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ODETE E IVORENE

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Nessa foto vemos: À esquerda: Armandinho D'Andrea, Clodoaldo Azevedo. À direita: Amélia Neves Lopes, Odete, Ivoreno, Isolina Devienne, Romeu de Paula Lima, Tia Didi. Outro casamento de arromba, a que compareci, no ano de 1962, foi o de minha prima Odete Devienne com Ivorene Ferreira. Odete, professsora, muito bonita, com boa estatura, esguia, era a sobrinha predileta de meu pai. Seu rosto estampava sempre um belo sorriso. Ivorene era sobrinho de Raul Silva, proprietário da Agência Ford localizada numa área grande entre a 9 de julho e a Arlindo Luz, onde hoje se encontra um conjunto de lojas comerciais. Namoraram muitos anos, acredito que por um tempo maior do que permaneceram casados, pois a vida lhes reservava uma surpresa: Ivorene morreu de repente, poucos anos depois; Odete também adoeceu e partiu. Deixaram três filhos ainda crianças: Flávio, Mariângela e Rosangela. Um casamento tão esperado tinha que ter uma grande festa , e assim foi. Na ...

OS OLEIROS ITALIANOS

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A índustria, em Ourinhos, muito deve a imigrantes italianos: os Migliari, os Ferrari, os Fantinatti, os Ferrazoli. O pioneiro da cerâmica em Ourinhos foi João da Silva Nogueira, natural de Bananal , que veio de Barra Bonita para cá em 1927, dedicando-se à olaria. Seu João era pai de Hermínio, que foi funcionário da Prefeitura de Ourinhos (almoxarife) por muitos anos (pai do meu contemporâneo muito estimado Hermínio Ben Nogueira) e de Emília Nogueira (Mori), casada com Jeto Mori (pais da Maria Tereza e do Renato) Os Ferrazolli radicaram-se inicialmente em Salto Grande. A maior parte dos irmãos acabaram se mudando para Ourinhos, quase todos dedicando-se à olaria, na vila Odilon. Outra família italiana que dedicou-se à olaria, vindo de Barra Bonita, foi a Fantinatti. Ela estabeleceu-se em Ourinhos em 1936, segundo depoimento de José Fantinatti a Jefferson Del Rios. Na minha infância, olhando-se para a direção do Paranapanema viam-se as belas e altas chaminés das olarias dominando a pa...

O BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - BANESPA - EM OURINHOS

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A origem do Banco do Estado de São Paulo  remonta a 1909, sob a denominação de Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo, com capital social francês e estatal. Em 1919, o seu capital foi nacionalizado, tornando-se o governo estadual paulista seu acionista majoritário.  Em 4 de novembro de 1926, na gestão de Altino Arantes,  passou a denominar-se Banco do Estado de São Paulo, ocasião em que houve aumento do capital social e subscrição pelo Tesouro do Estado e pelo Instituto do Café de 98% do novo capital.  Aos poucos o banco estadual paulista foi abrindo agências nas principais cidades do interior.  A agência de Ourinhos foi criada em meados dos anos 1940,em prédio  localizado na Rua Arlindo Luz. A sede do Banespa, então o mais alto edifício de São Paulo, foi inaugurada em 1947. No início de 1995, o Banespa foi "federalizado",  e  após o saneamento, ocorreu a sua privatização em novembro de 2000.  O Grupo Santa...

IEHS - 4ª SÉRIE A - 1962

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Sim, já lá se vai quase meio século que, numa manhã primaveril, meu pai foi ao Instituto de Educação Horácio Soares para fazer uma sessão de fotos com os alunos da quarta série ginasial. Dos quatro anos que estudei no IEHS, a melhor lembrança e a mais nítida é a desta classe. Muitos dos que aqui aparecem frequentaram as mesmas classes do ginásio nas quatro séries. Foi um ano puxado, a Matemática de Maria Teresa deixou muitos para segunda época, frustando a festa de formatura que contou com um número muito pequeno, a ponto de termos de fazê-la junto com a turma do científico, também muito pequena. Estão na foto: Tomie, Yasue, Nair e Auro Tanaka, Sumie, Ivone Bortoloato, Geni Rosa, Abelina, Hideo, Diná e Dinorá Botelho, Alice, Valdiléia, Carlos Lopes Bahia, Estevam Artur, Luizito, Luiz Antonio Cal, Luiz Gonzaga Tone, Licínio Fantinatti, Mário Hisao Kobuti, Odair, José Agostinho Gabriotti, Toninho Muraro, Vascão, Roberto, Sanchez, Mávilo Perino, João Batista Dora e José Carlos Neves...

