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LIBERTO RESTA (1914-1984), O CHEFE DO ESCRITÓRIO DA SANBRA



Nessa foto de autoria de meu pai,vemos Liberto e Ditinho acompanhados por Arlindo (trabalhava na seção pessoal da Sanbra) no acordeão e Robertinho (trabalhava na Coletoria Estadual), por ocasião de uma homenagem a Ourinhos no programa televisivo de Homero Silva, no final dos anos 1960.


Nesta foto vemos o casal Liberto e Ynira, a filha Rosa Maria, Ivone Duarte de Souza, esposa do gerente da Sanbra José Fernandes de Souza e a filha Cristina por volta de finais dos anos 1950.


Os dois anos e meio em que trabalhei na Sanbra foram marcantes para mim
Muitos dos empregados da fábrica e do escritório tornaram-se um paradigma para minha vida profissional ao longo de 50 anos.
Um deles foi Liberto Resta.
Ingressei com 15 anos no escritório, na condição de aprendiz. Liberto era o chefe do escritório.
Foi o responsável pla formação da primeira equipe do escritório da Sabra em Ourinhos.
Na foto abaixo vemos Liberto juntamente com alguns empregados do escritório e da fábrica, no ínicio dos anos 1950.
Agachados, partindo da esquerda Orlando Albano, Liberto, João Olante e Alberico Albano. Atrás, o único que identifico é Antônio Capatto, o chefe da fábrica, terceiro partindo da esquerda.



Graças à confiança em mim depositada por Liberto, mesmo antes de vencer o meu período de aprendizagem, passei a fazer parte da equipe do Controle Orçamentário, sob a chefia de Mario Ramalho Pereira, ao lado dos colegas Lauro Zimmermann Filho e Walter Breve.
Conterrâneo de José Fernandes de Souza, o gerente da unidade fabril, Liberto, com sua afabilidade comandava o escritório composto por cerca de 40 empregados.

Nesta foto, provavelmente do início dos anos 1960, no interior do escritório vemos Liberto e alguns dos empregados:





Partindo da esquerda, Liberto é o terceiro, seguido por José Carlos Monteiro, o quinto é João Olante, seguido por Rubens Bortolocci da Silva (, chefe da seção de pessoal, que veio a ser prefeito de Ourinhos, e por último, a mais eficiente secretária que conheci, e com a qual trabalhei, Cleide.

Dois momentos de um almoço de Natal entre a direção e os empregados do escritório, numa cantina italiana da Avenida Jacinto Sá.


À direita: Leonel, José Maria, Oswaldo Marques,  do Caixa, João Olante, Ademar
à esquerda: Dirce, Lauro Zimmermann, Rubinho Bortolocci


Em primeiro plano Cleide, José Hernandes, do setor de Transportes, José Carlos Neves Lopes, Brandimarte (Laboratório) e Yara (Vendas)

Escreve o neto de Liberto, Mário Sérgio:
" Liberto Resta nasceu em Bauru (SP) em 25 de outubro de 1914.
Foram seus pais, Cesare Fortunato Resta e Marcela Andreotti, ambos italianos.
A infância, passou-a quase toda na terra natal, à exceção de um curto período em Jundiaí, devido a circunstâncias políticas da época , que obrigaram seu pai a sair de Bauru por causa de perseguições ideológicas.
Possuía apenas mais um irmão, Severo, e cinco irmãs, Ada e Alba, mais velhos, Zoraides, Leda, Ilka e Clorinda (Dinda),
Liberto casou-se em 18 de maio de 1940 com Inyra Gomes de Carvalho. O casal teve três filhos: César Fortunato Resta (Nato - 10 de fevereiro de 1941), Sérgio Roberto Resta (Serginho - 14 de maio de 1942) e Rosa Helena Resta (Rosinha - 13 de outubro de 1945).
Possuía duas grandes paixões em sua vida: a Família, que gostava de ver sempre reunida, e a música, que começou a estudar ainda criança e foi desenvolvendo com o decorrer do tempo, chegando a compor várias obras, desde valsas até sambas e chorinhos, passando por canções e marchinhas carnavalescas
Quando se aposentou na Sanbra passou a ter o tempo inteiramente livre para tocar, fosse em casamentos, restaurantes, ou, mais tarde, no Clube do Choro, já em Londrina, para onde se mudou quando deixou Ourinhos, após também ter passado por Maringá.
Ainda em Ourinhos viu nascer o primeiro neto, Cláudio César, filho do Nato. Logo depois viriam, pela ordem: Cláudia Celina (também do Nato), Ivan (da Rosinha), Mário Sérgio (do Serginho), Regina Helena (da Rosinha), Roberto D'Alessandro e André Luciano (do Serginho), Marco Aurélio (da Rosinha), e Carla Cristina (do Nato).
Liberto faleceu em 29 de janeiro de 1984, vítima de um segundo ataque cardíaco, enquanto ainda se recuperava do primeiro, antes de ver nascer os bisnetos Joyce, Virgínia, Raul, Vitória, Tiago, Miguel,  Álvaro, Beatriz, João Vitor, Murilo, Rafaela, Caio e José Carlos, além de Gabriel e Guilherme, que são filhos do primeiro casamento da Patrícia (esposa do Marco)
Conservador e inovador ao mesmo tempo, foi um grande companheiro dos netos, muitas vezes participando de suas invenções, sempre incentivando suas descobertas, criatividade e iniciativas. Tanto assim, que uma das coisas que mais gostava era tocar junto com eles, que tentaram seguir seus passos no caminho da música, ensinando, acompanhando e cobrando os aperfeiçoamentos necessários, chegando algumas vezes a exagerar um pouco em perfeccionismo."

Esse foi Liberto Resta. 

Fiquei feliz ao saber que a municipalidade de Bauru homenageou-o, dando seu nome a uma das ruas da cidade.

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