AMIZADE

Encontrei  essa poesia no site http://www.paralerepensar.com.br/index.htm , onde  é apontada como de autoria desconhecida:


ENQUANTO HOUVER AMIZADE...


Pode ser que um dia deixemos de nos falar. Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe. Mas, se a amizade permanecer, um do outro há de se lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos. Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais nos vejamos Mas, se ainda sobrar amizade, recordaremos bons momentos mesmo distante um do outro... Pode ser que um dia tudo acabe. Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente,sendo único e inesquecível cada momento...

Acredito que seus versos se encaixam bem com a situação retratada na foto.
Local: porta de entrada do Escritório Central da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, em Ourinhos.
O ano: Muito provavelmente 1940/41
Os retratados: funcionários da empresa


"Pode ser que um dia não mais nos vejamos

Mas, se ainda sobrar amizade,
recordaremos bons momentos mesmo distante um do outro..."

É assim que me lembro de meu pai se referindo a muitos dos que estão nessa foto, quarenta anos depois, ou quando reencontrou outros anos depois.
 São eles na primeira fileira debaixo para cima:
Américo Granato, que acabou se casando com uma prima de papai, Santa Devienne. Foram para Curitiba com a encampação da ferrovia pelo governo federal e nela  trabalhou até a aposentadoria;
Jairo Diniz, um dos mais novos da turma, ainda vivo e lépido, a quem minha mãe sempre se referia com carinho, pois foram colegas no Externato Rui Barbosa. Jairo foi também locutor da ZYS7 Rádio Clube de Ourinhos. Integrou a primeira turma do Tiro de Guerra de Ourinhos. Orgulhoso disso, comparecia todos os anos às cerimônias realizadas anualmente. 
Chiquinho Saladini, o mestre sanfoneiro que depois montou uma lojinha na Rua Paraná;
Fazendo pose, na segunda fileira, Luiz Zanoto e Zé de Barros. Zé de Barros, tio do Geraldo de Barros Carvalho, foi um grande amigo de papai, vizinhos em Ourinhos e depois em São Paulo. 
Na turma de trás, Osvaldo Cardoso, praticamente criado junto com meu pai, exímio dançarino e derretedor de corações femininos; Rolando Vendramini, cuja família morava em frente a casa de meus avós na 9 de Julho, havia entrado para SPP ainda nos anos 1930, menino de caça curta. Com a encampação fez carreira bancária, aposentado-se como gerente do Banco Mercantil. Foi casado com a professora Helena Braz; Aristides Silveira, outro grande amigo. continuou na ferrovia até aposentar. Poeta bissexto, as páginas de "A Voz do Povo" abrigou muitas delas; ao fundo Chiquinho (9/3/1909-17/7/1987), meu pai que, baixinho, levantou o braço como a dizer "olha eu aqui".
Quem foi o autor da foto, com a máquina  do Chiquinho? Talvez  Jairo Diniz se lembre.
Não falei com ele a esse respeito e agora Jairo nos deixou neste dia, 20-8-2014.
Deixará muitas saudades no coração de todos os que o conheceram.

Comentários

tiavonete disse…
Moro proximo à casa do Sr. Jairo Diniz e o vejo passando por minha rua, dirigindo um Volks, e muito ereto e saudavel. Tendo oportunidade, vou perguntar a ele se tem email, ou trazê-lo em casa para ver essas fotos. Nunca me esqueço, que foi ele quem me emprestou "OS SERTÕES" para ler, quando ainda estava na 8ª Série (1956)