O TREM DE FERRO




O poema de Manuel Bandeira é de 1936.  Foi musicado pelo mestre Tom Jobim.

Café com pão 

Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo 
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

(Manuel Bandeira)

A foto era uma das mais queridas do seu autor - Francisco de Almeida Lopes, que a batizou por ocasião de uma mostra com a designação "Transpondo fronteiras".
É o que essa bela locomotiva a vapor  está fazendo no momento em que foi captada pela objetiva do seu autor - transpondo um dos limites entre o Estado de São Paulo e o Estado do Paraná, sobre a bela ponte de ferro construída sobre o Rio Paranapanema, nos anos 1930.
Ao seu lado vemos a antiga ponte rodoviária. A atual foi edificada em outro local.
Essa locomotiva, muito provavelmente, foi uma dos últimos modelos pertencentes à Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná.  
A foto é do início dos anos 1950.

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