NATAL NA TELEFÔNICA




NATAL NA TELEFÔNICA, sim os velhos e bons tempos da Cia Telefônica Brasileira - CTB, aquela do telefone na cor preta, pesadão, e de girar com o dedo. Tempo das ligações que dependiam da prestação daquelas moças e senhoras (as telefonistas), que precisavam se armar de toda a paciência do mundo para enfrentar as demoras e a irritação dos usuários .
A “Telefônica”, assim era chamado o prédio onde elas trabalhavam, ficava na rua São Paulo, em terreno que hoje é parte do estacionamento do Bradesco. Uma de minhas tias era telefonista, das mais estimadas e respeitadas, Maria Neves. Como sobrinho muito paparicado pela titia, ia lá com freqüência. Entrar na sala de operações, com aquela fileira de moças a encaixar e desencaixar fios diversos, era como participar de um ritual misterioso e proibido.
Às suas festas natalinas anuais, eu compareci muitas vezes. Esta é a do ano de 1952, onde apareço à frente da mesa, o terceiro da direita para a esquerda, com as mãos quase cruzadas. Minha memória reconhece na foto: Raquel Forti (a chefe das telefonistas, Noêmia, Lurdão, Zilda e muitos outros rostos que me são familiares, mas cujo nome o tempo apagou. Uma outra tia esteve presente como convidadda nesse ano, Isabel Neves (a segunda à esquerda primira fileira).
Um detalhe, estão lembrados do mamão verde no qual se espetavam palitos com salsicha e picles, muito comum nas festas? Examinem a foto e o verão lá. “Eta tempo bom.....”
Foto por Francisco de Almeida Lopes

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