Pular para o conteúdo principal

RELEMBRANDO O FUTEBOL OURINHENSE


Este trabalho é de autoria do profº Carlos Lopes Baia.


Foto do FEO - federação dos estudantes de Ourinhos - que iniciou o

campeonato estudantil de 1952 em sua primeira fase, em Ourinhos
(contra Palmital e Piraju) agora incluindo o nome do diretor do
Colegio Estadual Horacio Soares, o sr. Mario Orneto de Mejoni.



CAMPANHA DA S.E. PALMEIRAS NO CAMPEONATO AMADOR DE OURINHOS EM 1961:

1º TURNO –
A.A. OURO BRANCO 2 X 2 S.E. PALMEIRAS
C.A. FERROVIÁRIO  2 X 2 S.E. PALMEIRAS
C.A. BOTAFOGO        2 X 1 S.E. PALMEIRAS
E.C. VILA ODILON    1 X 5 S.E. PALMEIRAS
C.A. OURINHENSE    0 X 0 S.E. PALMEIRAS
E.C. VILA EMILIA     0 X 3 S.E. PALMEIRAS
E.C. GAZETA              0 X 3 S.E. PALMEIRAS

2º TURNO :
S.E. PALMEIRAS        5 X 0  A.A.OURO BRANCO
S.E. PALMEIRAS        1 X 1  C.A. FERROVIÁRIO
S.E. PALMEIRAS        2 X 1  C.A. BOTAFOGO
S.E. PALMEIRAS        4 X 0  E.C. VILA ODILON
S.E. PALMEIRAS        4 X 0  C.A. OURINHENSE
S.E. PALMEIRAS        2 X 1  E.C. VILA EMILIA
S.E. PALMEIRAS        1 X 0  E.C. GAZETA

NOTA: apenas 8 equipes disputaram o campeonato.
O Palmeiras foi o campeão e a Ouro Branco o vice.


                 A UNE E O BRASIL EM 1952
 

            Com o fim da segunda guerra mundial em 1945 e a vitória dos aliados, Getulio Vargas foi forçado  a convocar eleições livres para presidente. Eurico Gaspar Dutra, um militar, foi eleito. A influencia dos Estados Unidos se fazia sentir em tudo, política, eco-nomia, sociedade.
            Em 1950 foi a vez de Getúlio Dornelles Vargas ser levado ao poder através do voto popular. Getúlio sentiu que o Brasil já não era o mesmo. Os militares eram simpatizantes da política norte-americana e esse era um problema de difícil solução.
            Em seu governo Getúlio lançou a campanha “o petróleo é nosso” defendendo o direito de empresas nacionais explorarem o precioso liquido. Diversas campanhas surgiram apoiando o presidente. Para os militares essas campanhas eram movimentos sub-versivos com conotações políticas e socialistas.
            Esse era o clima no Brasil em 1952 quando era presidente da União Nacional dos Estudantes Secundaristas do Brasil o estudante Luis Carlos Goelver. Em São Paulo já se destacava Gianfrancesco Guarnieri presidente da AMES e que se ligara a UNE. Com o objetivo de integrar todos os estudantes secundaristas do Brasil em torno da UNE e da campanha “o petróleo é nosso” em 1952 foi realizado um campeonato de futebol envolvendo os estudantes dos principais estados do Brasil : São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Distrito Federal), Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. O campeonato tinha o apoio da CBF. Cada entidade estadual deveria organizar as competições a nível estadual.
            Em São Paulo a competição ficou por conta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES). Cada cidade que possuía escolas secundaristas organizava a sua Federação de Estudantes Secundaristas. Ourinhos participou com a equipe da FEO – Federação dos Estudantes de Ourinhos (GERB e escola de comercio).
            O Estado foi dividido em regiões e as equipes de cada região disputavam parti-das eliminatórias numa primeira fase. Ourinhos disputou com Palmital e Piraju. Em seguida foi realizada a 2ª fase em Itu.  Finalmente, as federações municipais campeãs se reuniram em Limeira para disputar o titulo de campeão paulista : Grêmio Rui Barbosa de Ourinhos,  Grêmio Estudantil Paula Sousa e Mello de Itu, Centro Cívico e Literário Rodrigues de Abreu, de Bauru,  Federação dos Estudantes de Limeira, Federação Estu-dantina Piracicabana,  Centro Estudantil Sancarlense e Centro dos Estudantes de Santos.
            Os resultados foram: São Carlos 1x0 Bauru; Ourinhos  2x1 Limeira; Piracicaba 1x0 Santos; São Carlos  3x1 Itu  e Ourinhos 3 (pênaltis) x 2 (pênaltis) Piracicaba. Na final, Ourinhos derrotou São Carlos nos pênaltis por 3x2 sagrando-se campeão paulista. Os pênaltis foram cobrados por Julio Antonio Mori, o Morinho.
            Os jogos foram apitados por Gilberto M. de Proft e Luis Miraglia, juizes da Fe-deração Paulista de Futebol.
            A grande final para a apuração do campeão brasileiro foi realizada na capital – São Paulo – sendo utilizado o estádio do Canindé então pertencente ao São Paulo F.C.
Apenas três federações estaduais compareceram: Ourinhos, representando o estado de São Paulo, Curitiba representando o estado do Paraná, e o Rio de Janeiro representando o Distrito Federal.
            São Paulo, representado por Ourinhos, venceu o Distrito Federal (8x0) e na partida contra o Paraná vencia por 2x0 quando aos 28 minutos ainda do primeiro tempo, o juiz expulsou um jogador paranaense. A equipe abandonou o gramado e o time paulista levantou o titulo de campeão brasileiro do futebol estudantil do ano de 1952.
            A equipe ourinhense jogou com Chan chan,  Pampa e Antoninho, Geraldo, Morinho e Jorge; Bode, teco, Ranilson, Fuad e José Luis Crivelari. Marcaram os gols Teco e Bode. Os jogadores receberam inúmeras homenagens incluindo-se um banquete oferecido pelo SESC
            O titulo nunca foi reconhecido em razão dos tumultos sociais da época.

