28.4.12

O CLUBE ATLÉTICO FERROVIÁRIO - OURINHOS



O futebol teve dias de glória no passado ourinhense. Os dois mais famosos e rivais foram o Clube Atlético Ourinhense (1919) e o Esporte Clube Operário (1920). Dois outros que também brilharam foram o  São Paulo-Paraná Futebol Clube  (1937) e o Clube Atlético Ferroviário, seu sucessor, já no tempo da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina.


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Esta foto nos mostra o time do Clube Atlético Ferroviário, num dia de jogo.
Atrás dos jogadores estão duas madrinhas e alguns ferroviários entre os quais identifiquei Rubens Prado  e Jairo Correia. 
O último agachado à esquerda, o famoso técnico e garçom nas horas vagas, Salvador.
Passo  a tarefa de identificar os jogadores e demais ferroviários para o  meu colega professor Carlos Lopes Bahia, estudioso do futebol ourinhense.
Carlos foi a campo e identificou a quase totalidade. Segue abaixo o resultado do seu trabalho, pelo qual agradeço:


Inicialmente houve dificuldade na identificação, mas ampliando foi possivel reconhecer a figura do Antonio Barbosa, conhecido como Nego no penultimo jogador agachado. Nego era irmão mais velho de Nelson Barbosa que foi profissional no C.A. Ourinhense.


 







 Rubens Prado


























Foto por Francisco de Almeida Lopes

26.4.12

A NOVA PRAÇA MELO PEIXOTO

GALERIA DE FOTOS DA NOVA PRAÇA MELO PEIXOTO









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DEPOIMENTO DE JOÃO ABUJAMRA


João Abujamra – JORNAL DA DIVISA – 1967 - 1970 :” Ourinhos e sua história”

      “Se nós pudéssemos construir a máquina do tempo e recuar por volta de 1914 olhando a praça Melo Peixoto veríamos uma cena engraçada e singela, coisa própria de um lugarejo que nascia. Veríamos um campo de futebol onde os moços daquela época faziam as suas peladas se divertin-do e passando o tempo praticando o esporte favorito do povo.
      O campo era aberto e os jogadores em dia de jogo, envergavam um uniforme garboso: calção abaixo do joelho, camisa de manga comprida, com colarinho onde uma gravata borboleta compri-dinha despontava.
      Do lado de baixo da praça, em frente ao Banco Bradesco, a casa do sr. João Neder; na esqui-na, a padaria do sr. Lourdino de Jácomo. Em frente a casa comercial do sr. Cury ficava a residen-cia do sr Felisbino Vieira.
      Esse era o panorama da atual praça por volta de 1914. Em volta do campinho de futebol, algu-mas casas de madeira.
      Conta o sr. Leontino Ferreira que jogavam nesse quadro Miguel Petronile, Toninho Moraes, João Albano e João Petronile.
      Depois que o lugarejo foi elevado à categoria de cidade, a prefeitura foi desapropriando as casas existentes para a construção de uma praça.
      Desapareceu assim o campinho das peladas fabulosas, dos gols sensacionais e hoje ele existe nas lembranças de bem poucos ourinhenses.
      Mas, o espírito esportivo dos moços daquela época não se apagou. Trataram de fazer outro campo de futebol no fim da rua São Paulo, onde hoje se localiza uma serraria.
      Formaram um timão e astros autênticos da envergadura de Miguel Cury, Manuel Teixeira, Tenente Raul, Vasco Grilo e Miguel Sapateiro deliciavam os espectadores com jogadas admira-veis.
      Contou-me o sr. Manuel Teixeira que o time possuía diretoria e chamava-se E. C. Oriente.
      Em 1920 é fundado o Esporte Clube Operário, o clube do povo, que não sei por qual motivo desapareceu.
      O primeiro campo de futebol do Esporte Clube Operário foi feito no local onde se acha insta-lada a firma Dias Martins.
      Afonso Salgueiro, Francisco Negrão e José Abujanra jogaram e eram diretores desse clube.
      Em 1922 desaparecendo o Esporte Clube Oriente foi fundado o Ourinhos Futebol Clube, na vila Margarida, nas imendiações da casa do Prof. Dalton.
      Jogavam nesse quadro Domingos Grilo, Antonio Mori, Lazinho, Nico Mori e outros. O sr. Miguel Cury fazia parte da diretoria.
      Em 1924 o Ourinhos Futebol Clube desaparece e sómente em 1930, com a vinda do conheci-do esportista Antonio Ferraz surge o Clube Atlético Ourinhense.
      Miguel Cury, Ítalo Ferrari e Julio Mori doaram  ao clube um terreno na rua Duque de Caxias onde foi construído um novo campo de futebol.
      Nessas alturas o Esporte Clube Operário já estava com seu campo também na rua Duque de Caxias no local onde o sr. Beibe possue salões de aluguéis. Sómente mais tarde chegou o clube a comprar o atual terreno de seu campo de futebol.
      Esse é o resumo da vida esportiva da cidade naqueles tempos em relação ao futebol.”


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  Wilsom Monteiro foi o autor da descoberta desse documento
Notas: de acordo com o Jornal do Povo – fundado em 1927, o Operário comprou um campo que já existia pertencente a outro clube não mencionado, o Aurora Futebol Clube. A compra foi realizada em 1933 e o dinheiro foi arrecadado através de empréstimos dos simpatizantes. O mentor do negócio foi o sr. Joaquim Luis da Costa. O campo no final da rua São Paulo foi também o campo de outro time chamado Serraria e ficava em terras da família Sá antes do surgi-mento da vila inglesa A vila Margarida só surgiria no final dos anos 30.
O primeiro campo do Aurora ficava na av. da saudade, hoje av. Jacinto Sá.
Profº Carlos Lopes Baia.

