31.5.14

O BAILE DAS DEBUTANTES DE 1958 - MARISA E MARLI FERREIRA BATISTA


O Lions Clube de Ourinhos foi fundado em 13/5/1954. 

Já em 1955, a instituição lançou mão da realização anual de um baile de debutantes, no qual as jovens de 15 anos eram apresentadas à sociedade.
Foi uma iniciativa de muito sucesso, tornando-se um dos bailes mais concorridos do Grêmio Recreativo de Ourinhos.A renda obtida era sempre revertida para uma instituição de caridade. O primeiro baile foi realizado em 1955.
A primeira edição do novo jornal da cidade "Folha de Ourinhos", de 29-9-1957,  comentou a realização do baile de 1957 (http://www.tertulianadocs.com.br): 
 "Ourinhos fêz realizar ontem à noite, com início às vinte horas, mais  um grandioso bai­le das debutantes, o terceiro dos que vem promovendo, tendo sido o primeiro em benefício
da Sociedade de Pro­teção à Maternidade e à Infância (Soprami), o segundo em prol do
Lar de Menores Santo Antônio, e o último em favor da construção do Albergue Noturno. "
Apresentaram-se à sociedade nove debutantes:
"Beatriz Cardoso, Claudete Alvarez,  Doralice Gomes,  Marilena Ramalho Pereira, Maria Tereza Morais, Nilza Tereza Peres, Sílvia de Souza Cardososo,  Vilma O. Mazeto, Izenaide Corrêa Car­valho.'

No ano seguinte, 1958, debutaram duas amigas minhas, as jovens Marisa e Marli Ferreira Batista. Marisa teve como padrinho o avô, de Araçatuba, José Ferreira Batista, Marli, o pai Antônio Ferreira Batista. Entre as debutantes estavam também Iná dos Santos Lopes,  Mary Dora e Regina de Medeiros.

Marisa

Marli e o pai Antonio Ferreira Batista







A MORTE DE NILO FERRARI

Hoje, último dia dia do mês de maio, acabo de saber da morte de Nilo Ferrari.
Após meses hospitalizado em função de acidentes vasculares, que acompanhei por notícias que sua filha Nilza Maria  me passava, ele descansou.
Com vocação empresarial, Nilo após concluir o ensino secundário, retornou a Ourinhos e, juntamente com irmãos deu novos horizontes às atividades empresarias no ramo de bebidas inciadas por seu pai Ítalo Ferrari, por volta de finais dos anos 1910.
Em 1958, com a morte do pai, os irmãos Nilo, Ivo e Lino, assumiram a direção da Ivoran S/A , alterando a razão social da indústria de bebidas para Caninha Oncinha Ltda.
Hoje, os netos de Ítalo, Nildo, Nilson e Ivanilde encontram-se à frente da empresa.
Nilo, desde jovem,  foi uma pessoa muito querida em Ourinhos, o que pode ser confirmado por este artigo publicado em "A Voz do Povo", em 1942, por ocasião de seu aniversário:
Nilo casou em 1943 com Luisa Moya. O casal teve os filhos Nildo, Nilson, Nilza e Nilce.
No Clube Atlético Ourinhense, do qual seu pai foi um dos fundadores, Nilo  foi jogador e diretor. Em seu mandato enquanto diretor do clube foi  inaugurada a piscina do clube.

Os jogadores do Ourinhense: Nilo, Amadorzinho e Alberto Braz.
Na foto, Nilo Ferrari ao lado do prefeito José Maria Paschoalick por ocasião da inauguração da piscina do Clube Atlético Ourinhense.
Nico com João Moya Florez, sogro e a esposa Luisa

Católico praticante, deu amparo às obras da construção da nova igreja matriz de Ourinhos e a várias outras iniciativas da paróquia do Senhor Bom Jesus.
Nunca é demais relembrar que graças a sua iniciativa, o padre Eduardo Murante pode ter uma morada decente no Cemitério de Ourinhos, após a sua morte.
Anos depois, reuniu num único túmulo os padres Eduardo, Felipe, Ruy e monsenhor Violante.
Esteve sempre presente, juntamente com a esposa Luisa, nos últimos anos de vida de sua irmã Alba Ferrari Ferraz, atitude que minha mãe sempre destacava, por ter sido testemunha nas visitas que fazia  quase  diariamente à amiga.
Perde Ourinhos um de seus grandes filhos. 

