DOM FREI HENRIQUE GOLLAND TRINDADE, ARCEBISPO DE BOTUCATU.




Dom Frei Henrique Golland Trindade foi o 4º Bispo da Diocese de Botucatu, criada em no dia 0 de junho de 1908 pela Bula "Diocesium nimiam amplitudinem", do Papa São Pio X . Foi, também, seu 1º Arcebispo, pois em 19 de abril de 1958, pela Bula "Sacrorum Antistitum", do Papa Pio XII, a Diocese de Botucatu foi elevada a Arquidiocese e Sede Metropolitana, sendo instalada no ano seguinte, a 12 de abril de 1959.
Ele nasceu em Porto Alegre, (RGS), em 27/5/1897, tendo realizado a sua profissão religiosa em 1922. Em 1941, foi nomeado Bispo de Bonfim (BA). Em 15/5/1948, foi nomeado Bispo de Botucatu, tendo falecido em 6/11/1974. Foi enterrado na cripta da Catedral Metropolitana de Botucatu.
Era um homem muito simpático, risonho. Em 1950, no mês de maio, Dom Henrique, recém-nomeado, esteve em Ourinhos para aplicar o Sacramento da Crisma. Na ocasião, entregou o título de nacionalização para o profº Jorge Herkrath, que havia estudado num seminário.
Dele recebi a Crisma, nos anos 1950, tendo como padrinho Benedito Monteiro, casado com uma prima de meu pai. Benedito Monteiro era um homem de profundas convicções católicas, tendo sido um dos fundadores da Comunidade Vicentina. Alto funcionário da São Paulo-Paraná e da RVPSC, foi por duas vezes vereador. Como era amigo pessoal de Dom Frei Henrique, este, na hora de me aplicar a Crisma, acariciou minha cabeça dirigindo-me algumas palavras, o que me deixou muito envaidecido.
Nos anos 1960, o padre Eduardo Murante, que se tornou pároco de Ourinhos, em 1941, e foi o responsável pela construção da nova Igreja Matriz, hoje Catedral, foi homenageado. Após alguns anos fora de Ourinhos, para lá retornou, tendo falecido no Asilo São Vicente de Paula.
Lembro-me com saudades do padre Eduardo, que celebrou o casamento de meus pais, me batizou e me concedeu a primeira comunhão. Sem a sua tenacidade esse monumental templo, orgulho dos católicos ourinhenses, não teria sido erguido. As festividades a Maria, com procissões diárias no mês de maio, marcaram todos os católicos que delas participaram. A cada dia, a imagem de Nossa Senhora posava numa residência, de lá saindo em procissão para a Igreja Matriz.

A foto é por ocasião dessa homenagem. Nela vemos o Padre Eduardo ao centro, apoiado numa bengala, tendo à sua esquerda o vigário à época, Padre Arnaldo Beltrami e, à direita Dom Frei Henrique. Na foto também estão o professor Norival Vieira da Silva, o padre Felipe Dimants, o ex-prefeito Antônio Luiz Ferreira, Sr. Zanoni e Jairo Diniz Correa, padre Rui Rui Candido da Silva, e o coroinha José Mauricio Conte, neto do velho Conte, barbeiro na rua Paraná.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

Comentários

Confrade, Algumas vezes em S Paulo, frequentei a Praça da República para apreciar a Feira Hippie Normalmente era aos domingos. Havia, inclusive apresentação de capoeiristas com muito berimbau. Era ambiente de paz sem manifestações de violências. Quanto ao arcebispo, embora eu já tivesse 18 anos, também recebi a comunhão naquele visita.A foto me traz saudades de gente que conheci tão bem. O prof. Norival, o Jairo Diniz, o ex-prefeito Antoninho Costa, o padre Eduardo, o Zanoni (que era pai de um moço de muito valor, Péricles Zanoni, que foi professor de Filosofia na Falculdade de Jacarezinho onde, em 1973, minha mulher formou-se. O Norival também lecionava lá.Falando em padre Eduardo, houve um fato até cômico. Não me lemblro se já lhe contei. Se não o fiz, vai agora. Se o fiz, confirmo. Para visitar melhor e com mais conforto os paroquianos, ele adquiriu uma pequena motocicleta que era mais uma bicicleta motorizada. Ela deu muitos problemas ao querido padre, porque ele somente usava a batina e de quando em quando esta ficava presa na corrente. Era um trabalho danado para desenroscar. Um dia, na frente do Bar Paulista, presenciei este fato. Fomos ajudá-lo a sair da situação. Não me lembro até quando ele sofreu com isto, mas não deve ter sido por muito tempo. Abraços Chicão
José Carlos, bom dia e saúde a todos.

Refiro-me a reportagem da Folha de Ourinhos 22.02.2009, página 10.
Parabéns pelo artigo. Trazer a memória dos mais jovens pessoas que contribuiram, quer com ações ou sua espiritualidade, para o bem da comunidade sempre é renovar nos presentes a sua vocação para o bem comum.
Dentre os fotografados muitos já se foram. E ali está uma pessoa, embora não citada na reportagem, que tbem muito fez pela comunidade: Padre Rui Candido da Silva.
Qual minha surpresa também: Quem seria aquele seminarista ao lado de Dom Henrique? Ainda tão jovem, de braços cruzados e parecendo meio assustado? Pois bem sou eu. José Mauricio Conte, filho do colunista Sr. Rafael Conte. E por essas coincidências da vida tenho a propaganda de minha empresa ( Completta) publicada nessa mesma página. Velhos tempos...
José Carlos, se possível, gostaria obter uma cópia dessa foto.

um abraço,

josé maurício conte

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