25.4.12

22.4.12

O VIOLEIRO


Meu pai considerava umas três dezenas de fotos que fez ao longo de sua vida como artísticas.
São fotos de natureza diversa e feitas em diversos locais.
Ele as revelara num tamanho maior e com elas formara um álbum que exibia orgulhoso.
Esta é uma das mais bonitas, feita em Ourinhos no antigo terminal de ônibus da  Rua São Paulo nos anos 1950.
Inscreveu-a num concurso de uma revista publicada pela Esso, que ele costumava ler. Recebeu menção honrosa.
Deu-lhe a denominação de " O violeiro"
Para acompanhar esta publicação segue um poema de Castro Alves:
Canção do violeiro

Passa, ó vento das campinas,
Leva a canção do tropeiro.
Meu coração 'stá deserto,
'Stá deserto o mundo inteiro.
Quem viu a minha senhora
Dona do meu coração?

Chora, chora na viola,
Violeiro do sertão.

Ela foi-se ao pôr da tarde
Como as gaivotas do rio.
Como os orvalhos que descem
Da noite num beijo frio,
O cauã canta bem triste,
Mais triste é meu coração.

Chora, chora na viola,
Violeiro do sertão.

E eu disse: a senhora volta
Com as flores da sapucaia.
Veio o tempo, trouxe as flores,
Foi o tempo, a flor desmaia.
Colhereira, que além voas,
Onde está meu coração?

Chora, chora na viola,
Violeiro do sertão.

Não quero mais esta vida,
Não quero mais esta terra.
Vou procurá-la bem longe,
Lá para as bandas da serra.
Ai! triste que eu sou escravo!
Que vale ter coração?

Chora, chora na viola,
Violeiro do sertão.

Foto por Francisco de Almeida Lopes


19.4.12

'"A VOZ DO ESTUDANTE", ÓRGÃO DO GERB DO IEHS - OURINHOS

Nos anos 1950 e  1960, as escolas estaduais tinham um órgão de representação estudantil  muito atuante, os chamados "Grêmios Estudantis", que foram desaparecendo ou perdendo sua expressão ao longo dos governos militares.
O Instituto de Educação Horácio Soares tinha o GERB - Grêmio Estudantil Rui Barbosa, que remontava aos anos 1950.
Esse Grêmio chegou a  ter um jornal denominado "A Voz do Estudante" que aqui vemos na sua edição nº 4, uma edição especial de agosto de 1965.
Na sua direção estavam dois  contemporâneos meus : Mario Aparecido Vascão e Gabriel Antonio Marão. Os orientadores eram os profs Osvaldo Perino e Ivany Gomia.
Tratava-se de uma edição comemorativa do "Dia da Escola" - 5 de agosto. Isso porque deu-se nessa data a instalação do Ginásio Estadual de Ourinhos - 5/8/1948, criado pela Lei nº 75 de 23/2/1948. 
Nessa edição vamos encontrar uma mensagem do diretor da escola, profº Alcides Ximenes; um elucidativo artigo sobre a criação do ginásio estadual; a Atado lançamento da pedra fundamental do Ginásio de Ourinhos, em 1939; a criação do curso colegial em 1953; a relação dos diretores de 1948 a 1965 e o Relatório da Comissão de Literatura.
Enfim trata-se de um documento muito importante sobre a educação em Ourinhos.
Clique sobre as páginas abaixo:






14.4.12

OS AMANTES DA PESCARIA E DA CAÇA


Clique sobre as fotos
Em pé (da esquerda para a direita): 1.Ademar Devienne, 3.Mário Brandimarte, 4. Mário Zanotto, 5.Antônio Ferreira Batista, 6.Irineu Ferrazoli. Agachado, com o cachorro, Artibaldo Semioni


O último à esquerda é Clóvis Conceição de Souza. 


Já comentei aqui o fato de haver muitos pescadores e caçadores em Ourinhos. Isso se explica pela localização geográfica da cidade, cercada por dois grandes rios, o Pardo e o Paranapanema, sem contar com a possibilidade de se chegar ao Rio Paraná por via fluvial. 

Atividades ligadas à caça e pesca remontam aos anos 1930, com expedições se utilizando do Paranapanema  para chegar ao rio Paraná.   

Nos anos 1950, no famoso bar do Daniel (Daniel Leirião, um dos azes do futebol ourinhense) criou-se um Clube de Caça e Pesca. 

Não sei se esse clube é o Clube de Caça e Pesca Ilha das Ariranhas ainda existente.

Tive acesso a uma série de fotos feitas na Ilha das Ariranhas, no em agosto  de 1966, nas quais há muita gente que conheci: 

Artibaldo Semioni, um excelente construtor;

Clóvis Conceição de Souza, proprietário de uma retífica de motores na Rua dos Expedicionários;
Antônio Ferreira Batista, gerente do Banco do Estado de São Paulo, um dos fundadores do "Ourinhos Tênis Clube";
Mário Zanotto;
Mário Brandimarte, proprietário de um escritório de contabilidade;
Antônio Ferreira Batista, gerente do Banco do Estado de São Paulo;
Irineu Ferrazoli, oleiro, genro de Antônio;
Ademar Devienne, meu primo,  da "Casa dos Fogões" 












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