30.7.11

MARTA ROCHA EM OURINHOS - 29-6-1955 - 1ª PARTE: CHEGADA E VISITA AO GRUPO ESCOLAR VIRGÍNIA RAMALHO


FOTOS POR JOSÉ MACHADO
ACERVO FRANCISCO DE ALMEIDA LOPES


PERFIL: COLORIZAÇÃO POR FRANCISCO DE ALMEIDA LOPES




O DESEMBARQUE EM JACAREZINHO, VOANDO PELA REAL. AO DESCER  É SAUDADA PELO DRº ALFREDO DE ALMEIDA BESSA




NA RESIDÊNCIA  DOS HÓSPEDES. O CASAL VIRGÍNIA E ALFREDO BESSA.
DA ESQUERDA PARA A DIREITA: O CASAL MARIA LÚCIA E MÁRIO CURY, O CASAL BESSA, O CASAL SELMA  E  DEMERVAL FERREIRA, O PROFº DALDON MORATO VILLAS-BOAS, DIRETOR DO GRUPO ESCOLAR "VIRGÍNIA RAMALHO". O GAROTO É O FILHO CAÇULA DO CASAL BESSA, CIRANO. SENTADAS, MARTA UMA AMIGA E DUSA PRIMA MARION



SELMA ABUCHAM FERREIRA E MARTA ROCHA


A CHEGADA AO "GRUPINHO"


RECEBE UM PRESENTE ENTREGUE PELO PROFº DALTON MORATO VILLAS-BOAS
DIRETOR DO GRUPO ESCOLAR. 



SAUDADA POR UMA ALUNA. CREIO SER  ZOÉ MACHADO BRANCO.
AO FUNDO, O PROFº DALTON , VÍRGÍNIA  BESSA E O FILHO CYRANO.



JOSÉ DEL CIEL FILHO, vereador e presidente da Câmara Municipal de Ourinhos



José Del Ciel Filho trabalhou na Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, nela permanecendo após a encampação pelo governo federal em 1944. No início dos anos 1960, com a redução das atividades do escritório da ferrovia em Ourinhos, muitos empregados foram transferidos para Londrina, um deles foi Del Ciel.
José Del Ciel Filho foi eleito vereador pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB - , para a legislatura 1956-1959. Foi  presidente da Câmara Municipal de Ourinhos em 1958/1959, ocasião em que assumiu o cargo de prefeito devido ao afastamento do titular José Maria Paschoalick para candidatar-se a deputado estadual. 
Ele tinha dois filhos que foram meus contemporâneos. Um deles José Luiz, foi vice-prefeito de Londrina  nos anos 1980, assumiu o cargo de prefeito com a desincompatibilização do titular (1982/83). 
José Del Ciel Filho   foi fotografado pelo amigo Chiquinho , sentado e escrevendo à máquina de datilografia,   em seu local de trabalho no escritório da ferrovia.


1937 MANDA NOTÍCIAS


A REFORMA DO JARDIM ACHAVA-SE A CAMINHO DA FINALIZAÇÃO.



EDIÇÃO DE 3/7/1927. 
QUE MOTIVOS TERIAM LEVADO O PREEFEITO CAMARGO A RENUNCIAR QUANDO UMA DE SUAS PRINCIPAIS OBRAS - A NOVA PRAÇA - ESTAVA PRESTES A SER INAUGURADA?


O ESCOLHIDO ACABOU SENDO O DRº JOSÉ ESTEVES MANO FILHO, ENGENHEIRO DA SPP. 


A COMEMORAÇÃO DO 24 DE MAIO - MMDC.





CONHECI MUTOS (AS) DOS (AS) PRESENTES. QUASE TODOS (AS) JÁ PARTIRAM. 

25.7.11

DEJANIRA BRAZ BACILE (1922-201)

Dejanira Braz Bacile era filha do casal Elisa e José Adriano Braz. 
Foram seus irmãos:  Maria Braz, Alberto, Oslavia, Dejanira, Helena, Alipio, Adair e Edmeia.
 Ela faleceu em São Paulo dia (15/7/2011), onde residia,  aos 89 anos.Era casada com Arnaldo Jose Bacile gerente do antigo Banco "Brasul" Deixou 5 filhos, 9 netos e um bisneto. À família nossos sentimentos.

