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JOSUÉ GALVÃO KANDA (1960-2011)



São Paulo, sexta-feira, 25 de novembro de 2011Cotidiano


Cotidiano

Josué Galvão Canda (1960-2011)
Jornalista obcecado por história
DE SÃO PAULO
Nos primeiros anos de jornalismo, Josué Galvão Canda escreveu sobre diversos assuntos nesta Folha: de política, saúde e educação a squash -que até lhe rendeu em 1986 um prêmio de jornalismo esportivo. Ganhou um videocassete e uma televisão.
Caçula de cinco irmãos, nasceu em Ourinhos (SP). Seu avô veio ao país no Kasato Maru, primeiro navio a trazer imigrantes japoneses após acordo entre Brasil e Japão.
Seu pai foi militante da Ação Integralista e chegou a ser preso com Plínio Salgado.
Josué divergia politicamente do pai. Nos tempos de Faculdade Metodista, onde se formou em 1984, militou no PT e participou das Diretas-Já. Na faculdade, integrou o grupo de teatro Nóspornós e conheceu a mulher, Silvana Mascagna.
Entrou para a Folha pouco depois de formado. Após se casar, em 1987, mudou-se para a Europa. Foi correspondente do jornal na Espanha.
Fanático pelos Rolling Stones, jurava ter recebido uma piscadela de Mick Jagger num show do grupo em Londres.
Em 1990, de volta, tornou-se editor do caderno regional "SP ABCD" da Folha. Os amigos lembram que o jornalista era vibrante, tinha um humor sofisticado e bebia Coca-Cola compulsivamente.
Em 1996, foi para Belo Horizonte trabalhar na implantação do jornal "O Tempo", onde teve cargos de chefia.
Saiu para se dedicar aos estudos. Obcecado por história, especialmente da Segunda Guerra e do Holocausto, escreveu dois livros, não publicados, sobre o tema. Admirava profundamente os judeus.
Morreu ontem, aos 51 anos, em BH. Não teve filhos. Será enterrado em Ourinhos, ao lado do pai, como desejou.


Era filho do Mistugui Kanda e Jandyra (Janda) Galvão (Bazar da Janda), na Rua Expedicionário.



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