25.5.14

ERNESTINA VENDRAMINI E SANTA DEVIENNE, AMIGAS E QUASE PARENTES

Acredito que a maioria dos que visitam este  blog   nunca ouviram falar dessas duas moças, portanto  fica aqui a oportunidade para  o registro  sobre uma família antiga da qual restaram poucos moradores na cidade, acredito que apenas a filha caçula, Maria de Lourdes Vendramini Mori, casada com Júlio Antônio Mori, que eu conheci.
Em frente a casa de meu avô, construída em 1930, na Rua 9 de Julho, moravam os Vendramini.
Muitos  devem  se lembrar de Rolando Vendramini, que trabalhou na São Paulo-Paraná, onde ingressou ainda menino e depois tornou-se gerente do Banco Mercantil, figura muito estimada na cidade. Foi casado com a profª Helena Braz e tiveram  os filhos Marilena, Marilvia e  Marcelo. Dona Helena, como outras  irmãs, foi uma  professora primária  muito competente e estimada
Os pais de Rolando chamavam-se José e Vitorina Vendramini. Seu José também trabalhou na SPP, onde se aposentou por invalidez. Havia um outro filho de nome Luiz.
A casa da família Vendramini  ficava ao lado do sobrado ainda existente na 9 de Julho,   esquina com a Rio de Janeiro, que foi construído por meu avô em 1939. Essa casa dos Vendramini tinha uma peculiaridade por ser a única a ter  uma grade de ferro trabalhado muito bonita.  Na frente havia um belo jardim.
Nesta foto, onde estou com meu primo Jefferson, com as primas Jussar e Maria Leonor e o tio Manolo, detalhes da grade podem ser vistos:

As duas moças a que me refiro  são (esquerda) Francisca Devienne (Santa) e  (direita) Ernestina Vendramini.

 Santa e Ernestina

Ernestina, na ocasião da foto por volta de 1931/1932, era namorada de meu pai, que morava um pouco abaixo, com o cunhado e primo Carlos Eduardo Devienne, chefe de tráfego da SPP.
Santa era irmã de Carlos Eduardo e Alfredo Devienne . Ela se casou  com Américo Granato, empregado do escritório da SPP. O casal mudou-se para Curitiba em 1944, quando a SPP foi incorporada pelo governo federal. Eles tiveram três filhos, Gláucia, Gerson e Glaura. 


Santa, Américo e os filhos Gláucia e Gerson


Ernestina mudou-se também para Curitiba. Pesquisando no Google encontrei uma foto dela mais recente, verificando que  ela faleceu em 1970, tendo nascido em 1914.

Foi casada com Henrique Kloss e teve uma filha, Jeanete Mary Orlowski

23.5.14

MARISA FERREIRA BATISTA E O DESFILE DOS ARCOS

Que desfile terá sido esse? Foi realizado num dia de semana, já que as lojas encontravam-se abertas. Também o número de espectadores era pequeno ao longo das ruas, quando sabemos que o Desfile de Sete de Setembro atraía para elas um grande número de pessoas naquela época.
Em que ano terá sido. Eu jogo com duas hipóteses: 1956 ou 1957.
A passagem do desfile pela Rua Paraná, o centro comercial da cidade, permite-nos alguns detalhes de uma das faces do quarteirão compreendido entre a Antonio Carlos Mori e a Cardoso Ribeiro. Vemos em algumas fotos  três importantes  estabelecimentos comerciais :

  • A "Casa dos Fogões", de Alfredo Devienne, primo de meu pai, em frente a qual estão dona Isolina, esposa de Alfredo e gerente da loja, e minha tia-avó Faustina Godoi Lima de Carvalho;
  • a "Lojas Couraça", à porta da  qual está dona Isaíra esposa do proprietário. Qualquer tipo de utensílio de alumínio lá era  encontrado;
  • Irmãos Mori S/A,  uma importante casa de secos e molhados como se dizia na época tendo, nos fundos,  uma grande serraria.

Quando o desfile está passando pela Rua Arlindo Luz, na altura da casa em que eu morava na época (nº 479), vemos a casa da família  Soares com o belo arvoredo que a rodeava.

