14.5.16

OURINHOS A CAMINHO DO CENTENÁRIO: A FACE SUL DA CIDADE E A FAZENDA MÚRCIA




Esta é mais uma das fotos que meu pai, Francisco de Almeida Lopes, fez da cidade a partir do topo da Igreja Matriz nos anos 1950 (primeira metade, acredito).
Ela é muito importante pelo registro de  vários aspectos do passado ourinhense. A paisagem que a foto descortina  acha-se hoje completamente alterada.
Em primeiro plano vemos um trecho da  da Rua Rio de Janeiro, compreendido entre as Ruas Cardoso Ribeiro e Souza Soutello. Nele se acham 12 casas, 6 do lado esquerdo e 6 do lado direito, que foram construídas em área da Fazenda Múrcia. Elas constituíam o segundo lote de residências que a "Caixa" da Companhia Ferroviária  São Paulo-Paraná ergueu e financiou a empregados seus. O primeiro lote, foi aquele compreendido entre a Avenida Altino Arantes e a atual Expedicionário, na altura da Rua Monsenhor Córdova.



(Rua Monsenhor Córdova)


As duas primeiras casas na Avenida Altino Arantes: a do contador Benedito Monteiro e a do chefe de movimento Carlos Devienne (na varanda, minha tia Benedita Lopes Devienne) 

No segundo lote,  vamos encontrar algumas casas em novo estilo, mais leve eu diria, caracterizado por varandas em arco. O responsável por esse novo estilo foi o construtor  Ezelino Zório, sobrinho de Henrique Tocalino.

Uma das casas no novo estilo, a de meu pai, edificada em 1943, ( Souza Soutello, 194, esquina com Rio de Janeiro)

Mais adiante, vemos  grande parte de uma das fazendas que rodeava a cidade - a Fazenda Múrcia, de propriedade Horácio Soares (1894-1952), que foi casado em primeiras núpcias com Emília Santos e em segunda com Hermínia Vicentini. A fazenda de café foi adquirida em 1925. O cafezal que nela existia circundava e atravessava  a linha férrea que demanda o Paraná 
No centro da foto vemos uma área arborizada. Era o local onde se achava a sede da Fazenda Múrcia. Após a morte de Horácio, seus filhos lotearam o que restava da fazenda  dando origem a novos bairros.
Mais adiante vemos uma ampla visão da Vila Odilon, tomada por  inúmeras olarias com suas belas chaminés, e a perder de vista a divisa com o estado do Paraná.



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