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OS DOIS TIMES FERROVIÁRIOS DE OURINHOS

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Sede de uma ferrovia, de 1924 a 1944, a Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná ( posteriormente Rede de Viação Paraná-Santa Catarina) e  atravessado pela Estrada de Ferro Sorocabana, Ourinhos teve um contingente de ferroviários muito grande. Como era natural, eles se fizeram representar na política, a partir de 1945, por meio do Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, época em que empregados dessas ferrovias foram eleitores vereadores. No futebol, a  participação dos ferroviários não foi diferente: em  27 de março de 1937 era criado o São Paulo-Paraná Futebol Clube. Sua primeira diretoria foi constituída por: Dr. Wallace H. Morton – Presidente (era o superintendente da ferrovia) Dr.James Lister Adamson – Presidente “Honoris Causa” Dr. Alastair T. Munro – Vice-presidente Hermínio Socci – Diretor Geral João Batista Lopes – 1º Secretário Olímpio Jorge de Morais – 2º Secretário Teobaldo José da Costa – Tesoureiro Luiz Zanotto – 2º Tesoureiro Anselmo Gonzáles, Orivaldo dos Sa...

CAPITÃO PEDRO MOREIRA COPPIETERS (1912-1983)

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Embora eu nunca tenha tido contato com ele, convivi com pessoas que muito o admiravam, guardando assim  de sua pessoa uma imagem muito positiva. Também me recordo de alguns de seus filhos que foram meus contemporâneos. Recentemente, o Face book pôs-me em contato com sua filha caçula,  Estela, que lá postou várias fotos interessantes  do passado da cidade e, por seu intermédio,  pude preparar esta merecida homenagem. Baiano de Salvador, Pedro Coppieters nasceu em 12 de setembro de 1912, Viveu na sua terra natal até completar 19 anos, quando então ingressou no Exército Brasileiro. Isso se deu na cidade de Itajubá, MG, em 1935, no 19º Batalhão de Caçadores. Na qualidade de Sargento de Infantaria, foi elogiado em 1935 pelo Presidente da República e pelo Ministro da Guerra, por suas qualidades morais e comportamento. Pedro Coppieters chegou em Ourinhos em 1939, ano em que se formou a primeira turma do Tiro de Guerra, do qual se tornou Instrutor no ano ...

OURINHOS E A REVOLUÇÃO DE 1932

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Ourinhos foi palco de ações militares por ocasião da "Revolução de 1932". Ao que tudo indica, formaram-se na região dois batalhões : "Teopompo" em Ourinhos e "Ibrahim Nobre" em Salto Grande, do qual fez parte o jornalista Miguel Farah. Na foto abaixo vemos o Batalhão "Teopompo" posando em frente ao coreto da Praça Melo Peixoto, No centro da foto vemos o Padre Vitor Moreno, vigário local. Nela também identifico o capitão Carlos Amaral e ao lado da Bandeira Brasileira  Laudelina do Amaral, esposa de José Felipe do Amaral, que foi prefeito de Ourinhos.  Na área do atual Clube Diacui,  formaram-se trincheiras das tropas paulistas para dar combate às tropas legalistas vindas do Sul, acantonadas do outro lado do Rio Paranapanema. A luta estendeu-se, em território paulista, até 2 de outubro de 1932. Com a derrota de São Paulo, tropas legalistas entraram em território paulista por Ourinhos e Chavantes, em d...

AS FESTAS JUNINAS

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As festas juninas foram introduzidas no Brasil pelos portugueses.Sua  origem remonta às comemorações pagãs do solstício de verão, que eram celebradas no dia 24 de junho. Sendo uma festa muito popular, permaneceu entre os cristãos com a denominação de"Dia de São João". Daí a chamada "fogueira de São João", de presença imprescindível nas festas organizadas em terreiros. Junho, portanto, é o mês dos "santos festeiros": Santo Antonio (13), São João (24) e São Pedro(29). A quadrilha  é uma dança de origem européia cultivada pela elite, mas deixou os salões  aristocráticos e se tornou popular em vários países, adotando em cada um deles características próprias. Em São Paulo, a denominação foi a de "quadrilha caipira". Nos anos 1950 e 1960, as associações ourinhenses que possuíam salão de dança faziam, anualmente uma festa ou baile junino . Recordo-me de dois clubes: o  Grêmio Recreativo de Ourinhos e o Palmeiras. Relembrando esses bailes e f...

O ANTIGO PRÉDIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE OURINHOS

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"Mudou-se para o sobrado fronteiro a nova Casa de Saude, a Prefeitura Municipal." A VOZ DO POVO, 11-3-1934 Estilisticamente não era nenhuma maravilha, mas chamava a atenção pois ficava no topo da Avenida Altino Arantes. E tinha um certo charme.  Em algum lugar vi uma menção ao fato de que ali morava a família de Jacinto Ferreira de Sá. A sede da municipalidade nele funcionou até meados dos anos 1950, quando foi transferida para um grande sobrado da Rua do Expedicionário. De lá ela foi transferida para o prédio construído para abrigar o Fórum, onde permanece até hoje. Fala-se há muito anos na construção de um Paço Municipal, mas nenhuma administração encarou ideia para valer. O prédio da Altino Arantes sobreviveu até meados dos anos 1950, tendo sido alugado para servir de pensão. Foi assim que conheci suas dependências internas. Foi derrubado e lá se encontra um posto de gasolina. A primeira foto faz parte do acervo de Estela Coppieters. Sua autoria é descon...

A RUA 9 DE JULHO ENTRE A ARLINDO LUZ E A PARANÁ

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Este trecho da Rua 9 de Julho, antiga Minas Gerais, tornou-se local de passagem obrigatória dos desfiles de 7 de setembro, a partir da metade dos anos 1940. Ali havia dois estabelecimentos bancários, um deles a Caixa Econômica Federal (do lado esquerdo da foto), o prédio de três andares de Frederico Hahn, fotógrafo alemão estabelecido na cidade desde o início dos anos 1930 ( lado direito quase na esquina com Arlindo Luz. Lá ele tinha o seu estúdio fotográfico (Foto Vitória) e a sua residência. Do  lado direito da foto, vemos a residência do industrial Ítalo Ferrari, recém-construída no novo estilo  da lavra de Henrique Tocalino,  de final dos anos 1940. Em seguida, havia um terreno vazio, provavelmente de propriedade de Arquipo Matachana, onde o filho Alberto construiu a "Casa Alberto", especializado em roupas e calçados. Não foi possível identificar a escola que desfilava naquele instante. ​ Do mesmo local, o andar superior do prédio da esquin...

CASAS PERNAMBUCANAS EM OURINHOS

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A primeira loja das  Casas Pernambucanas foi inaugurada em 1908.  Na sua primeira fase  era exclusivamente uma loja de tecidos, que em  pouco tempo, expandiu-se por todo o território nacional. Sua presença em Ourinhos, acredito que remonte aos anos 1930, tendo ocupado dois espaços urbanos, sempre na Praça Melo Peixoto. PROPAGANDA EM A VOZ DO POVO, 20-8-1933 * Casas Pernambucanas * _________________________________ Flanellas indesbotaveis                               Cobertores resistentes Praça João Pessoa Primeiramente com entrada pela Rua 9 de Julho e Praça Melo Peixoto, depois, na outra ext remidade,  com entradas pela Rua Paraná e Praça Peixoto, no espaço anteriormente ocupado pelo Banco Comercial do Estado de São Paulo. Foi e continua sendo um estabelecimento comercial bastante popular que soube adaptar-se aos "novos tempos", de modo pioneiro muitas vezes. ...