Pular para o conteúdo principal

UM TRECHO DA RUA 9 DE JULHO EM 1932.


Quase nada restou desse trecho do início da antiga rua Minas Gerais, atual 9 de Julho. Meu pai fez essa foto a partir do local onde hoje há o pontilhão da linha férrea. O garoto que se encontra em primeiro plano é um sobrinho Devienne (acredito que o Dezinho). Carlos Eduardo Devienne era casado com uma prima, Benedita de Almeida Lopes, irmã de meu pai. O casal morava na última casa desse trecho da rua, em frente ao garoto da foto. Essa casa feita de madeira ainda existe e está muito bem conservada. Adiante (esquerda) vê-se a casa da família Lopes, construída em 1931. Um dos filhos da dona Benedita Lopes, Manuel, também trabalhava na SPP-Paraná, sendo casado com Georgina Amaral Santos, filha do  Benício do Espírito Santo.
 Em seguida, havia a residência do casal Vendramini. Na esquina com a rua Rio de Janeiro, meu avô construiu, em 1939, um sobrado duplo que ainda existe. Do lado oposto, pode ser vista a entrada da casal do prefeito Benedito Martins Camargo, de quem meu avô comprou o terreno da esquina onde construiu sua residência, para lá se mudando em outubro de 1930. Parte da casa do prefeito Camargo abriga hoje o Colégio Anglo. Oposta à casa de meu avô ficava a casa da Donana, uma senhora portuguesa que cheguei a conhecer. A casa tinha um imenso quintal repleto de mangueiras.
Do outro lado estava a casa da família Ferreira (Otávio  Ferreira).
Ao fundo vê-se um homem caminhando pelo meio da rua e a torre da Igreja Matriz.
(Não se esqueça de clicar sobre a foto para vê-la num tamanho maior)
Foto por Francisco de Almeida Lopes

Comentários

Confrade,

Belas lembranças. Dos nomes citados, o que mais me fala ao coração é o Manoel Lopes, casado com dona Jorgininha.Fomos quase vizinhos, quando eu morava na Frei Antônio de Pádua. Tinham dois filhos, o Ari,que casou-se com a Valderez, filha do Luiz Golin e dona Candinha. Seguiu carreira militar em Brasilia e certamente hoje está aposentado como coronel ou general. Grande figura. Sua irmã (foge-me o nome), casou-se com o Mauro Gabriotti, que morreu há algum tempo atrás, conforme você comunicou-me. Quando de sua morte ele já estava em segundas núpcias. Depois de muito anos de aposentadoria,a família Lopes mudou-se para São Paulo. Lá, justamente no dia em que chegava sua mudança, Manoel morreu atropelado na porta de sua nova casa. Triste, triste. Ah, ele era irmão do João Batista Lopes, gerente regional da GULF na época emque lá eu trabalhava, isto em 1952 a 1955, lá emOurinhos.

Um abraço

Chicão

Postagens mais visitadas deste blog

O CINQUENTENÁRIO DA TURMA DE DEBUTANTES DE 1966 DO GRÊMIO RECREATIVO DE OURINHOS

A edição de 3 de setembro de 1966 do jornal O Progresso de Ourinhos saiu com a capa em cores, sendo praticamente dedicada a reportagens sobre as debutantes de 1966 do Grêmio Recreativo de Ourinhos. Na capa, a manchete foi:


Alice Chiarato, Ana Cristina Paula Lima, Aparecida de Oliveira, Cleide Prioli Gaudêncio, Cleonice das Graças Teixeira, Déa Maria dos Reis, Eloisa de Azevedo, Guacyra Maria Ferrari, Mariângela Baccili Zanoto, Mariângela Cury, Maria Ângela Pinheiro, Maria Dilza de Freitas Faria, Maria Silvia Bueno de Campos, Sílvia Nicolosi Correia, Silza Saccheli Santos







Nas páginas seguintes, as debutantes de 1966 foram entrevistadas sobre algumas de suas preferências e aspirações. Cada uma das debutantes tiveram sua foto publicada no topo da entrevista





O ator  preferido das adolescentes foi, de longe,  Rock Hudson, seguido por Alain Delon; já quanto ao cantor a preferência foi por Agnaldo Rayol.
Rock Hudson
À pergunta sobre a vocação foram citadas: engenharia química, psicologia, música, …

DE VOLTA PARA O PASSADO: 1961, AS TORRES DA IGREJA MATRIZ DO SENHOR BOM JESUS

À esquerda padre Domingos Trivi, à direita padre Eduardo Murante

Nesta edição comemorativa dos sessenta nos do mais antigo jornal de Ourinhos, a "Folha de Ourinhos", nada melhor do que um assunto próximo às origens do semanário veterano. Numa das últimas visitas que fiz ao nosso  saudoso  amigo drº Antonio Ferreira Batista, que foi gerente do Banco do Estado de São Paulo - Banespa entre os anos de 1950 e 1960, quando comentei algo sobre o Padre Domingos Trivi, o srº Ferreira contou-me que havia sugerido a esse pároco uma grande ação para que a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus tivesse finalmente suas torres concluídas. Desde os finais dos anos 1940, quermesses, leilões de prendas e outras ações por parte dos paroquianos tornaram possível a edificação da nova Igreja Matriz.  
Concluída na parte interna, embora ainda sem um acabamento mais fino,  já nos primeiros anos da década de 1950, cerimônias foram sendo realizadas no novo templo. 
Era necessário, então, a finalização de sua f…

LIBERTO RESTA (1914-1984), O CHEFE DO ESCRITÓRIO DA SANBRA

Nessa foto de autoria de meu pai,vemos Liberto e Ditinho acompanhados por Arlindo (trabalhava na seção pessoal da Sanbra) no acordeão e Robertinho (trabalhava na Coletoria Estadual), por ocasião de uma homenagem a Ourinhos no programa televisivo de Homero Silva, no final dos anos 1960.

Nesta foto vemos o casal Liberto e Ynira, a filha Rosa Maria, Ivone Duarte de Souza, esposa do gerente da Sanbra José Fernandes de Souza e a filha Cristina por volta de finais dos anos 1950.

Os dois anos e meio em que trabalhei na Sanbra foram marcantes para mim Muitos dos empregados da fábrica e do escritório tornaram-se um paradigma para minha vida profissional ao longo de 50 anos. Um deles foi Liberto Resta. Ingressei com 15 anos no escritório, na condição de aprendiz. Liberto era o chefe do escritório.
Foi o responsável pla formação da primeira equipe do escritório da Sabra em Ourinhos.
Na foto abaixo vemos Liberto juntamente com alguns empregados do escritório e da fábrica, no ínicio dos anos 1950.
Aga…