3.9.16

DE VOLTA PARA O PASSADO: 1961, AS TORRES DA IGREJA MATRIZ DO SENHOR BOM JESUS



À esquerda padre Domingos Trivi, à direita padre Eduardo Murante


Nesta edição comemorativa dos sessenta nos do mais antigo jornal de Ourinhos, a "Folha de Ourinhos", nada melhor do que um assunto próximo às origens do semanário veterano.
Numa das últimas visitas que fiz ao nosso  saudoso  amigo drº Antonio Ferreira Batista, que foi gerente do Banco do Estado de São Paulo - Banespa entre os anos de 1950 e 1960, quando comentei algo sobre o Padre Domingos Trivi, o srº Ferreira contou-me que havia sugerido a esse pároco uma grande ação para que a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus tivesse finalmente suas torres concluídas.
Desde os finais dos anos 1940, quermesses, leilões de prendas e outras ações por parte dos paroquianos tornaram possível a edificação da nova Igreja Matriz.  
Concluída na parte interna, embora ainda sem um acabamento mais fino,  já nos primeiros anos da década de 1950, cerimônias foram sendo realizadas no novo templo. 
Era necessário, então, a finalização de sua fachada externa e a edificação das torres.
Pesquisando no jornal Diário da Sorocabana encontrei a publicação do balancete das ações desenvolvidas no ano de 1961 pela comissão responsável  por uma grande quermesse sob a presidência de Antonio Ferreira Batista.

Durante um mês foram realizadas, no entorno da Igreja Matriz, quermesses nos dois últimos dias das semanas, cada uma delas sob a supervisão de patronos,  e um leilão de bovinos :



O agradecimento publicado ao final do balancete relata  o que foi essa ação  que tornou possível a edificação das duas torres e o acabamento externo do nosso magnífico templo católico idealizado e iniciado pelo saudoso padre Eduardo Murante.




Eu, um adolescente de 14 anos, morando a meio quarteirão da Igreja Matriz, lá estive em todas as noites de quermesse, abusando do correio elegante para iniciar um namorico  com garotas que se achavam.




À esquerda, o jornalista Miguel Farah discursando, ao centro Odair Alves da Silva e esposa, o padre Domingos Trivi e o radialista Dirceu Bento da Silva

Hoje, com o aniversário da "Folha de Ourinhos", o jornalista Miguel Farah deve estar muito feliz. Da região em que se encontra ele estará vendo que a semente lançada germinou e cresceu. Atingiu a chamada "melhor idade" conduzida com carinho e competência  pelos filhos de seu criador,  e hoje granjeia o respeito de todos os ourinhenses por sua retidão e preocupação com os mais lídimos interesses municipais.
Parabéns família Farah!

Sobre o drº Antonio Ferreira Batista acessar:

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