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A LINHA DO TREM



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Esse trecho da Rua Antônio Prado é cortado pela linha férrea da antiga Sorocabana, hoje América Latina Logística. Quando os trens chegam ou fazem manobras, a porteira se fecha e os pedestres, veículos, bicicletas são obrigados a se armar de paciência e aguardar. Isso no coração da cidade. Além dessa passagem há outras pela cidade.
A foto é dos anos 1940, dá para se  ver os trilhos.
O conjunto arquitetônico que se inicia com o prédio do Hotel Lider e o prédio seguinte mantém as características que aparecem na foto.No térreo do terceiro prédio funcionava a famosa Alfaiataria Casseta,  de Antonio Casseta.
Com essa divisória na cidade era muito comum a população referir-se à expressão: "pra cima ou pra baixo da linha?".
"Pra baixo da linha" ficava o núcleo inicial da cidade a Avenida Jacinto Sá  .
"Pra cima da linha" fez-se a primeira praça, construíram-se: o cinema, a Igreja Matriz, o Grupo Escolar, os bancos, a prefeitura  e  as novas residências da elite.   
O professor Luciano Correia da Silva em seu livro"Poemas do Vale" dedicou um soneto à divisória:

"Minha cidade, por sorte,
vive sempre dividida,
tem seu olhar para o norte
e ao sul se faz dirigida .

Uma estrada faz o corte
de ferro n'alma sentida,
seu coração bate forte
entre uma rua e uma avenida.

Mas quem possui majestade,
nessa vida tudo pode,
quanto mais minha cidade.

Para isso ela é rainha,
e é seu vassalo quem sobe
ou quem sempre desce a linha."  
Foto por Francisco de Almeida Lopes

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