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A QUASE CENTENÁRIA IGREJA METODISTA DE OURINHOS

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E A Igreja Metodista de Ourinhos já é centenária.  O movimento metodista remonta à primeira metade do século XVIII, tendo iniciado graças ao sacerdote  John Wesley, que buscava uma renovação dentro da Igreja Anglicana. Após a sua morte, é que surge a Igreja Metodista. O metodismo teve uma penetração grande no sul dos Estados Unidos, no século XIX..  No Brasil, sua presença data da segunda metade do século XIX. O primeiro núcleo foi fundado pelo pastor J unius Estaham Newman  na Província de São Paulo, o chamado  "Circuito de Santa Bárbara", em 1871 . Em Ourinhos, o  núcleo inicial, segundo o reverendo  João  Francisco Ricardo Baptista,  era constituído por um grupo de 10 pessoas que se reuniam numa casa próxima à estação  ferroviária.  Jacinto Ferreira de Sá doou, em 1915,  um terreno na Rua São Paulo para a construção do templo. A inauguração do templo se deu em 13 de junho de 1915. O cresc...

JULIO ZAKI ABUCHAM E O BAR PAULISTA

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Considero o artigo publicado no semanário "A Voz do Povo", de 25 de fevereiro de 1939, uma obra prima. A descrição  do que se passava no interior do Bar Paulista,  feita pelo autor,  é tal qual um instantâneo feito por um fotógrafo detalhista.  É também uma bela homenagem à figura de Julio Zaki Abucham, o caçula dentre os homens da família. Uma ode à sua simpatia que pude avaliar  de perto. Infelizmente  o autor utilizou um pseudônimo, e assim nunca saberemos quem era. O Bar Paulista ficava na Praça Melo Peixoto ao lado da Igreja Matriz. Foi inaugurado no ano de 1938. João e Júlio Zaki estavam no comando, contando com o auxílio competente das irmãs Budai, Maria e Júlia. A primeira, com seu sorriso franco sempre estampado no rosto. O bar tinha charme: longas prateleiras nas paredes laterais e central; o caixa do lado esquerdo, mesas espalhadas pela área central. À direita ficava o balcão do café. Tornou-se um ponto de encontro de gerações de toda condiç...

O INÍCIO DO CALÇAMENTO DE OURINHOS - 1948

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Sábado, 4 de setembro de 1949, o jornal "A Voz do Povo" publicava em primeira página a notícia que a empresa Luiz Bicudo Júnior, dera início ao calçamento das via públicas, conforme contrato assinado ente essa empresa e a Prefeitura de Ourinhos, que tinha à frente o prefeito Cândido Barbosa Filho, eleito em 1947 pela coligação entre o Partido Social Progressista e a União Democrática Nacional. O contrato fora assinado no salão de festas do Grêmio Recreativo de Ourinhos, no dia 19 de agosto de 1948,  contando com numerosa assistência. Aos presentes foi servida, "em regozijo, uma profusa taça de champanhe". As obras foram iniciadas na Rua Paraná, principal artéria da cidade. O governo do estado concedeu frete livre para o transporte do  paralelepípedo a ser utilizado no calçamento. Seriam pavimentadas 60.000 m2 de vias públicas. Era a concretização de um sonho dos munícipes, tão pleitado quanto postergado desde os anos 1930. Foto: autor desconhecido (pe...

OURINHOS E AS FERROVIAS

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Ao que tudo indica, Ourinhos vive a hora da verdade no que diz respeito a malha ferroviária que corta a cidade. Cidade que nasceu em função do café,  teve  duas ferrovias cortando o seu perímetro urbano. Até o final dos anos 1950, o cafezal dos Ferreira de Sá e dos Soares ainda faziam limite com a área urbana. O que restou da Fazenda Múrcia, situada no lado oeste da cidade,  foi loteada, surgindo assim novos bairros.  Quem mais resistiu no tempo foi o restante dada propriedade cafeeira de Jacinto Ferreira de Sá, no lado leste,  hoje já rodeada pela área urbana. Do leito ferroviário da Sorocabana, já na segunda metade dos anos 1920, partiu a ferrovia que demandava o Norte do Paraná - a Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, passando por terras de Horácio Soares e seguindo até a divisa com o Paraná. O centro de Ourinhos, com esse traçado ferroviário,  acabou tendo o formato de uma  ferradura, como pode ser observado nesta foto. Foto do iní...

