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A "CASA ALBERTO"

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Na segunda metade dos anos 1930 e meados de 1940, a "Casa Vasco", de propriedade Vasco Fernandes Grillo, filho do pioneiro José Fernandes Grillo, irmão de Benedita Cury, Elisa Braz, Elvira Vara, Alberto, Antonio, era a loja onde se compravam os artigos "da moda". O prédio onde se localizava a loja era um sobrado com residência no andar superior,  na confluência da Paraná com a Praça Melo Peixoto (ainda existe).  Vasco foi também  um exímio jogador do "Ourinhense".  Em meados dos anos 1940, Vasco fechou a loja e mudou-se com a família para São Paulo. Ele era compadre de meu avô, tendo batizado minha tia Lourdes. Foi a oportunidade que se abriu para o jovem Alberto Matachana, já com experiência em comércio,  adquirida na loja do pai Arquipo Matachana. Recém casado, construiu um moderno sobrado contendo loja no térreo e dois apartamentos no andar superior, um dos quais reservou para lá se instalar com a família. No térreo , instalou a "Casa Alberto...

O BAR CENTRAL

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Localizado  na Praça Melo Peixoto, onde hoje se encontra a Agência do Santander, esse bar fez história na cidade. De inicio, era de propriedade de Nicolau Farid. Tratava-se do ponto de encontro da elite, segundo o jornal "A Voz do Povo", o que a foto abaixo deixa evidenciado. Essa foto, inserida no livro de Jefferson Del Rios, "Ourinhos - memórias de uma cidade", ao ser editada por mim num tamanho maior, apresentou  uma surpresa: na mesa central, sorrindo, à direita, vemos o superintendente da Companhia   Ferroviária São Paulo-Paraná, o engenheiro Wallace Morton, na mesma mesa se encontra o médico Alfredo de Almeida Bessa. Na mesa ao lado,  à esquerda, vemos o cônego Miguel dos Reis Mello e o médico Ovídio Portugal de Souza, o que situa a época da foto entre os anos 1939-1940, podendo ser inclusive ter sido feita no dia da sua reinauguração em dezembro de 1939, agora pertencente à firma Nicolau (Farid) & Abuhamad (Salim). O jornal noticiava que após...

FRANCISCO CHRISTONI E OSCAR PEDROSO

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Carlos Christoni originário  de Montalvo, no norte da Itália, veio com a família para Brasil em 1906, radicando-se primeiramente em Pirassununga. Em 1909, Carlos e   os filhos Angelo, Justo, Ernesto , Vitório, Rosa e Barbarina, estabeleceram-se em Ourinhos. Segundo narra Jefferson Del Rios, eles  se dedicaram " à lavoura, à fabricação de aguardente e ao comércio". Angelo foi o responsável pela criação das duas primeiras vilas de Ourinhos: a Vila Nova e a Vila Margarida, loteadas em área de sua propriedade, em 1937. A denominação Margarida para uma das vilas foi uma homenagem à esposa, que tinha esse nome.  O casal teve os filhos Francisco, Virgínia, Braz, Otávio e Maria. Francisco foi vereador na primeira e na segunda legislatura da Câmara Municipal de Ourinhos (1948-1952) (1952-1955),  após o final do Estado Novo (1937-1945).   Otávio foi bastante conhecido por  várias gerações de alunos do Instituto de Educação de Ourinhos, já...

