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PARA MINHA MÃE


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Hoje é o Dia das Mães. Portanto, uma ocasião para homenagear minha mãe, Amélia Neves Lopes, hoje com 86 anos.
Como a coluna se chama "Recordando..." e refere-se a Ourinhos, a foto escolhida deveria estar associada à cidade.
Fiho de um amante da fotografia, Francisco de Almeida Lopes, não me foi difícil encontrar uma foto na qual eu estivesse ao lado de minha mãe, na Praça Melo Peixoto. Há outras.
Reparem no seu belo vestido todo pregueado, obra de uma estilista da costura que, com certeza, ela foi.
A foto nos dá uma idéia de como era a praça no último ano da década de 1940. Com seus canteiros repletos de folhagens e flores, todas bem cuidadas pelos zelosos jardineiros, anônimos funcionários da prefeitura local. O calçamento de suas vias era no padrão português, obra da administração que estava prestes a se findar, a da professor Cândido Barbosa Filho, o "Barbozinha".
Sim, o velho Grupão deu-nos dois prefeitos: Barbozinha e Paschoalick.
Para minha mãe todas as homenagens são poucas pelo muito que fez pela família, pelos amigos (as) e nas associações de caridade da qual fez parte.
Beijos mãe.

Esta poesia, de Dalva M. Ferreira , denominada "SAUDADE" tem muito haver com a ocasião


Talvez não existam palmeiras,
nem sabiá,
talvez seja só a saudade
que eu tenho de lá.

Dos bancos de pedra na sombra
do jacarandá,
do sino da igreja matriz
- o mais triste que há.

Da procissão de casinhas
nem muito feias, nem lindas,
com seus alpendres floridos,
e dos manacás.

Talvez lá não existam palmeiras,
e nem sabiá.
talvez seja só a saudade
do que já não há.


Comentários

Maria Alice Carvalho escreveu:

Muito linda a homnagem!!! Ela merece!!! Bjs!!

Maria Alice
Parabéns pela homenagem!
Mãe é coisa séria!
Mãe (como disse meu filho) é ser do bem!
Aproveito para colocar a minha homenagem pra todas as mães que aqui estão e as que já não estão!
Abraços Marili

MÃE É:

Mãe tem um endereço certo. É aquele lugar no coração e no ventre do qual nunca saímos.
Ela é o PARAÍSO padecente e perdido.
A longa história da humanidade se repete no ventre da Mãe em apenas 9 meses.
Mãe é a MEMÓRIA do mundo.
Carregando uma bomba atômica vital, o ventre da Mãe é capaz de transformar em pouco tempo uma minúscula célula num ser humano perfeito e completo.
Mãe é o LABORATÓRIO da vida.
O ritual que uma Mãe faz ao esperar, preparar, parir, cuidar e educar uma criança faz dela verdadeira SACERDOTIZA.
A devassa, promíscua ou prostituta se transforma em Madona, quando tem uma criança no colo. A maternidade lhe confere uma auréola de luz. Ela vira Nossa Senhora.
Mãe é sempre uma SANTA.
A revolução paciente, pacífica e silenciosa das Consciências, começa no ventre da mulher.
Toda a Mãe é uma GUERREIRA sem armas.
Em meio a exigências, disputas e uma guerra contínua de nervos, a Mãe é o PARTIDO MAIS PACIFISTA do mundo!
Numa cultura machista, o filho bem sucedido carrega o nome do pai e o
fracassado é o FILHO DA MÃE.
Bandido, delinqüente, criminoso, tem sempre a causa ganha e o perdão irrestrito para aquela que diz: É MEU FILHO.
O vínculo do casal pode ser provisório, mas o do PAI E DA MÃE é para sempre.
A maternidade não é só biológica, ela é também consciente. Primeiro se é mãe das bonecas, sobrinhos, afilhados, mãe da própria mãe. Mãe de uma causa, um movimento, uma obra.
TODA A MULHER É MÃE.
O cuidado, delicadezas e minúcia, com que uma Mãe toca seu bebê, a magia de suas mãos e esmero em lidar com fios, tintas, comidas, remédios, roupas, livros, máquinas, tecidos, teclas, volantes, cantando e dançando, rindo e chorando,rezando e xingando, fazem dela uma ARTISTA, MALABARISTA, FIANDEIRA, FEITICEIRA, BRUXA E XAMÃ.
Em momentos de aflição e catástrofe: “MINHA MÃE” é a primeira invocação, a primeira Divindade, a primeira Religião. Ela é a DEUSA!
Presença constante no começo e no fim de nossas vidas!

MÃE É UMA SÓ.
Íris Boff ( maio de 2004)
Cristina disse…
Linda homenagem.
Dona Amélia, pessoa querida por todos que a conhecem, um grande abraço a ela e parabéns ao filho que com sensibilidade encontrou essa bela poesia. A mesma praça mas hj não mais o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim.
Cristina
Anônimo disse…
Minha amiga Maria Julia Filgueira Ferreira escreveu:

Tão bela quanto singela a homenagem para sua mãe.
Por isso ela comove.
Por isso ela emociona.
Veja, ainda, que a elegância de 1940 poderia ser perfeitamente um "look" de hoje. Isso é que é estilo Dona Amelinha!
Parabéns José Carlos!
Maria Julia

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