À família nossos sentimentos.
Memórias Ourinhenses
Na foto abaixo, Dejanira com o neto mais novo, Léo 

23.7.11

COMPANHIA FERROVIÁRIA SÃO PAULO-PARANÁ - A CASA DO SUPERINTENDENTE



No início da Avenida Rodrigues Alves que, sem desmerecer o presidente famoso, deveria ter seu nome alterado para "Avenida dos Ingleses", estão localizadas as três mansões sobreviventes do  passado glorioso da ferrovia construída  a partir de Ourinhos e que se pretendia levar até a fronteira com o Paraguai. Assim como também deveria haver na cidade a "Rua dos Ferroviários", como diz meu primo, o   jornalista Jefferson Del Rios, numa justa homenagem aos trabalhadores das duas ferrovias que cortavam a cidade: a São Paulo-Paraná e a Sorocabana.
Perdemos a oportunidade de deixar registrados oralmente o depoimento desses mesmos trabalhadores, que muito enriqueceria o Museu que se pretende instalar na cidade. Oxalá isso aconteça realmente, reunindo nele  o acervo fotográfico e toda a sorte de documentos , móveis e peças sobreviventes.
Das três casas que restaram , conheci de perto a mais antiga, a primeira de quem sobe a "Rodrigues Alves", pois lá residiu meu padrinho Benedito Monteiro nos seus últimos anos de uma longa carreira iniciada na   São Paulo-Paraná, da qual foi contador. Considero a última desse quarteirão a mais bonita. No acervo fotográfico da ferrovia que meu pai conservou, havia uma grande e bela foto dela,  a qual  deve ter ido parar nas  mãos de terceiros.

A mais antiga era a casa destinada ao superintendente da ferrovia, que deve ter sido construída nos últimos anos da década de 1920. Com a expansão da ferrovia a demandar um grande número de empregados de escritório, ela foi reformada e transformada no Escritório Central. Hoje abriga uma escola particular - o Colégio Jean Piaget.  Provavelmente nela residiu apenas o primeiro superintendente, drº Hamilton. 
Essa casa pode ser vista nas duas fotos: a de sua fachada e a de uma lateral. A bela varanda de entrada desapareceu com a reforma da casa para instalar o Escritório Central. A casa  ficava no centro de um grande terreno, sendo rodeada por amplos canteiros. 
Este artigo é uma homenagem a meu pai, um dos primeiros empregados do Escritório Central, e que conservou o acervo fotográfico da ferrovia hoje disponibilizado on-line na sua quase totalidade. Dia 17/7  foi   o vigésimo quarto aniversário do seu falecimento.

17.7.11

AMIZADE

Encontrei  essa poesia no site http://www.paralerepensar.com.br/index.htm , onde  é apontada como de autoria desconhecida:


ENQUANTO HOUVER AMIZADE...


Pode ser que um dia deixemos de nos falar. Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe. Mas, se a amizade permanecer, um do outro há de se lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos. Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais nos vejamos Mas, se ainda sobrar amizade, recordaremos bons momentos mesmo distante um do outro... Pode ser que um dia tudo acabe. Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente,sendo único e inesquecível cada momento...

Acredito que seus versos se encaixam bem com a situação retratada na foto.
Local: porta de entrada do Escritório Central da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, em Ourinhos.
O ano: Muito provavelmente 1940/41
Os retratados: funcionários da empresa


"Pode ser que um dia não mais nos vejamos

Mas, se ainda sobrar amizade,
recordaremos bons momentos mesmo distante um do outro..."

