NICE NICOLOSI E ANTÔNIO CARLOS CORRÊA




Eles se conheceram em 1945. Nice tinha apenas 14 anos e acompanhara o pai na cerimônia de casamento de Marcos Reginato. Lá aconteceu a primeira troca de olhares com o jovem Antônio Carlos Corrêa, de Santa Cruz do Rio Pardo. Com certeza no cruzar de olhares “ouviram os sinos baterem”. Depois, novo encontro no footing da Praça Melo Peixoto, os primeiros papos e o namoro começou. Três anos depois, o casal deixava a Igreja Matriz unido pelos laços do matrimônio. Já lá se vão sessenta e dois anos.
Nice, professora de piano da Escola de Música até hoje, foi aluna do maestro Andolfo Galileu, que viu no talento de sua aluna a probabilidade de uma carreira de concertista. O amor falou mais forte, e Nice dedicou-se à família, tornando-se mais tarde uma excelente mestra de piano.
Meu contato contato mais próximo com Nice  aconteceu há não muitos anos, embora eu já tivesse uma proximidade com sua irmã Nancy, esposa do Bertico Soares, que após seu casamento foi morar na casa que fora do sogro (Horácio), na Arlindo Luz, 478. Nós morávamos em frente, no número 479. Também graças a essa vizinhança daqueles bons tempos fiquei conhecendo de perto dona Alzira Tocalino Nicolosi, mãe das duas. O irmão mais velho de Nice, Lúcio, foi colega de grupo de minha mãe, e Carlos, meu professor na Escola Técnica de Comércio de Ourinhos.
Após o casamento, Antônio Carlos foi trabalhar na Cargil sendo, logo depois, promovido a gerente e removido para Arapongas, especializando-se no trabalho com cereais. Os silos de Ourinhos e de Arapongas foram pioneiros na silagem, armazenamento, resfriamento e transporte a granel de milho e soja. Após oito anos, o casal e as duas filhas Márcia e Silvia retornaram a Ourinhos, onde construíram sua casa na Rua Rio de Janeiro, a poucos metros de onde viemos a morar anos depois. Em 1964, nasceu Janine, em 1969 Renata. Hoje, todas casadas, constituem um núcleo familiar muito bonito.
Antonio Carlos trabalhou na Cargil até a sua aposentadoria.
Foi um dos grandes pescadores de Ourinhos, numa época em que havia um grupo de aficionados dessa atividade, tendo sido também presidente do Rotary Clube e do Grupo de Amantes da Música. Muito estimado na cidade, curte hoje o descanso merecido após tantos anos de trabalho.
Hoje, Nice eu mantemos longos e agradáveis papos sobre música e sobre o passado da cidade quando vou a Ourinhos visitar minha mãe.

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