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JOAQUIM DE AZEVEDO, O FUNDADOR DE "A VOZ DO POVO"

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A CIDADE DE OURINHOS COBRE-SE DE LUTO COM A PERDA DE UM DE SEUS GRANDES BATALHADORES. Aos 68 anos de idade faleceu nesta cidade, dia 18 do corrente, ás 10 horas da manhã, o estimado cidadão Snr. Joaquim de Azevedo, fundador e Diretor de «A Voz do Povo».  Essa foi a manchete do semanário (24-12-1945) fundado em 1927, "A Voz do Povo", noticiando o falecimento de seu fundador . Antes de se fixar em Ourinhos, em 1910, Joaquim de Azevedo fora empregado da Estrada de Ferro Sorocabana, tendo sido chefe de estação. (foto do acervo de Wilson Monteiro) Tendo circulado vinte e quatro anos,  o semanário passou por várias fases nas quais Joaquim de Azevedo soube cercar-se de bons colaboradores que publicavam artigos assinados sobre os mais diversos assuntos. Tendo lido toda a coleção, reputo como uma das melhores fases, aquela de finais dos anos 1930, quando atuou no jornal o jornalista Sansão Ferreira. Com a morte de Joaquim de Azevedo, assumiu a direção do j...

O CINE OURINHOS

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Emílio Pedutti (1904-1963), nascido em Botucatu,   formou-se contador na conceituada Escola de Comércio Álvares Penteado. O jovem seguiu a carreira bancária, tendo chegado a gerente do Banco Francês e Italiano para a América do Sul. Do banco, passou à atividade empresarial no ramo de diversões, constituindo a Empresa Teatral Pedutti, responsável pela abertura de salas de cinema em inúmeras cidades do interior paulista. Emilio Pedutt i Em Ourinhos, a empresa adquiriu o Cine Cassino, cuja gerência foi entregue ao jovem  Romeu Silva, também de Botucatu, recém casado. Ele e sua esposa Glorinha integraram-se à cidade, aqui passaram a viver e morreram;  fizeram história à frente do Cine Ourinhos. Os que frequentaram o cinema jamais se esquecerão da famosa bala de café que saia das hábeis mãos de dona Glorinha. Em Ourinhos nasceram os dois filhos do casal. Merecia ter sido dado seu nome a uma das ruas da cidade. , Romeu Silva  e Alfeu, um dos lanter...

OS 90 ANOS DE ALZIRA MATACHANA GONZALES DE MOURA (ALZIRINHA)

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Alzirinha é a caçula de uma família (Matachana) de oito  irmãos já falecidos. Ao lado do pai, Arquipo Matachana. Minha mãe dizia sempre que era um prazer cruzar com Alzirinha nas ruas e levar um pequeno papo sobre os velhos tempos.  Alzira tem como marca registrada seu belo e franco sorriso, característicos da espontaneidade que ele irradia. Foi colega de turma de meu tio Herculano Neves no Ginásio de Ourinhos, ocasião em que  a adolescente baliza, nos desfiles de Sete de Setembro,  foi  flagrada pela câmera fotográfica de meu pai.  Alzira foi casada com o drº Raul Gonzales de Moura, com quem teve dois filhos, um deles também médico em Ourinhos, Ronaldo Matachana Gonzales de Moura. Neste dia, 21 de fevereiro, Alzirinha completa 90 anos. Que continue por muito tempo irradiando simpatia e  seu belo sorriso. Nesta foto, tem ao seu lado (direita) o marido drº Raul. Com os colegas de ginásio numa confraternização. ...

RELEMBRANDO OS CARNAVAIS DE 1931 E 1932

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Ourinhos, desde os seus primórdios, sempre deu ênfase aos festejos carnavalescos: corso, bailes vesperais para crianças e noturnos para os adultos.  Seguem abaixo duas publicações do semanário "A Voz do Povo" sobre a organização dos bailes de 1931 e 1932, no Grêmio Recreativo de Ourinhos. FESTEJOS CARNAVALESCOS  Com a presença de numerosa assistência, realisou-se no Theatro Casino, sob a presidência do Snr. Francisco Cocapieller, uma reunião com o fim de tratar dos festejos Carnavalescos no corrente anno. O enthusiasmo reinante era extraordinário e dizia bem da animação de todos os presentes. Foi eleita a seguinte commissão: Paulo Novaes de Carvalho Alberto Matachana Raphael Avallonc Pedro Migliari Mario Mori José Pedroso Manoel Liborio Carlos Amaral Essa commissão resolveu nomear uma com missão de senhoras e outra de senhoritas,que ficaram assim constituídas : Senhoras : Da. Zizi Coccapieler Da. Valentina M. Alonso Da. Mariquinhas A. Lanzoni Da. Mariquinhas Pedroso ...

