O DIA DA BANDEIRA DURANTE O ESTADO NOVO 19-11-1939

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O ato em frente a Igreja Matriz. O Tiro de Guerra (primeira turma) à frente, logo atrás o prefeito Horácio Soares e o Juiz de Direito drº Francisco de Barros Pinheiro. 
Ano de 1939, há dois anos o país achava-se sob a égide do Estado Novo, cujo Departamento de Imprensa e Propaganda, o famoso DIP enfatizava os valores nacionais. Assim, do Rio de Janeiro, sede do governo, instruções foram emanadas para todos os municípios no tocante às comemorações do Dia da Bandeira. Comemorações essas das quais deveria participar toda a  população brasileira, sem contar com as louvações ao chefe do governo Getúlio Vargas, e com ênfase ao culto da personalidade, próprias dos regimes autoritários.

 A Voz do Povo, 18-11-1939

Chovera na véspera, sendo assim os desfilantes tiveram de enfrentar o amassa barro nas ruas da cidade, ainda não calçadas. 
 O desfile de estudantes desce a Avenida Altino Arantes, na altura da atual Antonio Carlos Mori. À esquerda a casa de Henrique Tocalino, foram identificados Pedrinho do Bazar e Helio Migliari( ambos de terninho branco), de calça branca um dos filhos de Pedro Médici,  à esquerda da bandeira, de vestido branco (somente roso), minha tia Maria Neves, recitaria uma poesia ao final da cerimônia em frente a igreja. 

Contornando a Praça Melo Peixoto na confluência com a Paraná. Praça que, por força de decreto municipal , passaria chamar-se Praça da Bandeira (denominação que teve vida curta)



O desfile deixa a Avenida Jacinto Sá e sobe a Antonio Prado, na altura da porteira do trem

A cerimônia conforme reportagem de A Voz do Povo, de 25-11-1939:



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