PARABÉNS À FOLHA DE OURINHOS - 58 ANOS DE BOM COMBATE - DESFILES DE SETE DE SETEMBRO

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Em homenagem ao decano da imprensa de Ourinhos, que completa 58 anos nesta data,  e a mais um aniversário do Dia da Pátria, selecionamos algumas fotos do SETE DE SETEMBRO EM OURINHOS, feitas pelo fotógrafo amador Francisco de Almeida Lopes. Parabéns irmãs Farah pela sua luta! Em frente!  Rumo ao Sexagenário! INÍCIO DOS ANOS 1940 Praça Melo Peixoto -  a baliza Alzirinha Matachana - Ginásio de Ourinhos  Ginásio de Ourinhos -  rua Souza Soutello Avenida Altino Arantes -   Início dos anos 1950 - Ginásio Estadual e Escola Normal   1953 - Colégio Santo Antônio - Jardim de Infância - à frente a Irmã Vivalda - rua Rio de Janeiro   1959 - Instituto de Educação Horácio Soares - praça Melo Peixoto  1962 - Instituto de Educação Horácio Soares - avenida Altino Arantes 7-9-1976 - Escola Estadual de Primeiro Grau Josefa Navarro Lemos - avenida Altino Arantes

PROFESSOR JOSÉ MARIA PASCHOALICK, PREFEITO DE OURINHOS

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Nesta foto, Paschoalick está à direita,  no novo coreto da Praça Melo Peixoto. Autoria: Francisco de Almeida Lopes. A aluna Marisa Ferreira Batista, tendo ao seu lado o pai Antonio Ferreira Batista (gerente do Banespa) recebe o diploma do curso primário, em dezembro de 1954, das mãos do diretor José Maria Paschoalick. Outro flagrante da entrega do diploma a Marisa, no qual se vê à esquerda a profª Dalila S. Souza.  Desde criança, guardo simpatia para com o prefeito José Maria Paschoalick (1956-1959). Quais seriam as razões? Talvez porque tenha sido de suas mãos que recebi o meu diploma do curso primário,  realizado no Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá (1958). Muitos anos depois, os problemas que enfrentou logo após o golpe de 1964 (chegou a ser aposentado compulsoriamente como professor da rede estadual) devem ter contribuído também para isso. Ele foi professor e diretor do Grupo Escolar Jacinto ferreira de Sá´("Grupão"). Sua vinda para Ourinhos deve ...

JOÃO GARBIM E O TEATRO EM OURINHOS

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Vemos na foto João Garbim e a esposa Hermínia em baile carnavelesco no Grêmio Recreativo de Ourinhos. Foto do Acervo de Wilson Monteiro. A respeito de João Garbim sabíamos  de seu dom como escultor, sendo  fabricante de artefatos de cimento, cujo estabelecimento, com residência na frente,  ficava na Rua São Paulo, onde hoje se encontra a Biblioteca Municipal. Tendo nascido e sido criado na Rua 9 de Julho, era comum para mim passar pela rua São Paulo naquele trecho. Lembro-me bem da residência da família que tinha uma vasta varanda na frente. Ao lado, na entrada da fábrica,  encantavam-me os belos anões de cimento que lá se achavam. A qualidade da sua produção ceramista  pode ser comprovada por qualquer um que adentre a Catedral de Ourinhos e observe o piso que lá se encontra, firme e bonito, há mais de sessenta anos.  Segundo Maria Aurora Brochini Ortela, sua sobrinha: Meu pai Hermelindo e meu tio Arnaldo Brochini.....sobrinhos do J...

ORLANDO ALBANO

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Orlando faleceu dia 26-7 aos 89 anos de idade. Era casado com Olenka Volpini.  A  família Albano é uma das mais antigas de Ourinhos.  Orlando e a esposa Olenka Orlando e tias: Maria,  Filomena, Vilma, Concheta e Helena . Minha mãe contava que seu vestido de noiva (1943) fora confeccionado por dona Maria Petroline, uma das tias dos Albano,  "costureira de mão cheia", a  qual cheguei a conhecer tal qual está na foto abaixo.   Maria Petroline Orlando começou a trabalhar ainda adolescente na Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, onde já era funcionário seu irmão mais velho Alberico, (Bio). Lá foi colega de meu tio Antônio Neves. Orlando é o segundo à direita em pé, com os colegas da São Paulo-Paraná. Quando a ferrovia foi encampada pelo governo federal em 1944,  Bio, Orlando e  Toninho Neves foram trabalhar na empresa "Moinho Santista", depois Sanbra. Quando meu pai foi registrar o meu nascimento, encontr...