SAUDADES DO MEU RÁDIO DE CABECEIRA

Na Ourinhos dos anos 1950, o rádio ainda era o companheiro inseparável das donas de casa. Minha mãe, sempre ativa no seu atelier de costura, na se separava da fita métrica dependurada no pescoço e do radio sintonizado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Não ouvíamos as rádios paulistas e sim as rádios cariocas, em ondas tropicais e curtas: além da Nacional, a Tupi e a Mayrink Veiga. A principal atração das duas primeiras eram as novelas que se inciavam à tarde e se alongavam até as 20 horas, este um horário nobre. Dois horários muito concorridos na Rádio Nacional eram o das 15 horas, com o "Presídio de Mulheres", com novelas drámaticas que causavam muitas lágrimas e o Rádio-Teatro Colgate Palmolive (sabonete), às 20 horas. Os rádio atores e rádio atrizes eram de primeira linha, Para citar apenas alguns: Paulo Gracindo, Isis de Oliveira, Daisy Lucidi, Roberto Faissal, Mário Lago (também bom novelista e autor de letras de músicas), Carmen Lídia (...