16.1.16

PANORAMA VISTO A PARTIR DA TORRE DA "IGREJA VELHA", NO FINAL DOS ANOS 1930



Acredito que meu pai não tenha feito apenas esta foto a partir da torre da "Igreja Velha", denominação que dávamos para a  primeira Igreja Matriz, que ficava na Praça Melo Peixoto, onde hoje se encontra um prédio da Telefonica.
De qualquer modo é única que conheço. 
Ela foi  uma das três que ele fez naquelas imediações: a da Rua Paraná a perder de vista , e que serviu de capa para o livro do jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves - Ourinhos - memórias de uma cidade paulista, a da rua Paraná a perder de  vista


 e a  da Rua 9 de Julho com destaque para a Casas Pernambucanas.


Um detalhe me faz situar a primeira foto  no final dos anos 1930, diria 1938, - o de que não se vê na Rua 9 de Julho, do lado direito, o sobrado duplo que meu avô fez construir em 1939, e que existe ainda hoje.
 Em primeiro plano se vê à direita a Casas Pernambucanas, em frente da qual se acham duas meninas. Em seguida há três edificações, a terceira é uma casa com amplo jardim na frente, onde residia o médico Alfredo de Almeida Bessa e  família, e que mais tarde foi comprada por Ítalo Ferrari, as outras duas dariam lugar alguns anos depois ao sobrado construído pelo fotógrafo Frederico Hahn.
Na esquina seguinte (com Arlindo Luz) havia uma pensão, um pouco mais adiante a casa do médico Franklin Correa e a casa da família de Otávio Ferreira.
À esquerda se vê o telhado do prédio do Banco Commercial do Estado de São Paulo, o sobrado de Vasco Fernandes Grillo, onde no andar superior residia sua família e no térreo havia a Casa Vasco ( esse sobrado, na esquina com Paraná, ainda existe). Mais adiante, um sobrado com dois andares, que ainda lá está, e no qual foi instalada no térreo a primeira agência da Caixa Econômica Federal, onde tive a minha primeira conta de poupança.
A perder de vista, a chamada Vila Inglesa por lá se situarem o escritório da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, as casas de seus altos funcionários, a Cooperativa e as casas de empregados do tráfego e linha. 

2 comentários:

Noel G. Cerqueira disse...

José Carlos. observe que não havia calçamento nas ruas. OS homens, em sua maioria, não saiam de casa sem paletó. Quando adolescente (?) acompanhei a demolição da igreja. Cheguei a escrever uma crônica a respeito.

José Carlos Neves Lopes disse...

Obrigado pelo comentário Noel, novos tempos, novos costumes. Aquela tranquilidade ficou no nosso passado, guardada com muito carinho como uma doce lembrança, Abraço.