OURINHOS, 1927, A INAUGURAÇÃO DA NOVA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA E DO CORETO DA PRAÇA MELO PEIXOTO

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O ano de 1927 trouxe para Ourinhos duas grandes novidades: a inauguração da nova estação da Sorocabana e do coreto da Praça Melo Peixoto. Era prefeito da cidade,o professor e dentista José Galvão (1926-1930) E. C. OURINHENSE x NORTE DO PARANÁ No jogo realizado  domingo p. p., nesta cidade, entre o E. C. Ourinhense e o Norte do Paraná Futebol Clube, de Ribeirão Claro, venceu o E. C. Ourinhense, pela contagem de 4 x 0 o l.o time, tendo o 2.0 empatado de 2 a 2. BAR  ESPORTE  Bebidas finas nacionaes e extrangeiras, doces, conservas, cigarros, latarias diversas, etc. Cervejas da “Antarctica”, a toda e qualquer hora, deliciosamente geladas.  C. FIGUEIREDO  P R A Ç A  M E L O P E I X O T O CAIXA, 24 - LINHA SOROCABANA OURINHOS (23-3-1927) CINE-CENTRAL Está de parabéns a empreza H. Rodrigues, pois os films exhibidos nestes últimos dias têm excedido aos desejos dos freqüentadores do Cine-Central. O Central é, incontestavelmente, uma casa ...

O BAILE DAS DEBUTANTES DE 1962 (22 DE SETEMBRO DE 1962)

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Clique sobre as fotos O Baile das Debutantes era um dos mais importantes do Grêmio Recreativo de Ourinhos, aquele em que adolescentes eram apresentadas à sociedade. Esse baile foi uma criação do Lions Clube de Ourinhos. Cada uma delas adentrava o salão levada pelas mãos do pai, de um irmão ou do namorado, aos quais se reservava a primeira valsa. A edição de 1962 foi a da apresentação à sociedade das garotas da minha geração. Os vestidos eram  confeccionados por estilistas locais ou de outras localidades. Em Ourinhos, o local mais procurado para a confecção de roupas luxuosas era "A Caprichosa", onde pontificava a estilista Ivone Abujamra.  No baile de 1962, pelo menos um dos vestidos eu sei que foi de sua lavra, o de Marilena Beltrami Costa. O vestido de Cristina Duarte de Souza foi confeccionado em Bauru por dona Lilian Pontes. Eis as debutantes de 1962: Ciomara Matachana , 15 anos, filha de Alberto Matachana, aluna do Ginásio Santo Antônio; Edna Mato...

PANORAMA VISTO A PARTIR DA TORRE DA "IGREJA VELHA", NO FINAL DOS ANOS 1930

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Acredito que meu pai não tenha feito apenas esta foto a partir da torre da "Igreja Velha", denominação que dávamos para a  primeira Igreja Matriz, que ficava na Praça Melo Peixoto, onde hoje se encontra um prédio da Telefonica. De qualquer modo é única que conheço.  Ela foi  uma das três que ele fez naquelas imediações: a da Rua Paraná a perder de vista , e que serviu de capa para o livro do jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves - Ourinhos - memórias de uma cidade paulista , a da rua Paraná a perder de  vista  e a  da Rua 9 de Julho com destaque para a Casas Pernambucanas. Um detalhe me faz situar a primeira foto  no final dos anos 1930, diria 1938, - o de que não se vê na Rua 9 de Julho, do lado direito, o sobrado duplo que meu avô fez construir em 1939, e que existe ainda hoje.  Em primeiro plano se vê à direita  a Casas Pernambucanas, em frente da qual se acham duas meninas. Em seguida há três edificaçõe...