É assim que me lembro de meu pai se referindo a muitos dos que estão nessa foto, quarenta anos depois, ou quando reencontrou outros anos depois.
 São eles na primeira fileira debaixo para cima:
Américo Granato, que acabou se casando com uma prima de papai, Santa Devienne. Foram para Curitiba com a encampação da ferrovia pelo governo federal e nela  trabalhou até a aposentadoria;
Jairo Diniz, um dos mais novos da turma, ainda vivo e lépido, a quem minha mãe sempre se referia com carinho, pois foram colegas no Externato Rui Barbosa. Jairo foi também locutor da ZYS7 Rádio Clube de Ourinhos. Integrou a primeira turma do Tiro de Guerra de Ourinhos. Orgulhoso disso, comparecia todos os anos às cerimônias realizadas anualmente. 
Chiquinho Saladini, o mestre sanfoneiro que depois montou uma lojinha na Rua Paraná;
Fazendo pose, na segunda fileira, Luiz Zanoto e Zé de Barros. Zé de Barros, tio do Geraldo de Barros Carvalho, foi um grande amigo de papai, vizinhos em Ourinhos e depois em São Paulo. 
Na turma de trás, Osvaldo Cardoso, praticamente criado junto com meu pai, exímio dançarino e derretedor de corações femininos; Rolando Vendramini, cuja família morava em frente a casa de meus avós na 9 de Julho, havia entrado para SPP ainda nos anos 1930, menino de caça curta. Com a encampação fez carreira bancária, aposentado-se como gerente do Banco Mercantil. Foi casado com a professora Helena Braz; Aristides Silveira, outro grande amigo. continuou na ferrovia até aposentar. Poeta bissexto, as páginas de "A Voz do Povo" abrigou muitas delas; ao fundo Chiquinho (9/3/1909-17/7/1987), meu pai que, baixinho, levantou o braço como a dizer "olha eu aqui".
Quem foi o autor da foto, com a máquina  do Chiquinho? Talvez  Jairo Diniz se lembre.
Não falei com ele a esse respeito e agora Jairo nos deixou neste dia, 20-8-2014.
Deixará muitas saudades no coração de todos os que o conheceram.

11.7.11

FREDERICO HAHN, JOSÉ MACHADO DIAS E SHUKI SAKAI, AMANTES DA FOTOGRAFIA




Há quase dez anos, 28 de outubro de 2001, um dos primeiros artigos que escrevi para a “Folha de Ourinhos, denominava-se “Amantes da Fotografia”, o qual reescrevo hoje. Falava eu, na ocasião, sobre meu contato com dois importantes fotógrafos profissionais de Ourinhos, José Machado Dias e Shuki Sakai, proprietários, respectivamente, do Foto Machado e Foto Vitória. Essa aproximação se devia à grande amizade que os ligou a meu pai, dos quais se tornou colaborador, nas horas vagas.O Foto Machado ficava na Praça Melo Peixoto e o Foto Vitória  na Rua 9 de Julho, em frente ao Grupo Escolar “Jacinto Ferreira de Sá”, atual Diretoria de Ensino da Região de Ourinhos. Acredito que o Foto Vitória passou chamar-se depois Foto Sakai.
José Machado Dias era natural da bela e agradável  Santa Bárbara do Rio Pardo, onde nascera em 14 de /abril de 1894. Foi casado com Gabriela de Oliveira Machado, com quem teve os filhos Alberto, Walter. Gabriel. José Roberto. Carmen, Wilma. Carlos e Gabi. Ele se estabeleceu em Ourinhos nos anos 1940. Tinha um sorriso encantador, estatura alta e cabelos crespos já embranquecidos. À noite, quando não ia ao cinema, meu pai ia ao Foto Machado e me levava junto muitas vezes. Seu Machado um mestre na arte de foto de estúdio. Nos anos 1950 e 1960, ele e meu pai fotografaram os desfiles de Sete de Setembro e os bailes do Grêmio Recreativo de Ourinhos. Essas fotos, numeradas, ficavam expostas nas vitrines do Foto. Os interessados, por meio da numeração, escolhiam as preferidas, as quais mandavam revelar.
Shuki Sakai estabeleceu-se em Ourinhos no final dos anos 1940, acredito que comprando a razão social do Foto Vitória, que era de propriedade de Frederico Hahn (1897-1986), natural de Ingolstadt, Estado da Baviera, Alemanha. Foi outro amigo de papai, e cujo estúdio cheguei a conhecer. Frederico viera para Ourinhos em 1927, tendo construído um sobrado de arquitetura muito original na Rua 9 de Julho, que ainda existe. Fez muitas fotos de casamento e de cerimônias públicas na cidade. Essas fotos tinham a rubrica F. Hahn.