MARISA FERREIRA BATISTA E IRINEU FERRAZOLI

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Clique sobre a foto para vê-la na resolução original. Recordo-me bem desse casamentos de 1962. Foi o de Marisa Ferreira Batista, minha vizinha na Arlindo Luz, com Irineu Ferrazolli.  Antonio, pai de Marisa era o gerente do Banco do Estado de São Paulo, na época função muito importante e de muito prestígio. Foi um dos fundadores do Lions Clube de Ourinhos e do Tênis Clube. Irineu, era filho de Narciso, um dos principais oleiros da cidade. Como vizinho e amigo das duas irmãs , Marisa e Marli, acompanhei de perto todos os preparativos de uma das mais importantes festas de casamento do ano. Na ocasião fomos a Cambará em busca de copo de leite, a flor que não podia deixar de faltar num casamento naquela época. Era com ela que se enfeitavam os bancos e o altar da Igreja Matriz. Em Cambará, havia uma grande plantação junto ao córrego que cortava a cidade. Na ocasião, fizemos uma parada na casa de meus tios avós Teixeira. Não havia ainda o costume de se alugar salões para a festa d...

DANIEL LEIRIÃO

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Francisco Soares, que já não mora mais em Ourinhos, descobriu por acaso a edição on-line destas memórias. Vez por outra, ao ver as fotos, traz à tona as suas memórias de Ourinhos. Falou outro dia sobre Daniel Leirião, de quem me lembro muito bem. Sua esposa, Joana, era tia da mulher do meu tio Antoninho. Era uma das filhas da "Tia Pepa", uma das mais antigas moradoras da rua Paraná. O bar do Daniel ficava na esquina da Paraná com a Souza Soutelo ( o estabelecimento ainda está lá). Seu filho mais novo, Dani el, foi meu contemporâneo. Assim se manifestou Francisco Soares: "O Daniel Leirião foi um dos melhores zagueiros que o Ourinhense teve. Quando aposentado do futebol, abriu um bar em frente a Casa Toni, onde sua mulher, Joana, fritava uma linguicinha deliciosa para acompanhar as caipirinhas com limão galego, verdadeiras jóias etílicas. Ali se encontravam, diariamente, desde um operário até comerciantes e também um médico, o Hélio Migliari, o primeiro filho d...

ALÍPIO BRAZ

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Alípio Braz partiu para outras esferas. Francisco Soares, ao saber da notícia escreveu para estas Memórias: "Mais uma noticia triste você me dá. Tive muito boa amizade com o Alipio. Íamos juntos para Salto Grande, uma vez por semana, eu, para ver uma namoradinha lá e ele para ver sua namorada Ivone, com quem viria a se casar. Esta era filha de Fidelcino Ribeiro Homem, cartorário naquela cidade e irmão de dona Alice Abumjara, esposa de Abrahão Abujamra, do Primeiro Tabelionato, pai do Geraldo, seu sucessor no cartório e que mais tarde passou ao filho Heraldo. Alipio foi um grande jogador de basquete, ao ponto de, com o Geraldo Barros de Carvalho, ganhar uma bolsa de estudos no Colégio Londrinense, para fazer parte da equipe da famosa escola de Londrina, no Paraná. Esta equipe era comandada pelo prof. Vitorino Gonçalves Dias, que foi meu professor de Educação Física em Ourinhos e hoje dá o nome ao primeiro grande estádio de futebol daquela cidade. Esta equipe chegou a ser objeto ...