Essa não é uma condição exclusiva de Ourinhos, mas sim da maioria das cidades Brasileira e coincidentemente sempre tivemos uma atuação secundário no cenário esportivo mundial. Desse modo, volto a resgatar a questão das prioridades que Salvador ressaltou naquela época, será que priorizamos as coisas certas nesse país?

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