PROF. OSWALDO PASQUALINI E O PREPARATÓRIO PARA O EXAME DE ADMISSÃO AO GINÁSIO.

De 1939 até 1971, existiram os exames de admissão ao ginásio. Até a entrada em vigor da Lei de Diretrizes de Bases, de 1961, eles eram muito rigorosos, tendo os candidatos de se submeter a exames orais e escritos de português, matemática, história e geografia. O curso primário era muito bom, saíamos das quatro séries que o compunham realmente alfabetizados, porém, para ingressar no ginásio era exigido algo mais. Por exemplo, a parte mais temida em Matemática era o chamado “carroção”, o qual não fazia parte do ensino de matemática no primário, igualmente o amplo domínio da conjugação de verbos regulares. Desse modo, os garotos e garotas cujos pais tinham condição de arcar com as despesas do preparatório dispunham de mais chance de ingressar de imediato no curso ginasial.
Nessa época, dois irmãos professores ainda jovens, nascidos em Santa Cruz do Rio Pardo, resolveram montar um “preparatório”. Eram eles Oswaldo (português e matemática) e Aparecido (história e geografia). O local foi escolhido foi um galpão existente nos fundos da casa de Oswaldo, àquela época recém casado, nas imediações do IEHS, na rua D. Pedro I.
Fazíamos o 4º ano primário pela manhã e, à tarde, íamos para o preparatório. Os professores eram, como de hábito, muito rigorosos e exigentes: puxões de orelha, “reguadas” eram comuns. O mais severo era seu Oswaldo. Num quartinho mais ao fundo ficavam para reforço, após as aulas, aqueles que não haviam conseguido cumprir com êxito a lição do dia. O resultado disso tudo era positivo, pois ingressamos no ginásio enfrentando a “fera de matemática”, a profª Maria Teresa e os temíveis “carroções”.
Meu contato com o professor Oswaldo prolongou-se até a quarta série por força de minha resistência à matemática. As notas baixas nas duas primeiras provas levaram meus pais a entregar-me aos cuidados dele para aulas particulares, nas segunda e quarta séries.
Nunca mais o vi desde que deixei Ourinhos, em 1966. Soube agora que o prof. Oswaldo faleceu no dia 20/1/2008, aos 78 anos de idade. Era casado com Hele, da família Mano, e deixa uma filha Rosy.
Aos dois irmãos Pasquilini, minha homenagem e gratidão pelo saber que nos transmitiram.

Comentários

É sempre bom, lembrarmos, de nossos antigos mestre, com carinho e admiração, coisas que não ocorrem nos dias de hoje,

Grande abraço

Edson Luís Camargo
Barra Bonita-SP
Fábia disse…
Mais uma vez encontro um tio meu aqui rsrsrs.
Tio Oswaldo realmente sempre teve uma fama de pro. durão daquele que vc só tem uma escolha: ou aprende ou aprende.
Ele faleceu no inicio desse ano.
Minha tia Helen e minha prima Rosy ainda moram em Ourinhos.
Minha prima é dentista em Ourinhos.
Obrigada por lembrar dele com tanto carinho.
Um abraço.