7.5.16

OURINHOS A CAMINHO DO CENTENÁRIO: O EXTERNATO RUI BARBOSA

O prédio do Externato Rui Barbosa, que  ficava na Avenida Altino Arantes,  é o que tem uma placa grande na varanda. Nesse local hoje está instalada uma agência da Caixa Econômica Federal.


O Externato Rui Barbosa, fundado em 1928, foi a primeira escola particular a oferecer uma modalidade de  curso ginasial em Ourinhos.
Seu proprietário era Constantino Molina,  professor espanhol muito preparado, colaborador de "A Voz do Povo", onde escreveu muitos artigos sobre diversos assuntos ao longo dos anos 1930, tendo ainda publicado uma alentada narrativa sobre a Revolução de 1932 na região de Ourinhos.





Os alunos dessa modalidade de curso ginasial eram preparados na escola e, ao final do ano, iam até São Paulo prestar exames em escolas autorizadas pelo governo federal. 
Em 1937, um grupo de alunos submeteu-se a  exames na Faculdade Comercial Brasil, em São Paulo. A nota mais alta entre as alunas foi 8, obtida por Rosa Fragão, Ivone Pierotti e Amélia das Neves Lopes. A mais alta entre os alunos foi 7, obtida por José Fernandes, Hermínio Nogueira e Jairo Diniz.




Nesta foto editada vemos Amélia das Neves Lopes e
Jairo Teixeira Diniz 









Vários outros cursos eram também oferecidos pelo Externato:


Dois de meus tios, João e José e  minha mãe, Amélia estudaram nessa escola. Meus tios fizeram o curso comercial e Amélia o curso secundário.
Em 24 de maio de 1935, o jornal "A Cidade de Ourinhos publicava:
"Resultado do segundo exame bimensal de março e abril:
1º lugar - João Neves, com 100 pontos; 2º lugar - Agripino Braz, com 91 pontos; 3º Orlando Vendramini, com 87 pontos; 4º José Neves Neto, com 78 pontos(...)"



Com a criação do Ginásio de Ourinhos, uma escola particular com subvenção da prefeitura, oferecendo o curso secundário regular, o Externato Rui Barbosa foi perdendo a sua clientela. Isso levou o professor Molina a deixar cidade em outubro de 1942, indo para São Paulo. O prédio onde funcionava a escola foi comprado pelo professor Aparecido Lemos, que ali manteve por muitos anos um curso de datilografia.

4 comentários:

Marão disse...

O professor Aparecido e dona Josefa também tiveram, por algum tempo, uma especie de pré-primário. Para entrar no grupão, a idade mínima era 7 anos. Então aprendi a ler ali, aos 6 anos, com dona Josefa.

José Carlos Neves Lopes disse...

Boa lembrança, Marão, mantiveram então por certo alguns dos cursos que o professor Molina havia criado.
Obrigado.
Abraço.

Francisco Soares (Chicão) disse...

Francisco Soares escreveu;

O professor Aparecido Gonçalves Lemos mantinha dois cursos, um de noções de contabilidade comercial e outro de datilografia Foi ali que tornei-me datilógrafo e fui trabalhar no cartório do Geraldo Abujamra.onde tornei-me exímio tecladista. Um dia o professor Aparecido estava no cartório e o Geraldo perguntou-lhe se não era pouco demais, ele dar diploma a quem escrevesse 30 palavras por minuto. Ele respondeu que isto era normal, e perguntou ao Geraldo quantas palavras ele escrevia por minuto. Este disse: O Chiquinho saiu de lá com 30 palavras e hoje, um ano depois, escreve perto de 70. Ante a dúvida do professor, o Geraldo fez-me copiar uma escritura e marcou o tempo de dois minutos. Após, contou as palavras,que atingiram 164. Foi um sucesso. Ah, eu tinha apenas 14 anos, pois foi em 1946.

Marisa Nogueira disse...

Que bela recordação. Obrigada pela lembrança.
Marisa da Silva Nogueira