Na Avenida Altino Arantes, destacam-se duas casas: a primeira onde funcionava o Externato Rui Barbosa que fora do professor  Constantino Molina e, por essa ocasião,  pertencia ao professor Aparecido Lemos. Ela tinha uma  bela varanda em madeira; a outra leva a marca do estilo do construtor Henrique Tocalinono final dos anos 1930. 
Minha amiga há quase sessenta anos, Marisa Ferreira Batista Ferrazoli, estudante do Colégio Santo Antonio, por ser a baliza, ganhou destaque nesse belo "Desfile dos Arcos" que ora recordamos.

(Clique sobre as fotos para vê-las na resolução original)
  • o desfile deixa o Colégio;
  • segue pela  Rua Arlindo Luz;




sobe a Rua Paraná (em frente aos Irmãos Mori);


  • está em frente a "Casa dos Fogões e da "Lojas Couraça";
  • desce a Avenida Altino Arantes;

  • entra na Nove de Julho passando em frente ao cine Ourinhos;

  • esta rua não consegui identificar.

Nessa época, dois fotógrafos profissionais se ocupavam de fotografar os desfiles: Machado e Sakai. Meu pai costumava dar uma mão para o seu Machado, saindo de casa logo cedo com sua máquina a tiracolo e só retornando após  o seu término. Tinha predileção para fotografar desfiles. Começou a fazê-lo ainda  jovem nos anos 1930.Fotografou desfiles de 1967 a 1974 quando  morou em São Paulo. Continuou a fazê-lo quando retornou para Ourinhos. 

 


18.5.14

O CINE CASSINO NOS ANOS 1920


Clique sobre a imagem.


Por incrível que pareça Ourinhos possuía dois cinemas em 1927: o Cine Central e o Cine Cassino.
O "Central", segundo Jefferson Del Rios pertencia à família de Francisco Lourenço, um dos primeiros moradores de Ourinhos. A sala ficava na Avenida Altino Arantes.
Essa sala de espetáculos, conforme informação do drº Lauro Migliari a Eitor Martins, teria sido fundada por seu pai, Narciso Migliari, com o nome de Cine Tizim, o apelido de Narciso. Posteriormente foi vendido a Francisco Lourenço.
Já o Cine Cassino foi fundado por Álvaro Rolim, que cheguei a conhecer. Álvaro Rolim foi também coletor. A sala foi vendida posteriormente a Emílio Pedutti, empresário de Botucatu, que construiu o Cine Ourinhos em 1944, fechando  então o  antigo Cassino.
A primeira sala do Cine Cassino era totalmente de madeira, como pode ser visto na foto.
Meu pai, que veio para Ourinhos em 1924 e era um aficionado por cinema, contava que  a tela tinha que receber um banho d'água para evitar a sua combustão pelo calor excessivo.
Nos anos 1930, no mesmo local, a atual Rua São Paulo, quase esquina com Expedicionário (antiga Piauí), foi construído um prédio de alvenaria. Esse prédio tinha  platéia e  frisas.  

"A Voz do Povo, 19-5-1927
CINE-CASINO
No Casino será exhibido,
hoje, um magnífico film, que deixará gratas
recordações.
Para   domingo estão annunciadosbon s films.
CENTRAL
Hoje, no Cine-Central, será apresentado um film
 que, certamente agradará a todos.
Sabbado e domingo bons programmas serão

apresentados."
A  VOZ DO POVO, 24-12-1933
"CINE CASINO
HOJE - será exhibido  o extraordinário film:
Collegas de Bordo  
com Robert Montgomery e Dorothy Jordan
QUINTA FEIRA - Soirée das Moças - DOROTHY 
JORDAN e PAUL LUKAS no drama em 8 partes:
Celibatário Carinhoso (1931)
Dia I o. — ANNO NOVO 
Madame Prefeito (1931)
uma gozadissima comedia com Mary Dreesler, Polly 

Moran e Karen Morley"

Foto de autoria desconhecida.
Jefferson Del Rios, "Ourinhos:  memórias de uma cidade paulista" (1972). 
Eitor Martins, Minha vida, minha história 

8.5.14

O ÁLBUM DA FORMATURA GINASIAL DE MARLI FERREIRA BATISTA (1944-2006), NO COLÉGIO SANTO ANTÔNIO (1959)

O prédio do colégio em 1959

A turma de 1959.