FONTE : A GAZETA ESPORTIVA – Recortes de Ranilson Viana e Norival V.da Silva
 . 

NOTA: Ourinhos foi sede da primeira etapa. Em Itu, Ituanos e ourinhenses disputaram a final tendo o jogo terminado empatado em seu tempo normal. Na decisão por penalts Sergio Golim substituiu chan-chan no gol e na oitava cobrança acabou por defender um penalts dando a Ourinhos o direito de prosseguir na competição. A ameaça de paraliza-ção do campeonato levou os dirigentes a permitirem o avanço das duas equipes. 


Comentários

Nancy Nicolosi disse…
Essa turma eu conheci todos,inclusive o diretor do Instituto de Educação,no tempo que estudei lá!!
Nancy Nicolosi

Postagens mais visitadas deste blog

O CINQUENTENÁRIO DA TURMA DE DEBUTANTES DE 1966 DO GRÊMIO RECREATIVO DE OURINHOS

A edição de 3 de setembro de 1966 do jornal O Progresso de Ourinhos saiu com a capa em cores, sendo praticamente dedicada a reportagens sobre as debutantes de 1966 do Grêmio Recreativo de Ourinhos. Na capa, a manchete foi:


Alice Chiarato, Ana Cristina Paula Lima, Aparecida de Oliveira, Cleide Prioli Gaudêncio, Cleonice das Graças Teixeira, Déa Maria dos Reis, Eloisa de Azevedo, Guacyra Maria Ferrari, Mariângela Baccili Zanoto, Mariângela Cury, Maria Ângela Pinheiro, Maria Dilza de Freitas Faria, Maria Silvia Bueno de Campos, Sílvia Nicolosi Correia, Silza Saccheli Santos







Nas páginas seguintes, as debutantes de 1966 foram entrevistadas sobre algumas de suas preferências e aspirações. Cada uma das debutantes tiveram sua foto publicada no topo da entrevista





O ator  preferido das adolescentes foi, de longe,  Rock Hudson, seguido por Alain Delon; já quanto ao cantor a preferência foi por Agnaldo Rayol.
Rock Hudson
À pergunta sobre a vocação foram citadas: engenharia química, psicologia, música, …

LIBERTO RESTA (1914-1984), O CHEFE DO ESCRITÓRIO DA SANBRA

Nessa foto de autoria de meu pai,vemos Liberto e Ditinho acompanhados por Arlindo (trabalhava na seção pessoal da Sanbra) no acordeão e Robertinho (trabalhava na Coletoria Estadual), por ocasião de uma homenagem a Ourinhos no programa televisivo de Homero Silva, no final dos anos 1960.

Nesta foto vemos o casal Liberto e Ynira, a filha Rosa Maria, Ivone Duarte de Souza, esposa do gerente da Sanbra José Fernandes de Souza e a filha Cristina por volta de finais dos anos 1950.

Os dois anos e meio em que trabalhei na Sanbra foram marcantes para mim Muitos dos empregados da fábrica e do escritório tornaram-se um paradigma para minha vida profissional ao longo de 50 anos. Um deles foi Liberto Resta. Ingressei com 15 anos no escritório, na condição de aprendiz. Liberto era o chefe do escritório.
Foi o responsável pla formação da primeira equipe do escritório da Sabra em Ourinhos.
Na foto abaixo vemos Liberto juntamente com alguns empregados do escritório e da fábrica, no ínicio dos anos 1950.
Aga…

DE VOLTA PARA O PASSADO: 1961, AS TORRES DA IGREJA MATRIZ DO SENHOR BOM JESUS

À esquerda padre Domingos Trivi, à direita padre Eduardo Murante

Nesta edição comemorativa dos sessenta nos do mais antigo jornal de Ourinhos, a "Folha de Ourinhos", nada melhor do que um assunto próximo às origens do semanário veterano. Numa das últimas visitas que fiz ao nosso  saudoso  amigo drº Antonio Ferreira Batista, que foi gerente do Banco do Estado de São Paulo - Banespa entre os anos de 1950 e 1960, quando comentei algo sobre o Padre Domingos Trivi, o srº Ferreira contou-me que havia sugerido a esse pároco uma grande ação para que a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus tivesse finalmente suas torres concluídas. Desde os finais dos anos 1940, quermesses, leilões de prendas e outras ações por parte dos paroquianos tornaram possível a edificação da nova Igreja Matriz.  
Concluída na parte interna, embora ainda sem um acabamento mais fino,  já nos primeiros anos da década de 1950, cerimônias foram sendo realizadas no novo templo. 
Era necessário, então, a finalização de sua f…