DRº WALLACE MORTON



Nada há em Ourinhos que registre a memória desse engenheiro inglês que viveu em Ourinhos por cerca de 15 anos, a quase totalidade deles como superintendente da Companha Ferroviária São Paulo-Paraná. Imerecidamente, porque pela sua posição e pelo fato de ter sido o maior empregador da cidade, nesse período, deveria ter pelo menos uma rua com seu nome. Isso sem falarmos no fato de ter sido um bom patrão, bastante popular entre todos os que trabalharam nessa ferrovia, além de ter se integrado ao cotidiano dessa pequena cidade do interior paulista, participando do Rotary Clube local, da direção de clubes de futebol e da comissão responsável pela fundação da Santa Casa de Misericóridia. Uma passada d'olhos nas edições de "A Voz do Povo" desse período dá um amostra de sua convivência franca com o cotidiano de Ourinhos. Meu pai e seus primos Benedito Monteiro e Carlos Eduardo Devienne, que trabalharam sob seu comando, o admiravam muito. No livro "Ourinhos - memórias de uma cidade paulista", o jornalista Jefferson Del Rios narra alguns fatos interessantes que mostram o quanto era um homem simpático. Fato comprovado pelo sorriso franco estampado na foto aqui publicada, feita após uma partida de tênis, esporte que muito apreciava e difundiu.
Sua esposa Marjorie faleceu em São Paulo, e lá foi enterrada (início dos anos 1940).
Após a encampação da ferrovia, em 1944, retornou à Inglaterra, onde faleceu em 1986. Num relato que fez , pouco tempo antes de seu falecimento, sobre sua experiência em Ourinhos (publicado em parte no livro citado acima), ele conclui:

"Com orgulho, posso dizer que nos anos de 1932 até 1944, em que eu era superintendente da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, se a operação da estrada foi um grande sucesso, foi devido à leal cooperação e dedicação ao trabalho que recebi de todos os empregados da estrada, e a todos devo o meu sincero muito obrigado".

Comentários

Muitíssimo bem lembrado e bem colocado, José Carlos. Historicamente, Dr. Wallace Morton figura entre as mais destacadas personalidades de nossa cidade e sua contribuição não deveria ser esquecida. Um abraço.
Guará Matos disse…
Gostaria que conhecesse o "RIO ENTERTAINMENT"
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Guará Matos-Editor.
Maria Aparecida disse…
Gostaria de fazer correção da data do falecimento de D. Marjorie, esposa do Dr. Morton. O fato aconteceu em 1942 e não 1940 como consta em seu relato. Tomei a liberdade de corrigi-lo pq cresci ouvindo a historia dessa pessoa fabulosa. Minha mãe foi cozinheira do casal desde a chegada a Ourinhos até seu casamento, dia 18/12/1941. Minha tia foi babá da filha deles, Rosemary. Minha mãe tinha verdadeira paixão por eles. Foram patrões excelentes. D. Marjorie deu todo o enxoval , vestido de noiva, festa e foram padrinhos dela. Ela faleceu qdo estava planejando o enxoval do bebê esperado por minha mãe, no caso, eu. Como sou do final de 1942, ela desencarnou nesse ano. No mais, adoro ler as histórias do povo Ourinhense contadas por vc.
Maria aparecida, obrigado por seus comentários que vieram acrescer ao relato que fiz, ajudando a compor o perfil do drº Morton e de sua família.
Você tem alguma foto da d, Marjorie?
José Carlos
Maria Aparecida disse…
Oi, José Carlos, eu até tinha fotos de umas férias que minha mãe passou com eles no Guarujá, mas não sei se ainda tenho, pois mudei muito e sempre acaba sumindo algo em cada mudança. Vou procurar e se encontrar mando prá vc.
Cida Gabriotti