Outros fotógrafos mais jovens que se estabeleceram em Ourinhos, tornaram-se também amigos de meu pai. Nos anos em que morou em São Paulo (1967-1974), papai trazia para eles exemplares da revista “Cinótica”, publicada por uma loja fotográfica famosa localizada no centro de São Paulo. Seus últimos amigos fotógrafos foram os irmãos Nagita, que se estabeleceram na Rua Antonio Carlos Mori, onde têm foto até hoje. Colaborou com eles até adoecer, na segunda metade dos anos 1980. Outro amigo fotógrafo  nesse período foi o "Carnaval". 
Nessa foto, feita por meu pai por ocasião da inauguração da piscina do Clube Atlético Ourinhense creio,  vemos seu Machado ao centro com chapéu  e na extremidade direita, seu Sakai

9.7.11

O COTIDIANO (1937)


Novamente, Ourinhos passava por um período sem  Banda Municipal, corporação musical fundamental naqueles anos em que a praça pública era frequentada pela população. As Bandas promoviam retretas no coreto da praça, sendo assistidas entusiasticamente  pela população. 
Uma nova corporação seria organizada na gestão do prefeito drº Hermelino de Leão. Ele é vista na foto abaixo, na qual estão também o prefeito Hermelino, a esposa Tata e o ex-prefeito Horácio Soares.

O articulista dava aqui uma cutucada nos Integralistas e Comunistas
A inauguração se concretizaria alguns meses depois, sendo uma das grandes obras do prefeito Benedito Camargo .
A deficiente iluminação da cidade era criticada.


Eis uma foto do prefeito Benedito Camargo em sua residência, onde hoje se encontra o Colégio Drumond/Anglo, na Rua 9 de Julho. Ele é visto à direita, tendo ao lado o Bispo de Botucatu, D. Carlos Duarte da Costa,  o vigário local Padre Vitor Moreno, que assumira a função em 5/5/1931,  e a esposa com a filha caçula Maria Helena ao colo. Maria Helena viria a ser a esposa do maestro Olivier Toni, renomado músico paulista.







O futebol entusiasmava população.


A Câmara Municipal em ação, votando crédito especial.

Na foto abaixo, vemos à esquerda Benedito Monteiro que foi o contador da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, por duas vezes vereador e um dos fundadores da Sociedade Vicentina. à direita o mestre de
obras, Tomas Lopes.
 

3.7.11

ALFREDO DEVIENNE JÚNIOR (1936-2011)

Alfredo Devienne Júnior  (1936-2011) (professor Dinho) faleceu no dia 26 de junho p.p.
Dinho era filho de um primo de papai, Alfredo Devienne e de Isolina Catai Devienne, que foram proprietários de casa comercial na Rua Paraná , a Casa dos Fogões.
Licenciado em Educação Física, desde jovem foi um amante do esporte.
Esteve envolvido em todas as atividades esportivas havidas na cidade desde finais dos anos 1950.
Foi Secretário Municipal de Esportes, tendo também lecionado na Faculdade de Educação Física de Jacarezinho.
Espírito jovial herdado do pai,  granjeou muitas amizades ao longo da vida.
Foi casado com  Edite Ferrazoli.
Nessa foto por Francisco de Almeida Lopes,  vemos Dinho e Edite (AO CENTRO), quando ainda noivos, num baile de debutantes (GRO) nos anos 1960, ao lado do primo José Luiz Devienne e noiva.

LEMBRANÇAS DO PASSADO