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Mostrando postagens de Agosto, 2016

Drº JÚLIO DOS SANTOS, ADVOGADO E PROFESSOR DE PORTUGUÊS

Tanto no diz respeito às suas duas profissões advogado e professor ouvi, na infância e adolescência, rasgados elogios à sua atuação. Quando atuava no Juri, o recinto onde ocorria a sessão costumava ficar lotado por  pessoas que lá iam para admirar a sua oratória; de sua atuação como professor de português no Ginásio de Ourinhos, ouvi de dois de seus alunos, meu tio Herculano Neves, bacharel em direito pela Faculdade do Largo São Francisco e Inês Souza Leal, professora primária da primeira turma de normalistas de Ourinhos, elogios à sua competência no magistério.
Radicado em Ourinhos desde meados dos anos 1930, foi convidado a lecionar no Ginásio recém criado. Na época, não se exigia a formação acadêmica na disciplina para lecionar em ginásios. Desse modo,  era comum advogados lecionarem língua portuguesa e história, principalmente. 

Nesta foto, vemos o drº Julio entre membros do "Operário": é o segundo na segunda fileira à esquerda. Na foto também se encontram, Tufy Saki Abucha…

PADRE DUÍLIO LIBURDI, UM MISSIONÁRIO JOSEFINO EM TERRAS BRASILEIRAS

Minha tia, Maria Neves (Nim), apesar de pertencer à Paróquia do Senhor Bom Jesus, frequentou muito a Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, nos anos 1950 e 1960. De modo que eu, sendo até os 13-14 anos  muito religioso, acompanhava-a às cerimônias daquela paróquia. Assim sendo, cheguei a conhecer o padre Duílio. Italiano de Roma, onde nasceu em 1926, ingressou no Seminário  dos Oblatos de São José, em Asti, aos  onze anos de idade. Sagrado sacerdote em 1951, dois anos depois veio para o Brasil para iniciar uma ação missionária. Sua primeira missão foi a de dirigir , na condição de reitor,  o Seminário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Ourinhos,  o primeiro da Ordem em  terras brasileiras. Esse seminário havia sido inaugurado em 26 de janeiro de 1952, graças a ação dois padres josefinos, Pedro Magnone e Mario Briatore. 





Nesta foto, de finais dos anos 1950, vemos o padre Duílio ladeado por algumas telefonistas: minha tia Maria Neves, Noêmia Pedroso, Zilda Fernandes e Maria de Lurdes Souza …

A ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 1963 EM OURINHOS

Em outubro próximo haverá eleições municipais.  Refletindo sobre esse assunto, resolvi pesquisar na imprensa local sobre a   eleição municipal de 1963, a que deu a   Domingos Camerlingo Caló, o seu segundo mandato de prefeito. Ele havia sido prefeito no período de 1952 a 1955, sendo sucedido por José Maria Paschoalick (1956-1959) e  Antônio Luiz Ferreira (1960-1963). Nas eleição municipal de 1963, concorreram à prefeitura duas forte lideranças locais: Domingos Camerlingo Caló e José Maria Paschoalick.

Vivia o país,  nessa ocasião, um clima radicalizado pelas posições políticas assumidas tanto  à esquerda como  à direita. É evidente que esse posicionamento repercutia também no âmbito dos municípios brasileiros. Podemos dizer que,  em Ourinhos,  tínhamos à direita  os partidos PSP, PRP, UDN e  à esquerda o PTB. Camerlingo era do PRP e Paschoalick do PTB.  Os três partidos mais fortes na cidade a essa altura eram o PSP (ademarista), o PRP ,  a UDN e o PTB.  Ourinhos tinha 9634 eleitores, dos …