Segundo Zélia Guardiano:
1ª fil. da esq.p/ dir. 6ª- Vera Lúcia Graciolli 7ª- Lelita 9ª-Rose Mary Abujanra 10ª-Marilene da Vince 2ª fil. Maristela Duppas e eu, a 5ª Gilda Naécia Simões 3ªfil. Shirlei Marques... 5ª Mª Madalena Ortega 6ª Josephina Prezotto, na ponta Jamille, no alto a Janete Soller

Irmã Reginalda

A entrada das formandas.


A mesa constituída. Discursa a irmã Celestina. À sua esquerda, o Inspetor Federal de Ensino, drº Salém Abujamra,  Padre Duílio Liburdi,  profº Norival Vieira da Silva.



A oradora da turma.


Marli recebe uma medalha.



3.5.14

ZÉLIA GUARDIANO, A POETISA MEMORIALISTA

Clique sobre a foto


A ourinhense Zélia Corrêa Guardiano, pedagoga de formação,  é autora de poesias contos e crônicas, e também incursiona pelas artes plásticas. Participa de rodas de conversa em escolas e bibliotecas

 É autora dos livros "Poesia combina com tudo" e "Trem-bala. 
O pai de Zélia, Jairo Corrêa Custódio, foi colega de trabalho de  meu pai na Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná;  igualmente seu tio Dirceu. Conheci sua avó Anita Corrêa, que foi vizinha de minhas tias-avós Fausta e Anselma, naquela vila até hoje existente na Cardoso Ribeiro, altura da Altino Arantes.
Na semana passada, Zélia publicou no Facebook a poesia JASMIM - MANGA, cujos versos  fizeram-me lembrar  de finais de tarde em Ourinhos, quando eu levava minha mãe  até a sorveteria existente no térreo do prédio Bradesco, em frente a Praça Melo Peixoto, e lá ficávamos proseando e saboreando um delicioso gelado.
A leitura desse texto remeteu-me, também,   a essa foto feita por meu pai logo após a remodelação da praça efetuada pelo prefeito Paschoalick. Nela observamos à direita a Livraria Thomé, relembrada nas figuras de seu proprietário e da balconista  Irene.

JASMIM - MANGA

Quatro da tarde
Sorveteria da esquina
Da praça

Eu
Sozinha

A mesma mesa 
Do canto 
A mesma carta
A escolha de sempre:
Duas bolas de creme
Uma de chocolate
Muita calda
( Agora tudo diet )

Ocupo o tempo de espera:
Observo a fonte
Outrora luminosa
Agora treva

A mulher que leva a criança
Pela mão:
Choro e ranger de dentes
( O menino quer ficar)

O carro de som
(Ensurdecedor)
Que manda comprar geladeira
E tv de plasma

O mendigo 
Que pede esmola
(Tem pressa
Abrevia a história:
Suprime aquela parte
Que diz
Pelo amor de Deus)

O bilheteiro que insiste
Na oferta:
Leva
Leva
Um pedaço da vaca

Sorte!
Um lenitivo:
O jasmim-manga

Há o jasmim-manga!

Ah
O jasmim-manga...

O jasmim-manga
A despeito
Das cicatrizes do caule
Sabe mexer comigo
Assim florido
Desde o princípio
Das eras
(Caso inédito:
Floração perene)

Pela calçada
Passa muita gente
E
Não conheço ninguém

( Bom
Era quando eu respondia:
Boa tarde
Dona Cecília
Boa tarde
Seu Tomé
Boa tarde
Irene )

Agora
Vem a polícia
Tocando sirene

Chega a minha taça:
Ai
Parece
Que não tem mais 
Graça...

(Ah
Se não fosse
O jasmim-manga)

O MONSENHOR DAVID CORSO E A EDIFICAÇÃO DA IGREJA DO SENHOR BOM JESUS

Quem teria sido o padre responsável pela edificação da primeira igreja do Senhor Bom Jesus de Ourinhos? 
O responsável pela edificação da Igreja do Senhor Bom Jesus, não foi o primeiro pároco, padre Adauto Rocha, que assumiu a paróquia criada em 20 de junho de 1919, mas sim o segundo pároco, o  padre David Corso.
Padre David Corso foi nomeado em 11 de junho de 1920.
Uma comunidade católica em franco crescimento requeria a edificação  de uma igreja a sua altura, e o padre David Corso levou adiante esse propósito.
O local escolhido para a edificação foi um terreno localizado no centro do quarteirão que dava de frente para o Largo drº Melo Peixoto (atual Praça Melo Peixoto). Em 7 de junho de 1920 ali foi lançada a pedra fundamental.