DOIS VIGÁRIOS DE OURINHOS: O CÔNEGO MIGUEL DOS REIS MELLO E O PADRE EDUARDO MURANTE - VIGÁRIO DE OURINHOS (1941-1955)

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A Voz do Povo No dia 20 de março de 1941,o vigário de Ourinhos,  Cônego Miguel dos Reis Mello,  se despedia dos paroquianos, ele que estivera à frente da Paróquia do Senhor Bom Jesus por quase 4 anos (07/08/1937-21-3-1941 ).       (Foto editada) Cônego Reis Mello entre o Drº Ovídio e sua esposa Helena  Apesar de não ter sido vigário por um longo período, uma notícia publicada pelo semanário  "A Voz do Povo", de 22-3-1941, denota que era  bastante estimado:  (Foto editada) Cônego Reis Mello entre o Drº Ovídio e sua esposa Helena  Na semana seguinte, em 29-3-1941, o jornal noticiava que um novo clérigo havia assumido a Paróquia:   Padre Eduardo por ocasião do lançamento da pedra fundamental  da nova Agência dos Correios, em 25-9-1950. Foto por Francisco de Almeida Lopes.   O primeiro ato publico de que tomou parte o novo vigário foi o lançamento da pedra fundamental da Santa Casa de Mi...

HOMENAGEM AOS CONTADORANDOS DE 1965 DA ESCOLA TÉCNICA DE COMÉRCIO DE OURINHOS

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EM MEMÓRIA DE NEUSA VICTORINO DA SILVA, 01/01/15, 73 anos de idade, aposentada, residente e domiciliada na Rua Graciano Racanello, 204, Jd. Tropical, em Ourinhos/SP, era solteira, deixa 1 filha. O sepultamento foi realizado no Cemitério da Saudade de Ourinhos/SP . (na foto em que os formandos ouvem o meu discurso, ela é a segunda, na primeira fila e na dos formandos é a 12a. da primeira fileira)  Na visão dos fundadores do "Ginásio de Ourinhos", drºs José Augusto de Oliveira e João Batista de Medeiros em finais dos anos 1930, ao curso ginasial seguir-se-ia o curso normal para a formação de professores e o curso  comercial técnico. De fato, em finais dos anos 1940, formou-se a primeira turma de normalistas. Já a criação do curso comercial técnico ocorreu em 1948, no momento em que a instituição vinha passando por uma série de problemas, razão pela qual, a sociedade mantenedora foi extinta, passando os cursos ginasial e normal para o governo do estado.  Restav...

MARLI FERREIRA BATISTA E O BAILE DA MISS ELEGANTE BANGU DA MÉDIA SOROCABANA DE 1960

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A Companhia Progresso Industrial do Brasil Fábrica Bangu, que situava-se  na cidade do Rio de Janeiro, foi fruto do surto industrial que se seguiu ao advento da República, o período chamado "Encilhamento".   Muitos dos empreendimentos desse período falharam, mas essa empresa fundada por dois banqueiros famosos, o Conde de Figueiredo e o Barão de Salgado Zenha, do Banco Nacional Brasileiro, sobreviveu até 2005. Foto  por  Jean Manzon, cerca de 1950 , in  http://rjantigo.blogspot.com.br A empresa construiu uma vila operária, já que a fábrica ficava a 31 quilômetros do centro do Rio. A fábrica de tecidos contava com 1200 teares, 1900 cavalos vapor de força e 1600 operários. Em 1951, a esposa de um dos donos da empresa, criou o Concurso Miss Elegante Bangu, evento beneficente. Esse certame logo virou atração nacional. Clubes de todo o país escolhiam suas representantes. Foto -   http://rjantigo.blogspot.com.br No ano de 1958, de...