É muito provável que esta foto seja do dia da inauguração da Igreja Matriz.
Ela ilustra o livro de Jefferson Del Rios Vieira Neves - "Ourinhos - memória de uma cidade paulista"

Dois anos depois (5-11-1922), procedia-se à benção do sino da igreja já levantada.
No ano seguinte, em 6 de agosto, o dia do padroeiro Senhor Bom Jesus, foram benzidos os altares laterais e as imagens de São Roque e do Sagrado Coração de Jesus, seus ocupantes. Não me recordo da  imagem que ocupava o altar esquerdo, mas sim do ocupante do altar direito - Sagrado Coração de Jesus.
O Altar-Mor, o mais importante em uma igreja, foi abençoada antes da Missa do Galo de 1923. Foi obra do artista de Cerquilho, Camilo de Caroli.
 Minha lembrança de menino guarda a imagem de um belo altar, como também do "coro", onde ficava o pequeno harmônio, já com o teclado amarelado pelo toque dos dedos do maestro Galileu Andolfo, o "mestre de capela da Igreja Matriz de Ourinhos. Ali, ao seu lado, ouvi as músicas que tocou na Missa de 7º dia pela morte de meu avô, em 1955.
Nos fundos da igreja foi edificada a casa paroquial, da qual também me recordo, pois foi numa de suas dependências que fiz a preparação para a primeira comunhão - catecismo (1955). A missa da primeira comunhão foi celebrado no novo templo, a "igreja nova"', como era chamada popularmente.
O padre David Corso, nomeado para a paróquia de Assis, foi sucedido pelo padre Francisco de La Torre Lucena.
Numa pesquisa que estou realizando, acabei encontrando uma foto do jovem padre David Corso abençoando a partida do primeiro trem da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, ainda pertencente a um grupo de fazendeiros, em direção  às estações de  Leoflora e Presidente Munhoz. 
Foto: "A Cigarra, 15-6-1944


Pergunto-me quem teriam sido aqueles dois garotos, os sacristões que estão ao lado padre David.
Num blog (http://monserdavidcorso.blogspot.com.br/) encontrei alguns dados sobre ele.
O padre David Corso faleceu em 1949 na cidade de Assis, com fama de santo. Na praça onde fica a Igreja Matriz  há um busto dele. Sua capela no cemitério é   a mais visitada no dia de Finados.
Ele nasceu em Fonzaso, Itália, tendo sido ordenado em Pádua (1909)
Veio para o Brasil em 1914.
Ele foi por duas vezes pároco de Assis.

Foto: Blog "Você conhece Monsenhor David Corso"

O seu falecimento foi noticiado pelo semanário "A Voz do Povo, de 18 de junho de 1949:



"Monsenhor David  Corso

Quinta feira última, dia 16 á luz do dia, na cidade de Assiz, cerrou os olhos, o esti­mado sacerdote Monsenhor David Corso. O passamento do ilustre extinto encheu de pesar a nossa cidade, pois, Monsenhor David Corso durante varios anos foi vigário de Ourinhos, e como vigário da paróquia desta cidade, construiu a atual Igreja Matriz. O padre David Corso, durante o tempo em que foi vigário de Ourinhos, conse­guiu  conquistar a simpatia de todos, graças a sua lhaneza no trato, e graças á sua magnimidade de coração. 

Desaparece o ilustre sacerdo­te aos 73 anos de idade, e o seu traspasse encheu de pezar toda Assiz, como tambem a nossa Ourinhos, onde ele deixou um grande circulo de amizade."



Os dados sobre a Igreja Matriz foram obtidos no artigo publicado no Diário de Ourinhos de 29-7-2010: "Catedral prepara festa para comemorar o Dia do Padroeiro Senhor Bom Jesus", de autoria de Rose Pimentel Mader e Rafael Saquetti